“5 Cumes”

Os ddr pelos  “5 Cumes”

Hoje, foi dia da mítica prova  dos “5 Cumes”, organizada pelos Amigos da Montanha, uma referência no panorama nacional do btt, a par com o Luso-Galaico, com muitos participantes – por curiosidade registe-se: 1.794 chegaram ao fim no conjunto dos  5 Cumes, sem contar com os atletas federados e 2.166 no total do Luso Galaico -, com uma organização eficaz e competente, onde nada foi deixado ao acaso e, é neste ponto dos pormenores, muitas vezes descurado por quem organiza este tipo de eventos, que está o segredo para o êxito desta emblemática prova dos “5 Cumes”, meticulosamente estudada até ao mais ínfimo detalhe – não descurando o antes e depois da prova, pormenores também importantes para fidelizar os participantes para as próximas edições -, a que os Amigos da Montanha já nos habituaram. Parabéns a todos e em especial ao amigo Nuno Martins, diretor operacional que desta vez trocou a bike pela moto e vestiu o fato de motard  para abrir caminho durante 82kms aos atletas federados, que este ano mais uma vez  fizeram parte dos 5Cumes a contar para a taça XCM

Que dizer então destes “5 Cumes” ?

No local da partida muita gente, como esperado, a organização pela voz do seu speeker  e animador de serviço, anunciava mais de 3.000 participantes.

Partiram primeiro os federados como previsto e depois foi dada a partida para os não federados. Quem arrancou na primeira metade do pelotão e queria andar depressa safou-se sem grandes problemas dos arreliadores engarrafamentos quando ao fim de seis kms saíram do pixe, os outros que saíram na cauda do pelotão como eu, lixaram-se, no caminho para o S.Gonçalo apanharam vários entupimentos pelos… cicloturistas, constantemente a parar quando deparavam com uma qualquer subidita, e ficava tudo parado, com muita gente irritada a barafustar, sem qualquer hipótese de avançar. Para a próxima um gajo se quiser andar, tem que ir pelo menos uma hora mais cedo e não como eu que cheguei a vinte minutos da partida – aliás eu não me queixei e até curti ouvir as bocas dos pseudos PROS

Foram “5 Cumes”, bem encharcados, fazendo jus à tradição dos últimos anos quase sempre com chuva. Lama foi coisa que não faltou durante todo o percurso e as fortes chuvadas que caíram a espaços, ainda agravaram mais os caminhos já de si difíceis e enlameados, em certos troços do percurso tornava-se perigoso segurar as burras, às vezes pareciam que deslizavam sobre sebo, dando origem a cenas caricatas, como aquele bettista que ao tentar subir para o talude do meio do caminho por lhe parecer mais firme, subiu com a roda traseira a derrapar na lama e ficou voltado em sentido contrário, sem cair ou pôr o pé no chão, atrapalhando os ciclistas que circulavam atrás dele, felizmente sem consequências para ninguém e aquela passagem pelo campo de milho, perto do final era tal o atoleiro, que a organização foi obrigada a encerrar esse troço e escolher outra alternativa, porque o pessoal e as burras ficavam literalmente enterrados no meio do lamaçal

Quanto a mim desta vez não me aconteceu nenhum imprevisto, como é normal. Fiz uma prova calma e contida, porque o meu objectivo era fazer os 5 montes, mas na subida do monte da Lousada, todo coberto de lama, comecei a magicar que o caminho para os lados do Facho não deveriam estar melhores, mesmo assim se tivesse alguém por companhia arriscaria fazer mais trinta kms que, a fazer fé na altimetria seriam duros, mas se tudo corresse bem, deveria ter tempo para chegar dentro do controle, como não tive companhia, faltou-me coragem e fui para os três e então comecei a apertar com a burra mais um pouco, valendo-me um trambolhão à meio ponto do Mota, por me armar em parvo ao tentar ultrapassar um gajo, num local onde não devia

