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Fátima 2018

Quarta-feira, Maio 16, 2018

1.No passado fim de semana 12 e 13 maio, 17 ddr pedalaram até Fátima pela 17º vez, curiosamente, repetimos a mesma data de há seis anos 12 e 13 maio 2012 e também com 17 elementos – embora desta vez, só 8 é que fossem repetentes. Costuma-se dizer que a ultima vez é sempre melhor que as outras mas, o certo é que foram dois bons dias e desta vez até tivemos vento bonançoso a nosso favor.

2.Com toda a gente em forma – as coças de quinta-feiras à noite surtiram efeito -, todos calejados nestas andanças, menos o estreante Martinho que, para o efeito até comprou uma burra de estrada, sem azares mecânicos (tirando uns furitos), depressa palmilhamos os 150kms da etapa parcial até Mira, pouco passava das 13h00, quando arribamos ao local programado para o reabastecimento e ao ponto nevrálgico do percurso. Ultrapassar a barreira situada no Casal de S.Tomé em Calvelas ao sul de Mira, chega a demorar mais de 3 horas, por aqui se vê a dificuldade de ultrapassar este obstáculo.

3.O reabastecimento foi na bela propriedade do Snr Carlos Miranda, amigo do chefe dos ddr, que serviu de poiso para o reforço e…outras cenas!
Incrivel como o Snr Carlos tem paciencia para nos aturar. Como sempre, fomos bem recebidos com um almoço, saboreado sem pressas – só faltou o bolo do Miguel -, é por estas e por outras, que damos mais valor à qualidade que à rapidez e demoramos dia e meio para chegar a Fátima.

4.Findo o almoço, por ali andamos à solta com rédea livre comó costume e, nem o frio impediu que o Martinho e o Miguel, tomassem de assalto o barco do lago, o “Inô”, com grandes histórias de navegação de outras ocasiões, sob o comando dos ddr, agora foi utilizado para o show  Os Piratas de Calvelas, protagonizado pelos dois irreverentes patifes Martinho e Miguel
Os artistas executaram vários números, desde luta livre, remar sem…remos, etc., mas o numero mais artistico, foi o fantástico mergulho do Martinho p`ra água turba do lago com os óculos de sol que, no frenesim da luta se esqueceu de os tirar e ainda bem, para gaudio da plateia que na margem assistia a todas as movimentações dos artistas. Os numeros que ainda faltavam executar foram cancelados e o resto do show foi passado com os artistas a rocegar o fundo do lago de rabo fora da água à procura dos óculos mas, em vão, os óculos continuam no fundo do lago agora a fazer de coral para os peixinhos.

5.Em terra, o Martinho continuava com a corda toda, com os seus celebérrimos ataques de riso sem fim, num desses intervalos do riso e antes do espetáculo terminar com o velho numero do enforcanço das burras zirinhas penduradas nas arvores, o chefe aproveitou para mostrar ao Martinho os moinhos de rodizio do ti Manel “Reco” e os burros da quinta.
Ao fim de três horas, alguém se lembrou que tínhamos de continuar o caminho de Fátima e ainda tinhamos de chegar à Figueira da Foz naquele dia.
Compreendem agora, ddr`s e quem nunca fez o caminho de Fátima quão dificil é o obstáculo de Mira?

A frase poética que o Jardel Agostinho disse, na ultima vez que nos acompanhou: “vivemos incansavelmente de forma “infantil” e conformamo-nos com a felicidade que vamos tendo”, continua a fazer sentido, para descrever a passagem por Mira.

2º dia

Domingo, 13 maio

6. A segunda etapa de 70km, da Figueira a Fátima, começou sem atrasos, com todos em forma, aparentemente ninguém parecia acusar os 195km do dia anterior, sem stress, despedimo-nos da Figueira da Foz e fizemo-nos à estrada em bom ritmo, até ao alto do barracão foi um tiro. Apesar de ser o dia 13 de maio, ponto alto das celebrações religiosas, de quando em quando ainda se viam alguns peregrinos na direção ao Santuário.
Estima-se que anualmente acorram a Fátima, mais de 5 milhões de visitantes, de Portugal e do resto do mundo e é considerado o segundo maior destino turístico religioso do mundo logo a seguir ao Vaticano.

