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Um treino a descoberto e sem censura!

Segunda-feira, Dezembro 10, 2018

Dos cinco que no sábado foram fazer estrada, só o Nelson compareceu no domingo, no Rafas, p`ra contar a sua desgraça com a novinha zirinha de estrada e da cansativa subida pela Facha e avisar que…

– Dos de ontem, um está a trabalhar, outro disse que não vinha, os outros dois não sei…

– Estão cansados? Francamente, não acredito…

– É, É, foram 110kms e tivemos que gramar o monte da Facha que parecia nunca mais ter fim; logo nos primeiros kms gastei duas camâras-de-ar, para reforçar o pneu rebentado (???).

– Boa Nelson, estás no bom caminho para seres um duro a sério, a puta da recruta é assim, é fodida…

– Bom vamos embora, quem está, está, quem não está qsf, vamos embora;

– Espera, falta o Milo ele estava equipado quando passei à porta dele.

– Hum, não estás a fazer confusão Solinho? Já passaram 15 minutos…não estás a confundir o equipamento com o pijama? Ou então enganou-se e foi fazer estrada, pensando que era sábado…

– E se fossemos fazer umas subidas p`ro monte de S.Lourenço?

– Não, Martinho vamos p`ra outras paragens, vamos para Sul-Este!

– Eh pá, já não ando há 8 meses e na terça feira levei uma coça com o Pinho, tenham pena de mim…

– Tá bem, Agostinho, tá bem, vamos embora!

– (…)

– Aiii, estamos no território dos Lelos, aiii!!!

Ao Deus dará, por caminhos do caralho, cheios de lama e água, passamos próximo do acampamento dos ciganos e do “Aqueduto” em Laundos e por Terroso e Rio Mau, guiados ao longe pelo monte de S.Félix, qual farol a servir de guia aos navegantes, foi para ai, para o ponto mais alto de Laundos que pedalamos, pois tínhamo-la fisgada desde o inicio: desempoeirar de vez o Agostinho…

– Pqp, que subida, custou, mas não desmontei…o quê? Trinta por cento de inclinação? E eu há tanto tempo sem andar consegui faze-la …

– Estás um home, Agostinho!

– Se não fosse a roda de tràs polissar, eu também a tinha feito!

– Eu desmontei, porque a roda da frente levantava.

(…)

– Hora da banana!…que vistaça daqui da capela de S.Félix!

– (….)

– Hei, não desça pelas escadas…

Quando o gajo que está a escrever isto, ouviu o homem que tinha estado de plantão às escadas e de olho em nós desde que chegamos ao S.Felix, o aviso chegou tarde de mais, pois o gajo já ia todo lançado pelas escadas e depois o Solinho trouxe o recado de volta…

– Olha que o homem ficou todo lixado por teres descido, avisou-nos que não quer que desçamos as escadas com as bikes,  porque podemos partir as pontas das escadas…

– Partir a ponta das escadas, com a bike??? Podemos é partir a ponta da  cornadura, agora as escadas…ou então as escadas são feitas de gesso, o que não parece ser o caso…

– (…)

– Este trilho donwhilleiro é um espetáculo!

– Viste o gás com que os dois donwhilleiros desceram? E, olha agora p`ros gajos a subir, parecem flechas, mas…ora porra, as bikes são elétricas, assim também eu…

– Este trilho é mesmo um espetáculo…

– Pois é Martinho, pois é, nós só queremos é dureza e partir capacetes!

– Olha que eu já não ando há muito tempo! Ai que se eu andasse…

E a dureza continuou, sem partir capacetes e por Rates, Paradela, Courel e depois o trilho das raízes que a subir nos levaram até Pedra Furada e depois à igreja de Vilar de Figos onde os paroquianos estavam no adro a beber vinho do Porto antes da missa, ou seria depois?

– Onde estamos? Cristelo? Não, Nelson estamos em Milhazes e vamos em direção à Franqueira para subir o monte!

