2º Raid X-par

2º Raid X-par

Claro!!! hoje é para falar desta prova, se bem que, pouco mais há a acrescentar do que foi escrito na altura sobre  a 1ª edição realizada em 2011,  bastava fazer copy paste , mudar a data e….estava tudo dito, as semelhanças foram em tudo evidentes: rigor, empenho e competência. Aspetos fundamentais para que qualquer prova tenha sucesso e credibilidade no futuro, e, isso ficou patente  este ano, com o aumento de inscritos/pagantes, assim como a quantidade de nomes conhecidos do meio betetista, que fizeram questão em estar presentes, o que é sintomático do respeito que esta prova conquistou

O percurso deste ano, foi diferente, mais comprido e “mais bravo”, com trilhos inovadores; uma descida radical aos 5kms para abrir o apetite –  como é que a nós, ddr`s, nos tem escapado este single  no Marachão? -, depois foi um regalo termos continuado a pedalar por trilhos técnicos plantados à beira-rio até ao km 20 em Gilmonde, onde estava reforço e a separação dos 30/50kms

Na separação dos percursos, quem virou para a esquerda, para o de 50, o “trânsito” – que até então tinha sido intenso, originando alguns engarrafamentos pela margem do rio -, como por magia, diminui drasticamente, decerto assustados pela altimetria publicitada mas, que diabo, a maratona do Luso-Galaico teve um acumulado menor (1648m) em 68kms e este traçado, embora não fosse nada de transcendente sempre eram 1733m de acumulado, (segundo a organização), em 54kms, por isso não admira a “fuga” para os 30

No reforço, foi só esperar que o Bruno atestasse (o que ainda demorou alguns minutos) e, então fizemo-nos aos 50, à nossa frente  não se via ninguém, um fotografo/betetista, sentado no topo da subida dos “frades”, com o nick name: edyseven – informou-nos que eramos os 56 e 57. Vai daqui um abraço, por nos ter informado que não estávamos enganados e pelas excelentes fotos:Carrega aqui para ver as fotos  , de facto enganamo-nos algumas vezes, não por falta de marcações mas por falta de atenção, por irmos no paleio. Em Cristelo, depois de tanto tempo sem ver ninguém finalmente enxergamos ao longe um betetista, mais dois na retaguarda, pelo menos agora tinhamos companhia

Fizemos o percurso sem problemas, sempre a dar certinhos nas burras, tivemos uma boa ponta final o que nos permitiu ultrapassar dois ou três betetistas e chegar ao fim com a certeza que não fomos os últimos mas, se fossemos, o nosso ego não ficaria afectado porque acima de tudo divertimo-nos

No final, enquanto o Bruno atestava de novo na barraca do Alexandre, alguns betetistas sentados nas escadas da capela de S.Bento, trocavam impressões acerca dos 50,  a maioria dizia que foi duro, mas tambem houve quem achasse o percurso fácil, bom, já agora a minha opinião: foi um trajeto pica-miolos, que não matou ninguém, mas deu para um gajo chegar ao fim todo moído. Como disse um ilustre campeão X-par: “o percurso deste ano, dos 50, não parece que tem 1700m de acumulado, mas o facto é quem tem”. Ilucidativo

Parabens X-par e comecem já a pensar no 3º

Comentário do Bruno Monte, meu companheiro de aventura:

Como camaradas do pedal e amigos dos nossos conterrâneos X-PAR, participamos nós os ddr`s com todo o prazer no 2º Raid X-PAR. Alguns por competição, outros para se divertirem, mas essencialmente por espirito aventureiro e também pela amizade ao grupo X-PAR.