7.Sem problemas mecânicos e fisicos às 11h30 estavamos em Fátima, onde decorriam as cerimónios religiosas do dia 13 maio a data religiosa mais importante do ano.
À nossa espera lá estava a Rosinha Cunha e quatro distintas senhoras que quiseram surpreender os maridos, o que é sempre bom para elevar a moral do grupo.
No Santuário, por lá nos demoramos mais tempo que o habitual, ficamos por ali a observar a imensidão de peregrinos que enchiam por completo o Santuário, com ou sem fé, cada um nós à sua maneira, viveu o espirito da cerimónia e, se uns ficaram a contemplar o cenário das movimentações dos peregrinos, outros arriscaram e em introspeção, meditativa embrenharam-se na multidão para sentir mais de perto a mística do ambiente, afinal também foi um dos motivos porque fomos a Fátima.

8.Resta-nos agradecer à Rosa Cunha mais uma vez pela disponibilidade em nos trazer de volta no autocarro e ao Carias que nos acompanhou durante os dois dias.

A próxima aventura será daqui a três semanas pelos Caminhos de Santiago, até lá cuidem-se

O grupo de 2018:

Filipe Torres; Francisco Ferreira; Manuel Torre; Celestino Palmeira; Paulo Santos; Filipe Correia; Narciso Ribeiro; António Maia; Tiago Costa; António Solinho; António Soares; Anthony Martinho; Eurico Cunha; Miguel Dias; Alberto Ribeiro e Campos
Na logística:
Zacarias Palmeira e Rosa Cunha

Algumas fotos dos dois dias:

Granfondices dos ddr pelo Douro Granfondo 2018

Sexta-feira, Maio 11, 2018

1.Amanhã dia 12, começa a tradicional incursão a Fátima em bicicleta pelos ddr, a 17ª, tem sido sempre assim por esta altura do ano. Esperamos que tudo corra pelo melhor e que o obstáculo de Mira seja ultrapassado sem incidentes de maior, depois falaremos como as coisas se processaram mas, agora vamos falar das granfondices dos 5 ddr que participaram no dia 6, no Douro Granfondo 2018

2.Já passaram quatro dias em que a Régua foi literalmente invadida por ciclistas, não só oriundos do país, mas também de outros países. Manhazinha cedo, de qualquer rua, beco, parque, saiam ciclistas com os seus equipamentos multicoloridos, aos magotes dirigiam-se para a concentração da partida, onde se iria realizar a aventura pelas estradas que serpenteiam os famosos vinhedos do Douro, património da humanidade, impressionante olhar para o pelotão a perder de vista com 3000 e tal ciclistas distendidos pela margem do rio Douro.

Na box da frente, a VIP, entre convidados, faziam parte os ilustres campeonissimo Alberto Contador e o ex campeão do mundo Rui Costa, Vitor Gamito e o eterno Venscelau Fernandes. Na box`s seguintes, lá estavam os fregueses do costume, os dois ddr, o Cesar em pulgas para o arranque e o Bruno descontraído como é seu timbre,  separados por trezentos metros de distãncia, mais três ddr, Tozé e Narciso, estes em duvidas qual percurso escolher quando chegasse a hora da separação, um pouco mais atrás, o Cunha, emprestado à equipa do Bruno Filipe, a Maulini Sa, vindos expressamente da Suiça, com a certeza de que desta vez não iria espremer o caparro, o bom senso aconselhava a pedalar em equipa e foi isso que fez.

Dada a partida, tivemos de esperar mais 8 minutos até chegar a nossa vez. O desafio tinha começado.

Com andamentos diferentes, cada um foi à sua vidinha. Ate ao Pinhão foi sempre a voar, depois apareceu a desconfortável tremideira do pavé, os bidons saltavam do suporte como rolhas de champanhe até voltar à normalidade do pixe. A primeira subida até ao alto de Sabrosa, foram 10kms sem dificuldades de maior. Ouvia-se falar castelhano por todos os lados, os tombos começaram a surgir, dois ciclistas hipnotizados pela paisagem pararam bruscamente para a admirar, esquecendo-se de quem vinha atrás, felizmente ninguém se magoou, já na descida para Cheires foi diferente, não obstante os avisos de perigo, aconteceram alguns acidentes com consequências físicas e mecânicos.

Ao km 42 no inicio da subida para Cheires, a bike do Tozé fez finca pé e… pum, foi uma vez uma roda que ficou em fanicos, deixando o Tozé apeado, inconsolável, ficou a aguardar que o apoio mecânico lhe emprestasse uma roda para completar a odisseia duriense, a espera demorou no dizer dele, uma hora até reiniciarem – Tozé e Bruno -, a subida até ao alto de Cheires a 3 kms de Favaios. E tudo voltou à normalidade.

