24 Junho, dia de S.João

Ainda Santiago

de: Filipe Correia (futre)

Boa noite a todos,
Um pouco tardiamente, mas penso que ainda a tempo, aproveito para agradecer a todos os meus colegas da viagem a S.Tiago, por mais uma fantástica aventura e pelos momentos hilariantes e de boa disposição, que mais uma vez aconteceram e que são apanágio do grupo.
Devíamos aproveitar a ideia do marinheiro Hélder (o plantador de esteios) que consistia em organizar-mos viagens para turistas, (a pagar claro) para os pormos a rir porque de facto à momentos sem que nada esteja ensaiado ou previsto, são de tal forma hilariantes que devíamos permitir que outras pessoas presenciassem, porque como diz o ditado visto é uma coisa e contado é outra.
Já agora, aproveito também para manifestar a minha estranheza pela pouca participação dos elementos do grupo no nosso blogue, porque devia-mos ajudar no excelente trabalho do Narciso na valorização e divulgação do nosso grupo de btt e convívio.
Vá lá pessoal, participem eu não conto, porque embora todas as semanas vá várias vezes visitar o blogue, adoro sempre o que lá está escrito, embora não seja grande adepto da comunicação por estes meios, (sabem como é sou do tempo da pá e da pica) nem imaginam o trabalho que esta crónica me deu. Por último peço desculpa por este chá e aproveito para saudar o regresso do Ivo, e fazer um apelo, porque na conversa com o Narciso chegamos a uma conclusão, volta Nélson isto sem ti não é a mesma coisa .
Um abraço a todos.

Fotos de Santiago

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24 Junho, o treino mergulhante e a aposta falhada do Tóze

de: Narciso Ribeiro

Já passaram quinze dias, desde que terminamos a ida a Santiago, desde então os ddr  tem estado em franca atividade, se bem que, há um elemento que ninguém mais o viu desde então. Volta Nelson, nós perdoamos-te tudo, nós precisamos de ti, o grupo sem ti não é nada, volta Nelson, volta…

No domingo passado dia 17, participamos no 4º Azenhas do Neiva, uma excelente prova de btt organizada pela ADARN, de Antas, fomos sete e poderiamos ser mais, mas aquela coisa de ter que levantar o rabinho “cedo” da cama a um domingo é uma chatice. Honra para o duro Tóze que nunca rejeita a carga por mais pesada que seja, fez uma direta e à hora marcada estava no local da partida pronto para o ataque. Ainda sobre o 4ºAN, a prova dos sete ddr participantes, decorreu dentro da normalidade; uns trambolhões aqui outros acolá; umas esfarrapadelas com uma bem caraterizada nas costas e braço; uma dor de cotovelo; no meu caso, um atalhanço de três km por ter-me enganado e foi bem feito, não tinha nada que ir atrás de quem  estava perdido esquecendo as marcações; à chegada um ilustre ddr numa zirinha de estrada esperava por nós para boa surpresa de todos “foi só para ver o vosso comportamento e como é uma chegada vista de fora”, disse mais tarde o grande duro Futre, pois deste ilustre se tratava. Como veem foi uma prova normalíssima para os ddr`s: Vai daqui os parabéns aos amigos da Associação de Defesa do Ambiente do Rio Neiva pela manhã de domingo bem bêtêtada que nos proporcionou

Na quarta – o treino de quinta foi antecipado por causa do futebol –  novo treino, este bem duro, foram poucos kms, só três mas “puxadíssimos”, que o digam o Tóze e o Chico, dois valentes, nesse dia não deram tréguas aos restantes cinco, dominaram o treino do principio ao fim a seu bel-prazer e ainda tiveram tempo durante a “prova”, para darem espectáculo com acrobacias – não muito bem conseguidas -, no final era bem patente a euforia, destes dois duríssimos homens da luta, que depois do esforço despendido a recuperação no dia seguinte deve ter sido difícil, digo eu.

Hoje domingo dia de S.João, o maior dia do ano, podemos dizer que foi um treino…

…eh pá, treino? Não gosto muito de chamar treino às nossas incursões pedaleiras de quinta e domingo, porque aquilo que nós fazemos em cima das burras é muito mais do que um vulgar treino . A palavra treino deve-se aplicar somente quando se treina com afinco e determinação como o fizemos na quarta-feira passada. Então que palavra para substituir treino?Passeio? Não,não e não, até porque esta palavra está em desuso no meio betetista, se repararem há dois anos liam-se cartazes a anunciar xpto: “tal dia vai realizar-se o 3º passeio btt em Alguidares-de-Cima”, agora em vez de passeio btt, passou a chamar-se raid btt, se calhar inspirados no anuncio daquele inseticida:”raid de moscas e melgas, arrasa-os”. Pessoalmente não gosto nem de raid e muito menos de passeio, aplicado ao btt, porque induz o contrário do que deve ser uma prova pelo meio da natureza: a participação com todo o requinte montando com elegância ou não – com elegância no meu caso sff -, a mula pelos montes e trilhos mal feitos, raid sugere que a prova vai ser uma rapidinha tipo coelho: é tão bom, não foi? Passeio sugere moleza de uns quantos bacanos que gostam de andar de bicicleta a laurear a pevide na boa. Decididamente este conceito passeio e raid não se aplica às nossas incursões semanais, portanto riscar estas duas palavras, agora digam lá se um cartaz a anunciar uma prova de btt, não seria mais apelativo se banissem o raid e pusessem os dizeres “prova de btt só para gajos que os tem no sitio e gajas com pelo na venta. Participa e arrasa-os, não te deixes comer, deixa isso para o fim e devora todos que se atravessarem na tua frente. Participa se és homem”. Estão a ver? O raid não faz falta nenhuma

 Que chamar então às nossas incursões? Devaneios pedalantes? Embora tenhamos gajos no grupo que andam sempre a devanear, não. Giro domingueiro? Também não, é parecido com passeio. Volta domingueira? Só se for pelas tascas, não. Cavalgadela? Não está mal…“a nossa  cavalgadela d`hoje foi por…”,  Adestramento?Ui!!!Não. Exercicío?Não. Preparação?…para  quê? Não….e como não encontro mais sinónimos e estes não se encaixam no nosso perfil raçudo de homens do pedal, vamos continuar a chamar treino enquanto não aparecer uma palavra em condições para  substituir.

A caminho do Rafas, encontrei alguns casais de foliões na marginal em frente ao salva-vidas, destrambelhados, cansados, sem rumo certo e ressacados, com martelinhos de S.João e, mesmo sendo a noite mais pequena dos 365 dias do ano, pela cara deviam ter dado umas valentes marteladas durante esse período. Encontrei também mesas e cadeira dependuradas na “balaustrada” do passadiço em frente do parque infantil – faz sentido -, pertença de uma esplanada conhecida. Tudo fruto das noitadas marotas do S.João

Começamos a pedalar pelo pixe até Goios á procura de enfiamento para o monte, quando enfiamos, as coordenadas estavam erradas  e tivemos de fazer uma escalada com as gingas às costas até próximo do marco geodésico e então sim, encontramos o rumo certo até à Snra da Guia em Belinho e descida até à azenha do Minante, onde abrimos a época balnear do mergulho nas águas limpas (por enquanto) do rio Neiva.

Foi uma mnhã serena, quarenta e tal kms, ladinos e competentes a dar ao pedal, com alguns picanços à mistura até terminar na casa de um distinto ddr no lugar da Agra

O campeonato da Cambalhota sofreu uma alteração, o 1º lugar é agora comandado pelo Nelson, de notar o empate no 2º lugar e o Milo e P Fernandes que devagarinho vão-se aproximando do topo da tabela e a vergonha que continua a ser o meio ponto do Mota, em relação a este temos de fazer qualquer coisa para acabar com esta nódoa dos ddr`s

Os nove: Filipe, Milo Pinho, Milo, Ivo, Hélder, Futre, Narciso, César e Bruno

PS: No principio louvei o Tóze por nunca falhar um treino nem que estivesse engessado, se calhar precipitei-me um pouco, porque hoje falhou e ficou mal na fotografia por  não ter cumprido o que tanto prometera na véspera e apregoara aos quatro ventos:  descer a pedreira da Gatanheira sem medos. E, os boatos, de que faltou porque  estaria impróprio para consumo, não é verdade, porque da ultima vez que o vi, sábado à noite, tirando as marteladas em seco, estava vivinho da silva e a comprová-lo aqui está uma foto com os dentes carreganhados e…

Caminho Português Medieval 2012

Caminhos de Santiago 2012

Caminho Medieval Português

“Se encontrares um caminho sem obstáculos, pensa que talvez não te leve a lado nenhum”

Esta cronica/diário é essencialmente dirigida aos nossos companheiros emigrados que mesmo longe continuam com o espírito dêdêrriano e outros que, por alguma razão não puderam estar connosco durante estes três dias de aventura até Espanha e, para todos os que gostam de estar informados sobre as peculiaridades deste grupo que passa a vida a mijar fora do penico.

Este ano fomos pela sexta vez percorrer os caminhos religiosos mais antigos do mundo, até à catedral onde está sepultado o apóstolo Santiago em Compostela

O caminho escolhido este ano pelos “durosderoer”, Caminho Central  Português, é de dificuldade média para quem o faz em bicicleta, não sendo um caminho difícil no entanto, como todos os caminhos medievais tem alguns obstáculos mais ou menos difíceis de transpor, dependendo como é óbvio, da condição física de cada um.

Comecemos então:

Ponto de encontro – Café Rafael – ao contrário das outras vezes, que tivemos de esperar três horas pelo autocarro, ou ir buscar o Milo à cama, desta vez toda a gente compareceu a horas. Isto vai ser um sucesso pensei; vai ser tudo certinho, chegar a horas aos pontos previstos, tomar banho ao fim do dia, comer, dar uma volta pelas ruas e fazer óó cedo, para no dia seguinte fresquinhos, enfrentar nova jornada e assim sucessivamente até Santiago e, uma vez em Compostela, revisitar a catedral e outros pontos de interesse dos muitos que a cidade tem para oferecer a quem a visita.

Oh santa ingenuidade, tais pensamentos nunca poderiam ser sobre o grupo ddr.

– Ao arrancarmos, a zirinha Trek do chefe tinha um macaquinho empoleirado em cima do guiador. O macaquinho naquele galho, não prenunciava nada de bom, e, de facto não prenunciou, pois se até Barcelos todos se portaram lindamente, daí para a frente começou o descarrilamento, foram só desgraças

– Entre Lijó e Aborim, a burra 29 e o P Fernandes, enrodilharam-se os dois e foram parar de cangalhas a um campo de milho enlameado e, pronto, estava dado o mote para os próximos capítulos. Este enlamear do PF, foi uma reprise já vista no Caminho da Costa  mas, mergulhar duas vezes na lama de igual modo, não pode ser coincidência e embora ele tenha negado, nós acreditamos que foi mesmo promessa e não nabice a mais

– A burra do Hélder, uma preguiçosa, saltou para cima de um camiãozito armada em mula esperta, à espera de boleia, mas sem sorte, teve de descer e continuar a bater com os cascos no chão pois foi para isso que nasceu

– Mais à frente paramos num viveiro de trutas e o Mota surpreendeu-me, amarrando uma cana de pesca, com várias voltas de fita-cola à volta da minha jolly (piceleiro) e convenceu-me a leva-la para me dedicar à pesca. Contente com a oferta, peguei na burra/cana e fui por ali fora, mas ao fim de dois kms desisti do artefato por protestos dos gajos que se puseram à frente da ponta da dita. Fiquei por saber se eram protestos de dor ou de prazer

– Ao km 40, o João Zão tinha emborcado três doses de S.Bock. Grande João

-Antes da tal temida subida da Portela de que todos falavam, em Ponte de Lima fomos abastecer e cumprimentar a nossa amiga tia Márcia de “Os Telhadinhos”, a tasca da ementa escabrosa, que todo o mundo conhece. Saímos de lá com a língua e o dentes da côr do sarro dos pipos, mas valeu a pena, porque foi assim que eu e o Hélder tivemos força para levar as burras montadas em cima do lombo. Passamos a bestas porque não havia modo de as convencer a subir aquela estrada esburacada e cheia de calhaus e, deixe que vos diga, os gajos daquele tempo a construir estradas foram um desastre, se tinham falta de calceteiros, faziam um túnel. A suar em bica chegamos ao cimo do monte com as gingas em cima do nosso carrulo, onde os quatorze ddr, já tinham mesa posta à beira de um magote de gente pequena e graúda e estrangeira também. Os primeiros a terminar o almoço/sandoxado, começaram a dar espétaculo sobre a arte de bem descer, com a zirinha do chefe à cabeça mais o macaquinho, tudo para chamar a atenção que éramos um grupo certinho de atletas de topo e, arre que nos vamos embora a toda a força em direção a Rubiães

– Dois kms a descer à maluca e… toca a voltar para trás porque o Filipe, esqueceu-se do saco da moina em cima do penedo. Acompanharam-no na subida que há uns segundos tinhamos descido, o Chico e o Bruno o resto do pessoal ficou de papo para o ar à espera que voltassem, com o resgate. Como não me apeteceu ficar à espera, avisei o Berto que ia continuar à procura de uma tasca para tomar café. Ao fim de 3kms nem tasca, nem ninguém do grupo, telefonei p´ro Berto a perguntar o que se passava, e respondeu-me que continuasse porque estavam…à minha espera!!! Bolas, pensei, onde é que me enganei? Pois segui sempre as setas, e, na dúvida comecei à procura de novas setas amarelas para me reorientar e ir ao encontro deles, pois se calhar estava enganado. Novo telefonema e, afinal estavam um km atrás de mim…à minha espera. Os ddr no seu melhor

– Perto de Valença foi a vez do Nelson entrar em cena, tendo por única testemunha abonatória do que aconteceu(nem de propósito), o Futre, que viu tudo direitinho e contou-nos depois: “ aquilo só visto,  por aquele caminho cheio de pedras, o Nelson aos pulos em cima da burra, trum, trum, cataprum, pum e depois começou liquido branco a sair em jato da roda da frente e a borrifar as pedras da calçada, foi um espectáculo”. O resto do pessoal  à frente e a uma distância considerável, também se borrifou para o furo do Nelson e continuou deitado na estrada de pixe à espera que eles dessem à costa. Entretanto apareceram junto deles (Nelson e Futre), dois amigos do Porto, o Pedro e o Luís, que os desenrascaram porque eles não percebiam nada daquiloamigos! Pedro e Luís: o Nelson manda dizer através deste blog que está eternamente agradecido, pela vossa ajuda, pois se não fosse vocês estava quilhado, teria de palmilhar um km a pé (nada que ele não estivesse habituado), com a mula às costas até ao ponto onde o pessoal estava repimpadamente na maior -, Vai daqui um abraço para vocês e um obrigado por desenrascar um peso pesado de sete arrobas, esperemos que o resto do caminho vos tenha corrido bem

– Passamos Valença e entramos em Tui, o caminho prosseguia por um túnel com escadas a descer e em curva por debaixo do convento das Clarissas Enclausuradas, só possível de descer com as burras à mão. O Berto, como ia na frente foi o mais rápido a atravessa-lo mas, deitou a burra demasiado na curva e tocou com o bidon no chão e este soltou-se do suporte ficando a rebolar pelas escadas e a perder taurina. A moral da história? Devemos ter sempre o bidon bem agarrado à mula, porque podemos resvalar e ficar arranhados, até por um mísero frasco de plástico. Nesta viagem, bem tentamos dar uma boa imagem aos nossos amigos de Cristelo: Cândido, Luís e Aventino, que nos acompanharam no primeiro dia, como sendo um grupo seleto mas saía tudo ao contrário, o estupor do macaquinho encavalitado na zirinha continuava a fazer das dele e a rir-se

– Chegamos a Porrinho, a meta do primeiro dia. O César que anda a vergar a mola, por aquelas paragens, apareceu para jantar e conviver um pouco connosco. Dirigimo-nos para o hotel e novo incidente, os gajos – neste caso a gaja – da receção não nos queriam dar a paparoca para o pequeno-almoço como tinha ficado acordado por mail, fizemos finca-pé a reivindicar os nossos direitos, ou não fossemos “durosderoer” e, como contra factos não há argumentos lá cumpriram o prometido. O hotel onde pernoitamos era um bocado espelunca, além de estar na época da muda da pele da fachada, algumas portas tinham mau funcionamento, houve quem tivesse de arranca-las para poder sair ou entrar no quarto.

O jantar aos bocadillos, foi um sucesso – graças à cunha do Nelson que conhecia o dono -, não porque estivéssemos cheios de larica, mas pelo convívio demorado que serviu tambem para fazer a retrospectiva das desgraças do dia

Findo o repasto bocadilleiro, deu-se inicio a um sarau bem “sarauzado”. Sentados na esplanada do bar, foi uma delícia ouvir durante largo tempo –  até cerrar o botequim – as histórias mirabolantes contadas pelo impagável e carismático Futre, inspirado, com veia para a narração, bem coadjuvado pelo Carias, outro histórico com pinta. Foi um prazer enorme ouvi-los durante tanto tempo. Se o serão do primeiro dia foi um bom momento e foi, a propensão para pôr a pata na argola, já é fado: às duas por três, o Futre entendeu que algo estava mal na porta do WC; a caricatura do que parecia ser uma mulher a segurar dois baldes de massa estampada na porta, o que significava? “Só pode ser para duas mulheres usa-la ao mesmo tempo…até vou tirar uma fotografia, `pera aí…”, dito e feito, levanta-se e dirige-se para a casa de banho e aponta o telemóvel à caricatura. Um fulano dentro entreabre a porta pergunta admirado qual era a sua intenção? Ou se queria fotografa-lo em funções? Estragou tudo; fez com que o Futre desistisse da foto e ficasse ainda mais baralhado, ficamos todos, afinal a casa com os dois baldes é para ser usada por quem tem dois…ou será para os dois?… ou duas?..ou todos? p de confusão…“vamos embora”

De regresso ao hotel, enquanto uns preparavam-se para “dormir”, outro pessoal andava atarefado para abrir/arrancar as tais portas estragadas. O Bruno abstraído de tudo, pouco se importando que fosse 23h30, continuava impávido e sereno a escovar a burra em frente do hotel. Uma coisa é certa: se todos tratassem bem as mulas como o Bruno, depois não havia assunto

O segundo dia, foi mais do mesmo. Saímos do hotel preparados para enfrentar a chuva morrinhenta que entretanto começara a cair, felizmente durou pouco.

Claro que só temos narrado as cenas mais “edificantes”, porque as menos não há espaço que chegue.

Até Redondela as coisas correram bem, tirando a demora à saída de Porrinho, da meia hora na fila, (eu o Berto e o Nelson, arrancamos na frente), para a casa-de-banho. Com tanto matagal nas redondezas e o Sol a brilhar, não se justificou tanta demora, enfim, manias cagantes

– Em Redondela, o PFernandes e o Bruno, perderam-se (já tardava), e, assistimos a uma procissão insólita para aquilo que estamos habituados,  ainda para mais a uma sexta-feira às 10h30: um andor com a imagem de uma santa e um par de cornos à frente, carregada por quatro homens, não sei com que intenção, acompanhada por meia dúzia de mulheres e uma banda de música, todos a caminhar rápido, enquanto ao lado dois policias discutiam com um civil e este com os policias

Como os desaparecidos…não apareciam, deixamos Redondela, com o grupo a vaticinar carinhosamente: “eles qsf”

– Dia 08 Junho, é o dia de aniversário do Bruno desde há 27 anos e então fizemos-lhe a vontade e deixamo-lo dar um mergulho nas águas profundas com 50cm, de um riacho, ele gosta muito de mergulhar dixit. O Futre como prova de amizade, colheu uma flor, com o intuito da lha oferecer, acabamos por demove-lo da ideia, pois parecia mal dar uma flor a um matulão com barba a tomar banho

– A poucos kms de Pontevedra, acampamos em redor de uma barraca, parecida com a do Sr Armando dos gelados d`Apúlia.

Empanturramo-nos com baguetes de…. e de…., não interessa, era qualquer coisa metido no meio, foi uma festa, a barraca além de baguetes  farta-bruto, também tinha gelados. Os peregrinos continuavam a passar ao lado sem parar, enquanto nós em estado zen, não tínhamos vontade nenhuma de sair dali, no final pedimos à dona se podíamos partir a barraca para nos divertir mas ela não autorizou. Foi pena

– Em Pontevedra paramos duas vezes; para tirar fotos ao mosteiro de S.Maria e à entrada para tomar café onde estavam ciclistas portugueses, não sei de onde raio vieram tantos; não passaram por nós, nós não passamos por eles, então…só…se… passaram…quando estávamos instalados regaladamente na barraca das farturas?…Só pode.

12kms depois entre Canicouba e Briallos, acho que é assim que se chama ao local, onde há outra vez, um pedaço do caminho mal-arranjado, lá tivemos de levar as mulas à mão durante um bocado, pelas pedras mal enjorcadas da calçada romana, ai que falta faz um Tino de Rans por aquelas bandas

– Depois, como nos tinha dado um ataque de pica a pedalar, em Caldas de Reis também não paramos, toca a bombar pelos caminhos, para variar agora com regos de água a atravessa-lo, só paramos no meio do capim de um quintal de uma casa com os cães a ladrar por lhe termos  invadido o seu espaço, porque nos enganamos e, na fonte das quatro bicas onde o nosso amigo Jorge  há dois anos em vez de encher o bag Camel, com água, despejou a pouca que tinha para…não pesar.

– Até Padrón só abrandamos um pouco, para o Hélder apreciar uma enorme plantação de esteios. Ele que julgava ter os melhores esteios da região d`Apulia, ficou boquiaberto quando viu estes esteios lindos e bem feitos, em varias posições, andou à procura do tratador para lhe perguntar se podia ficar por ali, porque depois do ataque de pica, passou-lhe a vontade de continuar a dar ao pedal, não o encontrou e desabrandamos

– Chegamos a Padrón cedo, p`raí 16h30, (hora Portuguesa), o Hélder revitalizado com o ar puro dos esteios, queria prosseguir até Santiago, o P Fernandes e o Nelson vendo a rapaz tão determinado, à rasca com uma ligadura no joelho, também queriam continuar mas o resto do grupo impôs-se e bloqueou tal ideia, porque ainda tínhamos umas cenazitas para representar em Pádron

– O Carias, o nosso asa, o nosso anjo -da-guarda, que nos livrou de pesos incómodos, como chegou cedo a Padrón, tinha ido à Pension Jardin, tratar dos alojamentos, quando chegamos foi só meter as burras no estábulo do costume (já o tinha sido em 2007,2010), escolher os quatros e quem ia dormir com quem: Seguimos com as valises no meio de uma  confusão, com o Carias e a dona (?) à frente da comitiva. Com toda a gente acomodada, o Futre como estava sozinho, convidou-me para a “suíte” dele, a mais espaçosa de todas, com três camas, janelas velux, um luxo. Nem me fiz rogado, fui buscar os dois sacos da roupa às águas-furtadas sem casa de banho que me atribuíram e instalei-me na suite com janelas velux. Passados uns minutos o Nelson bate à porta dizendo que era melhor sairmos dali, porque a dona, encontrando-o no corredor, começou a disparatar e a gritar com ele: putaconho, putaconho, sem saber o que significava, pois não percebia nada de espanhol mas, pelos gestos era seguramente relacionado com os okupas da suite com janelas de velux. Acabamos de tomar banho, quando entra em cena o Carias “Tendes que sair daqui rápido, rápido, o quarto está reservado para outras pessoas”, atónitos e confusos, pegamos nos sacos a sair roupa por todos os lados e, foi assim que dois gajos com uma pinta do c, foram despejados da suite com janelas de velux, a toque de caixa, como se fossem corridos ao pontapé, passando pela dona, perfilada no corredor com balde e esfregona à beira de um ataque de nervos, ainda a cumprimentamos e oferecemo-nos para pagar os “prejuízos” mas, nem piou. O Carias tinha amansado a fera

– Já refeitos da ordem de despejo, fomos dar uma volta na companhia do Tino, Emilio e Paulo Pinho, João Zão, mais o Milo da loje, pela enorme avenida rodeada de plátanos (?). O tempo estava agradável, sentamo-nos nos bancos espreguiçando-nos a ver os patinhos no rio. O Milo, como não queria misturas, sentou-se no muro da margem à nossa frente e depois começou a queixar-se do mau-cheiro “vós não sentis?” e continuou a queixar-se “ que fedor… mas vós não sentis o mau cheiro?”, descobriu ao fim de um tempo, que estava sentado em cima de excrementos dos patos. Com um grande desenho nos fundilhos das calças e um smell capaz de afastar as doninhas, restou ao Milo ir ao rio tirar o selo e depois pôr-se de rabo para o ar a secar a área atingida. Nada a comentar, o Milo no seu melhor

– Foi bonita a cantoria a um distinto ddr: “lava-o-casco-paulinho-lava-o-casco-com-chá-de-hortelã-lava-já…” e fomos jantar ao sitio do costume. Que fique desde já assente  que o jantar de Porrinho e este em Padrón foram momentos bem sucedidos, se no primeiro retrospetivou-se  as incidências do dia, este, servido também aos bocadillos por uma equipa de empregadas atarantadas com o barulho dos 17 manfios sentados em volta da mesa, não ficou atrás

O chefe em conluio com o Carias, surpreenderam o aniversariante Bruno, com bolo e velas a jato “não estava à espera de bufar às velas e já tinha até perdido as esperanças”, como ele próprio confessou no fim  com um belo disurso que a todo o custo o Futre tentava boicotar com a ameaça do capitão Almendra. Grande Bruno, foi uma honra cantar os parabéns afinadinhos, coisa rara no grupo, a tão destemido membro que nunca renega um bom mergulho em águas pouco ou muito profundas, no rio, no mar, em tanques, em poças, em charcos, em águas agitadas, paradas, com ondas grandes e pequenas, em piscinas com e sem água…sem água? Um gajo entusiasma-se e depois…

Terminamos em grande, isto é, o Futre terminou em grande, com uma grande cabeçada na porta de vidro de correr, deixando as marcas testais bem visíveis na porta, perante a estupefacção dos clientes e nosso gaudio. Também aqui, nada a comentar, cada um cabeceia como sabe e onde lhe apatece

Perante estas cenas, será que alguém se arrependeu de não termos continuado até Santiago? Duvido. Terminamos o dia com o Milo a confessar os seus pecados ao abade Filipe Rei, sentado no cadeirão papal.

Do terceiro e ultimo dia, pouco há a comentar, foi um trajeto curto, 25kms quase sempre debaixo de chuva molha-tolos. Ainda bem que choveu, para eu estrear as capas dos sapatos para a chuva, ao contrário do Milo que só as usou com Sol e guardou-as com chuva

– O Bruno e o Tóze, novatos nestas andanças, foram incumbidos de carimbar as credenciais de todos, missão que desempenharam com nota baixa, porque sobrou muito espaço para carimbos, nem um carimbo no último dia, para a próxima terão de fazer melhor e uma reciclagem com o Flávio, o homem detentor do record de 22 carimbos, no Caminho Francês

– Chegamos a Santiago por volta das 10h45. O nosso amigo Francisco Gomes já lá se encontrava com a carrinha para nos transportar de volta, juntamente com o Carias. Foi só tirar a foto da praxe na praça do Obradoiro e ala para as carrinhas, menos eu o Tóze e o Bruno, que perdemos 45minutos, para a Compostela, comprar souvenirs. Finalmente, pela primeira vez, em quatro edições visitei a Catedral, porque nas outras vezes…não houve tempo, mesmo agora fomos cruxificados pelo grupo por termos cometido semelhante heresia e demorado tanto tempo. Paciência, that`s life.

Terminamos mais uma uma aventura. É comum ouvir a quem gosta de andar de bicicleta falar sobre os caminhos de Santiago ou a aventura que é percorre-los, depois, os que o fizeram, contam, quase sempre com uma pontinha de exagero, o esforço que despenderam a fazer as subidas ingremes e descidas vertiginosas; outros lamentarem-se que gostariam de fazer os tão famosos carreiros do apóstolo, andam bem de bicicleta mas acham que não tem arcaboiço. Outros ainda, que, sim senhor, quanto ao físico até tem força cavalar, mas falta-lhe o espírito necessário para estas coisas.

Meus amigos façam como nós, montem numa bicicleta e aventurem-se sem medos, se entenderem faze-lo por motivos religiosos óptimo; se for pela aventura óptimo também; respeitem qualquer dos motivos; se caírem levantem-se, se for preciso sofrer, lembrem-se que o sofrimento é efémero, nunca desistam e mantenham o espirito positivo, quando chegarem ao destino extasiem-se com a grandiosidade e a arte da catedral em Compostela, sem complexos provincianos, entrem na atmosfera peregrina, gozem o momento e no final, pulem, dancem, bebam, rebolem-se, dêem cambalhotas, façam o que vos der na real gana, pois tudo isto faz parte da vida e contribui para o bom equilíbrio da mente

Os “durosderoer”, bike team bttApúlia terminam com uma mensagem a todos os temerosos:  nesta vida só nos arrependemos dos riscos que não corremos e, ninguém se conhece enquanto ainda não sofreu.

Bom Caminho!!!  

Os dezoito deste ano do Caminho Medieval Português 2012:

 A. Filipe Torres

 Francisco Ferreira (Chico)

 Paulo Santos (Pinho)

 Emílio Santos (Pinho)

 Hélder Santos

 Alberto Gonçalves

 Celestino Palmeira (Tino)

 Emílio Hipólito

 Luís Lopes (Mota)

 Filipe Correia (Futre)

 Narciso Ribeiro

 Paulo Fernandes

 Nelson Miranda

 Bruno Monte

 António Maia (Tóze)

João Zão

 Zacarias Palmeira (Carias)

e

 Francisco Gomes

 PS: logo que possivel as fotos serão publicadas

Fim de semana à vela e pelos trilhos

AVISO AO PESSOAL QUE VAI A SANTIAGO: O SACO COM A ROUPA TEM OBRIGATORIAMENTE QUE FICAR HOJE DIA 6 NA PIZZARIA URBANUS ATÉ ÀS 22H00. QUEM NÃO O FIZER AMANHÃ CARREGA COM O SACO ÀS COSTAS

Outra chamada de atenção aos ddr…e não só, o professor Fernando endereçou-nos um convite (ver cartaz rota da batata ao lado). Os prémios são bons, temos no grupo rapazes para ganhar alguma coisaque tal? Vamos atacar?

por: Bruno Monte

PELOS TRILHOS.…                       

Hoje domingo 3 de junho a rapaziada decidiu dar um passeio mais longo…de longo não teve nada, lol 😀 ficaram de reunir-se no rafas às 8:30, pois não me avisaram lol, mas apeteceu-me ler o jornal e às 8:30 em ponto lá estava eu. Ainda fomos à nossa lota dar uma volta à espera de mais pessoal e depois seguimos para o treino.

No que concerne ao treino, íamos fazer um passeio mais longo daí a hora da reunião no rafas mas, foram apenas 40km. E que 40km, não foram muito duros mas foram fantásticos, voltamos a fazer parte do 2º Raid X-PAR, fomos até à barca do lago, apanhamos o trilho do raid, com algumas diferenças, passamos pelo muro antes da quinta do Marachão, que eu não conhecia. Na descida do single trek ao lado do Cavado, o Rui nem pensou fez a descida mais ingreme com um bruto salto, o Marinheiro a mesma coisa, o Berto lá tentou e fez parte, mas o resto nem pensar aquilo é mesmo só para quem sabe ou que tem coragem redobrada… mesmo antes da descida que fizemos na quinta à noite três DDR tinham tanta pressa em faze-lo que obrigaram o Rui a ver a cor da terra…lol… Quando chegamos ao ponto de divisão entre os 30km e os 50km houve algum debate para se decidir qual o rumo a tomar e após votos decidimos por uma pequena margem (99% 30km e 0,1% 50km), por fazer os 30km. Pelo caminho é de realçar que os X-PAR não retiraram as fitas nem as placas, o que facilitou a navegação, ainda bem pois quem fez os 30km já não conhecia o caminho…lol. Pelo caminho também encontramos vários grupos de betetistas, provavelmente a fazer o mesmo percurso que nós. Falamos dos caminhos de santiago e de como o vamos fazer, de pais que vão doar a sua bicicleta à “prol”, depois de a doar só vai poder usar a burra de competição, CUIDADO. Ainda houve tempo para ir ao Marcelo, mas estava ocupado com festa, daí fomos ao clube de canoagem e como o tempo estava favorável e o rio convidava, eu e o chefe fomos dar um bruto mergulho e que maravilha que estava a água. Este trilho é de uma beleza difícil de igualar na nossa região e extremamente divertido, os DDR presentes: Filipe (chefe), Rui, Marinheiro, Futre, Emilio Pinho, Paulo Pinho, Chico, Berto, Milo, Mota, César e Eu, penso que não me esqueci de ninguém 😀

Para aqueles que vêm o nosso Blog e apenas leem estes comentários dos nossos treinos e que acabam por não ter noção dos percursos que fazemos, da beleza desses trilhos, lanço o desafio de ver as nossas fotos e pedir os percursos em GPS que nós fornecemos, os DDR dispõem todo o seu apoio a todos os amigos betetistas.

….À VELA

por: Narciso Ribeiro

Pois é friends, este fim-de-semana dei descanso à mule jumping, Coluer e rumei até à race village na marina de Pedrouços em Algés,  onde neste momento está sediada até ao dia 10, a maior regata à vela à escala mundial: a “Volvo Ocean Race”, que combina competição desportiva com aventura a bordo, com o drama e a resistência das travessias transatlânticas, praticado por “men, sailors crazy ”

Uma oportunidade que não podia perder de jeito nenhum, quem aprendeu desde há muito a gostar deste desporto nas várias temporadas que passei nos Açores. Ver ao vivo, os barcos à vela mais velozes do mundo com tecnologia de ponta, que, quem como eu tem seguido todas as peripécias desde o seu inicio em Novembro 2011, a estratégia de navegação das tripulações, os dramas com os cascos rachados e mastros partidos que afetaram todas as embarcações nos mares gelados do Sul, ver agora ao vivo os protagonistas dessas aventuras e desventuras é único, só quem andou no mar é que compreende esta mística

Sempre admirei o espírito aventureiro destes marinheiros malucos, sailors crazy, como nós lhes chamávamos, que passam dias a fio em fainas desgastantes, a dormir pouco mais de uma hora, alimentando-se só com comida liofilizada, com um espaço reduzido de dois metros para “dormir”, que enfrentam tempestades com vagas de 15 metros em águas dificeis que, se tem o azar de cair nessas águas em poucos segundos morrem de hipotermia, ou se tem uma avaria, tem que se desenrascarem sozinhos porque o socorro naquelas paragens é difícil e fica a muitas milhas de distãncia do porto mais próximo

Agora ver e conversar com os tripulantes destes barcos e imaginar tudo porque passaram é como uma história atribulada com final feliz.

Convivi inúmeras vezes com velejadores de toda a parte do mundo, incluindo uma edição desta regata que então se chamava Whitebread The Word Race, que faziam escala na cidade da Horta na ilha do Faial. Nunca poderei esquecer os momentos fantásticos de convívio e as carraspanas de gin tónico que apanhavamos no Peter`s, o bar que ainda hoje é uma referência obrigatória, para todos os velejadores que atravessam o atlântico, e, depois regressávamos a bordo abraçados a cantar, nós em Alentejano, eles em inglês ou outra lingua (às vezes a vomitar), já com o Sol a nascer

Agora, passados alguns anos, no meio daquelas seis embarcações (o limite da Ocean Race), à vela de 14,5 toneladas, com mastros de 31 metros, em carbono, capazes de atingirem 40 nós (74km/h) – em termos de comparação será o equivalente a 350km/h de um carro formula 1 -, com uma logística gigantesca (só para citar alguns pormenores que acompanha esta regata em cada porto de escala:  200 contentores divididos por dois barcos porta-contentores e um avião de carga), conversava com amigos dessas aventuras de então e às duas por três, o nosso olhar desvanecia-se para lá do horizonte e abstraímo-nos do que nos rodeava ao mesmo tempo que eramos como que transportados do meio daquela atmosfera marítima, relembrando com nostalgia as peripécias dos momentos “loucos” em terra e quando acompanhávamos as regatas em alto mar, muitas vezes enjoados, com mar picado pela proa, enquanto observavamos fascinados os sailors crazy  à bolina ou a cassar o velame . O slogan desta regata diz tudo: “Life at the extreme”, (a vida no limite)

Pronto já desabafei, e para desanuviar aqui vai um post de folga:

PRETA E SOLTEIRA : 
Procuro companheiro macho, a origem étnica não é importante. Sou muito boa fêmea e adoro BRINCADEIRAS.
Gosto muito de passeios nas matas gosto de andar de jeep, de viagens para caçar, acampar e pescar, de noites de inverno aconchegadas junto à lareira. Jantares à luz de velas fazem que vá comer-lhe à mão. Quando voltar a
 casa do trabalho esperá-lo-ei à porta, vestindo apenas o que a natureza me deu. Telefone para 218756420 e pergunte pela Micas. Aguardo notícias suas?

RESULTADO DO ANÚNCIO: 
Mais de 15.000 homens deram por si a telefonar para a Sociedade Protetora dos Animais – Secção de Caninos…

PS: esta história é verdadeira e até ao momento desconhece-se se algum ddr faz parte dos 15000 que telefonaram para a Micas