– Mais subidas? Não vou, já chega de coça, é que eu há muito tempo que não ando, se quiserem ide vós, porque eu não vou…

– Olha que eu tenho que estar em Apulia ao meio dia, porque tenho que comprar um frango assado p`ro almoço…

– Mas, estamos tão perto da Franqueira…

E foi assim, por falta de quórum para mais subidas, que abruptamente terminamos o envolvente e excitante treino e ficamos a uns míseros 800m do cimo do monte, tudo para chegarmos a tempo ao frango assado p´ro almoço do Martinho.                                                                                                                                                                                       A um quarto p`ro meio dia, viramos a agulha para Faria e Cristelo em alto speed, com o Agostinho a protestar mais uma vez, que não andava há muitos meses.

Em Apulia city, em plena recuperação dos 45km, sentados na esplanada do Controverso – o frango do Martinho que esperasse -, o Seara também quis participar com a sua recuperação da asa esquerda partida e o César também participou, mas nem se deu ao trabalho de recuperar dos 120kms e quando lhe perguntamos se andou pelo Facha “Não sei se passei por lá, não me recordo, lembro-me do Freixo, isso sim”. Ingrato, ainda goza com o pagode!

E foi assim que finalmente, o Martinho entrou em modo frango assado e cada um foi para seu lado!

Foi mais um treino, diferente do de domingo passado e diferente de tantos outros, cada um com as suas peculiaridades mas, sempre com o espírito do reino dêdêrriano em alta!

DDR na Descida ao Sarrabulho 2018

Terça-feira, Novembro 20, 2018

E, foi assim…que depois de renunciar definitivamente à fila para o porco no espeto, nos dirigimos para a TABERNA 27, descoberta e avençada pelos ddr há três anos, famosa por confecionar suculentas bifanas em qualidade e quantidade mas, desta vez a TABERNA portou-se mal, como disse o Miguel ao dono – que por entre dentes, amaldiçoava o homem do talho pela demora -, não por baixar a qualidade, mas por deixar acabar o stock da matéria prima e ter deixado as panças dêdêrrianas a reclamar por mais. Quando enfim o homem do talho chegou com a 2ª via, já estávamos de saída p`ra luta.

E, foi assim…com défice negativo de bifanas, comandados pelos irreverentes e muiiiiito bem dispostos porta-estandartes do grupo, Miguel e Tozé, que o grupo de onze duros de roer, Filipe, Manel, Paulo Santos, Narciso, Tozé, Seara, Solinho, André, Miguel, Cunha e Marcos Esteves, se apresentaram no local da partida, sem pressas, na expetativa de curtir uma tarde de festa downhilleira pelos montes de Ponte de Lima.

E, foi assim…neste ambiente de expetativa que assistimos à partida dos heróicos sarrabulheiros, que abdicaram do conforto do autocarro, para trepar a pedal até à BOALHOSA, só depois, passados cinco minutos é que resolvemos ir também atrás do  prejuízo e lá fomos, e fizemos também os 15kms pela estrada 307 até ao cimo do monte.

E, foi assim…com o aquecimento feito, que chegamos aos limite do monte da aldeia a tempo de assistir ao frenesim da descarga das burras dos camiões e dos sarrabulheiros que preferiram subir de autocarro e 500m depois lá estava o habitual cartaz  “BEM VINDO AO INFERNO, A DESCIDA AO SARRABULHO VAI COMEÇAR” e o pórtico simbólico da partida. A descarga de adrenalina ia começar a ferver pelas vertiginosas descidas até à vila.

E, foi assim…que pela 13ª vez, que revisitamos o traçado nosso bem conhecido onde a posição geográfica das pedras e as rotoeiras do percurso já não são novidade para nós – e gozamos comó diabo por ali abaixo, galgando destemidos os obstáculos naturais e artificiais que apareciam pela frente.

