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Treino de Domingo14/11/2010

Segunda-feira, Novembro 15, 2010

Depois da noite chuvosa de Sábado para Domingo, a manhã nasceu com Sol e tempo claro, a fazer prever um dia magnifico para o habitual treino betetista/amalucado/ domingueiro dos ddr.

Compareceram no “Rafas” seis duros e, depois de resolver um pequeno contratempo com os sapatos do Nelson, deixou os cleats  em casa e em consequência disso queria desistir,

“não consigo pedalar sem o encaixe nos pedais por isso vou-me embora”

ainda chegou a pegar na carrinha e iniciar o regresso a Amorim mas, quis a divina providência (ou o azar depois do que aconteceu mais tarde), que eu lhe saísse ao caminho precisamente, quando passava em frente da minha barraca e me preparava para ir ao encontro da rafeirada do pedal, concentrados no “Rafas” a tirar as coordenadas do percurso para o treino, com a preciosa e inspiradora ajuda da “J”.

Resolvido o problema dos sapatos do Nelson e aquela ideia da desistência, outra coisa não seria de esperar de tão distinto pedrigueiro/ddr mas, na eventualidade de tal acontecer, seria um rude golpe para os restantes leões/dragões/águias da montanha,  ficariamos profundamente afectados, transtornados, abalados, amargurados, desorientados, desalmados e…sem comer doces, com tamanha baixa deste peso-pesado da envergadura do Nelson, eu até me prontificava a pedalar descalço se para tal fosse necessário só para lhe emprestar os meus sapatos.

Faríamos tudo mas mesmo tudo para termos a presença do Nelson no treino d`hoje, nós precisávamos de alguém para comprar doces na festa de S.Martinho em Gandra e essa pessoa só podia ser o Nelson.

“Pronto Nelson, hoje de manhã pagaste-me o café, agora estamos quites okay?”

– Onde é que eu ia?

– Ah!  depois de consultar o material da “J”, fomos à vida.

Cá atrás ia observando o grupo dos cinco para o treino que ora tínhamos iniciado:

O Xico garbosamente pedalava;

O Paulo F impecavelmente pedalava;

O Nelson compenetradamente pedalava;

O Tino cannondalamente pedalava;

O Carlos gaseadamente pedalava;

Eu, atrasadamente pedalava.

Semblantes carregados aí vamos nós, atletas duríssimos e de alto gabarito, ao ataque ao desconhecido, com a certeza que seriam trilhos difíceis, inóspitos, traiçoeiros, agrestes, majestosos, sublimes…

– “hei!…hei!.. pera lá tone!!!…estás a divagar, desenvolve mas é, já são 22h33 e amanhã é dia de xapiscanço”

– Okay!

Depois de uma curta paragem no campo de futebol em Palmeira de Faro, para visitar os dois ddr`s, Berto e Mota  que desta vez ficaram em terra, e nos deram a oportunidade de assistir ao jogo onde participaram os seus filhotes –, o Luís à baliza e o Diogo ao ataque, a dupla mais temível dos “Galáticos”, sempre com os respectivos velhotes todos babados, na retaguarda a apoia-los.

“Vamos embora que já é tarde”, – sugeriu o Paulo F

Depois de Palmeira, Curvos e aqui curvamos à direita, por um pinhal, já nosso velho conhecido.

Novamente o Paulo F:

“Estou a ver que hoje vai ser só moleza!!!”

Por causa dessa boca, eu que até ali estava a andar de c***, amuei e a partir daí fui sempre na traseira deles.

Mas que fdp de mau feitio, só eles é que querem andar lá na frente, fosga-se, que nervos.

O Nelson ainda avisou:

“ Eh pá vede lá por onde ides, já à uns dias que não treino, estou cansado, tenho trabalhado muito ultimamente, é só trabalhar, trabalhar, trabalhar e não estou para grandes durezas, só vim treinar hoje para descomprimir de tanto trabalho”

Em vão este aviso.

Tudo treta do Nelson, de repente ligou o turbo e, pqp, ali foi ele como uma flecha monte acima juntar-se ao grupo da frente, comandado pelo Xico, Paulo F e o Tino que desde que cortou metade da forqueta da Cannondale, ninguém mais o apanha.