Apresentamo-nos para esta “diversão” o Chefe, Narciso, Paulo Fernandes, Futre, Milo, os irmãos Pinho (Emílio e Paulo), o César, eu (Bruno) e claro a Zirinha do chefe (também merece respeito). Antes de iniciar, reparei porque é que o Futre anda “uma” máquina no btt, além de quando está em prova não olhar para o caminho e apenas para o quadro da burra, desta vez  usou a QÜER, tirou-lhe o pó, pôs-lhe verniz, óleo, parafina, WD 40, gasolina super 100 octanas, taurina no bidon e na veia e lá foi ele pôr muita gente em sentido durante a prova… consta também que só 3 é que foram com as velhinhas bicicletas em alumínio, pois agora são todos atletas de alta competizione, com bicicletas de carbono…lol…

Passando à prova…começamos praticamente a horas lá do meio do “garrafão” o Paulo Fernandes nem o vimos, o César, o Chefe e o Futre como estavam ali para competir, separaram-se logo do restante pessoal, isto devido à muita confusão inicial, uma ou outra queda (uma aos 7,5km grave),  pessoal lento e falta de pernas (eu incluído). Sendo assim fiz a prova sozinho até aos 20km, onde estava o posto de abastecimento, extremamente bem recheado, comi até ficar farto. Foi aí que me encontrei com o resto da rapaziada e então eu e o Narciso zarpamos para a “brincadeira” dos 50km (durinhos). Desde que saímos do posto de abastecimento apenas vimos 5 betetistas, 3 deles só na fase final da prova, fomos a um ritmo muito certinho sem paragens, apenas postos de controlo. A prova estava bem organizada, apenas alguns cruzamentos que poderiam estar melhor sinalizados. Muitas subidas, que foram massacrando as pernas, foi um bom teste à condição física do pessoal e preparação para os caminhos de Santiago.

Os DDR agradecem aos X-PAR pela magnifica prova e pelos trilhos escolhidos alguns de enorme beleza.

PS: acabo de dar uma vista de olhos pela classificação: ficamos em 52º e 53º, o que não foi mau e se não fosse os engarrafamentos da beira- rio e o tempo que estivemos parados no reforço, até poderiamos, quem sabe? Ir ao podium? Decerto não, mas os 50º e 51º estariam ao nosso alcance

Carrega aqui para ver fotos tiradas pela organização X-par

Para quem gosta de estatísticas, aqui fica os dados certinhos fornecido pelo garmini do Bruno Monte e as classificações dos ddr´s… para coçar o ego. Eu já cocei o meu

Honrar a camisola dos ddr

(SOBRE O FÁTIMA 2012, ESTÁ TUDO NA PÁGINA ACIMA)

2012/05/20 a 17:28

por: Nelson Miranda

Honrar a camisola DDR

Pois é pessoal, assim foi hoje na maratona de Famalicão…apesar de vários contratempos, tentei dignificar a camisola..terminando esta prova, que mais parecia o raid da Lama…aos comandos da Lefty que o Pedro teve a amabilidade de me emprestar..

Dado o tiro de partida ás 9:30, rumo ao primeiro monte fizemos 5 km de estrada, ai percebi que o pixe nao é defenitivamente para mim, pois se parti nos primeiros 300, quando entrei no monte já muitos mais me tinham passado,,,por momentos ainda atirei as culpas para a bike, mas depressa comecei a elogià-la, é que começaram as descidas e ai my friends, foi sempre a rasgar e a passar people.

Se inicialmente pensei fazer os 80 km…rapidamente mudei de estratégia…pois ia a sentir-me cheio de força e a passar pessoal, decidi apostar nos 40km. Foi então que me surgiu o primeiro comtratempo a 1 ou 1,5km do abastecimento…rebentou-me a corrente ..fiz um colar com a mesma e fui a pé até ao abastecimento, decidido a dar por terminada a minha prova…mas não, pois no mesmo desencantaram-me um elo de engate e assim continuei.

Após 2 ou 3 km do abastecimento..a desmontar nao conseguia tirar a bota do pedal numa zona mais tecnica e quando me apercebo fiquei sem encaixe da bota…do Pedro, ai começei a rogar pragas, pois a dificuldade de pedalar sem os encaixes é enorme dado que o pé escorregava-me sempre que forçava.

Percebendo que a Vitoria estava perdida so tinha como desejo acabar pois mesmo para um candiato/pro como eu, não é vergonha nenhuma dar oportunidade a outros.