3. Os 15km a descer desde Favaios, com o vale Mendiz à direita foi simplesmente espetacular, proporcionou uma diversão do caraças, quer pela beleza do vale, quer pela estrada larga sem curvas traiçoeiras, deu para o gajo que escreveu estes rabiscos assapar na burra até mais não, vingando-se dos gajos que o ultrapassaram nas subidas. Estava tudo a correr bem e nem a passagem de novo pelo km por paralelo do Pinhão depois da vertiginosa descida, esmoreceu os ânimos para o que daí a pouco adviria, no entanto enquanto pedalávamos pela 222, persistia o formigueiro com a estuporada subida ao alto de Vacalar que ainda faltava, para mais ouvindo um pequeno grupo da frente a jurar que não queriam saber de mais subidas e iriam direitinhos à Régua, foi o suficiente para despertar os diabinhos que começaram logo sussurrar aos ouvidos para que seguisse o grupo de cobardes, felizmente os diabinhos não levaram a melhor e foi à duro de roer que trepamos os 9 kms, o pior obstáculo de todo o percurso até Armamar mas, o facto é que não foi assim tão duro, afinal ainda deu para o Tozé fazer o cavalinho para a fotografia e o Cunha rebocar/empurrar um Maulini Sa, com algumas dificuldades físicas.

Os derradeiros 25 km, em plano e a descer, foram bem divertidos, agora a três, foram feitos num ápice sempre a rasgar pano até à meta, onde o César há muito tinha chegado, fazendo jus dos pergaminhos de campeão com o notável tempo de pouco mais de 3,5 horas, sendo o 23º da classe. Parabens campeão. Estava assim concluído o 4º Douro Granfondo para os ddr.

4.Em suma, foi um dia divertidíssimo, foi uma festa até à hora da partida, uma festa durante a pedalação pelas estradas sinuosas com troços traiçoeiros, com paisagens fantásticas e uma festa depois com toda gente feliz por ter terminado sem percalços de maior, a contar as incidências da aventura todas positivas, só foi pena a estupor da roda da burra do Tozé não ter colaborado.

Nos anais dos ddr, o dia 6 de maio de 2018, ficará registado como um dia top de festa do ciclismo de estrada que o Douro Granfondo nos proporcionou, considerada já a maior prova de ciclismo do país – 3100 participantes inscritos segundo a organização -, só possível com uma organização de qualidade, a que a Bikeservice nos habituou. Parabens Bikeservice e parabéns a todos os ddr e aos familiares acompanhantes.

Algumas fotos dos ddr e outras curiosas

Fogacho do Luso Galaico 2018

Terça-feira, Abril 24, 2018

1.Realizou-se no fim de semana passado 21 e 22, a prova de btt Luso Galaico que, apesar da concorrência de outras provas de igual cariz  realizadas no mesmo dia, os verdadeiros amantes do btt não deixaram de participar e em numero apreciavel na mítica Luso Galaico, uma das referencias das clássicas provas de btt que já leva 16 edições.

Com dois traçados à escolha, os betetistas optaram pelo percurso que melhor se encaixava na sua condição física e predisposição para a aventura, a maioria, como sempre, escolheu descarregar a adrenalina pelo traçado da meia maratona, este ano mais soft – em jeito de compensação pela bravesa da do ano passado – e os mais radicais, ou nem por isso, pelo percurso de 70km.

2.Um grupo de betetistas lamentaram a extinção da prova de btt NGPS Extreme, que foi substituida pela NGPS Transcavado que este ano se realiza em 5 e 6 outubro, o “CEO” do Luso Galaico entendeu que não se justificava haver duas provas com carateristicas semelhantes. Foi a explicação que demos ao grupo que… com três horas e meia de pedalada (e de caminhada!), e sem demonstar muita pressa para terminar os 40km, quando ainda faltavam 10km. Não sabemos se estavam mesmo interessados em fazer aos 200km do Extreme em dois dias, nem isso é da nossa conta mas, se estivessem interessados, pela amostra seria preciso… uma semana.

