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Jornadas culturais, desportivas e outras coisas mais…

Terça-feira, Setembro 27, 2016

1.O Bruno, como dissemos na semana passada, continua de forma sustentada a tratar do caparro para grandes feitos que se adivinham no futuro e a prova disso, mais uma, ontem no Porto, vingou-se do passeio forçado de 112km do granfondo do Douro e atacou os 165kms do Porto Granfondo, como um PRO.

O Seara, rumou para Barcelos, para os 5 Cumes. Com as cores dos Irmandade bike team e porque ainda não está formatado para tantos montes, galgou os três Cumes em pouco mais de duas horas e meia e ficou em 93 da geral, com nota positiva entre os1044 bettistas que chegaram ao fim.

O Milo, bom, o Milo foi traído há ultima hora pelo seu companheiro das tardes de domingo e o agendamento para subir o Cerquido até ao alto da serra D`Agra, foi cancelado por lesão no costado do Rui, a quem endereçamos daqui o desejo de rápidas melhoras.

2.O Tozé, cada vez mais traialista, foi correr para a serra D`Agra, fazer o trail longo de 33kms, foi o primeiro a dar o mote para o que viria a ser um fantástico dia no mundo dêdêrriano em grupo e a solo. Às 07h30, já estava em Dem, pronto para trepar pela serra acima. Tiramos o chapéu, ou antes o capacete, à abnegação e persistência com que se empenhou nesta epopeia serrana e damos-lhe os parabens pelo honroso 104 lugar entre 345, mas, no domingo também ficamos decepcionados, nós que sempre o consideramos um gajo com muito bom gosto nas questões femininas, alguma coisa deve ter acontecido para correr o trail com uma companheira tão mal cavacada, com pelos nas ventas e em modo alpercatas. Bom, estamos p`raqui a falar à toa, pois se calhar fez parte do kit de participante.

3.O grupo dos oito ddr, prosseguiram com as jornadas culturais que tiveram inicio na passada quinta à noite, numa visita demorada e enriquecedora, com nota máxima na casa do Joãozinho em Aguçadoura e no domingo toda a manhã com as visitas de estudo, primeiro às escavações das ruinas do dólmen da Mamoa do Rápido  em Vila Chã. Finda a visita a conclusão a que chegamos é que em cada rua de Apulia há ruinas muito melhores e escavações em Cedovem com buracos mais resistentes que as do dólmen da Mamoa.

A caminho de outra visita, passamos pela cascata do Meril, que tristeza ver a água outrora límpida, agora escura, fruto do arrastamento das cinzas pela chuva da vegetação queimada. Resta esperar que a natureza regenere o que a mão humana, negligência ou outra causa, destruiu.

A última visita, à mansão do nosso amigo Martinho, quiçá um futuro ddr, a perspetiva é boa. Fomos recebidos por um lord, a principio com algumas reservas, mas depois entrou no espirito da rafeirada e tornou-se amistoso. A visita que constou duma prova de uvas acompanhadas com umas bjecas fresquinhas, foi o final feliz para terminar as jornadas culturais em beleza.

A silly season

Domingo, Setembro 18, 2016
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João da Silva, o ddr mais recente

1.Faltam poucos dias para terminar o verão, a época de férias por excelência está a terminar, três meses de silly season, um estrangeirismo que os jornalistas gostam de usar para lembrar que é a altura do ano em que as coisas mais parvas acontecem e que aos privilegiados que tem férias é-lhes permitido fazer mais disparates que nos outros meses, sim privilegiados, porque há muita boa gente que não pode gozar férias nesta altura e outros obrigados prescindem delas para fazerem uns biscates que lhe permitam angariar mais uns eurecos ao fim do mês para tapar o esperado buraco no orçamento doméstico com os gastos excessivos com toda a parafernália dos putos na rentrée na escola ou universidade e depois há sempre mais qualquer coisa a juntar-se à festa que acaba em definitivo com a ténue esperança de gozar pelo menos  alguns diazitos de férias, que tanto pode ser o arranjo da carripana, a reforma da máquina de lavar que meia volta endoidece aos pulos a dar cabeçadas contra a parede da garagem, ou um frigorifico que declarou guerra ao frio, um esquentador papa-gás, a ameaçarem dar o berro a qualquer momento, e… trocar de bike ou na melhor das hipóteses artilha-la com o material mais in do mercado, mas este é um assunto muito delicado que nem devíamos e não vamos falar nele e já se sabe que para estas coisas é preciso carcanhol e o deve e haver do pré ao fim do mês é à justa e o subsídio do 13º mês não estica e se queremos mesmo um orçamento retificativo para fazer face a estas desgraças, não resta  outro remédio senão vergar a mola nas férias, nem que seja a arrumar carros.