Quero agradecer ao Pedro pela Lefty e pelas botas…e esperando que vocês DDR´s tivessem tido um bom treino (possivel na minha ausência) …Abraço

 …e nós também agradecemos ao Pedro não só pela Lefty(???), mas também  pelas botas(????), ao ter proporcionado a tão distinto ddr, que não participasse na maratona sem burra e descalço

Ia dizer, big Nelson, que foi uma surpresa teres participado em mais uma maratona, em segredo, mas não, neste grupo onde tudo é imprevisível, já nada nem ninguém surpreende alguém, da mesma maneira que não é surpresa os imprevistos azarentos que te perseguem em todas ou quase todas as provas: desta vez fizeste um colar com as correntes; doutras chegas-te à meta com colares de câmaras-de-ar e a burra à mão; outras vezes são os azares daquelas subidas que não contribuem para um bom desempenho. Tens que ir à bruxa Nelson, se quiseres eu dou-te a morada de uma

Damos-te os parabéns porque são merecidos, pouco interessa os 526 atletas que ficaram atrás de ti, notável mesmo, foi ofereceres 58 minutos aos 202 que ficaram à tua frente. Nunca duvidamos da tua capacidade, de um Pro com a tua classe, sem os tais azares, a vitória estaria garantida, nem que virassem a classificação ao contrário. Honras-te a camisola dos ddr, mais que não fosse, ao mostrares ao povo como se voa nas descidas. Grande Nelson os ddr, te contemplam, ah pqp

Quanto a nós foi um treino à duroderoer, fomos poucos, quase sempre os mesmos, os indefectíveis que raramente falham ao domingo: Filipe, Milo, Futre, Narciso, César, Tóze, Hélder e o Bruno que não pedalou mas esteve na partida a dar apoio moral.

Desta vez tivemos a sorte de termos o Futre inspirado para farejar e, foi graças ao seu faro apuradíssimo que descobrimos trilhos nunca antes navegados pela rafeirada.

Foi um treino na escala 7 de 10, sempre à chuva, com as burras a fazerem de submarinos e os sapatos de barbatanas para atravessarmos os lençois de água, com a lama a dar uma boa ajuda.

Chegamos ao fim com o Futre no comando não dando a mínima hipótese a alguém passar para a frente até terminar-nos o treino no celeberrimo bar da ilha, com uns kilitos de lama agarradaos à pele e às burras, felizmente não a levamos toda para casa, deixamos alguma nas cadeiras do ilha, onde também ficamos a saber através do Marmelada insigne Senhor da ilha, grande apanhador de grilos para vender nas feiras, que ainda não estamos na época deles e que o cantor  Johny Abreu  – que vai estar nas festas da Snra da Guia em Agosto -, é um amigo do peito e se alguém precisar de uma cunha para cantar em festas, é só falar com ele.

Obrigado Futre pelo momento cultural na ilha, ao teres picado o Senhor Marmelada

Narciso Ribeiro

ATENÇÃO DDR:

APROXIMA-SE OS CAMINHOS DE SANTIAGO, (7,8 E 9 JUNHO),QUEM NÃO CONFIRMOU A SUA IDA, CONTACTE RAPIDAMENTE O CHICO. O TEMPO COMEÇA A ESCASSEAR PARA TRATAR DE TODA A LOGISTICA. COLABOREM   

Fátima 2012

AS FOTOS ENCONTRAM-SE NA PÁGINA ACIMA “FÁTIMA12/13 2012                                         

CARREGA AQUI PARA VERES O VÍDEO DE MIRA

Diário do XI Apúlia – Fátima em bicicleta

“ Sábado, dia 12 Maio – querido diário: hoje foi o primeiro de dois dias de mais uma aventura , com um grupo de dezassete  marmanjos em bicicleta, aliás dezoito, porque o Carias da carrinha de apoio, também fartou-se de pedalar atrás de nós. O tempo esteve bom, sem vento, um bonito dia para a rafeirada ddr/x-par e o João Zão…não sabes quem é? É aquele que leva na mala térmica mais garrafas que comida e mergulha na água à “chapa” – ele tem muita técnica, é nadador salvador