3.Com ou sem extreme, estamos em crer, nós ddr que durante meses estivemos empenhados com o desenho e logística da meia maratona, que as largas centenas de betetistas participantes se divertiram e desfrutaram da beleza da paisagem do concelho de Esposende durante umas horas, pois essa foi a nossa principal preocupação na elaboração dos trilhos e pelos comentários positivos no final, achamos que conseguimos e quando assim é, valeu o esforço dispendido dos participantes e nós sentimo-nos compensados por todas as canseiras.

4.Por último damos os parabéns a todos os vencedores dos diversos escalões e a todos quantos participaram no Luso Galaico, particularizando  os nossos bravos ddr, Cunha, 5º A maratona; César 7º B maratona; Paulo Fernandes 11º B meia maratona e Miguel 13º B meia maratona, que representaram exemplarmente os Duros De Roer

Obs: vamos tentar publicar durante esta semana, as mil e tal fotos que tiramos nas maratonas

 

 

Os injinheirus das barragens

Terça-feira, Abril 17, 2018
  1. P´ro Granfondo (160km), do Montemuro, foram três ddr, os pontas de lança, César, 10º em B; Cunha, 31º em A e Bruno 88º também em A, se considerarmos o que disseram no final “uma prova muito dura com direito a um valente empeno”, os lugares da classificação foram excelentes. Parabens.
  2. Outros ddr, formaram dois grupos proletários e trabalharam incansavelmente na limpeza das vias do LG, desobstruindo toda a espécie de empecilhos que poderiam tornarem-se perigosos para os betetista que no próximo fim de semana terão a oportunidade de pedalar pelos lindíssimos trilhos do Luso Galaico 2018. Já agora lembramos a quem não se inscreveu que ainda está a tempo de o fazer, é imperdivel falhar o LG deste ano, depois não digam que não avisamos.
  3. Nesta operação clean, foram removidos troncos de árvores, lenha grossa, pedras que desabaram pela força da chuva, etc. Porem a certa altura aos injinheirus ddr, deparou-se um problema bicudo, remover uma barragem com água na cota máxima que ocupava todo o estradão por largas dezenas de metros que, a permanecer no dia da prova seria uma chatice para quem não gosta de tomar banho ou não sabe nadar e, foi a pensar nestes betetistas sem propensão para imitar os patos que os três injinheirus que compunham este grupo – o outro grupo andava a injinheirar noutro local -, pensaram, pensaram e voltaram a pensar na melhor solução para remover a barragem e, vai daí pôs-se de lado a ideia arrasar a barragem com dinamite pela dificuldade em obte-lo, é que os vendedores de velas deste explosivo não trabalham ao domingo, assim como a ideia de tirar a água com os bidons das bikes porque já era tarde e tínhamos mais que fazer. Então a solução idealizada pelas carolas dos injinheirus Mackgyvers Paulu e Chicu, foi cada um pegar num pau e abrir um rego na lateral a meio e, se bem pensaram melhor o fizeram, os valentes injinheirus começaram de imediato a fazer uso da musculatura popeye e só abrandaram quando o rego ficou aberto e logo depois retomaram o esforço para alavancar as comportas que retinham a água. Trabalharam comó coiso mas valeu a pena e, meus amigos foi um regalo depois de tanto trabalhinho ver a água a fugir da barragem e correr desvairada pelo pinhal abaixo mas, o melhor e ver as fotos da obra de arte dos nossos injinheirus das barragens que injinheiru Narcisu registou para a posteridade .

Trailisses

Segunda-feira, Março 26, 2018

Pronto, o Trail de Esposende que ontem se realizou sob o mote da idade média, pelas arribas do concelho entre Vila Chã e Esposende, já pertence à historia, é tudo tão efémero. P`ra hoje ficou a vista de olhos pelas redes sociais para admirar a mascara do esforço do atleta nas fotos e confirmar se a classificação está mesmo certa e de desacordo com o ego.  Ora os ddr, também andaram a Trailear, desta vez saimos da zona de conforto, deixamos as burras em casa – só dois deram ao pedal por…necessidade – e, se duvidas houvesse de que somos um grupo versátil, aquilo que na gíria popular se diz, pau para toda a obra, ontem ficou demonstrado a polivalência do grupo no campo de batalha da Sra da Paz, lugar aprazível com uma paisagem fabulosa, cativo dos ddr todos os anos desde a primeiro Trail.