2. E os ddr que disparates fizeram nas férias?
Mesmo com alguma falta de mão-de-obra, que sempre acontece na tal silly season, os durosderoer nunca deram tréguas às burras e aproveitaram muito bem os meses de verão para parvoniarem-se por aí: em  julho, na companhia do mais recente membro ddr João da Silva, sobressaiu aquela tentativa do sub chefe, durante a rota dos melões, para derrubar um muro de betão, mas o máximo que conseguiu depois de abalroar a fat bike do Cunha foi uns esfarrapanços  jeitosos;

Em agosto, o king`s stone da Corsega Virgilio Souto, um projeto de ddr sempre adiado, rendeu o João da Silva – que entretanto regressou às americas -, pedalou connosco com o intuito de ser programado para cumprir a promessa de 260km até à Cova da Iria e a coisa deve ter sido tão traumatizante que o Gilo`s stone depois da promessa cumprida, nunca mais foi visto a dar ao pedal, consta que mais tarde queixou-se que a culpa foi nossa porque o abandonamos como se fosse um rafeiro, o que é totalmente mentira pois sempre o consideramos como um perdigueiro.

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Bruno Monte em pleno no Vila do Conde Peneda Gerês

O Bruno Monte, com o barómetro da forma a subir em flecha a cada dia que passa, coube a responsabilidade de representar o grupo durante os três dias do Vila do Conde – Peneda  Gerês Extreme btt e devorar os trezentos e tal kms  de comprimento de ida e volta, portou-se tão bem, que ao fim de uma semana já estava quase recuperado da coça dos sete mil e quinhentos  metros de acumulado. Campeão.

Um quarteto formado pelo Chefe, Futre, Seara e Arsénio cumpriram mais uma vez a tradição anual da subida à Sra do Minho e a descida pelos trilhos macacos parte-costados-e-burras, até à meta no Caçana, distinta tasca em S.João da Montaria, especializada em sangria e petiscos, onde este quarteto que não foi lá só para brincar, lhe infligiu um rombo de grau 8.

Outro quarteto de top`s; Emilio Santos, Tozé, Bruno e Arsénio, fizeram jus ao nome do grupo, escolheram o dia mais quente do ano, para subir o Cerquido até à serra D`Agra, só p`ra duros ou doidos, depois queixaram-se – pelo menos um – que ficaram mal dispostos, mas não foi por causa do calor, ou seria?.

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O quarteto do Caçana

No principio deste mês, os ddr pularam a cerca e foram curtir durante dois dias, os sons da natureza da Proriver na Barca do Lago. Foram dois dias porreiros, envolvidos com trails e canoas mas houve duas coisas que não correram bem.

No primeiro dia, o sub chefe prometeu aos participantes durante o duatlo, que haveria cerveja a rodos num determinado ponto e quando fossem a descer o rio nas canoas  os iria apedrejar da margem, mas foi só bluff, não cumpriu a promessa, para frustração de quem andou a juntar pedras e quem ia sendo apedrejado era ele por faltar com a cerveja.

