Trilhos dêdêrrianos

O vídeo do treino (se o vídeo parar, reduzem o qualidade)

26ago 2012

 Trilhos dêdêrrianos

 O ultimo domingo do mês de Agosto, proporcionou-nos um treininho, bem animado e divertido. Quem diria que este mês, a roda do pedaleiro iria rodar tanto depois de ter prognosticado aqui, no principio do mês, que seria o contrário, isto é: seriam treinos de manutenção qb, e pouco mais e com pouca mão-de-obra.

É verdade, que muitos ddr`s, não puseram os cotos em cima da burra nos ultimos tempos, mas uma boa parte dos duros nunca falhou um único fim-de-semana, contribuindo para ajudar a superar a crise que por aí vai, como? Indo para o monte arrebentar  com as mulas, partir-lhes cabos das travões, das mudanças, desfazendo desviadores de trás e da frente, partindo correntes, estoirando pneus e câmaras-de-ar, calços dos travões, sei lá que mais e no fim consumindo o stock de cerveja, vinho e “egs”, que, se não treinássemos ficariam intactos, assim  tivemos que substituir essas coisas e fizemos girar a economia. Ao invés, se tivessemos ficado estes dias de férias, sossegadinhos de papo para o ar, teríamos contribuído para agravar ainda mais o tão famigerado défice do estado. Digam lá se não somos um exemplo para o país e para o mundo? É de gajos como nós que o país precisa

O grupo dos duros patriotas  sem férias, dos quais eu fiz parte, que treinaram todos os fins de semana comó caralho, está orgulhoso dos estragos que provocaram nas burras e da cerveja e sangria que bebemos, durante as quatro semanas de Agosto. Ficamos conscientes que contribuímos para desenvolver o comercio em crise – menos o do ramo do Tóze -, e ajudado o estado a pagar aos bandidos que deram cabo do país.

 Snr presidente da junta: veja lá se nos arranja um dia destes, uma condecoraçanzita, pelo que temos feito pela nossa terra, olhe que nós evitamos lojas e cervejarias de falir. Nós merecemos e você  ficava bem visto, não faça com o Snr Cepa, o da Camara de Esposende que condecorou presidentes da junta que já não se lembravam que o tinham sido, ao fim de tantos anos. Lembre-se que também contribuímos para a freguesia ser conhecida pelo mundo fora, embora muita gente por nos ver equipados de amarelo, faça confusão e continue a teimar que pertencemos a uma famosa casa do concelho vizinho

 Pouco vou falar do treino d`hoje, costuma-se dizer-se que uma foto vale  mais que mil palavras, neste caso o vídeo, muito embora só tenha começado a gravação 10 kms depois de termos saído do Rafas e subido pelos trilhos de Palmeira de Faro e terminado as gravações depois dos trilhos da Malafaia, quando ainda faltavam 20kms para o final. Todavia o mais importante está bem realizado pelo nosso cameraman Chico. Vou só realçar a visita de outro ddr ilustre: o Adélio (Espanhol), vindo da Alemanha, tal como o Carlos, só cá esteve uma semana de férias e, claro, como bom ddr,  tirou o pó à burra e treinou connosco. É sempre um prazer rever um dos nossos: Esperemos que tenha feito boa viagem de regresso à Alemanha. Vai daqui uma saudação de todos os ddr`s.

No treino d`hoje também um elemento, do grupo “BTT Trilhossemsaida”, o Filipe Gomes, fez questão de treinar connosco, mesmo estando em gozo de férias, e, meus amigos, que bem que ficava no nosso grupo o Filipão (eu sei que é assim, que é conhecido), embora não o víssemos dar um trambolhão, tem tudo para ser um ddr. Se quiser, pode assinar já, que depois tratamos dos exigentes pormenores da recruta  

Os ddr`s  que não faltaram ao treino:

Filipe,Chico,Milo Pinho,Milo,Futre,Narciso,César, Bruno e Filipe do grupo” btt trilhossemsaida”

Snra do Minho

Snra do Minho, 18 Agosto 2012

CARREGA AQUI PARA VER VÍDEO DA CASCATA DO PINCHO

 

Foi a primeira vez que fui à Snra do Minho e, pelo que tenho ouvido dos ddr`s veterenos nestas incursões do pedal, todas as idas a este local, tiveram um bom enredo aventureiro, como daquela vez em Janeiro de 2010, quando quatro malucos – pois não se pode chamar outra coisa -, Filipe, Futre, Hélder e Rui, resolveram descer do alto da serra, pelo trilho de downhill, cheio de água, com nevoeiro, chegando ao fim da descida já de noite sem fazerem a mínima ideia onde estavam e muito menos como chegar ao local da partida onde estavam as carrinhas.

