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De cambalhota em Cambalhota

Domingo, Janeiro 20, 2019

Virada a página de 2018, em janeiro começou mais um campeonato, para apurar o campeão do prestigiado trofeu CAMBALHOTA DURA DE ROER.

Os participantes têm até finais de dezembro para demonstrar as suas habilidades malhantes.

Pela amostra de hoje, com três capotanços e algumas ameaças, deixa prever que este ano a competição promete ser mais renhida que a do ano passado, nota-se que o pessoal quando pedala por terreno a jeito, fica com mais predisposição para mostrar as suas capacidades rebolantes e consequentemente serem premiados com uma boa pontuação para no final do ano fazerem boa figura na classificação e quiça ganhar o trofeu.

Hoje, enquanto andávamos às voltas como um cão a tentar agarrar a cauda, à procura do melhor perfil para a realização de uma das mais antigas e prestigiosas provas nacionais de btt, o Luso Galaico, um pseudo ddr, farto de dar tantas voltas, mandou rebolar a burra por uma encosta abaixo, ficando ele de pé a fazer um esforço titânico para não cair. Este gesto só lhe valeu um 1,5 ponto mas, como não há meios pontos foi arredondado para 2 pontos. Se tivesse mais experiência teria rebolado juntamente com a burra e quem sabe, conseguir a pontuação máxima (10 pontos) e, talvez fazer game over.

Em S. Lourenço, a musica foi outra, com terreno propicio o campeão da cambalhota de 2018, não deixou os créditos para mais ninguém e demonstrou que é um sério candidato a renovar o titulo em 2019, em vez de mandar rebolar a bike como o outro, rebolou ele mesmo pela encosta e deixou a burra em paz, é certo que contou com a colaboração de um pinheirito fraco meio ressequido mas, não interessa, com ou sem batota faturou 5 pontos e, o mais importante: é líder do campeonato.

Mas antes do novo líder, houve outro ddr, mula batida, que também faturou 3 pontos mas, este ddr não foi de modas do: ora agora vai a burra, ora agora vais tu e, agarradinho ao cachaço da alimaria traçou o seu destino até ao fim, isto é, até ao malhanço final. Infelizmente só lhe valeu 3 pontos.

Foi uma manhã rolante? Lá isso foi, não encontramos o tal perfil para o LG mas, encontramos boa diversão, que o diga o 46 o nosso downhilleiro Rui.

Vamos lá a ver se este nível competitivo se mantem, o que é preciso é um bom piso como o de hoje e arriscar, pois lá diz o ditado: quem não arrisca…não pontua.

A gala e o galo dos duros de roer

Segunda-feira, Dezembro 31, 2018

1.Ontem, foi notícia no NOTICIAS magazine: Griffin, o cão que teve direito a um diploma”, e depois? Nós ddr, tivemos dois atletas, que também tiveram direito a diplomas e não foram noticia, o jornalista se quisesse ser imparcial e patriota daria a noticia assim: “um cão na america e dois ddr em Portugal, tiveram direito a diplomas” Teriam os três o mesmo tratamento, pois nem o cão é mais do que os dois ddr, nem os dois ddr são mais do que o Grifinn.

2.Mas, já que não foi noticia, nem sequer o jornal da paróquia se dignou publicar uma linha sobre o relevante jantar de gala de fim d`ano do grupo ddr, acontecimento que teve lugar no passado dia 28, onde além das epifanias de riso do Martinho, se destaca os momentos altos da gala: a entrega de diplomas a dois, agora ddr, Carlos Ribeiro e António Soares, depois de penarem durante aprox dois anos, receberam finalmente o tão almejado diploma Duro De Roer, das mãos do chefe, e, a outro ddr Narciso Ribeiro, foi entregue também pelo chefe, o prestigiante prémio: O Cristiano Ronaldo da cambalhota 2018, eleito por unanimidade perantes os 23 membros do reino presentes no salão de festas duma unidade hoteleira com nome de animal com uma bossa, no entanto há fortes suspeitas que o Messi de braço partido ao peito, que já  contava com o ovo do dito cujo, só não foi eleito campeão da cambalhota 2018, devido a um complô da seita  influenciada por fake news.

