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12 Dezembro 2010 – O Treino

Segunda-feira, Dezembro 13, 2010

Domingo, 12 Dezembro 2010 – O Treino

Confesso que não sei por onde começar, porque nestes treinos dêdêérrizados, acontecem sempre coisas diferentes ou…talvez não, senão vejamos:

Enquanto o pessoal se ia concentrando no “Rafas” para o habitual cafezinho e dar uma vista de olhos pelo “Jogo” e pela “J”, os únicos jornais disponíveis de momento, o Nélson mais uma vez reforçava a ideia já exposta à uns tempos, de que os ddr`s não podem faltar à prova do Marão no dia 9 Janeiro “é um espectáculo”, repetiu ele pela enésima vez.

Até aqui nada de novo, os nossos treinos começam regra geral sempre assim.

Saímos oito, ao passar na ponte de Fão era suposto o Mota estar de plantão à entrada da ponte à nossa espera mas, desta vez não estava, provavelmente ficou em casa   a batalhar com os pés no ar, para o produção da humanidade; mais à frente e…”olha quem vem lá?” – o Futre -, apanhou-nos em Gandra tal como no último treino do dia 28/11 depois de pela segunda vez ter faltado ao picanço do ponto no Rafas.

Portanto até aqui também nada de diferente.

Na subida ao monte de Gemeses, a coisa começou a aquecer, aquela subida não é pêra doce, a sementeira de pedras pelo estradão acima, dificulta e de que maneira a aderência das rodas “este tipo de pneu da minha Scott não dá para aqui, tem de ser um pneu com um bom trilho e com menos pressão”, palavras sabias ditas pelo Chefe.

Com as burras pela mão lá fizemos a subida com o Carlos a acusar a ressaca das caipirinhas emborcadas no dia anterior e com a Mondraker do Futre logo no início do monte a armar-se em mula teimosa e a recusar-se a subir, em conflito com o dono por este a tratar tão mal, valeu as carícias meigas do Berto que lhe passou as mãos pelo pêlo, quero dizer, pelo desviador, foi a única maneira de deixar de embirrar com o dono com este a prometer-lhe que quando chegasse a casa lhe untava aqueles dentes secos todinhos, com um bom spray, nada de óleo queimado ou água do bidon com que ás vezes o Chefe lhe lubrifica os carretos.

Aqui a história já foi um pouco diferente desde as outras vezes que por ali passamos mas não muito.

O Manel chegou ao fim da descida de Gemeses, com a roda da frente esvaziada por um furo, paramos só o tempo suficiente para trocar a câmara-de-ar e continuar até Mariz pelos trilhos da Luso-Galaico, e, na descida em single-track que se prolonga até à margem do rio Cávado a exigir perícia e alguma técnica à semelhança da de Gemeses, para não dar com as trombas no chão, ora todos nós sabemos que a palavra DESCIDA está intrinsecamente (tem mesmo de ser esta palavra), associada ao BERTO, é cá uma coisa que lhe dá, que só visto, é indescritível a forma kamicaizada como ele ataca as descidas, se por ventura  está atrás do pelotão, é aconselhável que haja alguém mais consciente e atento a lançar um aviso de alerta para os mais desprevenidos lá na frente, pode ser do género: “cuidado que o Berto maluco vai descer, todos p`ra valeta para ele passar”, pois bem nesse tal single track  até ao rio calhou-me a mim lançar o aviso e depois de o ter feito imediatamente encostei-me para deixar aquele turbilhão velocipédico passar, de nada adiantou, fui trucidado contra um pinheiro pela fúria downhilleira do Berto que se abraçou a mim sem qualquer pudor perante o resto da turma a rir ás gargalhadas pelo caricato da situação, com o Berto já recomposto, explicou que a causa de ter caído foi eu não me ter desviado para ele passar; mas como? Só se fosse para cima do pinheiro.

Ah!!! a coisa agora é diferente, não pelo tombo do Berto, porque isso é normal mas pela novidade de ter caído abraçado a um desgraçado sem culpa nenhuma.