No segundo dia, os ddr e a dupla Otávio e Esferobite (que raio de nome), fizeram-se convidados da Proriver e desceram o rio nos kayaks. Entusiasmados começaram a pagaiar freneticamente, pouco se importando com aquela coisa de remar sincronizados e foi neste frenesim desacertado que um eminente ddr deixou cair uma chave à água. Desolado, já em terra, prometeu que daria o corpo ao manifesto a quem por ventura – era como achar uma agulha num palheiro – a resgatasse do fundo do rio. Com um prémio tão tentador, toda agente afinou as pestanas e foi para a

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Chefe atento e previdente

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área onde o estupor da chave se amandou borda fora da embarcação e, por incrível que pareça, não demorou muito que um ddr, com visão telescopia e propensão para milagreiro a encontrasse. Com a chave na mão o nosso PRO Bruno, de imediato e com toda a legitimidade reclamou o manifesto ao prometedor de promessas, mas não teve sorte.

Assim não vale e fica o aviso: as promessas são para ser cumpridas e quem as proferir em em vão pode ter vários azares, ser vitima de pragas e mau olhado e depois o grupo fica mal visto.Tá feito o aviso

3.No domingo passado, ainda com o nosso PRO de estimação o indómito César Nogueira, um grupo enorme de ddr como há muito não se via, cavalgou por entre pinhais queimados e outros ainda em fase de rescaldo – infelizmente vai ser por muito tempo esta a imagem que se nos irá deparar durante os nossos treinos – até à Sra da Guia e deu-lhes na bolha de descer por um trilhos parte-costas, o costume, felizmente só dois é que tiveram o bom senso de se mandarem para cima das pedras, mas só valeram os pontos para o recruta Martinho e hoje ultimo fim de semana de verão não havia necessidade dos pontos que o Milo angariou no game over da Franqueira.

4.E assim terminou três meses de silly season, para os ddr ainda faltam mais nove. Agora venha o outono e o dia 5 de outubro para a fazermos a rota dos trilhos sem sol, é já daqui a duas semanas e o nosso guia já está contratado.

Desabafos

Quarta-feira, Agosto 24, 2016

1.Um desabafo: os jogos olímpicos terminaram há três dias e a frustração com a miserável prestação olímpica portuguesa foi enorme, salvo algumas excessões conhecidas de todos, só esperamos, como dizia MST no domingo, que não venham com a história do costume, com a falta de condições para se prepararem. Somos o país que somos, com os recursos que temos, sustentados com o dinheiro dos que pagam impostos e vimos atletas de países infinitamente mais pobres e mesmo exilados e apátridas, conseguirem melhores resultados.

2.E já que estamos a falar de atividade física, embora de outro âmbito sem a componente de competição, por curiosidade, transcrevemos algumas pedaços de estatísticas e recomendações que constam no recém criado Programa Nacional de Promoção da Atividade Física da Direcção Geral da Saúde: para combater a obesidade, estima-se que apenas 15 a 20% dos portugueses com mais de 15 anos cumprem as recomendações internacionais para a atividade física  e que, a par da alimentação, um adulto para ser menos propenso a uma série de maleitas que afetam a saúde, como as doenças coronárias, diabetes, mama, colón, Alzheimer etc., deve em cada semana acumular no mínimo 150 minutos (o ideal seria 300), de marcha energética, ou atividade moderada equivalente, como andar de bicicleta ou jardinagem ativa e que, a atividade física é uma verdadeira prioridade de saúde pública e não uma mera questão de estilo de vida.

3.Pela parte que nos toca, os ddr  desde há largos anos que mantem mais ou menos atualizado o score dos 300 minutos semanais (ou à volta disso), frequentemente ultrapassado por um lote de ddr, quer a correr ou a pedalar, como ainda o fizemos  no domingo, dia em que sete ddr cumpriram da parte da tarde o dever cívico (povo que não preserva as suas tradições não tem identidade), e, participaram ativamente na procissão da festa da Sra da Guia, lá fomos mais uma vez sem a preocupação  de contribuir para a tal fasquia dos 300 mas antes, com o fito de passarmos umas horitas divertidas.

Começamos a diversão numa toada descontraída por percursos tantas vezes repetidos por nós, por locais com muitas histórias dos nossos treinos destrambelhados; por trilhos onde desfrutamos do prazer  de descarregar a adrenalina numa qualquer descida técnica enquanto respiravamos o ar puro dos pinheirais e de árvores seculares, só nós com a natureza; de ouvir o chilrear dos pássaros e no fim dar um mergulho nas águas límpidas do Meril em Vila Cova.

