Os ddr vagabundearam pela Geira Romana

Via Nova, Via XVIII ou Geira

Para saber mais sobre esta via carregue aqui

Itinerário desde o marco XIV até ao XXXIV

 Para ver as fotos carregue aqui

Terça-feira, 06 Agosto 2011

Crónica dos ddr  pela Geira Romana

 “Qualquer dia temos de ir ao Gerês fazer a Geira ”, por um motivo ou outro ou falta de iniciativa, esta aventura foi sempre adiada, há poucos dias, em conversa de ocasião, abordamos novamente o assunto, e, como havia uma folga no trabalho e férias, eis a oportunidade “é agora”, combinamos de véspera – NARCISO, FRANCISCO e MANEL -, fazer então a Via Romana

 Dia de Sol, o ideal para apreciar a paisagem até aos confins dos montes, saímos às 08h00 de Apúlia e em 01h30, com um engano à mistura, estávamos no local da partida

Deixamos uma das carrinhas na estrada, Amares  rio Caldo, no entroncamento para Seramil seguir a Dornelas, para no regresso já “moídos”, não ter-mos que fazer mais dez kms a subir ao encontro da outra carrinha que nos levou até ao lugar de S.Cruz em Seramil, na serra de Sta Isabel, onde iniciamos o trajecto desde o marco miliário XIV até ao marco XXXII

 Os três, com os “Camels”, às costas a servir de apoio com ferramentas e umas sandoxas para matar a fome a meio da manhã, começamos a conquista da Geira a pedalar nas calmas, porque este caminho não dá hipótese de o fazer apressadamente devido às muitas pedras da calçada romana, divertimo-nos imenso ao longo do percurso ao mesmo tempo que nos extasiávamos com a paisagem que a natureza nos oferecia, foi um dia bem passado, espero que brevemente todos os ddr`s se aventurem por esta extraordinária via com dois mil anos de existência, bem ao jeito dêdêrriano com single-tracks, estradões (poucos), altitude, técnico, radical (quando subitamente o caminho… desaparece), sempre pelo cimo da montanha, isolados, com uma paisagem soberba, com cabras, cavalos e gado barrosã, com a miragem das povoações ao fundo dos vales, assim é a via romana até Covide, a primeira povoação desde que iniciamos o trajecto, a dois kms do Campo do Gerês e local “obrigatório”, para almoçar;

 Foi o que fizemos: paramos para almoçar e descansar dos” camels”, entretanto mais carregados com castanhas que um castanheiro generosamente ofereceu à nossa passagem e a que nós não nos fizemos rogados enchendo os sacos

 O caminho continua  por S.João do Campo como está bem explicito na sinalética dos marcos miliários (um natural desta região afiançou-nos que tal nome não é correcto mas sim Campo do Gerês), pela margem da albufeira da barragem de Vilarinho das Furnas, entramos num estradão que nos levou até à luxuriante mata da Albergaria, atravessarmos uma ponte sobre o rio Homem (neste local praticamente não existe indicações da direcção correcta a seguir), com o intuito de continuarmos até à Portela julgando ser por ali a via romana, depressa chegamos à conclusão que estávamos enganados, mesmo assim continuamos em direcção à serra por um trilho difícil, cheio de obstáculos e inclinação bastante acentuada, com as burras à mão, na esperança de encontrar uma saída que nos levasse até  à Portela do Homem, estávamos bem embrenhados na mata, quando soou a campainha de alarme e então tivemos o bom senso de voltar para trás, a mata do Gerês não é para brincadeiras, se tivéssemos um pouco mais de discernimento saberíamos logo que atravessamos a ponte que  o caminho nunca poderia ser por ali, a via foi feita com o cuidado de manter pouca variação de altitude

Por causa deste engano, terminamos na mata da albergaria a exploração da Geira, ficamos a dois marcos do destino planeado: a Portela do Homem, ficará para outra oportunidade

 O regresso fez-se por estrada, primeiro a subir até Leonte e depois a descida louca/adrenileira até ao rio Caldo e mais 15kms até à primeira carrinha próxima de Dornelas

Do lugar da partida em S.Cruz, até ao entroncamento para Seramil foram 76kms a pedalar, estava assim terminada a aventura fantástica pela Geira romana, outras aventuras por esta Via, se seguirão mas tem de ser com todos os Duros De Roer

Um pensamento sobre “Os ddr vagabundearam pela Geira Romana

  1. francisco

    Foi um dia excelente, muito bem passado na companhia destes dois amigos. Temos que repetir, mas com a cambada toda.
    Do resto tá tudo dito pelo Narciso nas suas crónicas bem elaboradas até parece que é um jornalista de primeira categoria, e podem ver as fotos que estão bem tiradas(+ -) por mim.
    Até uma proxima rapazes.

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