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Treino voador

Segunda-feira, Maio 30, 2011

Domingo, 29 Maio 2011

Treino voador

De vez em quando, acontece que, ao longo dos treinos oficiais,- e só falo destes – qualquer  ddr`s bater com o costado no chão, enrolado na bike ou não, para gáudio dos restantes que tem a sorte de assistirem, principalmente os que pedalam atrás, à carambolada do artista e descaradamente gozam até à exaustão, com o” feito” do “desgraçado”, que não raras vezes ainda fica com uma peça do corpinho em mau estado, geralmente os membros superiores ou inferiores são os mais afectados, mas também acontece ficar com uma costela fora do sitío

Quando isso acontece, o tal artista que aterrou, mal refeito e atordoado sem saber ao certo ainda porque caiu, levanta-se, faz um check-up rápido a ver se está tudo em ordem e à medida que  vai recompondo-se do susto, começa de imediato a desculpar-se que caiu por: ”causa de….”, nunca fazendo meã culpa e assumir que a causa de bater com costado no chão foi por azelhice, falta de jeito, falta de visão para a coisa, por exibição amalucada, por se armar em campeão ou ainda, como ouvi dizer ontem, quando malhei com os cotos no chão: “começou a ganhar confiança e… catrapuz”, (confesso que esta não entendi) – a este respeito estamos conversados, nada de novo, toda a gente sabe que é assim, ninguém acredita em desculpas esfarrapadas para amenizar a certeza do gozo, nem da desfaçatez  da turma de fazer da vítima o bombo da festa naquele dia e se o tombo for daqueles acrobáticos então é inevitável também as piadas gozonas durante uns tempos, é assim mesmo, faz parte do manual dêdêrriano

Tudo isto bem a propósito, do aumento da malharia acima do normal desde a semana passada e já não falo naqueles tombozecos pequenos sem significado: começou com o Nélson há uns dias com um belo caianço que o deixou não só meio assalipampado com cara de queijo de cura amarela, mas também no primeiro lugar dos trambolhões famosos e ainda se mantém no top; a seguir o Filipe também com um cainço à maneira e ainda se ficou a rir; hoje o Milo ficou com o ombro todo empenado e cá o atleta atravessou um riacho em voo picado até à outra margem; porque será esta sucessão arrojada de mal(bem) cair em tão poucos dias?

Vá lá, ao menos desta vez, respondam vocês

Dos caianços d`hoje, a burra do Milo fez finca-pé e atirou-o de cangalhas contra uma pedra, a cena só foi testemunhada pelo Nélson e o mancebo César, era bom que contassem tudinho com todos os pormenores como o Mailo se espalhou, mas desconfio que não vamos ter essa sorte até porque o César não tem internet;  já o meu teve mais espectadores e foi assim:

Próximo da azenha existe uma “rigueira”, que desagua no rio Neiva -, esta “rigueira”, outrora, já tinha sido a causadora de uma bela exibição de um famoso ddr com este a realizar um bruto mergulho com a sua burra no meio da água e a deixar a sua imagem moldada na lama no fundo do rio –  agora a cena repetiu-se passado uns meses, embora em local diferente, mas um tudo nada semelhante a esse famoso mergulho segundo relatos – apelei a todos que me precediam no topo da descida, para me darem espaço com o objectivo de à vontade ganhar balanço por ali abaixo e atravessar o riacho com os pezinhos ao alto desligados dos pedais para assim chegar à outra margem com os sapatinhos enxutos

Eu e a minha burra, entramos na água com tal impacto e…bingo, acertamos em cheio com a roda da frente no primeiro dos três calhaus desavindos que lá habitavam no fundo do leito tentando uni-los

Desilusão total, não se moveram nem um milímetro, mas serviram de rampa de lançamento para a minha burra levantar as pata traseira ajudando-me a catapultar pelo ar, começando aí com as mãos abertas a tentativa de perceber como os pássaros voam ou como o Jardel voava mais alto que os centrais, como na canção do Rui Veloso; voei sobre a “rigueira” e  seguir aterrei com estrondo e de ladexs na outra margem em cima de areia enlameada, vá lá, e com os sapatos, os causadores deste espalhanço – lá está a desculpa – mergulhados no rio, obviamente todos encharcados , até o mancebo César comentou: “ele mandou dar espaço e …pimba”

Convenhamos que foi um trambolhão suave, arranhei-me mais no mato dos trilhos, mas muito trabalhado e artístico, a ganhar o direito por mérito próprio, de fazer parte da galeria dos trambolhões famosos dos ddr`s

De resto, foram 47kms de um bom treino, com os primeiros 18 kms compenetrados, homem máquina a dar o máximo pelos trilhos até Gemeses cá com o atleta a pensar “se for assim daqui a uns dias pelo Camino, estou feito” e tenho a certeza que não fui só eu com maus pensamentos, terminamos aqui uma etapa, com o Mailo a tentar encher o pneu que estava…cheio

 Começamos outra em direcção a Antas para o mergulho habitual no rio Neiva e que bem soube desta vez, depois do que transpiramos estávamos tão quentes que até a água ficou morna e nem apetecia sair dali

A última etapa foi a dar-lhe forte contra o vento desde Antas até Apúlia city

Os Duros deste Domingo:

FILIPE, TINO, MILO, PAULO PINHO, IVO, NÉLSON, NARCISO  e o CÉSAR NOGUEIRA

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