Então foi assim: quatro foram correr o Trail, um foi empossado com uma máquina fotográfica e nomeado um dos fotografo oficiais do Trail, onde é suposto ter tirado o retrato  a todos os atletas aí pelo kms 4 a 5, seis tomaram de assalto o recinto da sra da Paz e, sob o comando de dois ricos mercadores de Curvos, imediatamente começaram as escaramuças, munidos de facas e navalhas regressaram aos instintos de peleja da idade média e começaram por atacar as bolas de berlim e arrufadas, com golpes certeiros, deixaram as coitadas em metades, noutra recinto em barraca a luta continuava igualmente feroz, os tabuleiros de marmelada ficaram reduzidos por golpes desferidos com pouca pontaria em cubos, as laranjas em quatro e as bananas aniquiladas em duas e três, ficando uma ligeira curva para os traialista reconhecerem que eram bananas.

Mais além, a chacina continuava, os ddr não davam tréguas às tostas que não tiveram outro remédio senão agarrarem-se à manteiga de amendoim para escaparem incólumes aos instintos bélicos.

Quando os dois centuriões chegaram ao recinto da Paz, impacientes por a corrida estar lenta, notou-se que não percebiam nada de arte da guerra ou eram recrutas com poucos dias, postaram-se no cimo da arriba, quando o mais correto seria no inicio para espicaçar os pobres atletas que, coitados no fim da íngreme subida, tinham que levar com as lanças apontadas à cara. Valeu que dois possantes ddr, (os ddr tem de tudo), lá estavam para apoiar os traialistas nos seus intentos para subir.

Três horas depois no campo de batalha, toda a gente tinha fugido, só restava os vencedores que continuavam de pé com as facas nas mão à espera de ordens do chefe para depor as armas e embora rústicos medievais,  limpamos os despojos como pessoas civilizadas.

Dia divertido, parabéns aos ddr que desta vez trailearam pelos pinhais tão nossos conhecidos e aos Apulia a Correr pela suas excelentes prestações.

Boa Páscoa!!!

 

Pelo tunel do vento

Segunda-feira, Março 12, 2018

O túnel do vento, que um ddr de top, ultimamente em alta com as entradas diretas para o pódio nas Masseiras, Facho e a dois passos do pódio dos Moinhos, vestido à civil porque….não lhe apeteceu equipar nem treinar mas, que prognosticou de manhã cedinho, que hoje os injinheirus dos ddr que eventualmente se aventurassem a sair  dos tocas, teriam de se haver com um túnel do vento.

O prognóstico do túnel do vento bateu certo e não foi um mas dois os túneis de vento que tivemos de transpor por baixo da A28, mas nada mais, de resto os quatro injinheirus com os tomates no sitio que se apresentaram no Rafas, mais o-ddr-à-civil-que-não-quis-treinar-com-os-quatro, vá lá saber porquê, já levaram com milhares de bars de altas e baixas pressões na tromba, não era agora que o tunelzinho de vento de hoje armado em bufão, que amedrontaria os injinheirus de pesquisar novas rotas.

O então túnel de vento que o-ddr-à-civil-que-não-quis-treinar-com-os-quatro, apelidou o treino d`hoje, começou no Rafas, continuou por Gandra, sempre em turbilhão prosseguiu por Palmeira até Vila Chã, prolongando-se bastante tempo por sobre a água para depois friccionar as raízes dos pinheiros em Vila Chã e o túnel de vento continuou a bufar por  Antas e a bufar por todos os lados, fustigava os quatro corajosos injinheirus,  compenetrados  a medir a aerodinâmica de possíveis rotas para promulgação, quiçá por  injinheirus de secretaria d`outro planeta.

O tuneis de vento foram concluídos com êxito pelos quatros valorosos injinheirus que na parte final em Apulia, a levar com a areia da praia na cara divertiram-se na mesma e ainda tiveram tempo para carimbar as credenciais no ultimo túnel de vento  do Ilha`bar.

Nota máxima!

Quarta-feira, Fevereiro 28, 2018

Domingo, no Rafas, depois de termos bebericado descontraidamente o cafezinho, os dez duros de roer, arrancaram suavemente com o intuito de acrescentar mais uns furos à estreita cintura do  LG2018.

Mas o arranque à caracol foi de pouca dura, porque depressa deu lugar à rápida gincana pelos carreiros estreitos do pinhal de Ofir, que custou arranhadelas na cara e mãos a dois pontas de lança, pressagiando desde logo, que a manhã prometia ser de emoções à ddr, e foi.