Quando cheguei à meta, fui recebido pelo Nelson  “à civil”. Tinha desistido em S.Gonçalo com uma avaria na burra e informou-me que o Celestino dos X- par, foi o segundo com o notável tempo de 2h15 a três minutos do vencedor, foi a vingança de ter sido obrigado a desistir no Bikecamp do domingo passado; O César tinha chegado com o tempo de 2h55, este menino começa a ser um caso sério a pedalar; o Tóze com 3h05, outro que desde que deixou de fumar tem progredindo de dia para dia e dentro em pouco tempo ninguém o vai agarrar, estes dois, além do Nelson tinham à sua espera os prestigiados ddr: Filipe, Milo Pinho, Milo e Bruno (não sei se mais alguém), tinham ido  treinar até Barcelos com o propósito de observar os cinco duros; o Pedro (recordam-se?) com 3h30, quando deixar de fumar vai ser como o Tóze, e, eu com 3h40, fiquei satisfeitíssimo, para quem só faz 30km na quinta à noite e 40km ao domingo de manhã, foi muito bom. Não sei se dá para ficar na primeira metade dos que chegaram ao fim, (era o meu objetivo), se não der é-me indiferente. Reconheço que se não fosse os constantes engarrafamentos a quebrar o ritmo, talvez pudesse fazer menos quinze/vinte minutos, ou…talvez não, mas é assim faz parte do espectáculo e eu curti à brava os trilhos desta prova

Quanto ao Paulo Fernandes, foi para os cinco montes e segundo me informaram mais tarde ficou em 11º  da geral, ainda esperei um pouco até chegar os primeiros federados: Ruben Almeida, seguido pelo José Rodrigues e Nelson Sousa

O Ruben Almeida com a vitória d`hoje assume o comando da taça de Portugal em XCM

Participar nos “5 Cumes”, foi uma festa, sem percalços da minha parte, com muitas desistências, algumas forçadas, e, apesar da lama e sempre com muito transito pelos trilhos o que não é muito do meu agrado, e de alguma frustração por não ter feito o percurso dos 82kms, adorei fazer esta prova. Para o ano só por força maior é que não estarei presente

Parabéns Amigos da Montanha

Para terminar, saudemos o brilhante 2º lugar do Celestino Faria dos X-par. Foi bem merecido, mas não deslustrava nada se ficasse em primeiro. Fica para a próxima. Parabéns Celestino

Só mais uma nota: depois de ver um bettista com uma prótese numa perna a subir com todo o esforço e empenho o monte de S.Gonçalo, devíamos ter vergonha quando desistimos por qualquer coisinha, como acontece às vezes com por ex: um simples furo, mesmo que tenhamos meios para a reparação e poder continuar e desistimos por… parecer mal (a quem?), chegar ao fim mal classificado.  Devíamos olhar para o exemplo deste homem, para ele cada metro que avançava era uma vitória. Infelizmente não fixei o nº do dorsal para lhe enviar os merecidos parabéns, não sei se chegou ao fim mas só pelo facto de ter participado, para mim foi o vencedor destes 5 cumes e bem merecia que os Amigos da Montanha lhe dessem um prémio pela sua coragem

PS: o  fórum btt, publicou o vídeo (e vários depoimentos de bettistas), com o corajoso atleta sem uma perna (é o homem de branco). Fez os três Cumes.Impressionante. Afinal de que é que nos queixamos?

PS: acabei de ver a classificação: César ficou em 72º; Tózé em 96º; Pedro em 323º e eu no fantástico 463º e o ego inchado por ficar à frente de mil e cem gajos eh,eh,eh

O Paulo nos cinco montes ficou num honroso 11º em 225 classificados

Ficam aqui algumas fotos do Jornal de Barcelos, bem elucidativas do que foi esta prova:

Os ddr no Bikecamp btt

Bikecamp 2012

Hoje, dia 16, é inevitável, temos de começar,  por dar os PARABENS, ao grande ddr Paulo Fernandes, pela excelente vitória na meia maratona do bikecamp 2012