A ida de ontem à Snra do Minho, foi uma boa aventura, muito por culpa do grande ddr Bruno, que nos levou à descoberta de um novo trilho pelas cascatas do Pincho, e, depois o espírito abnegado, aventureiro, positivo, irreverente, anti-stress, sem-vergonha e sobretudo amalucado dos ddr, fez o resto. Se não foi a melhor aventura, foi concerteza a mais rocambolesca, bem ao estilo dêdêrriano.

Depois de várias hesitações com a escolha do dia, escolhemos o sábado dia 18 Agosto e marcamos a saída para as 09h00. Ninguém se enganou no dia – se acontecesse não seria caso virgem -, mas com a hora da saída foi diferente, só saímos quarenta e cinco minutos depois das nove, quando o César, enfim, resolveu aparecer com a carripana para o transporte. O atraso até foi bom porque tivemos tempo para consertar o primeiro furo, dos muitos que se seguiriam.

Pela A28, saímos em Orbacém, sob o espectro de ter que empurrar a carrinha do Filipe até ao Pincho, tudo porque este se esqueceu de meter gasóleo e a carrinha já andava na reserva desde o dia anterior. Infelizmente para nosso desgosto não foi preciso empurrar

Chegamos ao Pincho, um lugar, se não estou errado, da freguesia de Amonde. Estacionamos na berma da estrada no local marcado pelo Bruno, rodeado de marmelos a sério e aí vamos nós, os nove: Filipe, Milo, Tino, Hélder, Futre, Narciso, Carlos, César e Bruno, montados nas burras à descoberta de novas emoções, pelo alto Minho. Começamos a fazer o aquecimento,  por uma subida em paralelos, íngreme em direção às desconhecidas cascatas já referenciadas pelo Bruno para nós visitarmos.

Durante o sobe e desce, a quinhentos metros da queda de água, quando foi necessário ao Hélder dar ao pedal…nicles, a burra em vez de andar para a frente, recuava com o man a  pedalar em seco. A roldana do desviador traseiro tinha desaparecido, desintegrou-se por completo. Solução: voltar para trás, a pé, à procura das peças e… não é que encontramos tudo? Primeiro a rodinha dentada, depois a anilha e até o minúsculo parafusinho foi encontrado, fundamental para segurar as peças todas. O Bruno, (quem havia de ser?), ao fim de quarenta minutos deu a mula como apta para continuar com as casmurrices, como se verá mais tarde. Esta mula viria a ser uma dor de cabeça para o dono e por inerência para nós todos, durante todo o dia

A última parte do caminho antes da lagoa, é de difícil acesso mesmo para quem o faz a pé. Chegamos enfim, às cascatas, um local lindíssimo com uma lagoa de águas cristalinas provenientes da queda da água das rochas muitos metros acima do solo. 

Do grupo, alguns, poucos, deram um mergulho, destacando-se, claro está, o Bruno que nestas coisas da água, não deixa os créditos para outros, mandou-se por duas vezes das alturas do cimo das rochas “parecia um passarinho”, disse o chefe

Depois, para o que nos havia de dar!!! Continuar a subir pela margem difícil e apertada do rio, em vez de voltar para trás e continuar pelo estradão que nos levaria até Montaria, onde era usual das outras vezes, iniciar o percurso  à Snra do Minho

À medida que continuávamos pela difícil margem do rio, tínhamos que  arrastar as burras, não havia outro remédio, ou com elas às costas. Quanto mais subíamos, maior era o espectáculo das quedas de água, deslumbrante, um paraíso escondido e selvagem – passe o exagero -, que só é possível continuar limpo, sem vestígios de poluição, porque os acessos são difíceis. Alguém comentou que são as maiores quedas de água do país. Pelo que vimos, é bem possível

Valeu bem o esforço de obrigar as burras teimosas a cavalgar por este paraíso e, convence-las que eram as primeiras de todos os tempos a trepar por ali, pois não acredito que algum maluco, além de nós, se aventurasse por ali com a burra. Foi complicado e então com a burra do Milo foi o diabo, pois a determinado altura fez finca-pé, se calhar por não estar habituada ao novo dono e se não fosse o tolo do César dar-lhe um pontapé no rabo, não queria avançar por nada. A muito custo pelo meio do mato grosso e alto, conseguimos chegar ao tal estradão que haveríamos de ter apanhado no princípio.

A minha burra Santa, contagiada pela manha da mula do Milo, também se armou em parva, e, chateada pelo caldinho que lhe dei na selva, deu-me um coice e mandou-me de cangalhas, malhei com o costado ainda em obras no chão de terra solta e com o equipamento molhado do mergulho da lagoa, o resultado já sabem qual foi. Uma nova cor castanha nos calções, enfim, nada que não esteja habituado, com as fdp da Santa e da Jolly

Chegamos a Montaria, fomos logo ao café arestaurantasado “Caçana”, assegurar a muamba, para quando regressássemos dos trabalhos da serra e ainda houve tempo para dar dois dedos de conversa com os clientes do café, para reservar o serviço de piscina, que haveria de falhar e prosseguimos mas, cinquenta metros depois entretivemo-nos mais vinte minutos a substituir outra câmara-de-ar furada da bike do…

O relógio marcava 13h10, quando começamos a trepadura pela estrada de pixe, que nos levaria à Snra do Minho, debaixo de calor tórrido, sem a mais pequena brisa para refrescar um pouco o toutiço e os tomates, com o suor a escorrer em bica pela cara abaixo.

O Hélder, com uma garrafinha de água de 0,250 dl, tentava arrefecer a combustão da burra dele, mas pouco adiantou, a água evaporou-se num ápice e em consequência da falta do precioso líquido, a coisa complicava-se à medida que avançávamos, viu-se fodido para obrigar a mula a continuar, com o esforço chegou a ver estrelas e ouvir sininhos com as duas persianas a ameaçar fecharem-se devido à secura. A mula rabiava por todos os lados, parava, mandava-se no chão, desorientado com a alimária, o Hélder enchia a garrafinha sempre que podia com a água que escorria pelas pedras da serra, chafurdava a cabeça e pés nas poças das bermas da estrada, só assim e a muito custo é que a burra resolvia dar umas passadas. Dois cães que guardavam em rebanho de cabras tentaram dar uma ajuda, ladrando aos cascos, mas a puta da mula continuava irredutível, não se importava com nada, depois para chatear ainda mais a depauperada moral de nós dois, os gajos que fizeram a estrada puseram uma subida a cada curva e assim continuamos a penar, até chegar ao cimo – eu e o Hélder, porque o resto da cambada, ao ver a mula agitada, piraram-se na frente com medo de serem coiceados, só a minha Santa é que teve coragem para acompanhar a burra inquieta.

Encontramos a cambada sentadinha em cadeiras de volta de uma mesa, à sombrinha das árvores, com garrafas de vinho, barril de cerveja, comida à fartazana, aqueles desavergonhados tiveram a lata, a desfaçatez, de pedir isso tudo à única família que lá estava a descansar, até chegar os sete em rebuliço e acabar com o sossego, mais tarde vim a saber que os principais sem-vergonha do grupo foram o Tino e o Milo que de mansinho começaram por pedir um copo de água e depois veio o vinho e tudo o mais que já mencionei.

Por ali estivemos algum tempo,(bastante), no imenso vale, rodeado de eólicas, vacas, cabras e cavalos, vigiados de perto pela estátua da Snra do Minho no nicho da capela, com o chefe e o Bruno a espetar uma valente seca à pobre família de acolhimento, que não arranjava maneira de se ver livre da seita de lateiros. A vontade de sair dali era nenhuma, queríamos lá saber das horas, com exceção do Bruno que tinha um compromisso para ser cumprido às 16h00 em Viana do Castelo e o Carlos que começava a ficar apreensivo com a possibilidade de não apanhar o avião no dia seguinte às 21h00, se continuássemos com o andamento como até aqui.

Depois de comer um pedaço de bolo e beber um copo de vinho branco, a mula do Hélder ficou mais bem disposta, com outra disposição para o mais que viria a seguir: a tão propalada DESCIDA, pois foi para isso que ali estava toda a seita.

A muito custo, pois o chefe não desligava por nada da caridosa família de Manhente Barcelos, donde eram naturais, despedimo-nos e voltamos pachorrentemente ao trabalho. Ao fim de cinco minutos, estavamos desorientados às voltas à procura do enfiamento da DESCIDA, do famoso trilho quebra-tolas downhilleiro e discutia-se: “é por aqui…”, “olha que não é…”, “lembro-me que tinha uma cancela…”, “e eu lembro-me que se ia à volta do vale e das eólicas, isso eu sei…”, “vamos para trás..”, “é uma vergonha se descemos pelo pixe, nem quero acreditar…”

Como tínhamos tempo, o Tino aproveitou para furar e de seguida o Bruno, estava tudo a correr lindamente.

Como a cambada não dava com a enfiadura  radical, o Bruno deu meia-volta e regressou sozinho pela estrada de pixe, o compromisso assumido das 16h00(desconfiamos que chegou fora do prazo) era para ser cumprido. Foi uma baixa de peso, a partir dali não fomos os mesmos, o grupo ficou manco com tão prestigiada baixa e com o credo na boca pois se avariasse uma das oito burras, ía ser bonito sem o nosso mckgyver, para resolver

“é por aqui, porra, cá está as cancelas”. Isto só os ddr, está nos genes, o grupo pode dar voltas e mais voltas, dividir-se em dois ou três, deixar um ou uns quantos para trás, com engamos, a organização pode não ser das melhores, e, sem rei nem roque andar à deriva, no fim dá tudo certo, como meninos do coro

Esta maneira de ser dêdêrriana, tem funcionado bem, é como uma válvula de escape ao stress da nossa vida profissional, onde toda a gente é obrigada a cumprir horários e respeitar a ordem estabelecida daquelas coisas que a sociedade inventou para nos dar cabo da mioleira. Sabemos que tem de ser assim, nunca confundimos serviço com conhaque mas, se agíssemos nos treinos ou nas nossas aventuras, como no quotidiano do dia a dia, com tudo certinho, bem organizado, estávamos fodidos, os níveis de stress nunca baixariam e já tínhamos morrido de tédio há muito tempo e, provavelmente o grupo desaparecido da circulação como outros que infelizmente se desfragmentaram. É por isso que esta seita apesar de uma ou outra contestação – e ainda bem que as há -, continua vivinha da silva.

A DESCIDA como se esperava, foi louca, radical, excitante, adrenileira, kamikaze em alguns trechos, a certa altura fomos obrigados a parar com dores nos pulsos de tanta força que fizemos para o equilíbrio das burras. Diverti-me imenso sobretudo na parte das grandes pedras lisas. Acho que nos divertimos todos.

É uma lacuna grave não termos um filme deste trilho fantástico. Na próxima tem de ser

A mula Ramson – sempre ela, pois foi a estrela da companhia -, começou o trilho entusiasmada, pois é disso que ela gosta, entusiasmou-se de tal maneira, que a meio arrebentou com o cabo das mudanças e o pobre do Heldér fodeu-se mais uma vez, nas subidas com ela à mão e para chatear ainda mais a pinha ao dono, à chegada à rua do Espantar, (agora compreendo porque a rua tem este nome), onde está situado o café, voltou a furar.

17h10 estava feita a DESCIDA, cheios de larica, fomos para a paisagística esplanada do “Caçana”, atacar a sangria em tigelas XXL e rojões em tamanho S e tudo o que os empregados iam trazendo para a mesa, a tudo lhe deitamos o dente com vontade, porque a larica apertava e de que maneira

Estava-se bem na esplanada, numa nice, muito cool, conversando, com o Futre a dar o mote e o Tino com o habitual humor corrosivo – a ouvir as histórias destes dois não me importava de estar ali a noite toda -, sem nos preocuparmos com o tempo, a não ser o Carlos como já disse, que tinha de apanhar o avião às nove da noite do dia seguinte e o Heldér que ficou de montar as mesas em casa às quatro da tarde para a festa.

Com a tigela  XXL a ser frequentemente reposta no nível full e a petiscar, tinhamos aterramos em volta da enorme mesa às cinco e tal e só levantamos voo às sete menos dez. Quando chegamos ao “Caçana”, estavam dois casais, daí a pouco constou-se que os ddr andavam por ali, num instante o Café ficou lotado de gajas boas e gajos só para ver os famosos “durosderoer”.

Montamos as burras para o regresso às carrinhas e pedalamos mais de 10 kms, se contarmos com o novo embirranço da mula Ramson que fugiu pela estrada abaixo em vez de virar para a esquerda como devia, o raio da burra devia estar possessa quando saiu de casa, manhosa a subir, partiu cabos e mudanças. Tivemos que ir atrás malvada para a trazer de volta com o Hélder em cima, desorientado, com pouco pulso para a domar, mais uma vez teve de ser o tolo do César a trazê-la de volta

E assim chegamos ao vale dos marmelos a sério e às carrinhas às oito menos qualquer coisa, ainda com a esperança de ter que empurrar a carrinha do chefe com o depósito nas lonas, seria a cereja no topo do bolo, depois de sete furos e de tudo o que aconteceu com os embirranços da mula, mas a furgoneta aguentou-se bem até Darque, para nosso azar

Foi um dia em cheio, um daqueles dias para memorizar e recordar mais tarde, agora imaginem o que seria se o resto da Companhia DDR estivesse presente.

Com o Futre a comer um intragável marmelo durante toda a viagem de regresso e a prometer que iria escrever umas prosas para breve, sobre umas certas personalidades. Ficamos todos a aguardar.

Foi mais uma aventura/trágico/cómico à boa maneira dos ddr

PS. Esperemos que o Carlos tenha chegado a tempo de apanhar o avião e feito boa viagem de regresso a França e que volte rapidamente mas com mais tempo, para lhe dar cabo da cabeça

Vai daqui um abraço dos ddr

Para além das “bikes”, um reparo….

por: Filipe Correia (Futre)

2012/08/16 a 20:40

Para além das “bikes”, um reparo…

(Ainda sobre as crónicas dos dias 2 e 5 pp do Bruno): pois é, mais uma obra literária do nosso Bruno. O que me admira é que ele dê tão poucos erros, pois foi aluno da nova escola que é muito mais errática do que a velha escola do meu tempo. O que eu acho é que ele para escrever tão bem deve escrever com a sua prestigiada Boina Verde na cabeça e que lhe provoca tamanha inspiração.
Depois mais um bom trabalho do Narciso, que desta vez à fartura de informação do Bruno optou por uma narração mais sintética de um excelente treino em todos os aspetos, para os elementos que o realizaram com destaque para o regresso do Narciso, que depois da lesão com certa gravidade provocada por uma deficiência na arte do chapiscanço
Também tenho todo o prazer em fazer uma grande saudação ao grande amigo Carlos, que dantes se despistava em direção a feira de contriz, mas agora já não o posso criticar pois na prova dos Xpar aconteceu-me a mesma coisa. De qualquer forma é de salientar a sua enorme vontade que ele patenteou em regressar aos DDR, pois apareceu descalço e sem montada, mas tudo se arranjou, e lá tivemos o prazer de ter o Carlos de novo a pedalar connosco e sem fugir para a feira de contriz. Contudo à uma conversa já perto do fim do treino(dia 12) se me permitirem porque no treino de hoje voltou a ser aflorada que eu gostaria de repescar. Vinha eu a conversar com outro DDR sobre aquele lance insólito que envolveu o defesa central Brasileiro Luisão e um árbitro Alemão, que desmaiou com uma peitada. É evidente que isto vai provocar várias reações, e cada um vai olhar para o acontecimento e ver coisas completamente diferentes do que aconteceu, e que vão tirar partido do que aconteceu, nomeadamente, um grupo aqui no norte não sei se grande ou pequeno, que acha que aqui no norte é tudo santo e imaculado e todo o mal está no sul, e precisa ser abatido. Eu tenho o direito de não concordar que esta teoria.
Pois bem, no regresso a casa independentemente das paragens anteriores, a minha última paragem é sempre no café da ilha, e como não havia gente para meter conversa depois de pedir o gel revigorante, (o treino foi duro) comecei a folhear o JN, e logo nas primeiras páginas aparece um exemplo desse tal aproveitamento ainda por cima de um «senhor» insuspeito.

Continuo a folhear o jornal e aparece aquilo que merecia ter sido uma bronca (pelos vistos ninguém reparou) uma página inteira dedicada a Teresa Portela atleta olímpica portuguesa natural de Gemeses que ainda por cima tem família nos DDR até aqui tudo muito bem só que o desconhecimento, a incompetência e sobretudo a ignorância e a falta de respeito pela referida atleta era tanta que meteram uma fotografia em ponto grande da Teresa Portela sim mas da Espanhola. Ou será que estou enganado e este jornal do Norte fez isto por esta atleta estar federada num clube do sul?

Não sei, quem souber que responda, eu só acho que o sul é já ali e que não devia haver espaço para estas divisões.

   Aqui está uma foto de tão insigne ddr e o orgulho de ser pára-quedista

Treinadura(o)s de Agosto

Treinadura(o)s

por: Bruno Monte

Relativamente ao treino de Quinta, dia 2, um pequeno comentário:

Encontramo-nos como de costume na Pizaria Urbanos e fomos ao treino, como no fim-de-semana passado houve uma prova de XCO no Castro de S.Lourenço, fomos até lá. Fomos pelo trilho da prova das masseiras no pinhal de Ofir. Depois de passarmos a ponte de Fão subimos pelo monte de Faro até ao Castro de S.Lourenço.

Começou então a diversão, pois todos tinham uma opinião de como tinha sido o percurso da prova, embora o Tininho tenha assistido à prova ninguém queria fazer o percurso que ele viu…lol…mas após muita conversa lá fizemos ao trilho pela encosta voltada para Esposende até sairmos antes das azenhas e apanharmos o trilho até à A28 e fomos ter novamente ao cimo do Castro e como não podia deixar de ser fomos às DDRzisses, uma descida de 10m com uma inclinação esquisita e o Berto a faze-la a 200km/h mais alguns tentaram mas…só o valente Milo se arriscou e só não riscou a cara e a pintura, porque…porque… foi um valente trambolhão e ficou a ser o ídolo do Tóze por em fracas condições de visibilidade o ter feito (por falar em visibilidade, à que investir em iluminação, pois se não fosse 2 ou 3 elementos com iluminação a coisa tinha ficado preta…lol).

No fim da brincadeira fomos à jornada gastronómica encher o bandulho e dizer um olá ao Chefe e ao Chico, mas pelo caminho o Tóze quis fazer das dele e colocar-se na belíssima posição de DH até que uns disseram senta-te na roda e não é que o fez mesmo, mas não faz outra, pela reação ou aqueceu demais o dito cujo ou os tintins.

Jornada gastronómica implica comer e beber e beber e beber, no final já alguns trocavam pedaleiras por cremalheiras selins por rodas, etc foi um bom treino, muito divertido que deu para a rapaziada descontrair um pouco.

Os DDR, Tininho, Milo, Paulo Fernandes, Nelson, Berto, Tó Zé e no final o Paulo Pinho apareceu para a janta com a rapaziada.

Domingo dia 5

Este treino ia saindo furado, quando na quinta quase todos se tinham “férias” planeadas na manha de Domingo (salvo quem estava a trabalhar para a associação e claro que está a recuperar das mazelas da dura realidade de ser DDR), mas 4 bravos DDR puseram de parte as “férias” de domingo de manha e fizeram-se à estrada, ou melhor ao trilho.

No Rafas lá nos encontramos, mas claro esperamos, e esperamos, e continuamos a esperar, sempre na incógnita de mais alguém aparecer, mas com o conselho do “Bisconde” fomos embora antes que fosse meio-dia.

Inicialmente fomos fazer parte do percurso da prova das masseiras que passou por Apúlia, ao passar no PACHA encontramos no estacionamento um carro com uns gajos de boca aberta a curar a ultima noite… passamos a famosa ponte de Fão e íamos com a ideia de fazer a descida das masseiras e ir ao rio Neiva, mas a pedido de “várias famílias” fizemos um percurso mais curto e hoje tive a minha estreia a liderar o grupo 😀 😀 😀

Com a ideia inicial de parte, fizemos a subida pelo monte de Faro onde encontramos o irmão do Virgílio, o Manel Souto que dada a sua maluqueira e vestido a rigor ou não estivesse ele com um equipamento antigo dos DDR, decidiu acompanhar-nos. Sendo assim subimos o monte de Faro, fomos em direção a S.Lourenço e fizemos a parte do percurso da prova de XCO, a parte mais junto à encosta do Castro com uma belíssima vista para o Mar. Com a maluqueira na cabeça e com o Manel a dizer para não fazer maluquices, lá fomos à senhora da Paz, que tem um caminho renovado em asfalto, o nosso velho trilho super difícil de subir já era, mesmo assim não foi fácil, aconselho agora que se pode ir lá de carro e tem muito local para parquear, levem a família e aproveitem a magnifica paisagem desse local.

O Manel já estava com as pernas num 8 mas após algum incentivo acompanhou-nos ao último desafio do dia, o nosso conhecido marco geodésico Picotinho. Saindo pela parte de trás da Senhora da Paz fomos em direção à pedreira apanhamos o trilho em que não fomos montados nas burras mas sim elas em nós e ainda por cima sempre a subir, mas lá conseguimos chegar ao marco geodésico e contemplar a magnifica vista para todo o conselho e para Viana do Castelo, ficam as fotos para aqueles que nunca lá foram, roerem-se de inveja.

Claro que treino sem trambolhões não é treino e eu fui o feliz contemplado, primeiro um pequeno desequilíbrio valeu-me uma cadeira de espinhos que só a muito custo me consegui levantar e segundo foi na descida que um valente capotamento me fez marcar pontos, ou não, penso que só mesmo o Manel viu o tralho. Mais uma vez a primeira coisa que me veio à cabeça após o tralho foi o estado de saúde da burra.

Estrada fora lá fomos para Apúlia uns para casa outro para a tasca e eu fui à jornada gastronómica dizer um olá aos DDR que lá se encontravam a trabalhar.

Dois agradecimentos especiais, um ao Chefe, ao Chico e a todos os que deram o seu tempo livre a trabalhar para a associação e o segundo para o Manel que um autentico vencedor ao acompanhar-nos neste passeio, que diga-se para quem não tem muito treino foi bastante duro, pena o Manel só estar por cá no Verão, pois se estivesse cá o ano todo iria ser uma mais valia neste grupo.

Os Duros de domingo, Milo, Nelson, César, Manel e eu Bruno

Grande Abraço a todos e Boas pedaladas

de:NR

Depois destes magníficos relatos do Bruno, vou só fazer alguns considerandos sobre este domingo 12

– Primeiro, saudemos o regresso do Carlos Figueiredo, ao convívio dos ddr`s, embora seja só por uma semanita, é sempre um prazer pedalar, comer pó e arranharmo-nos pelos carreiros dos montes como hoje, na companhia de um duro tão ilustre como o Carlos, que conhece de olhos fechados todos os caminhos para a feira da Estela. Benvindo grande amigo

– Segundo, quero salientar a coça que dei aos meus cinco companheiros de route: Futre, Milo, Paulo Fernandes, César e Carlos, com a minha burra SantaCruz.

Foram 55km (acho que foram mais), em que os obriguei a pedalarem sempre na minha frente, desde que subimos até S.Lourenço, depois  pela rua do Bruno fomos dar à mata de Vila Chã e  p`ra arrebentar ainda mais com eles castiguei os cinco a subir ao monte das masseiras – para quem não sabe, é o ponto mais alto do concelho de Esposende -, chegados ao topo, dei-lhes uns minutinhos para descansar enquanto comia a banana e ala a pedalar novamente, dureza é dureza, deixei-os darem-me um bom avanço nas descidas que se seguiram, com uma subidita pelo meio, até à estrada de pixe em Forjães. Aqui ainda lhes disse que era melhor irmos embora, só para ver a reação deles mas, obedientes pela coça que estavam a levar, nem responderam e bora lá à minha frente p`ras azenhas do Minante e a outra que fica a montante.

Coisa rara, falhamos o banho no açude da azenha, fizemos mal, porque tínhamos uma boa paisagem. Continuamos pelo estradão da quinta da Malafaia e, a cereja no topo do bolo com o single pela margem do rio Neiva até perto da foz.

– Em Antas, estivemos muito bem na forma como nós os quatro nos perdemos e deixamos para trás o Milo e o César, eu e o Carlos ainda os vimos entretidos com o espigão da burra KTM mas continuei para evitar que o Futre e o P.Fernandes bem lá na frente, não se perdessem.

Não adiantou nada, perdemo-nos à mesma e às duas por três, estávamos no meio de um campo de areias movediças. Valeu que localizamos e registamos, uma enorme  plantação de morangos com muita fruta madurinha e apetitosos a espreitar pelo meio das folhas verdes e avisamos aqui o dono, que  os morangos só ficaram intactos porque o Chico não estava presente

– Fizemos a escala técnica no café Sport em Fão, já com todo o grupo completo, com o Milo e César a barafustar por os termos abandonado. Sinceramente não sei porque ficaram chateados, então este grupo não se chama ddr ?

– Para terminar: depois da coça que levei, lhes dei e de termos sido recebidos como grandes heróis – o caso não era para menos ao fim da maratona de 52km -, pelo nosso amiguinho Mota, grandessíssimo ddr, que sem mais e a pedido da meia dúzia a contas com a hidratação, subiu para cima de uma cadeira e tirou-nos este retrato:

Obs:

O Bruno sugeriu o percurso que está assinalado no mapa, quando formos à Snra do Minho – apalavrado para o próximo Sábado  dia 18 -, para visitar as cascatas do Pincho

Vacances

05 Agosto2012

O que se passou este fim-de-semana com os ddr`s, não sei. Em Agosto o people ddr anda sempre destrambelhado, ou será que sou eu?

O Nelson prometeu que Domingo (hoje), estaria no Rafas para treinar com a “Cube” de substituição. Falta saber se cumpriu a promessa e se foi só, ou mal acompanhado.

O Chico e o Filipe, tinham avisado que estariam entretidos na barraca da “ACD os Apulienses ” na feira da gastronomia. Pelo menos o Chico esteve ao fim da tarde de domingo na barraca.

O Futre pirou-se em férias para uma das regiões mais lindas de Portugal e fez muito bem, agora que o Fifas está longe para o deixar em paz.

O Tóze, foi para uma ilha qualquer passar férias. Berlengas? Ilha da Culatra no Algarve? Talvez.

Dos restantes, tirando o Berto e o Mota que tem de vergar a mola no verão, ninguém sabe, ou serei eu que não sei?

Eu passei o fim-de-semana de quinta a domingo, para baixo e p`ra cima, pela A28 entre Apúlia e Leixões, a visitar, a conviver e a servir de cicerone pela região, com os meus amigos embarcados no Navio Escola Sagres atracado em Leixões em visita ao publico inserido nas comemorações dos seus 50 anos desde que saiu dos estaleiros. Naveguei muitas milhas a bordo da Sagres, ao longo de quase três anos durante o qual fiz parte da guarnição (tripulação). Foi um bom fim-de-semana a revisitar a Sagres e rever alguns dos meus companheiros de aventura que voltaram para nova comissão no NE. Foi incrível ver as longas filas de gente, pacientemente à espera para visitar a Sagres. Foram milhares de pessoas que desde Quinta até hoje domingo, visitaram a barca mais bonita do mundo. Que pena a Sagres só escalar o Norte muito raramente. Portugal continua a ser só Lisboa e o resto paisagem

Agora se me dão licença tenho que ir embora, tenho uma consulta marcada com o professor Motowa Radi, a ver se me resolve um problema de dois inchaços bem inchados. Para quem não sabe e necessite o professor Radi cura tudo o que está neste cartaz:

Carrega aqui, para ver grandes pifões, se já viste volta a ver.

– Estes animais sabem-na toda, p`ra quê perder tempo a beber cerveja ou vinho?

Este vídeo foi gravado no consultorio do professor Motowa

…..e agora divirtam-se e BOAS VACANCES

BOAS FÉRIAS