Tudo acabou, no domingo pedalamos tristemente, desolados, por entre pinhais, outrora frondosos e pujantes, agora escuros, carregados de cinza da incineração de milhares de arvores e fauna, restando algumas árvores que morreram de pé no inferno do incêndio que há dias assolou as zonas florestais de Palme, Feitos, Vila Cova e Curvos. O riacho que alimenta a cascata do Meril, continua, mas o cenário envolvente com toda a vegetação queimada é confrangedor.

Que tristeza!

O Virgilio?

Quarta-feira, Agosto 10, 2016

Como pular a cerca!

Domingo, Julho 31, 2016

Se tens problemas para descomplicar conversas, contar a tua vida desde pequenino, fazer confidências, cantar o fado, o vira dos sargaceiros d`Apulia, se te falta coragem para te declarares à tua gaja ou gajo de que estás perdidinho por ela ou por ele, nós queremos ajudar-te a desinibir-te, a dar-te coragem para realizares o teu desejo secreto de fazeres strip-tease em cima duma coluna de som num concerto do Quim Barreiros, mesmo que tenhas uma barriga de cerveja, vamos ajudar-te a libertar os diabinhos que tens em ti.

Ontem fizemos a experiência e é baseados nessa experiência desconcertante, que vamos revelar a poção mágica e acredita que funcionou:

Numa vasilha de barro ou inox, junta-se quatro colheres de sopa de mel, quatro paus de canela, cascas de um limão, grãos de café qb e para dar aquele saborzinho especial e aramatico, um litro e meio de aguardente de boa destilaria. Mistura-se tudo lentamente com uma colher de barro (porque não havia outra), acende-se um fosforo ou isqueiro e ateia-se o fogo ao preparado até fazer uma chama jeitosa – cuidado para não queimares os pêlos do braço porque o cheiro, semelhante a porco no espeto baralha as pupilas gustativas e lá se vai o doce sabor da queimada, o nome da receita – continua-se a mexer até apurar, até ficar no ponto, depois…depois com a tal colher de barro (porque não havia outra), distribui-se pelo povo das febras.

Atenção! Para que esta receita funcione a cem por cento, é vivamente aconselhável encher primeiro os tanques de lastro, na nossa experiência de ontem, com quarenta galifões oriundos de três aldeias, atulhamo-os de febras, barrigas, sardinhas e um bassote de cervejas, etc, etc,etc e ainda mais etc`s.

Ah! É muito importante escolher um local aprazível, mas sobretudo um bom guru para preparar a poção milagrosa e os grelhadosix nós escolhemos Criaz, e, tivemos a sorte de ver em ação o OtáviusSámix e FilipusTorrix a coadjuvarem o grande druida da aldeia  JoãoReikeimadix, o venerável guru das queimadas e com outras receitas na manga. Um êxito.

O resultado, foi uma segunda edição, com a mesma tiragem da primeira, mexida também com a colher de barro (porque não havia outra), estava mais apurada porque esta não teve o odor do cheiro a porco no espeto a atrofiar o delicioso aroma.

E se tiveres a sorte, como nós tivemos de juntares a isto tudo, dois fabulosos contadores de histórias comó Futrix e Tinuix, a barraca armada fica completa.

Pronto, aqui está a receita para te declarares e pulares a cerca e seres o maior da tua rua. Toca a encharcares-te em queimada!!!

Não tens nada que agradecer. Boas férias!!!

Fogachos da Rota dos Melões

Quarta-feira, Julho 27, 2016

1.No ultimo fim de semana, os ddr dividiram-se pelo Trail das Azenhas em Antas,  pela Rota dos Melões em Vila Seca e um terceiro grupo, consta-se que foram…caçar pókemons.