Depois do excelente terceiro lugar no Póvoa 130 em Março, agora foi o culminar do esforço e determinação com que sempre se empenhou nos treinos e da persistência em continuar, mesmo quando as coisas lhe correram menos bem, nunca desistindo. Afinal os campeões são feitos assim. PARABENS  Paulo

O Bikecamp deste ano, foi, à semelhança dos anos anteriores, um evento com todos os condimentos, para uma prova de btt dar certo. Estaria a exagerar se dissesse que foi uma prova perfeita, porque isso não existe, mesmo com a única falha que detetei, se é que se pode chamar falha, talvez  reparo seja mais justo, ao km 35 – vi alguns bettistas  “aflitos”, a perguntar pelo local da separação dos 38/55, e, no final a protestar por terem fechado demasiado cedo o percurso da maratona, quanto a mim justificados -, não tira o brilho à excelente organização do bikeservice, estando todos de parabéns

Quanto aos ddr, foram oito, os que se apresentaram à partida e até chegamos a horas desta vez, alguma vez tinha de acontecer, mas foi por pouco, para que isso acontecesse tivemos que deixar a carrinha enterrada num buraco, à espera que terminasse a prova.

A partida foi dada e, dos ddr lá na frente do pelotão, arrancaram primeiro: o Paulo Fernandes, seguido pelo Nelson e na ultima metade do pelotão, tive de ficar para trás p`ra ver a ordem de arranque dos restantes e, foi assim: o César, Futre, Tóze, Filipe e Emilío Pinho.

Depois da voltinha por Laundos para a visita de cortesia à população e voltar a subir por pixe, até ao local da partida começou a “diversão”, pelo meio dos pinhais, mato estradões e singles etc, como se impõe a uma prova deste género. Ao km 8, deparamos com um divertido single track com descidas em terra bastante acentuadas e, embora não sendo dos mais radicais, foi bem divertido pelo menos para muitos bettistas, outros coitados tiveram que descer aquilo aos trambolhões, como aquele bettista azarado que ia dois metros à frente do Futre e do Tóze e acabou por descer a ultima a parte do single, embrulhado na bike e depois deu-lhe um ataque de furia, por ter ouvido o comentário, enquanto estes esperavam pacientemente que o homem acabasse de dar o resto das cambalhotas “então tu empurras-te o homen Futre?”, o azarado bettista, decerto com bom ouvido enquanto trambolhava por ali abaixo, captou o irónico comentário, levando-o a sério e quando chegou ao fim da trambolharia, virou-se para os dois  e perguntou:”quem foi? quem foi que me empurrou?”. Segundo o Futre o homem ficou mesmo convencido que foi empurrado e estava com vontade de chegar a vias de facto com um deles.

Ao km 18, encontrei o Tóze, a falar sozinho, cobras e lagartos porque, na sequência d`um furo não conseguia meter o pneu na roda da Specialized, no sitío. Com a minha ajuda lá conseguimos compor a roda e, só perdemos dez minutos, (pelo menos eu) porque a garrafinha de CO2, fez o milagre da enchidura instantânea, senão estávamos fodidos e não sairiamos dali tão cedo, se tivessemos a zicar com a bomba naquela roda matulona 29”. Enquanto isto, uma catrafada de gajos iam passando por nós sem nos passar cartão, fazendo precisamente o mesmo que nós costumamos fazer

Ao km 20, encontrei o Celestino dos X-par, no reforço, inconsolável com a burra em off , deixando-o arredado da hipótese de lutar pelo primeiro lugar “até chorei, por não poder continuar”, contou-me, enquanto me deliciava com uma bolinha de Berlim. É assim a puta da vida amigo Celestino, faz parte do folclore do btt, às vezes beneficiamos com o azar dos outros, outras vezes é o contrário, mas um campeão como tu, não tem tempo para carpir mágoas e tenho a certeza que já estás noutra e só pensas nos 5 cumes do próximo domingo