E, foi assim…a descarregar adrenalina com as burras aos saltos, que chegamos ao famoso reforço do pote dos rojões, mas, para lá chegar foi preciso passar por cima da rotoeira da tábua estreita a servir de ponte sobre um lago lamacento, falsa como judas, atravessar esta ponteca tornou-se no espetaculo mais mediático da DESCIDA, este ano ligeiramente mais acessível que no ano passado e o que dissemos na altura, ajusta-se na perfeição a este ano:

“…houve mergulhos para todos os gostos, bonitos, feios, com estilo, com classe, acrobaticos, sem classe, arruaceiros, macacos, forçados, enfim foi um fartote, para gaudio de quem assistia, enquanto se comia os deliciosos rojões quentinhos saídos do pote e bebia-se vinho branco e…bagaço, p`ra animar os azarados sarrabulheiros, ficava-se na espetativa a ver se havia mais alguém a resvalar na tábua e havia, continuavam a cair como tordos…”

E, foi assim…que, talvez prevenidos pelos erros do passado, os ddr passaram incólumes a ratoeira da ponte e tambem a da balança, uma rampa sobe-e-desce, uma inovação introduzida no ano passado com alguma espetacularidade para testar as capacidades circenses, uns foram bem sucedidos, outros nem por isso, a acrobacia definitivamente não é a sua praia mas, tudo bem, toda a gente estava ali para se divertir e neste aspeto o Miguel e o Tozé continuavam a ser os porta-vozes dos ddr, animando e assustando os sarrabulheiros com as suas arrebatadas ultrapassagens, algumas a roçar o fio da navalha e com manobras kamikaze, precedidas de gritos,  para afugentar os espíritos menos afoitos em questões de downhillada.

E, foi assim…felizes da vida, que fomos parar ao passadiço em caracol e a um posto de cerveja com castanhas assadas e música com muitos decibéis à medida para os cerca de 700 (?), participantes, a convidar à dança e foi em quizomba que os dois patifes deram um show do caracol. Esta foi outra inovação feliz da organização, o pior é que depois deste tratamento, envereda-se no rapido e exigente single track das…gajas pregadas nos pinheiros a todo speed em zigzag por entre as arvores.

E, foi assim…com o grupo todo, a descer o single gajante aos zigzags que depois dum zig, um dos ddr da frente bem speedado e acossado por outro ddr logo atrás a fazer mind game “sai da frente Guedes”, que se esqueceu  de fazer o zag e levantou voo em alta rotação para desenhar no ar uma bela pirueta de 360º e aterrar mais à frente e a coisa foi tão perfeita que só parou quando o capacete se transformou em dois  e o GPS da caixa córnea ficou amnésico.

E, foi assim…com a pedra no sapato por causa do capacete rachado, que prosseguimos pelos divertidos singles, a gozar pelo que ainda restava de descidas técnicas, comandados à distancia pelo vozerio estridente do Miguel, até enveredarmos por uma quinta particular, com a saga das ultrapassagens in extremis dos dois meliantes.

E, foi assim…que depois de sairmos da quinta, nos arredores da vila que ainda nos divertimos num parque sintético de desportos radicais para depois sermos (des)encaminhados para uma prova de licores em casa particular, para ganhar animo (mais?), para logo a seguir participar no show da descida das escadas da capela das pedreiras.

E, foi assim…que passados 3 dias, contamos estas coisas a quem não esteve presente, principalmente aos nossos ddr emigrantes, alô João da Silva, alô Carlos Figueiredo, da espetacular  XVIII DESCIDA AO SARRABULHO, com animação permanente durante 15km e, se não fosse a história do capacete, a amnésia do GPS e a falta de bifanas do 27, tudo teria sido ainda mais perfeito.

E, foi assim…que mais uma vez os BATOTAS estiveram de parabéns por nos ter proporcionado um dia bem divertido

Até p`ro ano

Um ddr à descoberta na terra da castanha!

Quarta-feira, Novembro 7, 2018

1.A pulga andava atrás da orelha desde ano passado aquando da visita ao festivalbike em Santarém, um stand da feira fazia a promoção a uma prova de bbt, como sendo a mais louca e divertida.