2.Bom, mas hoje estamos aqui, não para falar dos 11 durões, nem da coça que o Carlos Figueiredo levou no ultimo treino do ano, nem daquele ddr com o diploma ainda a cheirar a tinta, que andou toda a manhã perdido só parando no topo do marco geodesico de (?), mas sim para transcrever a mensagem de fim d`ano do chefe, para quem não esteve presente na gala.

 

Carissimos duros de roer,

 Como habitualmente vou proferir algumas palavras de circunstancia e reforçar o que sempre tenho dito neste encontro ajantarado de fim d`ano.

Como habitual, saudo a presença dos nossos ddr emigrantes presentes neste jantar: Alberto Ribeiro, Carlos Figueiredo, que nos visitaram várias vezes ao longo do ano, assim como tentar repescar o antigo ddr Helder Santos, não esquecendo de enviar uma saudação especial para o nosso “sindicalista” ddr João da Silva que, lá longe continua atento a todas as manobras do reino e agradecer também a presença da ilustre e campeonissima Tãnia Serra, que nos deram a honra da sua presença.

Pois é amigos, fazendo a restrospetiva do que foi este ano p`ra nós duros de roer, foi mais um ano que passou a correr, foi mais um ano em que vivemos as nossas aventuras com o mesmo entusiasmo de sempre, continuamos irreverentes e obstinados, estamos mais refinados, dantes todos nós chegávamos ao fim do ano com a caderneta cheia de medalhas espalhadas desde o cabelo até à micose dos dedos dos pés se bem que algumas medalhas tinham pouca qualidade, agora os capotanços tem sido poucos mas de muita boa qualidade e os treinos de quinta feira passaram a ser de escacha pessegueiro até partir, com muita gente a ganir atrás dos estupores que todos nós sabemos quem são.

Em grupo ou a sós, participamos em várias provas de montanha e estrada, em aventuras ao longo do ano quase todas bem-sucedidas e digo quase porque houve uns ddr que a descer esqueceram-se de abrir o para-quedas e aterraram de focinhos nas pedras e no mato.

Tambem é verdade que passamos por algumas vergonhas, e estou a lembrar-me daquele ddr que em plena prova de orientação, deixou fugir as setas do GPS, e de outro que renegou a pátria, quando no estrangeiro se identificou como “sono italiano de milano” mas, apesar destas vergonhices, vamos continuar a divertimo-nos, o nosso grande objetivo, pois é isso que sabemos fazer melhor com o orgulho em mostrar ao mundo que somos duros de roer em qualquer circunstancia.

P´ra 2019, como é do conhecimento de todos, temos agendado novas aventuras que esperamos se concretizem, pois como disse um filosofo “Grandes realizações são possíveis quando se dá importância aos pequenos começos”

O ddr Bruno Monte, o nosso elemento mais habilitado em cartografia, já se disponibilizou para estudar o perfil do traçado e o local.

De resto vamos continuar a andar por aí e, como temos dito muitas vezes: “quem não domina a vida a sorrir, nunca conseguirá dominá-la”.

Para terminar, congratulemo-nos por mais uma entrega de diplomas a dois novos elementos agora ddr: António Soares e Carlos Ribeiro, que demonstraram ao longo de dois anos que tem o feeling, pancada e o ADN da seita.

Terminemos com um brinde aos novos elementos ddr e a todos nós.

Boas entradas e bom ano 2019

O Chefe

Filipe Torres

Algumas fotos da gala dos ddr de 28dez2018

 

Rafeirices de fim d`ano

Segunda-feira, Dezembro 24, 2018

Foi em modo slow, a ressacar do overtraining  de provas e treinos intensos… para alguns que começamos o dia e começamos muito bem, com o nosso amigo alemão Berto, o downhilleiro Rui 46, que está ai p`ras curvas com a pancada em alta mas, nota-se que ainda está um pouco desarrumada e a nossa mui sempre bem vinda Tãnia Serra, o que é sempre um prazer te-la a pedalar na nossa companhia. Portanto foi um grupo jeitoso de dez elementos que andaram por aí a chapinhar na água e lama à roda de Esposende, até sairem da sua órbita e desaguaram na lagoa do Meril, onde aconteceu o epicentro da manhã, com os artistas do costume, comandados pelo chefe este sim em grande forma e, nem as feridas infligidas às burras dos artista que participaram na escalada à pobre árvore da cascata – para transmitir ao mundo que um dia sem riso é um dia perdido – e que, com furos e raios partidos, foram impedimento para uma manhã divertida.