Eu por exemplo sou um mãos largas, toda agente beneficia com o meu azar ou lá o que raio é, depois de deixar o Tóze no reforço, à espera não sei de quê, ia a espanar bem, já tinha ultrapassado uma porrada de gajos, quando entrei no estradão da antiga linha do comboio e vejo um magote de bettistas  p`raí a uns quatrocentos metros de distãncia, a pedalar com afinco, aproximava-me deles a olhos vistos e dou comigo a falar com a minha burra “foda-se jolly, estamos a andar de caralho” , já próximo do fim do estradão, pedi ao grupo para me facilitar a passagem pelo meio, ao que eles muito admirados vendo-me com o dorsal, me responderam que não faziam parte da prova e eu estava enganado, pois havia de ter virado à direita, onde estava uma seta.”oh pqp” , recriminei-me: “é muito bem feito, por fiares-te nos gajos em vez das marcações, só é pena não teres aprendido nada, porque no Azenhas do Neiva fizes-te a mesma coisa” . Voltei para trás e os bettistas que ainda há pouco tempo me deram tanto trabalho a ultrapassa-los, quando saí do reforço, continuava agora atrás dos mesmos e com trabalho dificultado, porque pensavam que andava a brincar às escondidas e não me facilitaram a passagem até chegar ao estradão e foi bem feito

Passei ao km 35km, com a jolly já a resfolgar por causa do esforço a correr atrás do prejuízo, quando encontrei uns gajos irritados porque não sabiam do local da separação da meia maratona para a maratona.

Aquela parede, antes da meta, foi dose, a minha burra jolly rabiava por todos os lados com a roda no ar, mas lá conseguiu  pular o muro sem parar

Quando terminei, além de ter a grata surpresa de o Paulo Fernandes ter sido o primeiro, tive também a surpresa do Nelson ter sido o vigésimo e tal, o Filipe e o Paulo Pinho, entre os quarenta e cinquenta, depois o Tóze. Quanto a mim, que ainda não sei quantos terminaram nem a classificação oficial, fiquei em noventa e tal,  espero que dê para ficar na primeira metade dos que chegaram ao fim. Se não der é igual o que interessa é que apesar de tudo diverti-me à mesma, pqp

Uma nota de Parabéns para o Diogo Fernandes (irmão do Paulo Fernandes), que ficou nos quarenta, a fazer fé na classificação à chegada

Se houvesse um prémio para o mais azarento dos ddr, ele seria atribuído com certeza ao Futre, por ter sido obrigado a desistir com uma avaria já próximo da meta, quando estava a fazer uma boa prova, entre os primeiros 25 . Vai daqui um recado que só o Futre entende:

– Nem tentes por em pratica aquilo que disses-te no fim, ai de ti

Quanto ao César, esse indomável “patife” todos os “durosderoer”, tem que lhe dar os parabens, pela excelente prova na maratona, sendo o 26º classificado, foi à campeão.PARABENS  César, avé.

Parabens tambem aos X-par e, tenho mais uma vez que realçar o feito da pequena Ana Faria 11 anos (filha do Pierre), pelo brilhante 2º lugar no podium PARABENS

O bikecamp 2012 foi uma prova de btt, simples, eficaz e durinha, que contribuiu para o engradecimento da modalidade, mais uma vez parabens bikeservice

PS: Algumas fotos tiradas, mas há mais é só procurar no facebook de bikeservice

Algumas fotos I

Algumas fotos II

Algumas fotos III

AOS DDR`S: BREVEMENTE SERÃO PUBLICADAS AS FOTOS DA GEIRA ROMANA

Noite de estrelas

Noite de Estrelas

Na noite de sexta para sábado – ou seria de quinta para sexta? -, deu-se um acontecimento insólito em  S.Maria de Bouro, quando um ddr, por aqueles lados (a gozar um dia de férias atrasado?), curtia a excelente noite, das muitas que este mês de Setembro nos tem proporcionado. Contou, que viu no céu limpo, muitas luzes aglomeradas num só ponto, mexendo-se rápido em diversas direções. Sem qualquer explicação para o que estava a ver, chamou outras testemunhas para confirmar que não estava maluco, estas, confirmaram que não estava tôlo, ou então estavam todos, ficando igualmente  boquiabertas a assistir a tão estranho fenómeno, sem qualquer explicação para o que estavam a presenciar.