Quanto ao maior grupo, o que participou na Rota dos Melões, apresentaram-se a tempo e horas no local da partida e, lá estavam os suspeitos do costume para o assalto ao pódio: David Vaz e Celestino Faria os cabeças de cartaz, mas outros dos participantes tinham igualmente créditos suficientes para se apoderarem dos três lugares da frente, entre os quais: Aurélio Reis, Nuno Martins, Eurico Cunha, João Pedro Faria, Luis Neves, nomes sobejamente conhecidos e com provas dadas no mundo betetista. Depois havia tambem muitas caras conhecidas, sobressaindo como sempre a guerreira Fernanda Loureiro dos Gilmonde BTT.

Num dia de muito calor, tinhamos consciência que seriam 45km encharcados de suor e que não haveria a Azenha do Minante, Perelhalovixlandia ou a poça do Meril, que nos valesse desta vez, para dar o habitual mergulho a meio da contenda.

Com todos a postos, deu-se inicio à hora prevista da 9ª edição do Raid BTT Rota dos Melões, depois foi como sempre em qualquer prova desta natureza, os PROS a desapareceram rapidamente do radar e os restantes ainda com a pica toda, com o pó a dificultar a visibilidade, a esfarraparem-se – pelo menos o dono do dorsal 132 esfarrapou-se bem -, para não ficarem p`ra trás nos primeiros kms, mas a gastarem muitos cartuchos que de certeza iriam fazer falta mais lá para a frente.

Quanto aos ddr, ao invés do ano passado, deixaram-se da mariquice de se arrastarem pelos caminhos a laurearem a pevide e pedalaram decentemente e mais ou menos em grupo – menos dois, um com problemas mecânicos e o outro para o ajudar e evitar a desistência -, e curtiram à brava os trilhos, dando por bem empregue o tempo despendido que os Amigos Por Natureza proporcionaram a todos os betetistas que tiveram a feliz ideia de participar, mesmo com as ondas de calor a fazerem-se sentir a cada momento, com mais intensidade até Terroso, depois a brisa do mar ajudou a refrescar um pouco, felizmente a organização esteve atenta e providenciou muitos pontos de água ao longo do traçado.

2. Os dois atrasados a partir do km 10, com o problema mecânico resolvido, pedalavam atrás do prejuízo, deparando-se por vezes com betetistas sem dorsal a dificultar a ultrapassagem. Não temos nada contra, eticamente não achamos correto quando se misturam com os participantes, os caminhos são públicos o único reparo é que podiam facilitar a passagem a quem estava a participar na prova o que não aconteceu com um grupo de cinco elementos que mais lentos por uma descida em Courel teimaram em manter-nos atrás deles, provavelmente não estariam à espera de mais ninguém mas, que diabo, não custava nada desviarem-se, o certo é que só nos deixaram passar quando chegamos à estrada. Se foi por lhes rogarmos cobras e lagartos enquanto íamos atrás, então foi muito bem feito, mas tudo bem, são as vicissitudes deste desporto, estávamos ali para nos divertir e nem a paragem forçada de dezassete minutos, tirou a boa disposição para continuar a desfrutar do gozo de pedalar nos trilhos bem conseguidos pelos mentores deste Raid.

3.Chegamos ao reforço com a esperança de encontrar algum dos cinco ddr, alguém que tivesse ficado por lá esquecido, deitado à sombra a palitar os dentes do opíparo lanche que nos foi servido, um luxo de reforço onde nada faltava, mas nem vestígio tinham-se pirado todos.

Confortados e restabelecidos do calor, continuamos a atacar os 20kms finais, a pedalar rápido, até surgir a rampa do monte de S.Félix, feita quase toda a pé com a burra pela mão, depois, passe o exagero, foi voar ainda na esperança de encontrar alguém do grupo, mas sem êxito os estupores pedalaram bem e só os encontramos no fim com umas bejecas nas mãos e a enfardarem calmamente umas deliciosas sandes de porco no espeto.