Perelhal, Creixomil, aqui o Berto (sempre ele), bem tocou à campainha da porta de um amigo para… o cumprimentar, digo eu, sem sucesso, este se calhar quando se apercebeu do fulano que insistentemente buzinava à porta acompanhado pelo Manel, resolveu definitivamente não abrir a porta talvez com medo de ser espoliado de uma garrafita de vinho fino, digo eu, e, assim lá se foi a esperança de um calmante espiritual..

Vila Cova; navegávamos agora à vista do penedo-ladrão “queres ver que…”, “não”, assegurou o  Chefe lá na frente escoltado pela guarda pretoriana formada pelos Paulo F, pelo Tino e o Nelson “desta vez não vamos lá” tranquilizou-nos a nós que vínhamos cá atrás mas, nada de confiar, conhecendo bem esses personagens a quem o Futre se tinha juntado entretanto, eles acabariam por pressionar o Chefe para uma dureza qualquer e a prova desse desconfianço tivemo-la mais à frente quanto começamos a subir pelos trilhos da Luso-Galaico até ao monte de Vila Cova, pensando eles que nos íam dar uma coça do caraças por aquele monte acima, a mim; ao Carlos a contas com a ressaca das caipirinhas; ao Berto que para descer tinha que se f*** primeiro a subir; ao Manel que coitado já há muito tempo não treinava.

Chegamos ao cimo depois deles mas chegamos, melhor seria termos ido ao penedo-ladrão, porque para fazer esta subida foi preciso suar as estopinhas todas do corpo, por mim nunca mais contesto porra alguma, a partir de agora vou até ao cú de Judas se for preciso, ia dizer sem protestar mas isso com esta seita de nada adiantava o protesto pois seria pior.

Começamos a descer e….

“Cuidado que o Berto maluco vai descer”, desapareceu num ápice por aquele monte abaixo.

Só houve o testemunho do Chefe para contar o que viu porque era o único que ia atrás dele. Mais tarde contou que viu o Kamicazeberto meter a roda num rego e carambolar desta vez sem ninguém lhe valer para se abraçar,  agarradinho à Scott, mediu aos palminhos todo o terreno e aprofundou aquele rego todo até parar “ eu estava com as mudanças em primeira e ao pedalar não consegui sair do rego”, foi assim que justificou mais um espalhanço à maneira.

Não vamos falar daqueles insultos aparvalhados ao Milo já próximos de Apúlia quando o encontramos no meio de uma bouça, este estupor preferiu trocar um treino com artistas deste gabarito, pela caça, mas agora vendo bem as coisas até foi muito bem feito chamar-lhe aqueles nomes, não tinha nada que andar a assassinar os animaizinhos indefesos.

Sentados naquela esplanada do “Controverso”, com o copo da cerveja à frente, gostei de ver o tratamento cúmplice do Snr Dr. Manel aquela senhora “olha a folhetinha” e a réplica da senhora “cada vez estás mais peludo”.

Se dúvidas houvesse por tudo o que já foi dito, o artista do treino de hoje que mais se destacou foi de facto o Berto, com uma soberba interpretação por aqueles montes abaixo.

O Berto cada vez está melhor. Viva o Berto!!!!!canudo

Afinal com esta turpe não há dois treinos iguais, quando os artistas são bons há sempre coisas diferentes.

O elenco deste Domingo:

BERTO, FILIPE, FUTRE, TINO, NELSON, PAULO F, CARLOS,MANEL E NARCISO

P.S.

Atenção DDR`s, relembramos que na  Quarta-feira dia 15 ás 20h00, é um dever de todos os Duros comparecerem na tasca do Agostinho na rua do Funil, para a batelada do Natal.

One Comment leave one →
  1. Milo permalink
    Terça-feira, Dezembro 14, 2010 20:30

    Dou toda a razão ao Narciso, vou deixar a caçar animais, até porque eles teimam em não aparecer e eu apanho uma cansadela dos diabos atraz deles!
    Vou dedicar-me antes a caçar uns bichos esquisitos, vestidos de amarelo em cima de umas coisas com duas rodas, que costumam passar no meio do pinhal e ao meu ver estão mais gordinhos do que os coelhos, visto por detràs parecem-me bem mais sucolentos he..!he…!

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