Fica aqui o video da rafeirada no Meril.

Bom Natal!

 

 

O teste

Domingo, Dezembro 16, 2018

Os verdadeiros DUROS, estiveram em ação toda a manhã e, se ao fim de cinco kms da partida, começaram às voltas com a bike em cima de um coreto de bandas de música e depois com o ensejo de dar um pontapé na gaiola XL cheia de pássaros, por estes à nossa passagem gozarem connosco em alta chilraria só porque pareciamos gatos pingados da água da chuva – houve dois ddr mais radicais que os ameaçaram que lhes torciam o pescoço e os fritavam num tacho cheio de óleo ou lhes abriam a porta da gaiola para substituírem os pratos no tiro ao alvo -, acabaram a manhã com a barriguinha cheia de subidas, de tangerinas e não só mas, já explicamos porquê.

Há quem gaste uma pipa de massa, só para tirar umas gramas para a burra pesar menos e andar mais depressa, okay! é lá com essa gente, os vendedores de peças das bikestores agradecem, no entanto quisemos fazer um teste para ver se valia mesmo a pena tal investimento a canibalizar a burra p`ra ficar mais leve e, vai daí, fizemos o contrário, carregamos as burras com mais peso, primeiro enchemos o bandulho com tangerinas oferecidas por uma tangerineira amiga e depois os alforges de trás das camisolas, com alguns maracujás à mistura – com pedras não dava muito jeito, porque estavam molhadas -, um ddr mais afoito com tiques de grandeza, não contente com o carregamento das pequenas clementinas, continuou a carregar os alforges com laranjas porque eram maiores, só parou quando ficou inchado como o insuflável Pai Natal dos saudosos passeios de Natal dos ddr.

Resultado do teste: só o ddr que carregou tambem laranjas, gemeu um pouco numa subida com uma mangueira enorme mas, em contra partida era compensado pelo inchaço, quando a burra embalva nas descidas, embora no terreno plano a alimária continuasse a morrer um pouco.

Conclusão, aos que gostam de leveza, deixem-se disso, deixem as burras como nasceram, parem de tuningalas, do teste só temos um reparo a fazer: os bolsos das camisolas e casacos deviam ser maiores por causa dos inchaços.

A irrequieta ação do treino da manhã terminou com muita bufaria do mar, com as pazes feitas com os passarinhos porque estamos no Natal, só os punhos dos guiadores das burras é que se queixaram dos esfarrapanços, muito por graça e obra do chefe que nos entalou na viela e ainda se ficou a rir.

Os cinco DURAZIOS do dia:

Um treino a descoberto e sem censura!

Segunda-feira, Dezembro 10, 2018

Dos cinco que no sábado foram fazer estrada, só o Nelson compareceu no domingo, no Rafas, p`ra contar a sua desgraça com a novinha zirinha de estrada e da cansativa subida pela Facha e avisar que…

– Dos de ontem, um está a trabalhar, outro disse que não vinha, os outros dois não sei…

– Estão cansados? Francamente, não acredito…

– É, É, foram 110kms e tivemos que gramar o monte da Facha que parecia nunca mais ter fim; logo nos primeiros kms gastei duas camâras-de-ar, para reforçar o pneu rebentado (???).

– Boa Nelson, estás no bom caminho para seres um duro a sério, a puta da recruta é assim, é fodida…

– Bom vamos embora, quem está, está, quem não está qsf, vamos embora;

– Espera, falta o Milo ele estava equipado quando passei à porta dele.

– Hum, não estás a fazer confusão Solinho? Já passaram 15 minutos…não estás a confundir o equipamento com o pijama? Ou então enganou-se e foi fazer estrada, pensando que era sábado…

– E se fossemos fazer umas subidas p`ro monte de S.Lourenço?

– Não, Martinho vamos p`ra outras paragens, vamos para Sul-Este!

– Eh pá, já não ando há 8 meses e na terça feira levei uma coça com o Pinho, tenham pena de mim…

– Tá bem, Agostinho, tá bem, vamos embora!

– (…)

– Aiii, estamos no território dos Lelos, aiii!!!

Ao Deus dará, por caminhos do caralho, cheios de lama e água, passamos próximo do acampamento dos ciganos e do “Aqueduto” em Laundos e por Terroso e Rio Mau, guiados ao longe pelo monte de S.Félix, qual farol a servir de guia aos navegantes, foi para ai, para o ponto mais alto de Laundos que pedalamos, pois tínhamo-la fisgada desde o inicio: desempoeirar de vez o Agostinho…

– Pqp, que subida, custou, mas não desmontei…o quê? Trinta por cento de inclinação? E eu há tanto tempo sem andar consegui faze-la …

– Estás um home, Agostinho!

– Se não fosse a roda de tràs polissar, eu também a tinha feito!

– Eu desmontei, porque a roda da frente levantava.

(…)

– Hora da banana!…que vistaça daqui da capela de S.Félix!

– (….)

– Hei, não desça pelas escadas…

Quando o gajo que está a escrever isto, ouviu o homem que tinha estado de plantão às escadas e de olho em nós desde que chegamos ao S.Felix, o aviso chegou tarde de mais, pois o gajo já ia todo lançado pelas escadas e depois o Solinho trouxe o recado de volta…

– Olha que o homem ficou todo lixado por teres descido, avisou-nos que não quer que desçamos as escadas com as bikes,  porque podemos partir as pontas das escadas…

– Partir a ponta das escadas, com a bike??? Podemos é partir a ponta da  cornadura, agora as escadas…ou então as escadas são feitas de gesso, o que não parece ser o caso…

– (…)

– Este trilho donwhilleiro é um espetáculo!

– Viste o gás com que os dois donwhilleiros desceram? E, olha agora p`ros gajos a subir, parecem flechas, mas…ora porra, as bikes são elétricas, assim também eu…

– Este trilho é mesmo um espetáculo…

– Pois é Martinho, pois é, nós só queremos é dureza e partir capacetes!

– Olha que eu já não ando há muito tempo! Ai que se eu andasse…

E a dureza continuou, sem partir capacetes e por Rates, Paradela, Courel e depois o trilho das raízes que a subir nos levaram até Pedra Furada e depois à igreja de Vilar de Figos onde os paroquianos estavam no adro a beber vinho do Porto antes da missa, ou seria depois?

– Onde estamos? Cristelo? Não, Nelson estamos em Milhazes e vamos em direção à Franqueira para subir o monte!

– Mais subidas? Não vou, já chega de coça, é que eu há muito tempo que não ando, se quiserem ide vós, porque eu não vou…

– Olha que eu tenho que estar em Apulia ao meio dia, porque tenho que comprar um frango assado p`ro almoço…

– Mas, estamos tão perto da Franqueira…

E foi assim, por falta de quórum para mais subidas, que abruptamente terminamos o envolvente e excitante treino e ficamos a uns míseros 800m do cimo do monte, tudo para chegarmos a tempo ao frango assado p´ro almoço do Martinho.                                                                                                                                                                                       A um quarto p`ro meio dia, viramos a agulha para Faria e Cristelo em alto speed, com o Agostinho a protestar mais uma vez, que não andava há muitos meses.

Em Apulia city, em plena recuperação dos 45km, sentados na esplanada do Controverso – o frango do Martinho que esperasse -, o Seara também quis participar com a sua recuperação da asa esquerda partida e o César também participou, mas nem se deu ao trabalho de recuperar dos 120kms e quando lhe perguntamos se andou pelo Facha “Não sei se passei por lá, não me recordo, lembro-me do Freixo, isso sim”. Ingrato, ainda goza com o pagode!

E foi assim que finalmente, o Martinho entrou em modo frango assado e cada um foi para seu lado!

Foi mais um treino, diferente do de domingo passado e diferente de tantos outros, cada um com as suas peculiaridades mas, sempre com o espírito do reino dêdêrriano em alta!

DDR na Descida ao Sarrabulho 2018

Terça-feira, Novembro 20, 2018

E, foi assim…que depois de renunciar definitivamente à fila para o porco no espeto, nos dirigimos para a TABERNA 27, descoberta e avençada pelos ddr há três anos, famosa por confecionar suculentas bifanas em qualidade e quantidade mas, desta vez a TABERNA portou-se mal, como disse o Miguel ao dono – que por entre dentes, amaldiçoava o homem do talho pela demora -, não por baixar a qualidade, mas por deixar acabar o stock da matéria prima e ter deixado as panças dêdêrrianas a reclamar por mais. Quando enfim o homem do talho chegou com a 2ª via, já estávamos de saída p`ra luta.

E, foi assim…com défice negativo de bifanas, comandados pelos irreverentes e muiiiiito bem dispostos porta-estandartes do grupo, Miguel e Tozé, que o grupo de onze duros de roer, Filipe, Manel, Paulo Santos, Narciso, Tozé, Seara, Solinho, André, Miguel, Cunha e Marcos Esteves, se apresentaram no local da partida, sem pressas, na expetativa de curtir uma tarde de festa downhilleira pelos montes de Ponte de Lima.

E, foi assim…neste ambiente de expetativa que assistimos à partida dos heróicos sarrabulheiros, que abdicaram do conforto do autocarro, para trepar a pedal até à BOALHOSA, só depois, passados cinco minutos é que resolvemos ir também atrás do  prejuízo e lá fomos, e fizemos também os 15kms pela estrada 307 até ao cimo do monte.

E, foi assim…com o aquecimento feito, que chegamos aos limite do monte da aldeia a tempo de assistir ao frenesim da descarga das burras dos camiões e dos sarrabulheiros que preferiram subir de autocarro e 500m depois lá estava o habitual cartaz  “BEM VINDO AO INFERNO, A DESCIDA AO SARRABULHO VAI COMEÇAR” e o pórtico simbólico da partida. A descarga de adrenalina ia começar a ferver pelas vertiginosas descidas até à vila.

E, foi assim…que pela 13ª vez, que revisitamos o traçado nosso bem conhecido onde a posição geográfica das pedras e as rotoeiras do percurso já não são novidade para nós – e gozamos comó diabo por ali abaixo, galgando destemidos os obstáculos naturais e artificiais que apareciam pela frente.

E, foi assim…a descarregar adrenalina com as burras aos saltos, que chegamos ao famoso reforço do pote dos rojões, mas, para lá chegar foi preciso passar por cima da rotoeira da tábua estreita a servir de ponte sobre um lago lamacento, falsa como judas, atravessar esta ponteca tornou-se no espetaculo mais mediático da DESCIDA, este ano ligeiramente mais acessível que no ano passado e o que dissemos na altura, ajusta-se na perfeição a este ano:

“…houve mergulhos para todos os gostos, bonitos, feios, com estilo, com classe, acrobaticos, sem classe, arruaceiros, macacos, forçados, enfim foi um fartote, para gaudio de quem assistia, enquanto se comia os deliciosos rojões quentinhos saídos do pote e bebia-se vinho branco e…bagaço, p`ra animar os azarados sarrabulheiros, ficava-se na espetativa a ver se havia mais alguém a resvalar na tábua e havia, continuavam a cair como tordos…”

E, foi assim…que, talvez prevenidos pelos erros do passado, os ddr passaram incólumes a ratoeira da ponte e tambem a da balança, uma rampa sobe-e-desce, uma inovação introduzida no ano passado com alguma espetacularidade para testar as capacidades circenses, uns foram bem sucedidos, outros nem por isso, a acrobacia definitivamente não é a sua praia mas, tudo bem, toda a gente estava ali para se divertir e neste aspeto o Miguel e o Tozé continuavam a ser os porta-vozes dos ddr, animando e assustando os sarrabulheiros com as suas arrebatadas ultrapassagens, algumas a roçar o fio da navalha e com manobras kamikaze, precedidas de gritos,  para afugentar os espíritos menos afoitos em questões de downhillada.

E, foi assim…felizes da vida, que fomos parar ao passadiço em caracol e a um posto de cerveja com castanhas assadas e música com muitos decibéis à medida para os cerca de 700 (?), participantes, a convidar à dança e foi em quizomba que os dois patifes deram um show do caracol. Esta foi outra inovação feliz da organização, o pior é que depois deste tratamento, envereda-se no rapido e exigente single track das…gajas pregadas nos pinheiros a todo speed em zigzag por entre as arvores.

E, foi assim…com o grupo todo, a descer o single gajante aos zigzags que depois dum zig, um dos ddr da frente bem speedado e acossado por outro ddr logo atrás a fazer mind game “sai da frente Guedes”, que se esqueceu  de fazer o zag e levantou voo em alta rotação para desenhar no ar uma bela pirueta de 360º e aterrar mais à frente e a coisa foi tão perfeita que só parou quando o capacete se transformou em dois  e o GPS da caixa córnea ficou amnésico.