Movidos pela curiosidade, perguntamos ao promotor do evento sobre que espécie de loucura era essa, a resposta foi taxativa: só participando é que saberão, e convidou-nos a ver um pequeno vídeo da ultima loucura de há um ano. No fim ficamos rendidos quanto às paisagens, eram de facto muito bonitas, mas, ficamos confusos sobre o mais que vimos, aquilo seria mesmo uma prova de btt ou uma prova gastronómica?O promotor com ar divertido, lá nos explicou que sim, que era mesmo uma prova de btt e que até haveria dois percursos, um de 25km de dificuldade baixa/média, para aqueles que não querem chatearem-se muito a puxar pela burra e outro de 50km de dificuldade média /alta, para quem quiser levar a coisa mais a sério, mas, voltou a repetir ainda com cara de gozo, só participando é que saberaõ o resto é surpresa e aconselhou-nos: se quiserem participar teem de estar atentos à abertura das inscrições porque estão limitadas a 1000 participantes e esgotam num instante.

2.Inscrevemo-nos em principos de setembro, dois dias depois da abertura das inscrições e no dia 27 de outubro, pp, rumamos a Sernancelhe uma vila do concelho de Viseu que ostenta orgulhosa nos seus guias turisticos ser a terra da castanha, para participar no dia 28 na tal prova de btt louca, inserida no festival da castanha e do castanheiro que se realizou nesse fim de semana.

3.Com um frio de rachar, os termómetros marcavam zero graus, os 1036 bettistas esperaram impacientes que a speaker de serviço – que não parava de debitar sound bites, advertindo os participantes de que os controles seriam rigorosos ao longo do percurso pois só passariam quem estivesse legal e que os penetras que se cuidassem porque não teriam a mínima hipótese de infiltranço, por fim com meia hora de atraso foi dada ordem de partida.

Um grupo de uma equipa, parado num afunilamento ao sair da vila, combinavam entre si fazerem desta vez os 25km em menos de.…5 horas, aos 6kms tivemos o primeiro reforço, vinho generoso e bolinhos regionais para abrir o apetite para o que viria a seguir e o que veio a seguir.…meu Deus, foi mesmo duro e, não vale a pena contar mais, as fotos revelam uma amostra do que se passou.

Foi realmente uma prova louca e muito divertida, uma verdadeira prova de btt, já vimos muita coisa nas centenas de provas em que participamos, mas, um arraial e um redondel com um touro para os bettistas tourearem só aqui em Sernancelhe, terra da castanha.

E, como disse o promotor no inicio, só participando é que se terá a verdadeira dimensão desta prova de bttt, gastronómica, bem divertida.

Já tomamos nota p`ro ano: 27outubro 2019

 

Don João “O Xanatas”

Segunda-feira, Outubro 22, 2018

Se perguntarmos aos ddr quem é o João Zão, poucos saberão quem é  mas, se dissermos “O Xanatas”, todos sabem quem é esta peculiar personagem, que nos acompanhou várias vezes nas nossas aventuras principalmente pelos Caminhos de Santiago e Fátima. O João é um grande destrambelhado, com fibra atlética mas, com muita dificuldade em arrumar direitinho as gavetas do armário. Quem é o atleta capaz de ir de Fão até Viana do Castelo (30km), num skate? O João foi esse atleta “…só me custou um bocado na ultima subida, porque a perna começava a ficar cansada…” , respondeu o nosso amigo, quando lhe perguntamos se custou muito. Se quisesse e tivesse vocação para arrumar as tais gavetinhas no sitio certo, não há duvidas que seria um atleta de topo.

Mas esta do skate, é só uma das muitas façanhas do João Zão, para descrever as aventuras mirabolantes deste duro despenteado, seriam precisas muitas páginas e no fim daria um livro volumoso.

