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Os ddr foram ao rafting

Domingo, Agosto 21, 2011

Segunda feira, 15 Agosto de 2011

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Os ddr foram ao rafting

Desta vez, as nossas companheiras ficaram em casa, foi estranho, deixar as nossa amigas de inúmeras aventuras sozinhas, amigas sempre prontas e obedientes a aguentar connosco, bem cavalgadas ao longo dos tempos, que nos tem proporcionado momentos únicos de prazer quando juntos exploramos cumes fantásticos e as matas com sulcos irregulares, que nos tem proporcionado descargas de adrenalina indescritíveis; desta vez teve de ser, as nossas companheiras, todas elas bonitas, com um bom par de amortecedores e uns assentos de primeira, ficaram órfãs de tão valorosos montadores durante um dia inteiro, porque não resistimos ao repto que nos foi lançado há uns meses, para raftingar no rio Minho

Sozinhos, lá fomos ao encontro de novas sensações, experimentar outras cavalgaduras, afinal também somos um grupo radical, embora só seis dos vinte ddr`s, tivessem a coragem para enfrentar as águas agitadas do rio Minho, exploradas até ao tutano pelos piratas do “Melgaço radical” , que tratam aquele rio, com a mesma facilidade como quem bebe uma malguinha de nobre alvarinho

Saímos de Apúlia, um pouco depois da hora combinada: 08h00, com o tempo nebuloso e uma morrinha molha-tôlos, pela A28 até Valença e depois mais 40kms pela EN em direcção a Melgaço, sem saber muito bem onde se iria desenrolar a raftingada, e, como que adivinhando as nossas dúvidas, fomos contactados pelo  staff do Melçaço Radical, para que lhes fornecesse-mos a nossa posição:

– “…estamos a ver uma placa com a indicação: Melgaço 8kms…”

– “…estais próximo, ao chegardes a uma rotunda há uma indicação com a palavra Peso, seguis em frente e depois há-de aparecer uma placa do lado esquerdo a indicar, centro de estágios…

A três(?) kms da Vila, lá estava a tabuleta com a tal  indicação, um enorme outdoor  anunciava: “Melgaço Radical, Capital Ibérica do Rafting”, mais um km e eis-nos no parque de estacionamento do moderno centro de estágios, o gpsdantas,  levou-nos direitinhos ao local da logística onde era visível a azafama para os preparativos da epopeia marítima

Como vai sendo habito nas provas do pedal, também aqui fomos o ultimo grupo a chegar, deparamos com um cenário de vários botes encastelados em cima de dois atrelados, prontos a serem rebocados para o local da acção e grupos de pessoas animadas pela perspectiva iminente da aventura, algumas equipadas com o fato de mergulho à procura da melhor pose para o retrato em família para recordar mais tarde o começo da destrinça da aventura rio abaixo

O pessoal do staff distinguia-se dos demais pelas T-shirts azuis celeste, rapidamente localizamos o nosso contacto gêpêsiano que nos tinha guiado até ao CE, através da voz tonitroante do Anselmo Dantas, inconfundível em qualquer parte do mundo e sem mais demoras encaminhou-nos p`ro local de registo/pagante, mas antes apontou para um colega e informou:

– “…Este é que vai ser o vosso guia, chama-se Júlio e é a primeira vez como monitor”

Apreensivos:

– “ Bolas!!!!… descer o rio a servir de cobaias?”

Resposta seca:

– “ É isso amigo, nem mais…”

O pessoal da logística, em automático, debitava informação precisa do que tínhamos de fazer e o resultado final foi um bando de seis gajos caracterizados com capacete e colete (obrigatório), fato e sapatos (opcional), cada um equipado de maneira diferente, mais pareciamos os protagonistas de um qualquer filme rasca do género: “Os malucos vão à guerra”

Os capitães das embarcações, andavam por ali a esclarecer dúvidas e de olho na populaça estudando o perfil da tripulação que lhes impuseram para guarnecer as suas embarcações

O autocarro esperava-nos, tiramos a foto da praxe defronte do “Melgaço Radical” que nos haveria de transportar até ao rio conduzido por um condutor compenetrado (ainda bem, porque aquilo era sempre a descer), pôs os decibéis do rádio com volume suficiente para não ouvir a vozearia e as parvoíces do maralhal que ocupavam os bancos da frente; ainda dentro do bus fomos informados por duas simpáticas girls:

– “ Grupo do Ribeiro? O vosso bote é o nª 4”

O bote das cobaias e do comandante à experiência

A viagem durou pouco, talvez dez minutos até parar na base naval, as tripulações desordenadas dirigiam-se para os botes alinhados que lhes calharam na rifa, os capitães aguardavam serenamente que todos se posicionassem para o breefing  das regras e o comportamento remante mais adequado para lutar com bravura e levar a bom porto a traineira

O comandante-pela-primeira-vez-à-experiência, do bote azul nº4, com seis cobaias debaixo da sua alçada – duros de roer na montanha e noutras substancias do reino do Baco, mas pouco experientes a cavalgar estas coisas na água -, delineou a táctica para bem navegar a todo pano, perdão, à pagaiada

-“…e cada um com a sua pagaia, rema assim…o corpo inclinado nos rápidos…quando eu disser: remar com força, remam sem parar okay?…Pés sempre presos no (steps?), bote…então vamos lá pegar no bote à cabeça e pô-lo na água”