Seria um OV? Poderia muito bem ser um objecto voador, xpto: uma nave equipada com muitos faróis leds, iguais aqueles que o Tóze, manda vir às carradas dos antípodas e que demoram mais de dois meses a chegar pelo correio para equipar as burras dos ddr`s e do Manel Real, capazes de projetar um feixe de luz a uma distância do caraças.

O fenómeno, avistado pelo Futre, pois deste insigne ddr se trata, não tenho duvidas de que era um OVNI, senão vejamos: se fosse uma nave vinda da America ou da Russia, países mais desenvolvidos do que o nosso e com regras de trânsito rigorosas. Ora, como esses gajos andam a mandar naves para todo o lado, até para o estrangeiro para Marte, de noite são obrigados a usar muitos faróis à frente ligados para se desviarem do pedregulho dos cometas que, como toda a gente sabe, são os maiores poluidores das estradas entre planetas.

A confirmação que foi um OVNI, é que o Futre só viu luzes brancas e nenhuma vermelha. Pergunto: alguém acredita que os Americanos ou os Russos, andam por aí de nave só com faróis led à frente, feitos malucos, a assapar  de prego ao fundo, pelas vias estelares e S.Maria de Bouro, sem faróis vermelhos atrás? Claro que não. Portanto, atrevo-me a dizer que o Futre viu um objecto voador não identificado com alienígenas a brincar à procissão de velas, neste caso à procissão de leds.

A menos…a menos… que o avistanço das luzes a tremelicar tenha sido na noite de quinta para sexta, aí fico com dúvidas, porque às 02h30 da manhã é natural três gajos verem as coisas em triplicado, três luzes facilmente se transformarem num aglomerado de luzes.

Só estou a falar deste assunto do avistanço das luzes do Futre, porque é atual e foi abordado várias vezes, antes e depois do fantástico treino deste domingo.

E por falar em treinos, o de domingo passado dia 2, foi duro. A pedalar desde Apúlia, chegamos ao local da partida, estava o staff a postos para receber o primeiro bettista, que pelas contas deles, não demoraria mais do que quinze, vinte minutos a picar o ponto da chegada

Antes de iniciarmos prova por nossa conta e risco, ainda deu para conversar com o dinâmico presidente da junta, “justificando” o nosso atraso e o Bruno com a sua ex-professora do 9º ano a lamentar-se que ao fim de 20anos a dar aulas, ficou no horário zero. That`s life.

Com 50 minutos de atraso, (causados por imponderáveis de ultima hora), partimos os seis: Filipe, Milo Pinho, Milo, Narciso, César e Bruno, para a 5ª edição do btt de Curvos. Foi uma prova dura mas porreira, sozinhos, sem ninguém a atrapalhar pelo traçado, tivemos tempo para nos enganar e voltar para trás para o sentido certo, tivemos de derrubar duas paredes com a roda da frente empinada no ar e já próximo da chegada tivemos também de derrubar uns copos de branco e bolos, oferta gentil dos donos de uma quinta, um pouco agastados, porque toda a gente passava por ali sem parar, cheios de pressa. Foram bem burros, perderam um excelente reforço, só meia dúzia é que foram inteligentes e fizeram como nós.

A 10 kms da meta apanhamos o bikeman da vassoura e ainda deu tempo para ultrapassar seis ou sete bettistas antes da chegada. Repito: como previsto, foi uma prova dura, mas porreira e ainda tivemos direito a medalhas, aliás bem merecidas.

Quanto ao treino de hoje dia 9, não vou dizer nada, ficam as fotos para adivinhar onde foram tiradas, por onde andaram os five stars: Filipe, Milo Pinho, Futre, Narciso e César, também podemos considerar o Tóze, porque ainda teve tempo de se apresentar fardado no Rafas, até o malfadado telemóvel tocar e lá foi tratar das exéquias a mais uma.

Foi um treino espectacular, 40kms por locais fantásticos, depois do que vimos, custa a crer que haja pessoas que vão para tão longe gozar as férias, desconhecendo locais tão bonitos perto de casa. That`s life

Será que o Futre viu mesmo um OVNI, com faróis led?