Os ddr tem bem presente o episódio daquela vez  quando próximo de Fátima, a bike do João empenou, sem se perturbar pôs a burra na carrinha de apoio e fez os restantes 8 kms a correr e…descalço, e, não nos custa nada acreditar que é o único peregrino em bicicleta de toda a história dos Caminhos de Santiago, que fez o Caminho Frances, com umas chanatas calçadas, um par de bermudas a servir de calções e a bagagem  dividida por dois sacos a tiracolo, um à frente e outro atrás a servir de contrapeso.

O João sempre demonstrou alguma dificuldade em pedalar em grupo, por isso opta sempre por andar na dianteira do pelotão chegando a desaparecer da nossa vista e, em consequência dessa apetencia solitária, perde-se com frequencia mas, quando isso acontece, não nos preocupamos, porque sabemos que ao fim de umas horas ele irá aparecer como se nada tivesse acontecido.

Além de ser nadador salvador, no verão também toma conta da concessão das barracas e do bar da praia do Ofir e, em parte, é por força destas novas obrigações que deixou de nos acompanhar nas nossas aventuras.

Com o passar do tempo, pensávamos que se tivesse auto regenerado e agora estivesse mais comedido nas suas peculiares odisseias mas, depois de há duas semanas, o ver-mos na partida do Transcávado, sem capacete, com os calções bermudianos e sapatilhas brancas, as duvidas da auto regeneração dissiparam-se num instante. O nosso amigo “Xanatas”, continua fiel ao que sempre foi, um grande atleta destrambelhado, um caso de estudo.

Aqui ficam algumas fotos do nosso herói e o vídeo de ontem no intervalo do treino dêdêrriano:

 

Os ddr na Maratona da Póvoa de Varzim

Segunda-feira, Outubro 15, 2018

Depois dos 5 Cumes e do Transcávado, agora foi a vez dos ddr darem um pulo até à Povoa, para participarem na maratona btt, a segunda prova mais participada pelos ddr depois da donwhilleira Descida ao Sarrabulho.

Organizada anteriormente pela School Events, esta foi a 12ª edição da maratona da Povoa – a 5ª da era bikeservice –, nas inscrições das primeiras edições constava o direito ao almoço, servido no campo da tourada e, aquilo era um momento bem animado sobretudo entre os ddr, quando estes resolviam almoçar no redondel, uma autêntica…tourada.

Ontem, repetiu-se mais uma edição, já sabíamos de antemão que ao longo de 70kms, teríamos de atravessar muitos lagos, devido ao efeito Leslie, esse estuporado tufão que se armou em parvo a destruir árvores e outros bens, que pôs os portugueses em sobressalto durante a noite,  felizmente p`ras nossas bandas, limitou-se a umas boas bufadelas e a encher de água tudo o que era desnível e valetas nos caminhos, o que acicatou à partida, ainda mais o espírito aventureiro dos maratonistas btt da Povoa.

Arrancamos, debaixo de uma forte chuvada, foi o prenuncio para o banho que se adivinhava. Cada um de nós ddr, foi à sua vida, com o ritmo que mais lhe convinha e com a pica toda, ora ultrapassávamos os mais lentos, ora eramos ultrapassados pelos mais rápidos, o objetivo era fazer o melhor que podíamos mas, essencialmente gozar o momento sem preocupações por tudo o mais.

Depois de 5km de pixe, sem surpresas, como previsto lá encontramos os trilhos comó previsto com muita água e lama e a diversão começou.

De facto divertimo-nos imenso, já tinhamos saudade de um bom banho de lama depois do pó peganhento dos 5 Cumes e do pó do Transcávado. O almoço, perdão o reforço em Rates convidava a uma pausa mais demorada, a bikeservice não brinca em serviço.

Passado 3kms em Macieira de Rates, surgiu um extenso single a subir, de quando em quando neste single, eramos surpreendidos com cartazes para (des)moralizar os menos prevenidos com estas coisas do pedal “Socorro”, “Podes chorar que não conto a ninguém” e “A culpa é do Zeferino”. Uma brincadeira engraçada, que se tornou um hábito em todas as provas organizadas pela bikeservice.