Em Fão a burra do Milo, começou a ficar com falta de ar e, o remédio – mais uma vez -, foi a bomba da Repsol do Bouro, um clássico nos treinos do grupo ao km7, inchar os cascos das burras para aguentarem as cavalgadas despudoradas que acabam quase sempre por acontecer.

Às 10h00, muito por culpa do “ por aqui dá…”, do guia Martinho, que avaliou mal as coordenadas e nos induziu a confiar nele, teve inicio no sopé do monte de S.Lourenço, o feito que acabaria por ser histórico, da escalada à A28 por terras nunca antes calcorreadas por alguém com uma bike às costas.

À mesma hora, em Roriz, o César e o Cunha arrancavam para maratona XCM do Raid do Facho, com o ensejo de desbundarem os franzinos corpinhos viciados em altas rotações, durante 80kms por montes a totalizar 1900d+.

Os dez, depois de partir muita lenha e silvas, alcançam a A28 e prosseguem com algumas dificuldades, pela beira da vedação da AE, surpreendendo os condutores dos carros que, à vista de tantos amarelos e pelas buzinadelas que nos dispensaram, devem ter julgado que os estavamos a flashar com o radar, ou então que se tratava de uma invasão de fugitivos da casa amarela.

A vista soberba que daqui se alcançava p`ro mar amenizou um pouco a atribulada escalada.

O Martinho (o homem do dia), ufano, vangloriava-se que desta vez foi dos primeiros a chegar a S.Lourenço, onde chegamos ao fim de um km e muitas escorregadelas junto aos rails da AE e, pelo facto de sermos pioneiros a fazer aquela travessia, fomos recebidos por um admirador, varado com semelhante feito nunca antes conseguido nem sequer tentado por mais ninguém com a bike às costas, com uma garrafa de vinho do Porto e respetivos copos. Claro que a cambada rejubilou com a inesperada oferta que caiu que nem ginjas, só faltou a cereja no topo do bolo, ou seja os foguetes do Miguel como da outra vez. Emocionado este admirador anónimo, tão depressa apareceu como desapareu.

Por esta altura, enquanto despejávamos a garrafa do Porto, o Cesar e o Cunha, este, em missão de aguadeiro para com os amigos da bike zone de Barcelos, davam o litro lá p´ros lados das freguesias de Alheira e Cossourado

Às 11h00, confortados com o vinho fino, inciamos então a missão de engordar o LG. De tentativa em tentativa, por carreiros sem saída, foi assim que alcançamos o monte da Guia, a coisa não estava fácil, a geografia do terreno não ajudava.

Na derradeir tentativa, embora soubéssemos que também por ali não ia dar e não deu, deu foi em pedra como mais à frente se verá, em descida vertiginosa fomos desaguar à celebérrima pista dowhilleira da “Imagem da Senhora”.

Foi então neste local, tão bonito, com uma vistaça do caraças, que surgiu o clik, já que por ali não podiamos resolver o problema da engorda, era o momento e o local perfeito para inaugurar o campeonato da Cambalhota, há muito aguardado (interrompido em 2012), e, se bem pensamos, melhor o fizemos e o chefe deu o exemplo,  montado na burra, paparazzis apostos, o ato solene assim o exigia, o chefe deu inicio à cerimónia pela descida da Senhora e a coisa foi tão rapida e correu tão bem, que passado vinte e dois segundos o chefe inaugurou o campeonato da Cambalhota à cabeçada, sendo o primeiro da lista de melhor marcador com a pontuação máxima, 10 pontos. O video da cerimónia A Cambalhota

Ganda chefe, o seu exemplo será adotado, como prometeu o Martinho, para o filhote não fazer birra com a sopa, bom, acho que não foi bem estas palavras mas a ideia foi mais ou menos a mesma.

Ddr`s, depois desta linda cerimónia, esperamos que todos sejam dignos de constarem na lista e que se esforcem ao máximo para seguir o exemplo do chefe, lembrem-se que no fim do ano será premiado com o trofeu Cambolheteiro aquele que obter mais pontuação.

Três horas e meia depois, da saída do Rafas, estávamos de regresso à base, a missão não foi cumprida, ficou adiada para outra oportunidade, mas lá que nos divertimos, divertimos.  O César e o Cunha ainda teriam de esgravatar os últimos dos 80kms.

Obs: no Raid do Facho, o Cesar terminou em 5º da classe e o Cunha em 35º. Parabens campeões