4.Concluida com êxito, contudo esta prova teve menos inscritos do que em anos anteriores, talvez por haver outros eventos desportivos no mesmo dia se tenha refletido ligeiramente no número de participantes, tendência aliás, que se tem verificado nos últimos tempos em provas de btt, das mais pequenas às de maior envergadura. É um ciclo natural com altos e baixos que se repete em algum momento em todos os desportos amadores e até profissionais, numa sociedade frenética sempre à cata de novidades, mas não tenhamos dúvidas que o MTB, está saudável e irá continuar porque nada dá mais prazer, que nos desculpem os traialistas, do que pedalar numa bicicleta seja pela montanha ou estrada em contacto com a natureza. Não foi por acaso que a bicicleta foi considerada o maior invento do século passado e é o transporte mais utilizado em todo o mundo.

Parabens Amigos Por Natureza. Continuem!

Parabens  ao Celestino Faria que desta vez teve de se contentar com o terceiro lugar. A concorrência foi de facto muito forte e à equipa mais numerosa, o hegemónico grupo dos Gilmonde btt e em particular à família Loureiro pois foi um prazer trocar dois dedos de conversa convosco.

E parabens aos ddr`s e restantes Apulienses

fotos do José Manuel Monteiro:

Portugal Allez, Portugal Alleeeez!!

Quarta-feira, Julho 20, 2016

1.Por via do futebol, os portugueses tem andado nas nuvens, vestidos a rigor com as cores da selecção, com cachecóis, a empunhar bandeirinhas e bandeiras nem sempre de forma correta, viu-se (e ainda vemos), bandeiras penduradas nas sacadas ao contrário, agarradas pelo vermelho a um qualquer mastro improvisado, as duas cores agarradas a um pau formando um rectângulo na vertical, com o escudo das armas de pernas p`ro ar, o importante era mesmo ter uma bandeira para agitar, para expressar de peito feito a euforia patriota nacionalista futeboleira que varreu o país de lés a lés e por todo mundo onde há um português e gritar pelo nome do país  e pelos novos super heróis nacionais, que mereceram honras de estado pelo feito nunca antes conseguido de campeões de futebol da europa, sentimento que se estendeu a outros feitos, mas já com pouco interesse – porque o futebol  é o expoente máximo do orgulho lusitano -, como as vencedoras dos campeonatos da europa de atletismo, de canoagem e com a conquista do europeu de hóquei em patins ganho no ultimo sábado, obrigando os fazedores de medalhas a trabalhos redobrados para forjar novas fornadas de medalhas para tantos valentes da nação, se é para uns, é para todos,  como disse o nosso irrequieto  presidente, que tem andado numa roda viva a pendurar medalhas ao pescoço dos nossos heróis, restando-lhe só os intervalos para tratar dos assuntos de estado. Só não entendemos, tio Marcelo Rebelo de Sousa, porque raio não condecorou o Tiago Ferreira vice campeão europeu de btt e há pouco dias campeão do mundo em maratonas. Então onde está a coerência Sr Presidente? Pois…

2.Seja como for, é bem melhor viver neste estado esquizofrénico futeboleiro durante uns dias, que nos afaga o ego e que nos faz esquecer  momentaneamente as agruras do que aí vem, do que ouvir os profetas das desgraças a insinuar que o zé português vai ter de pagar o agravamento do défice que só nos últimos 5 meses cresceu o dobro do que produzimos  ou seja, a divida portuguesa em 5 meses  cresceu 6,2 mil milhões de euros. É obra.