Como é de tradição, o chefe ordenou à partida que pedalassemos sempre aos pares, ele diz isso todos os anos, ainda julga que um par são dois, nós pedalamos sempre aos pares de três, quatro e às vezes cinco, porque nos dias de hoje parece mal pedalar da maneira como ele queria coitado, isso é coisa do antigamente, às vezes fazíamos-lhe a vontade mas era por pouco tempo

Nesta viagem descobrimos coisas muito interessantes acerca de uns e de outros mas também passamos por perigos vários eu até diria por autênticos atentados, por ex: em Criaz, perto da feira de Contriz, quando pedalávamos tranquilamente, alguém pôs uma pedra enorme na estrada, quase de certeza, com o intuito de tramar a nossa viagem e quase o conseguia; o Tóze acertou-lhe com a 28´ da frente em cheio…bom, a pedra não era assim tão grande, mas o pneu ficou trincado à mesma e deu p`ró Tóze fazer um colar com ela

Depois de fazer a habitual escala técnica na Varziela, para a rafeirada alçar a perna, continuamos a pedalar ordeiramente aos pares de três. Ao chegar à praça dos Aliados, como o local era porreiro e tinha espaço, o Futre aproveitou para furar e enquanto lhe tapavam o furo, o Celestino Faria e o Tóze Maia foram fazer alongamentos para baixo e para cima, na escada rolante da estação do metropolitano, ao mesmo tempo que o Eurico Cunha, aproveitava para afiar as rodas da sua burra na mesma escada mas não resultou muito bem a escada não estava ajustada para aquelas rodas de montanha, este país é assim, nada funciona em condições e é preciso muito cuidado com os larápios, umas pessoas contaram que “há poucos minutos” tinha desaparecido um extintor de incêndios. Nós pelo sim pelo não enquanto se resolvia o problema do furo, guardamos as bikes numa cabina telefónica, não fosse o diabo tece-las

Depois da paragem em Espinho para lanchar, só voltamos a parar em S.Jacinto, para o almoço e descobrimos, querido diário, que o Futre é uma pessoa vingativa e o Milo, mostrou-nos que realmente percebe de karaté: a Senhora Esposa do Futre, mandou um delicioso pudim para distribuir por todos os rafeiros famintos, ora como o Futre não podia comer, armadilhou o dito e quando o Nelson se serviu do seu quinhão, ficou sem chão para se sentar e o prato com o pudim foi pelos ares…agora estou na dúvida se a causa do pudim voar da mão do Nelson, foi mesmo o Futre ter posto a armadilha, ou quando o Milo aplicou o golpe de karaté para desenformar o pudim? Pois é, se calhar nem foi por nenhum dos dois! Seria por eu ter roubado o banco onde o Nelson estava sentado?

De, Espinho até S.Jacinto, segundo o sport tracker do Tóze fizemos 165kms em 01:44:20 o que dá uma média de 95,1km/hora, eu já tinha desconfiado, que tínhamos feito uma média razoável, mas assim tanto não estava à espera.

Puxa, nós somos mesmo bons. Então foi por isso que, as nossas burras foram no podium em cima do barco, quando atravessamos a ria para a outra banda

Olha querido diário, não vou contar nada do que se passou entre as 15h30 e 18h15, as imagens mostram tudo, só te posso adiantar que foi uma autêntica rebaldaria, portamo-nos todos como se estivessemos na rafeirolandia, é chato estar sempre a falar no mesmo, mas tenho de dizer isto: um rafeiro há-de ser sempre um rafeiro que esfucinha em qualquer lado, mete o nariz onde não deve e alça a perna em qualquer canto sem pedir licença a ninguém, uma vez rafeiro é para toda a vida, por mais que tente, nunca há-de ter tiques de perdigueiro fino, que vive numa casota dourada e só faz xixi quando o dono manda, é como aquele ciclista com chave do mercedes e mola na bainha das calças