E, foi assim…com a pedra no sapato por causa do capacete rachado, que prosseguimos pelos divertidos singles, a gozar pelo que ainda restava de descidas técnicas, comandados à distancia pelo vozerio estridente do Miguel, até enveredarmos por uma quinta particular, com a saga das ultrapassagens in extremis dos dois meliantes.

E, foi assim…que depois de sairmos da quinta, nos arredores da vila que ainda nos divertimos num parque sintético de desportos radicais para depois sermos (des)encaminhados para uma prova de licores em casa particular, para ganhar animo (mais?), para logo a seguir participar no show da descida das escadas da capela das pedreiras.

E, foi assim…que passados 3 dias, contamos estas coisas a quem não esteve presente, principalmente aos nossos ddr emigrantes, alô João da Silva, alô Carlos Figueiredo, da espetacular  XVIII DESCIDA AO SARRABULHO, com animação permanente durante 15km e, se não fosse a história do capacete, a amnésia do GPS e a falta de bifanas do 27, tudo teria sido ainda mais perfeito.

E, foi assim…que mais uma vez os BATOTAS estiveram de parabéns por nos ter proporcionado um dia bem divertido

Até p`ro ano

Um ddr à descoberta na terra da castanha!

Quarta-feira, Novembro 7, 2018

1.A pulga andava atrás da orelha desde ano passado aquando da visita ao festivalbike em Santarém, um stand da feira fazia a promoção a uma prova de bbt, como sendo a mais louca e divertida.

Movidos pela curiosidade, perguntamos ao promotor do evento sobre que espécie de loucura era essa, a resposta foi taxativa: só participando é que saberão, e convidou-nos a ver um pequeno vídeo da ultima loucura de há um ano. No fim ficamos rendidos quanto às paisagens, eram de facto muito bonitas, mas, ficamos confusos sobre o mais que vimos, aquilo seria mesmo uma prova de btt ou uma prova gastronómica?O promotor com ar divertido, lá nos explicou que sim, que era mesmo uma prova de btt e que até haveria dois percursos, um de 25km de dificuldade baixa/média, para aqueles que não querem chatearem-se muito a puxar pela burra e outro de 50km de dificuldade média /alta, para quem quiser levar a coisa mais a sério, mas, voltou a repetir ainda com cara de gozo, só participando é que saberaõ o resto é surpresa e aconselhou-nos: se quiserem participar teem de estar atentos à abertura das inscrições porque estão limitadas a 1000 participantes e esgotam num instante.

2.Inscrevemo-nos em principos de setembro, dois dias depois da abertura das inscrições e no dia 27 de outubro, pp, rumamos a Sernancelhe uma vila do concelho de Viseu que ostenta orgulhosa nos seus guias turisticos ser a terra da castanha, para participar no dia 28 na tal prova de btt louca, inserida no festival da castanha e do castanheiro que se realizou nesse fim de semana.

3.Com um frio de rachar, os termómetros marcavam zero graus, os 1036 bettistas esperaram impacientes que a speaker de serviço – que não parava de debitar sound bites, advertindo os participantes de que os controles seriam rigorosos ao longo do percurso pois só passariam quem estivesse legal e que os penetras que se cuidassem porque não teriam a mínima hipótese de infiltranço, por fim com meia hora de atraso foi dada ordem de partida.

Um grupo de uma equipa, parado num afunilamento ao sair da vila, combinavam entre si fazerem desta vez os 25km em menos de.…5 horas, aos 6kms tivemos o primeiro reforço, vinho generoso e bolinhos regionais para abrir o apetite para o que viria a seguir e o que veio a seguir.…meu Deus, foi mesmo duro e, não vale a pena contar mais, as fotos revelam uma amostra do que se passou.

Foi realmente uma prova louca e muito divertida, uma verdadeira prova de btt, já vimos muita coisa nas centenas de provas em que participamos, mas, um arraial e um redondel com um touro para os bettistas tourearem só aqui em Sernancelhe, terra da castanha.

E, como disse o promotor no inicio, só participando é que se terá a verdadeira dimensão desta prova de bttt, gastronómica, bem divertida.

Já tomamos nota p`ro ano: 27outubro 2019