Allez, Portugal Allez! Portugal Allez, Alleeeez!!…

3.O mundo está a mudar e os ddr tambem. É uma honra para qualquer ddr que se preze e quando necessário para manter a forma, dar um malho de vez em quando, em plena labuta treinante pelos caminhos mal feitos onde os há, ou arrebentar com a burra como ainda há pouco tempo fizeram o Almeida e o Marco e muito bem. Agora há alguém que se intitula ddr a querer mudar este paradigma de cair com honra no campo de batalha, como se viu há duas semanas, ali p`rós lados da rua do Facho. Um rafeirito armado em campeão, tentou  investir contra as guias de um passeio, sabe-se lá com que intuitos, derruba-las? Se era essa a intenção o tiro sai-lhe pela culatra, não derrubou as guias (faltou pouco) mas foi as guias que lhe arrancaram a pele. Apelamos daqui ao chefe, para que proíba estas modernices de mau gosto e que doravante quem quiser esfarrapar-se a sério que vá p`ro monte, salvo exceções  pontuais devidamente justificadas, como aquele envolvimento com os mecos de pedra, na marginal em frente ao mar que mandou o agora promovido a ddr João da Silva, de cangalhas, aqui compreende-se, foi por necessidade, foi a cereja que faltava no topo do bolo, para o João ter o aval e ser admitido no mundo dêdêrriano e o resultado desse envolvimento cangalhente com o esteio de pedra foi feliz porque desencravou todo o processo que viria a dar origem ao facto mais relevante da semana, um verdadeiro acontecimento do jet set dêdêrriano, que se reuniu  em peso no passado dia 14, num resort de luxo, conhecido como a casa do Milo da Loje,  para a cerimónia do empossamento das insígnias ao novo ddr, o proeminente e destemido JOÃO DA SILVA.

O luxo do local escolhido, esteve à altura da solenidade do ato, numa noite tropical perfeita, com a lua e as estrelas por testemunhas, deu-se então inicio às exéquias gastronómicas, que precederam a coroação do guerreiro João, coordenadas por distintas senhoras que condescenderam em comandar todo o processo enfardante para não dar barraca (caso fosse só coordenado pelo Milo) e  por um conceituado mestre da culinária o chef  Manuel da Silva especialista em assar tiras de barriga de porco dos dois lados, costeletas, febras,  linguiça e outras coisas mais. Ó pazinho, aquilo estava tudo tão bom, tão bom que no meio da contenda roedora, houve um alarve com uma lata do caraças, a vangloriar-se que já ia na 4º prato de comida. É assim esta gente de instintos rafeiros, sem um pingo de vergonha na cara e ainda a reclamar com o chef Manuel da Silva, que teria de provar novamente se era mesmo bom nas assaduras, ou se foi fruto do acaso!

Uma hora depois, todos em modo de barriguinha cheia e a palrar como papagaios, deu-se inicio à cerimónia protocolar da entrega do famoso diploma Duro De Roer, pelo chefe que tentou a todo custo assinar o pergaminho com…uma escova de dentes.

Surpreendido, o João da Silva, porque não estava nada à espera que finalmente tinha chegado o momento da entrada na dêdêérilandia, o ddr joâo, num discurso de circunstância, prometeu ser fiel  ao reino e rafeirar  com a matilha pelo menos um mês por ano. O compromisso foi selado por toda a assembleia rendida aos copos, com um brinde e uma estrondosa salva de palmas.

Entretanto o Marco aproveitou  o balanço do discurso do João, p`ra  também votar faladura e, num comovido discurso  com o chapéu na cabeça à Roque Santeiro e que depois de uma primeira tentativa falhada pelo cagaçal do pessoal,  só à segunda e a pedido, porque o Marco, com razão, esteve quase a amuar, é que lhe foi concedido uns minutinhos de antena – enquanto o Milo se afadigava a derrubar o estendal da roupa e as prateleiras da garagem -, para agradecer a coça que o grupo lhe infligiu no Caminho Primitivo. E foi assim que descobrimos a faceta masoquista do grande MARCO.

Finda a festa alguns ddr, ainda tiveram folego para irem apanhar pokémons para a praia.

4.Outro facto relevante , mas pela negativa, foi o espectáculo deprimente que se nos deparou, este domingo quando chegamos à azenha do Minante para o habitual mergulho nas águas calmas do rio Neiva e deparamos com as arvores que davam vida ao local, derrubadas no chão. Com ou sem autorização e seja qual o objetivo, nada se justifica este atentado ao meio ambiente. Denunciamos aqui este criminoso ato, veementemente repudiado pelos ddr. A azenha do Minante perdeu muito do seu encanto.

PS: um abraço para o Nuno Gonçalves, que em 15 dias de férias, fez quase 900kms de estrada e btt, e que nos deu o prazer da sua companhia durante alguns treinos.