Os seis Duros De Roer do bike team bttApúlia – Filipe Torres, Paulo Pinho, Celestino Palmeira, Emílio Hipólito, Narciso Ribeiro e César Nogueira, embarcaram pela primeira vez, com toda a determinação no bote azul 4 capitaneado pelo estreante Júlio Araújo e integraram-se na cauda da esquadra composta por doze(?),  valentes semi-rigídos de guerra, cada um no seu posto de combate, a tentar perceber como se coordena essa coisa de remar com os pés presos sem ser com os cleats encaixados nos pedais, quando fomos atacados de surpresa e cobardemente, pela amura de bombordo, desabando sobre nós bátegas de água provenientes da artilharia pagaiante de outro bote que julgávamos ser amigo e afinal era inimigo, de imediato percebemos que estávamos em guerra e se queríamos sobreviver à avalanche do fogo inimigo tínhamos de lutar com as mesmas armas, o nosso comandante ainda crú nas artes guerreiras não nos incentivava a ripostar e tacticamente deixava-se ficar para trás, assim o combate tornou-se difícil    

– “Atenção!!!”, 

Alertou el capitan del buque 

 “Vamos lá remar com força…remar sem parar…força, força”

-“uuuuhouoooo,… espectáculo….espectáculo”

– “Muito bem, viram como passamos o rápido? É assim que temos de fazer nos próximos”

O perigo espreitava a cada momento e era preciso estar bem alerta, os ataques, sucediam-se a um ritmo constante, se no princípio éramos um alvo desprevenido, agora não nos apanhavam de surpresa, tirando aquela vez em que o comandante Hipólito com falinhas mansas se aproximou sorrateiramente pela popa do nosso b4 e despejou umas valentes cachoadas no costado do grumete Milo sem dó nem piedade até este perder a fala

A guerra continuou, rio abaixo, passamos por sucessivos rápidos, remamos contra a maré, demos uns valentes mergulhos, experimentamos a sensação de mergulhar na correnteza d`um rápido, fizemos com o nosso b4  cobaiante vários piões de 360º, saltamos de uma altura de 6m(?),aproximamo-nos perigosamente das margens enfeitadas com plantações de pedras; tudo foi testado até aos limites para pôr à prova o nosso capitan, e, foi graças a nós, as cobaias de serviço, que o Júlio Araújo deixou de ser um comandante à experiência e se tornou num completo capitão-de-bote-e-pagaia a sério  

A guerra das 4 milhas(?) tinha terminado, com alguns sequelas para dois elementos ddr ainda em transe pela cena extra a que tiveram o previlégio de assistir durante a raftingada. Há dias assim

Atracamos suavemente de proa no lado espanhol, carregamos o duro b4 azul até ao reboque e, depois uma sande para enganar a fominha que já apertava, só não percebemos porque houve sumos à descrição e nem uma garrafita de alvarinho, ou cerveja, foi a única falha do MR, um ponto a rever para a próxima descida

O regresso fez-se de autocarro pelo lado estrangeiro até ao centro de estágio e depois de bem lavadinhos, sem o odor a cavalo, à civil, fomos, todos os descideiros do rio e os capitães, almoçar a um restaurante das imediações, a que tivemos a honra de na nossa mesa ser capitaneada mais uma vez pelo nosso distinto comandante Júlio e o comandante Nuno, nosso conselheiro etílico e da sobremesa, assim como o João outra das presenças ilustres na nossa mesa, estudante de arquitectura, recentemente regressado da terra das pampas e dos gaúchos, que à saída do solar do alvarinho fez uma abordagem digna a uma cachopa, graças às dicas do irmão; veio de Lisboa propositadamente para um baptizado em Viana do Castelo e acabou a fazer rafting no rio Minho e a comer queijo e marmelada como gente grande

Meus amigos, a pinga que regou o bacalhau do almoço, não interessa se tinha a tal casta touriga ou não, aquelas “maurguinhas” de tinto alvarinho caseiro, pqp, eram do melhor, fizeram disparar por completo os níveis eufóricos a ponto de a conversa baixar de nível (eu acho que a elevou) e ter aumentado o interesse – dixit Nuno Nabeiro – e, depois, aquela garrafa de aguardente que o dono do restaurante tinha guardada atrás da porta só para vips, foi a cereja no topo do bolo, o xeque-mate final   

Moral da história: um dia fantástico, ao ponto de esquecer por completo a facadinha nas nossas companheiras, ktm`s, Scott`s, Cannondales, etc, mas…foi só por um dia, na quinta-feira, serão novamente montadas com todo o vigor, mas lá que foi uma facadinha bem dada, lá isso foi e ficamos com a certeza que outras se seguirão porque raftingar o rio Minho com muita ou pouca água, com a equipa do “Melgaço Radical” é mesmo…radical 

3 comentários leave one →
  1. francisco permalink
    Domingo, Agosto 21, 2011 21:46

    Tive pena não estar disponivel para ir com vocês…..mas espero que tenham curtido à brava em estilo DDR.

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  2. francisco permalink
    Domingo, Agosto 21, 2011 21:49

    Para os elementos que estavam a contar com o dia 3 setembro para ir a Pias (Monção) vai ter que ficar adiado mais para a frente, depois remarca-se. um abraço a todos.

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  3. Ivo permalink
    Sexta-feira, Agosto 26, 2011 12:12

    dia 25.08 fica marcado pela dureza dos seguintes elementos: Xico, Pedro, Nuno, Nelson e Ivo. Os unicos que compareceram e efectuaram treino em condiçoes adversas, sob uma tempestade tropical assolou Esposende.
    Nota: Comentário do Milo da Loja já equipado e com a bike dentro da carrinha “eu não vou andar, está a chover e nao quero apanhar uma constipaçao…para a semana vou de férias”
    Atenção com o clima em Palma de maiorca

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