Os 18 kms finais até à meta com terreno propicio, foram feitos em alta rotação com picos de máximo a rondar os 42k/h. Primeiro chegou o – speedy – Cesar, ficando a escassos 7m do vencedor; depois o Seara a 17m; o Chico a 33m; Narciso a 39m e o Milo a 40m. Tudo numa boa.

O Cunha, o único representante dos ddr na maratona (70km), que andou toda a prova a degladiar-se pelos 1ªs lugares, cortou a meta num brilhante 8º lugar na classe A. Grande máquina. Parabens.

E assim, sem azares, terminou mais uma divertida maratona, foi rolante? Talvez um pouco mas, para quê torna-la difícil? Afinal toda a gente estava ali para se divertir e depois há sempre a maratona para os mais exigentes e que gostam de dureza, quando assim é, para quê mudar o figurino. Parabens aos vencedores, aos ddr, a todos os participantes e à bikeservice, que mais uma vez carimbou com selo de qualidade a maratona da Povoa de Varzim.

Os ddr no Transcávado 2018

Segunda-feira, Outubro 8, 2018

À semelhança dos anos anteriores, os ddr estiveram presentes nos dias 5 e 6, no 3º Transcávado BTT- GPS, estiveram em força com um grupo jeitoso, o maior das três edições, com 11 jeitoooosos duros de roer nos dois dias de slow race e 2 num só dia de race.

Foram dois dias bem divertidos, dois dias passados à moda dêdêrriana ou seja, diversão e o caos do costume, dois dias antes ainda estávamos convencidos que a 1ª etapa terminava na vila em Terras de Bouro, para onde tínhamos apontamos a logística de sexta para sábado. Um cena muitas vezes repetida, que nos persegue sempre que temos uma saída mais longa mas que, por portas e travessas acaba sempre por dar certo, desta vez valeu-nos o santo Nuno Gonçalves quem nos safou.

Foram dois dias de pura liberdade em cima da bike pelas serras, por trilhos técnicos e paisagísticos fantásticos, parando quando nos apetecia, sem preocupações com o relógio a não ser no segundo dia para chegarmos a tempo de apanhar a caminete p`ra Esposende.

Soltamos a adrenalina quando era caso disso, my god, aquela descida do Larouco, por estradão de gravilha desde as eólicas com as burras a abanar por todos os lados foi de loucos. Quando os atores são bons, não há como evitar as incidências de percurso pois interpretam naturalmente os seus papeis: o do Martinho, foi andar atrás das setas que volta e meia desapareciam do GPS de pulso; o do Milo a substituir as pilhas do GPS porque só duravam…10 minutos; o do Tozé um furacão por onde passava a animar as hostes com as patas da frente da burra no ar p`ras fotos; o do Seara com as suas piadas assertivas de top no momento certo; o do Chico como se anda certinho por caminhos tortos; o do Narciso com o absurdo de querer fazer um filme com a lente besuntada de creme das bolas de berlim; o do  Berto como bem repelir o stress; o do Paulo a arte de pedalar impávido e sereno sem se importunar com porra alguma; o papel do chefe Filipe como ter pulso para pôr cobro a qualquer veleidade dos dez rafeiros quando algum tresmalhava, mesmo assim deixou escapar dois do redil já perto do final; o do Cunha – que o ano passado foi 2º no Race, desde Montalegre a Esposende em pouco mais de sete horas -, demonstrar, embora a muito custo que também consegue fazer o Transcávado em slow race em 10h divididos por dois dias e conter-se no 2º dia, para não ir à luta com a concorrência do race; o do Alexandre, que nos deu o prazer da sua companhia, demonstrou que dava um ddr de top.

Depois tivemos os campeões Paulo Fernandes e João Pedro Faria, que num dia e em modo competição, conquistaram o 3º lugar do pódio em pares, a quem mais uma vez endereçamos os nossos parabéns.