Até à Figueira da Foz, como diz o Chico, foi sempre a zimbrar(gosto desta palavra, vou usa-la mais vezes), mas antes quero deixar aqui um alerta para os ciclista que tenham muito cuidado ao passar no parque florestal de Mira – acho que é assim que se diz -,há trilhos de pixe muito mal cavacados, com curvas e contracurvas, que só servem para estorvar, para serem feitas como deve ser, é preciso usar bicicletas apropriadas, que o diga o Paulo Pinho que por usar uma burra 28´ com pouca brécage, teve muitas dificuldades em fazer duas curvas seguidas e foi em frente para o meio da floresta, deixando o Tino com um ataque de riso durante dez minutos, porque viu onde PPinho se foi esconder. Aqui fica o aviso: muita brécage principalmente quando há uma curva seguida de outra.

Só não percebi, querido diário, quando íamos a zimbrar p`ra Figueira, porque razão o Tóze, com a burra aos esses, reclamava com o Chico, que ia na sua frente, por não lhe dar espaço? Bom, eu também não posso perceber tudo, mas lá que foi esquisito o Tóze passar o tempo todo a resmungar, foi

Quando arribamos à Figueira, encontramos os nossos amigos de Fonte Boa, que fizeram a mesma rota que nós. Espero que não lhes tenha acontecido nada nos tais trilhos de pixe

Depois de 205 kms, bem zimbrados, estou tão cansadinho que… ponto final

 

Domingo, dia 13 Maio – olá querido diário, depois das emoções de ontem, o dia d`hoje foi mais calminho, dormi com os dois marmanjos que me calharam na rifa, os senhores da pensão entenderam que, equipa que ganha não se mexe e ao saberem do nosso sucesso a pedalar aos pares de três e quatro e como são pessoas modernas ao contrário do chefe com aquela mania de pedalar aos pares, puseram-nos também a dormir aos pares de três e quatro. Dormi pouco e tive um pesadelo; sonhei com o Nelson a comer pudim e a cair num poço sem fundo, mas houve também quem tivesse visões noturnas quando chegou ao quarto e visse um leitãozinho deitado ao comprido na cama e quatro marcianos a roncar e um no armário. Um marmanjo afiançou mesmo, que dormiu com dois reis, bom,esta é verdade. Estes distúrbios no sono, pois é disso que se trata, foi tudo provocado pelo cansaço o que é natural para quem fez no dia anterior, médias de 95,1kms   

O dia começou bem, com o PPinho a esquecer-se de desligar o ar da bomba de pedal, continuando a bombar para dentro da câmara-de-ar até arrebentar com estrondo o pneu da zirinha-com-pouca-brécage. Foi o tiro da partida 

O pelotão rolou “macio”, os efeitos da dureza da véspera, faziam-se sentir. Saímos às 08h30 da Figueira e depois de mais dois furos, para juntar aos quatro do dia anterior e duas paragens para enfardar a malvada, ao meio-dia e cinco estávamos em Fátima

Fomos ao santuário, tal como se esperava, estava completamente cheio com milhares de pessoas, não passamos do início pois era impossível ir mais longe, próximo da nova igreja, conseguimos arranjar espaço para tirar uma foto em grupo e passado um bocado regressamos às carrinhas, antes de terminar as cerimónias…”

Terminou mais um Apúlia-Fátima,  divertimo-nos à brava, o bom tempo ajudou, saímos todos a ganhar pelos bons momentos que passamos juntos, durante dois dias fomos uma família (de ursos), cimentamos a sã camaradagem entre todos

Agora vou fazer como aqueles gajos americanos do cinema quando ganham aquela estatueta dourado a que chamam Oscar e agradecem a toda a gente, ao cão e ao gato:

Agradecemos a todos os que tornaram possível esta aventura: Ao Carias, ao Chico Gomes, à carrinha do Flávio e principalmente às nossas burras 26´ de biqueira larga, 28´ fininhas com pouca brécage, que sem eles e elas estávamos feitos – já viram o esticão que é, ir a Fátima a pé em dois dias? -, queremos também agradecer ao Senhor Carlos Miranda, por nos ter recebido tão bem e proporcionado aquele momento de descanso na sua encantadora propriedade de Calvelas, deixando a seita de rafeiros esparrinhar-se na relva e no lago, matando-nos a fome e, vai daqui um pedido de desculpas por termos transformado as burras em submarino sem a sua autorização e um obrigado ao Snr Reco pela paciencia com que nos aturou, explicando o funcionamento dos moinhos de rodizio – agora que ninguém nos está a ouvir, um aparte Snr Carlos Miranda: eu se tivesse um cunhado como você, despedia-o imediatamente com justa causa, pois contribuiu, e muito, para delapidar o seu património garrafal, pelo menos fique de olho nele se houver uma próxima não o deixe repetir a gracinha

Agradecemos ao guerreiro, João Zão que mesmo usando cabelo à gaja, é sempre bom ter por companhia tão bizarra personagem, faz parte desde há muitos anos do cenário do Apúlia – Fátima e Caminhos de Santiago, desta vez até se portou muito bem, nunca descalçou os sapatos para pedalar

Aos X-par: João Rei; Eurico Cunha; Celestino Faria e Bruno  Filipe, os três últimos com as burras 26´ totalmente equipadas para a montanha, fizeram jus aos campeões que são. Foi um prazer enorme ter-vos por companhia, esperemos que aventuras semelhantes se repitam mais vezes e isto é extensivo a todos os X-par, pois chegamos à conclusão que também existem boas pancadas no vosso grupo

Já agora uma salva de palmas ao Chefe que pedalou os perto de trezentos kms com a zirinha Trek, também equipada à montanha

Por ultimo, depois desta aventura temos a certeza que as nossas esposas, namoradas ou companheiras, como são pessoas inteligentes, olharão com um sorriso, todas as rafeirices mal conseguidas, por isso façamos uma saudação a enaltecer a sorte

Pós Scriptum:

Tínhamos combinado que iriamos homenagear a memória do Emílio Coelho, que tão empenhado andou para fazer parte da nossa equipa a Fátima, como já o fizera noutras ocasiões, infelizmente não se concretizou tal desejo, como todos sabem faleceu em 06 Janeiro. Dedicamos esta aventura à sua memória, estamos certo que foi a melhor homenagem que lhe poderíamos fazer, pois se estivesse connosco viveria esta aventura tão intensamente como nós. Continuarás sempre na nossa memória 

Os artistas do Fátima 2012:

Filipe; Chico; Manel; Paulo Pinho; Tino; Berto; Mota; Milo; Futre; Narciso;  Nelson;  Tóze;  João Rei;  Cunha;  Celestino;  Bruno Filipe;  João Zão;  Carias e Francisco Gomes

O que faltava contar da Extreme

de: Nelson Miranda                 (algumas fotos do btt de Cristelo encontram-se no fim deste post)

Olá a todos…

Conforme tinha prometido aos ddr`s, passarei de seguida a descrever a minha aventura no Extreme…considerada por muitos (…amadores, não por mim… um Pro)… como a mais dura prova  de BTT do mundo e arredores

Como bom Português deixei a preparação da mesma para o ultimo dia e, a consequência, foi chegar atrasado à primeira chamada desta aventura. Assim sendo, estava eu a chegar ao local de partida e, já os meus ilustres quatro colegas ddr`s, estavam em pedalada forte, rumo à vitória (…chegar ao fim)

Após tratar da LOGISTICA do meu saco…iniciei na segunda chamada a minha prova, com um grupo de uma dezena de atletas.

Debaixo de uma forte chuvada apos os primeiros 300mts, só me restava um pensamento…”molhadinho o dia todo, estou fod…”…e assim foi, passei a manha sob chuva, ora mais, ora menos intensa, mas com um só pensamento…terminar .

Depois de a bom ritmo ter passado o rio Neiva, um pouco mais á frente numa zona de caulinos, avisto o Pedro e pensei que talvez conseguisse juntar-me aos restantes ddr que iam lá na frente, pensando eu que fossem juntos, o Ivo, o Berto e o Xico, mas estava enganado, mais à frente, depois de descer o primeiro monte, o Ivo ia só.