O Carlos, coitado, tinha-se empanturrado com castanhas no dia anterior e a subir mandava cá com cada bojarda ( porra, as castanhas pelo efeito produzido deviam ser de boa qualidade, não Carlos?), a sua burra cannondale a cada estrondo, em vez de subir, recuava e como não podia concentrar-se nas duas coisas, pedalar e flatuenciar ao mesmo tempo, pois era muito esforço junto, deu prioridade ao flatuenciar e lá fomos os dois por ali acima ao som das girandôlas sempre no máximo, sem saber ainda ao certo para onde os quatro estupores da frente nos iriam levar, embora desconfiássemos pelo rumo das coisas daquele Santo Gonçalo.

O Xico, o Paulo e o Tino lá na frente, comandavam as operações por aquelas subidas que no Domingo passado assustaram os gajos das motas.

Ao longe ouvia-se o rugido dos motores de motas, ou seria do Carlos? Não do Carlos não era, porque de momento o Carlos vinha atrás de mim, compenetrado e feliz com a paisagem dando largas ao local onde se encontrava por ninguém o ouvir a aliviar os raters oprimidos.

E assim, como quem não quer a coisa de repente estávamos quase no cimo de S.Gonçalo

No entroncamento para o estradão onde o trilho terminava os quatro mosqueteiros estavam à nossa espera com cara de maus e enquanto não nos juntamos todos o diálogo entre eles deve ter sido qualquer coisa do género:

“p`ra próxima deixamo-los para trás”

– “assim não dá, não treinamos nada por causa deles”

– “ &*?pqp#![“%^/<, f***, isto não pode ser já estamos aqui quase à 30 segundos e só agora é que eles chegaram, f*** ”

Fiquei tão chateado por essas pseudo bocas, que quando cheguei ao pé deles, não parei, continuei pelo estradão a atacar a parte final do monte com tal violência, por entre motas e bikers, passei com uma velocidade do c*** por um grupo p`raí de dez gajos parados com as suas burras na berma, que só não bateram palmas pela minha perfomance a trepar por ali acima, por inveja.

Eu parecia outra pessoa, tinha deixado os bando dos quatro (o Carlos não conta, por causa das castanhas), para trás sem qualquer hipótese de me agarrar.

Fiquei tão entusiasmado com este feito vingativo, que queria continuar até à tolinha onde está a guarita dos incêndios e a capela do tio Gonçalo, se não fosse a chuva que entretanto começou a cair, garanto-vos que lhes havia de dar um arrepio do….

Tone? Cala-te! São 23h40

Ah!!!… bom, estávamos então a poucos metros da tola, era só virar para a direita pedalar uns trezentos metros e uns quantos ufas,ufas,ufas e estariamos no local com fortes possibilidades de encontrar o Amadeu/bikecrica mas, a ordem dos mandões/ddr`s era para continuar em frente a descer por trilhos nunca antes bicicletados cá pelos rapazes.

O tempo tinha mudado por completo: A manhã solarenga quando começamos a pedalar, tinha dado lugar a céu escuro carregado de nuvens.

Perante este cenário agora com a chuva a cair, mudamos de planos e por entre uma catrafada de motars ás voltas, mais parecendo baratas tontas e destruidores do ambiente demos a volta ás nossas burras e iniciamos a descida adrenileira sendo estreia absoluta dos ddr`s, esta epopeia  com chuva fria a “picar-nos” na tromba mal podendo abrir os olhos, deixando espantados os caçadores que pululavam por ali ao longo da descida.

Quando chegamos a Aldreu, chovia torrencialmente, claro que não paramos, prosseguimos com abnegação enfrentando a intempérie.

Ao Xico nada lhe metia medo: não há frio ou chuva que o f***, enfrentava a tempestade de peito feito.

O Paulo F, estava bem protegido contra a chuva: capinha amarela e aquelas coisas em volta dos pés.

O Tino com uma capa transparente que não deixa entrar pingo de chuva, que lhe custou vinte e cinco euros.

O Nelson em calções e Jersey, mas com um belo tecido adiposo que o protege do frio, lamentava-se por o Paulo não lhe ter comprado a única capa XL igual à do Tino por quatro euros, “tanto jeito me faria agora”.

O Carlos em calções e jersey, não precisou de cobertalho nenhum, tem um bom caparro para se proteger do frio, já agora: obrigado Carlos por teres transportado e protegido o meu telemóvel desde Aldreu até Apúlia , como se da própria vida se tratasse.

Eu, parecia um gato pingado, com uma camisolinha fininha, que em vez de proteger os braços, ainda os deixava mais gelados. Pobre de mim, não tenho sorte nenhuma e agora desconfio que estou a chocar uma bela constipação.

Todos molhadinhos e enregelados subimos até Vila-Chã e descemos por Curvos, só paramos em Gandra para o Nelson comprar daqueles doces regionais que os feirantes comercializam nas festas, cheios de abelhas e moscas que no Verão apanham Sol e no Inverno toda a espécie de objectos estranhos, capazes de provocar uma valente caganeira ao tipo mais forte.

Enquanto o Nelson fazia negócio com os tais doces o Xico ia servindo-se de tremoços sem dar cavaco à mulher que os vendia, entretida como estava com o negócio dos tais doces não notou o ataque do Xico ao alguidar dos tremoços.

A chuva tinha abrandado um pouco, continuamos:

O Xico na frente com a saco dos doces agarrado ao guiador da KTM, pedalava endiabradamente e nós todos atrás dele em filinha com as burras a galope a serem enganadas porque julgavam que o saco continha cenouras.

Só paramos em casa do Xico (O Tino e o Paulo F, foram embora), e, em boa hora o fizemos.

O Xico tinha uma pomada (e ainda tem), para acompanhar os doces que nem vos digo, nem vos conto, um néctar só digno de gente seleta como são os Duros De Roer encharcados que foram treinar p`ró monte, mas que p*** de pomada de vinho fino.

“produzido na quinta de Creixomil do meu sogro”

-Oh!!! Bendito sogro que tem uma pomada destas e dá umas garrafitas ao genro e este a nós.

Ficamos logo com a roupa seca e felizes da vida por termos nascido e andar-mos nestas coisas do pedal, à chuva, aos trambolhões e todos esfarrapados

A chuva tinha recomeçado quando saímos da garagem do Xico: Eu, o Carlos e o Nelson mas agora estávamos imunes à água e ao mais que viesse, a burra do Carlos é que ficou com uma “cisma”, nas curvas teimava em ir em frente e a derrapar. Chegou a casa do Xico em boas condições e agora estava com a mosca mas, porquê?

O Nelson ainda duvidou do meu poder de orientação, contestando a estrada por onde íamos até ao local das carrinhas.

A vida é bela: La kabra, la kabra…la

Os artistas deste filme:

– XICO; PAULO F; TINO; NELSON; CARLOS E NARCISO

A seguir publica-se as fotos do convívio/treino da passada Quinta-feira em que fomos obsequiados pelo Ex.mo Snr Alberto Gonçalves da pizzaria URBANUS, com uma valente castanhada acompanhada da respectiva pinga a condizer.

As castanhas estavam uma delícia – parabéns à pessoa que as assou – estavam tão boas que nem sobrou uma para amostra, também com semelhante corja de rafeirada sentada à mesa, não era de esperar outra coisa, onde estes rafeiros se intrometem deixam tudo em pratos limpos.

Ao fim do treino convidamos os nossos amigos, os campeonissímos Rúben Nunes e Ricardo Santos,

sobejamente conhecidos do mundo betetista por “limparem” as provas onde participam com a mesma facilidade, com que nós limpamos as castanhas ao Snr Alberto Gonçalves, e, já são muitas as provas que ganharam ao longo dos últimos anos e que desde há uns tempos até hoje tem-nos dado o prazer de nos acompanhar nos treinos de Quinta à noite. Amavelmente declinaram o convite. Se calhar foi melhor assim senão em pouco tempo ficavam uns perfeitos vira-latas como esta cambada que devorou as castanhas.

One Comment leave one →
  1. João Durães permalink
    Segunda-feira, Novembro 15, 2010 23:12

    Obrigado pela fantástica recepção, pelas castanhas (estavam divinais) e pelo tintol! Até quinta!

    Gostar

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