Em suma, e, como dizia a nota introdutória da apresentação do Transcávado – e nós confirmamos -, foi uma prova à medida de cada um, e, não sendo algo de transcendente, foi uma prova desafiante de superação da modalidade de btt, com salutar convívio entre todos os betetistas, com partida da foz do rio Cávado até à serra do Larouco em Montalegre, numa distãncia – a fazer fé no Strava do Alexandre -, de 144,5km com 3518 d+ por terras de média e alta altitude.

Por ultimo, temos que enaltecer o profissionalismo e empenho dos grandes obreiros e mentores do Transcávado: João Paulo Torres e Hugo Rocha, dando-lhes os parabéns, impecáveis em todos os aspetos menos num: terem falhado no ar condicionado à chegada a Montalegre e assim tivemos de rapar um frio do caraças.

Premonições e irritações d`um artista dos 5 Cumes

Segunda-feira, Outubro 1, 2018

Hoje, dia 30 de setembro, realizou-se a mítica prova de btt “5 Cumes” e, 4 ddr: César, Paulo Fernandes, Narciso e Tozé, andaram por lá a roer esses Cumes e a desbundar nas descidas, com visão reduzida de palmo, pelo meio do pó preto e terra fininha. Que adrenalina, man.

Só que – e agora vou falar na primeira pessoa -, às tantas este gajo, que estava a divertir-se comó coiso, que até teve um flash de apanhar uma barrigada e comer também os Cumes de S.Gonçalo, nem acabou de roer em condições o 3º Cume e, na freguesia de  Panque ficou…empancado, a estupor da burrepic, que já vinha a ameaçar desde o Facho, esteve-se borrifando para o flash e estugou o passo, estroncou, fodeu-se, pqp, berrou o gajo irritado, bem alto, esta cena parva, só não deu para fazer um filme como daquela vez a subir ao S.Gonçalo porque ninguem e o Tozé não estava por perto para filmar, porque pedras era coisa que não faltava, para fazer uma intifada à burra.

A premonição da box F, a ultima do pelotão, bateu certo, um inquilino da dita fração F, com trejeitos de PRO, antes da partida dizia para quem o queria ouvir, que era a box dos Felizes, a felicidade a que se referia se calhar estava a pensar alto que estaria livre para ultrapassar e ser ultrapassado. Este gajo que ainda não digeriu o primeiro abandono de todo o historial betetista e estrada, ainda respondeu por entre dentes para o parceiro do lado que, fodido também começava por F. Afinal estava certo.

Mas temos de olhar para o copo meio cheio, não é? A operação de resgate dos Amigos da Montanha, foi impecável e levou este gajo a conhecer lugares do concelho que só tinha ouvido falar, freguesias de Panque, Couto, Aguiar, Aborim, Durrães e muitas mais num roteiro turístico numa carrinha de 9 lugares totalmente cheia de turistas, com as bikes escangalhadas atrás, com uma tagarela do lote dos desconsolados que não se calou um minuto e que escolheu para alvo dos seus devaneios tirar fotos ao gajo com cara de fodido da burrepic, e, só não foi a protagonista d´um filme do género de S.Gonçalo, por um tris.

Foi um tour turístico de quase duas horas, que terminou por volta das 12h45. Outra coisa boa, foi o gajo da burrepic estroncada, não ter a chatice de estar meia hora na fila p`ra bifana, foi só, pegar e comer e mais, ainda teve direito a puxar o lustre ao ego – afinal fez os 3 Cumes, embora o ultimo quase todo a penantes – e constar na classificação final, até a burra ao pé coxinho, colaborou,  eh,eh, eh.

2.Quantos aos 3 duros de roer, superaram o que lhes era exigido se é que se pode falar assim, quando foi um profissional, Domingos Gonçalves,  a vencer.

César em 7º; Paulo Fernandes em 12º; Tozé em 47º (só não fez os 5, porque teve ir embora cedo p`ra dar banho ao puto) e Narciso em…. 32º, nas respetivas classes. PARABENS durázios, agora vamos lá virar a agulha p`ro Transcavado.