Desde ai, se nas descidas fugia ao Ivo, nas subidas como optei por as fazer todas à mão, o Ivo apanhava-me sempre, percebi então que o melhor mesmo era fazer a prova com ele. Assim foi desde o abastecimento de Ponte de Lima, fomos sempre juntos como bons primos que somos. A dada altura depois duma enorme parede, aconselhei o Ivo para uma paragem, pois precisava de alimento. O Ivo puxa dum chipicao, eu puxo dum taparue de massa esparguete 

Recomeçando a aventura, pedalámos monte apos monte rumo a Caminha, que haveríamos de chegar pouco antes das 16 horas.

                                                           DIA 2

No segundo dia e apos o pequeno-almoço em grupo, saímos quase todos às 08:00, houve um atraso no mesmo. Iniciamos a segunda etapa desta duríssima aventura, rumo ao miradouro, cuja subida parecia nunca mais acabar, pois era uma espécie de “abelheira” na parte mais difícil, mas multiplicada por 10, 20, ou 30 vezes. Passada a subida foi iniciar a descida a bom ritmo, pois uma vez mais a tática era, não forçar a subir e atacar a descer ou a rolar.

Assim foi, passei grande parte da prova a cruzar-me com o grupo onde ia a Fátima dos ”Noddy”, pois se a subir me passavam, já a descer eu desaparecia ou “voava” como ela dizia, não tivesse eu a escola desses ”gandas malucos” que são os distintos ddr`s, isto claro até à ultima subida, pois dai em diante nunca mais me viram, pois foi sempre a pedalar com grande intensidade até ao abastecimento e dai rumo a Esposende.

Parabéns aos ddr  que tiveram a coragem para fazer esta prova, Chico, Berto, Ivo, Pedro e eu mesmo, já agora aos restantes membros de tão nobre grupo, cuja participação na maratona dignificou esta edição do Luso Galaico.

                                                                                                                       

Obs: Parabéns Nelson, pelo excelente relato; outra coisa não seria de esperar de um duro da tua estirpe. Peço-te desculpa por ter “usurpado” o texto, não tinha esse direito mas, não resisti a “negrar” e a sublinhar os deliciosos pormenores de como viveste o Extreme. Grande Nelson

                                                                                                                                                                                                                                                                                                         NR

Bêttando por Cristelo

Bettando por Cristelo

Fez parte do programa das festas de NªSrª do Rosário, que se realizam este fim de semana, um giro  de btt em redor da freguesia, organizado pelos “BTT de Cristelo”. Foram, duas horas bem divertidas, com muita gente do meio bettista calejados doutras andanças, que fizeram questão de marcarem presença. 

– Temos todos que dar uma salva de palmas, para saudar as Senhoras que abnegadamente pedalaram, pelos trilhos enlameados que, com a sua presença, deram outro colorido ao pelotão. Parabens my Ladys, continuem porque são muito bem vindas ao meio btt 

– Esta “incursão” bettista teve de facto muita lama, as bikes chegaram ao fim bem mais pesadas com a lama agarrada à bike e às pernas, até neste pormenor os organizadores estiveram muito bem, mas não deve ter sido fácil, transportar tanta lama para aqueles caminhos

  – Foi a primeira vez, das muitas provas de btt, em que já participamos, que aos dez kms houve um reforço e aos vinte umas febras que estavam uma delicia bem regadas com cerveja. Fica aqui uma chamada de atenção para os Senhores das grandes maratonas: aprendam com o pessoal do BTT de Cristelo.

– Parabens organização pelo excelente bocado que passamos nesta tarde de sábado.Parabens

– Quanto aos DDR? Bom: é sempre a mesma coisa a começar pelo piceleiro do Mota e do Tóze: a burra do Milo ficou tão desorientada que foi refugiar-se num galho de um pinheiro, e, como sempre a desgraçada da minha mula fartou-se de sofrer com o piceleiro do Mota, enfim  uma vergonha

  Como prometido, aqui ficam algumas fotos: