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1º Raid X-Par – Criaz Apúlia

Segunda-feira, Junho 27, 2011

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Domingo, 26 Junho

aPROVAdo

Antes de mais: Parabens X-Par, pela excelente prova de btt, impecável a todos os níveis menos um que vou referir mais adiante

Da catrefada de ddr`s inscritos neste 1º raid de btt , organizado pelos X-Par, só nove compareceram à chamada: seis equipados a rigor e três equipados à “civil”

FILIPE; IVO; EMILÍO PINHO; NARCISO; PAULO FERNANDES; NELSON e CÉSAR NOGUEIRA, PEDRO COELHO e RUI LIMA

O dia, já se sabia, iria estar quente, embora não seja muito agradável pedalar nestas condições, quem gosta “disto”, comparece de qualquer maneira, faça Sol ou chuva, ainda bem que o grupo dos nove picaram o ponto para participar nesta bela jornada da festa do bêtêtismo

Depois do speaker de serviço ter animado o pessoal, à espera pelo arranque, a partida foi dada às 09h30 e, passado uns minutos, ainda em Criaz, um grupo de cinco ciclistas do qual fazia parte o Ivo, “enrodilharam-se” e o inevitável aconteceu: caíram – resultado; o Ivo foi o único a solicitar os primeiros socorros, com uma perna imprópria para continuar a pedalar e os primeiros (o Pedro desistiu por solidariedade), a terminarem a prova com uma medalha de 5 pontos  na perna do Ivo

Eu e o Emílio Pinho, com essa história de dar apoio ao ai, ai do Ivo, perdemos um tempo precioso e as hipóteses de ganhar a prova ficaram  logo ali reduzidas, mesmo assim continuamos com todo o afinco a atravessar as freguesias: Barqueiros, a ponte para Cristelo, num entroncamento a seguir perdemos mais algum tempo, porque o Emilío insistia que o trilho da de 45 era em frente e eu a dizer que era para a esquerda, fomos para a esquerda com o Emilío pouco convencido que era por ali, depois apareceu o control com o Simão de marcador em punho virado ao dorsal e as duvidas desapareceram; Vila Seca, por esta altura já tínhamos ultrapassado p`raí uns vinte gajos e gajas, a coisa estava a correr bem; Faria, Milhazes, a primeira paragem e a primeira falha da organização: só havia água, ainda perguntei se não deixaram lá umas bjecas, nada, nem me responderam, uma falha grave e, foi com a barriguinha cheia de água que mais à frente começamos a gatinhar pelo monte da Franqueira acima, ultrapassando um grupo de chavalos estes com as burras pela mão e renitentes para  se desviarem, complicando ainda mais a nossa trepadura, cá com o atleta a suar em bica por todos os lados, à espera que terminasse o suplicio daquele track calorento e começasse a tal descida que há uns tempos, através de uns zuns-zuns que me chegou aos ouvidos, se dizia existir e com uma boa plantação de pedras miudas; segundo controle, comandado pelo mister César que informa: ”agora é só a descer durante três kms”, “porreiro pá, vai ser fixe para recuperar do atraso”, pensei

Começou a descida e as tais plantações de pedras miúdas desde então, tinham crescido muito e eram agora uns belos e pujantes calhaus grandes, lá fui descendo com a minha rica Coluer a protestar de um lado para o outro e eu a ver-me negro para a segurar e a jogar ao caio, não caio, caio, não caio, um fotógrafo encavalitado num pinheiro em cima dum monte tirou-me o retrato e pensei comigo “eh pá, fiquei todo radical, quero essa foto”, já a imaginar-me encaixilhado num quadro pendurada na parede em alto style, estava nestes devaneios, quando o Emilio passou por mim a voar sobre as pedras, fosga-se lá o gajo a burra dele nem tocava nas pedras e eu à rasca com o caio, não caio, mais à frente outro fotografo, numa fração de segundo tentei arranjar uma pose mais radical que a primeira e continuo o jogo com a minha rica, caio, não caio, c…ca…cai…caio…bolas, o minha burra ganhou, malhei nas pedras, f*** todo, arranhei a testa e o safado do fotografo vira-se para trás e clik, clik, clik a dísparar a máquina a toda a força; a partir daquele momento deixei de me interessar pelas fotos -, logo a seguir acabou a calhauzada, por mais meia dúzia de metros escusava de ter arranhado a testa, não tenho sorte nenhuma; quinhentos metros depois o reabastecimento  

Se, houvesse as tais cervejinhas que na semana passada pedi à organização, tinha deitado abaixo umas quantas bolinhas de berlim, assim ficaram em paz e contentei-me com outro presigo, ao mesmo tempo que contava ao chefe do reforço, o Benjamim, as peripécias do trambolhão que tinha acabado de dar -, um gajo equipado à luso galaico que ouviu a conversa, não resistiu e votou faladura ”isso não é nada, aqui esta (referindo-se a uma ciclista equipada de igual), já caiu cinco vezes”, perguntei inocentemente: foi na descida das pedras, não foi? Resposta do gajo equipado à luso galaico “qual descida? Nós não estamos a fazer a de 30kms”…??????….ah, pois  

Depois de Vilar de Figos, Rates, fizemos a descida da Leicar descontraidos por um estradão, mais à frente demos de caras com o ultimo muro do percurso que foi feito quase todo com a burras pela mão, na frente, um ciclista insistia, insistia montado na alimária mas, às duas por três, não conseguindo domar a besta, desandou p`ra direita e foi p`ro meio do milho, gritei-lhe”não é por aí amigo, é sempre em frente”, resmungou qualquer coisa sobre os gajos que puseram lá a subida e juntou-se a nós contrariado por ter de arrastar a burra, continuando a falar sozinho até ao controle dominado pelo Celestino que…só me forneceu água

Eu e o Emilio já tínhamos perdido à muito tempo a esperança de ficarmos nos dez primeiros, agora íamos dar o tudo por tudo para ficarmos pelo menos nos primeiros trinta, vá lá com um bocado de sorte nos primeiros vinte – enquanto trotávamos pelos trilhos, deparava-se a cada instante o espetáculo deprimente das lixeiras, com tantos locais para o recolher, que pena esta apetência de certas pessoas por levar o lixo para os pinhais e caminhos; lá diz o anuncio “é mais fácil educar o macaco, que certas pessoas”

Ultimo controle, eu sabia, eu sabia que tinha de haver engano, esta organização impecável até aqui, não podia falhar, foi só assinar o dorsal e… surpresa lá estavam as duas super-bock  a pular da arca, fresquinhas, fresquinhas para a garganta cheio de pó cá dos atletas; baralharam  os carros de apoio, quase de certeza é o que foi e, a viatura 88-17-BM, que devia ter ido para o primeiro ponto ou para o reforço em Vilar de Figos, foi por engano parar ao ultimo controle, eu sei que acontece até aos melhores, qualquer das maneiras à que ter este lapso em atenção para que não se repita nas próximas edições: satisfazer o pedido dos clientes

Fim da prova, pela minha parte, garanto que foram quarenta e cinco kms bem divertidos, não faço ideia do lugar em que ficamos, mas devemos ter ficado bem classificados, porque uns trinta e tal minutos depois chegou o Pierre da equipa dos X-Par e olhem que ele anda muito bem

 PS: foi pena não ter havido ddr`s suficientes, para ficarmos bem na foto

 

 Este 1º Raid, ficou a pedir meças a qualquer organização de provas desta natureza, nem o atraso de trinta minutos à partida, tirou o brilho a esta primeira prova (quem diria?), da história dos X-Par, com um traçado bem delineado teve todos os ingredientes próprios de maratonas bettistas: subidas e dificuldades qb, técnico, com bons troços de recuperação, pontos de água nos sítios certos, reforço não sendo muito diversificado foi o suficiente, boas marcações e sinalética gráfica e humana excelente e, aquela ideia de um traçado mais curto e acessível, sobretudo para aqueles com pouca apetência por subidas ou com menos “cabedal”, foi assertiva

Perante isto tudo, esta prova tinha de ser um êxito, notou-se empenho e determinação em todos, quer estivessem direta ou  indiretamente envolvidos na estrutura do Raid; o pessoal da associação que confecionou e serviu um almoço com qualidade e abundância e bebidas à descrição, nada faltou; o John e o “café John” sempre solicito, desenrascou quem pediu ajuda e até serviu de entreposto para guardar os pertences de alguns participantes  

Dignificaram a associação, a freguesia e o concelho e os X-Par`s saíram mais prestigiados, foi sem duvida uma bela prova de btt e um bom cartaz de propaganda para provas futuras

Em nome do Duros De Roer,  PARABENS 

2 comentários leave one →
  1. ivo permalink
    Quarta-feira, Junho 29, 2011 22:21

    Amigo Narciso,
    já estou recuperado e pronto para ganhar uma medalha na prova de Curvos.
    Até amanha

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  2. francisco permalink
    Quinta-feira, Junho 30, 2011 18:40

    medalha? podes treinar dia e noite que não ficas nos 3 primeiros, sim porque ficar em 4º lugar já não sobe ao palco e nem sequer é lembrado. Faz a prova e aproveita ao maximo o Btt, curte o panorama….

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