Fotos de Emilío Pinho

 

 

DDR pela Geiras Romana

DOMINGO DIA 09SET O TREINO COMEÇA ÀS 08H30 NO RAFAS, DESTINO: FEIRAS NOVAS

Via Nova, Via XVIII ou Geira

 Quinta-feira, 30 Agosto 2012

 A segunda vez dos ddr

 Vou socorrer-me de alguns tópicos do que foi escrito no ano passado, quando três ddr percorreram pela primeira vez a Geira romana.

Desta vez fomos um grupo de dez: CHICO, MANEL, PAULO PINHO, MILO,TINO, FUTRE, NARCISO, NELSON,CÉSAR e BRUNO, que aproveitando as férias da maioria, percorremos o troço de 45kms de um total de 318kms, da Via Nova XVIII, ou Geira como é popularmente conhecida .

Dia de Sol, o ideal para apreciar as bonitas paisagens do Gerês.

 Ao fim de cinquenta minutos de termos saído de Apúlia, tal como da primeira vez, deixamos um carro, na estrada Amares rio Caldo, no entroncamento para Seramil a seguir a Dornelas, para no regresso já “moídos”, não ter-mos que fazer mais dez kms a subir ao encontro da outras duas carrinhas, que nos levaram até ao lugar de S.Cruz em Seramil, na serra de Sta Isabel, onde iniciamos o trajecto desde o marco miliário XIV até ao marco XXXII.

Com os “Camels”, às costas a servir de apoio com ferramentas e umas “buchas” para matar a fome a meio da manhã, começamos a reconquista da Geira pela segunda vez – para sete ddr foi a primeira -, pedalamos nas calmas,  este caminho não dá hipótese de o fazer apressadamente devido às muitas pedras da calçada romana, bem ao jeito dos ddr, com single-tracks, estradões (poucos), técnico, radical (quando subitamente o caminho…desaparece), sempre pelo cimo da montanha, isolados durante muitos kms, pelo meio de uma vegetação frondosa e verdejante, caraterística desta região do alto Minho.

Além da diversão que nos proporcionou, a fazer gincana pelo meio das pedras, esta extraordinária via com dois mil anos de existência, dá-nos um panorama fantástico das povoações ao fundo dos vales a perder de vista até aos confins dos montes, assim é esta parte da via romana até Covide, a primeira povoação desde que iniciamos o trajecto, a dois kms do Campo do Gerês e local “obrigatório”, para almoçar.

É nesta pequena aldeia, que tenho de destacar o facto relevante deste dia: paramos por um motivo qualquer, e em conversa de circunstância com um individuo defronte da sua casa, a certa altura este reparou nas arranhadelas, nas pernas e braços – resultado de uma queda, logo no inicio, aliás uma boa queda, daquelas de rachar a cabeça. Felizmente só parti o capacete e rasguei a camisola, e, como até hoje não encontrei explicação para tão aparatoso aterranço  e como não acredito em bruxas, então foi azelhice. Ponto final

 O homem ficou preocupado, mais do que eu, chamou uma Senhora presumo que sua esposa, para trazer desinfectante para as feridas. Esta apareceu à porta, com o resto da familía, interrogando o marido sobre a causa de semelhante pedido. Vendo a perna ensanguentada, começou de imediato a desinfeta-la, de nada valendo os meus protestos em contrario, até porque nós tínhamos um kit de primeiros-socorros.

Quando terminou, o “curativo”, não pude deixar de reparar  nesta família, feliz por ter ajudado alguém que não conheciam de lado nenhum e no entanto trataram com todo o desvelo como se fosse um familiar seu e quando o Nelson perguntou se não tinha nada para almoçar, responderam culpabilizando-se: “se soubéssemos que vinham, tinhamos feito comida para todos”.

Na sociedade actual, tão egoísta, cada um pensando em si, a generosidade desta família, foi comovente.

Na despedida o Futre confidenciava-me: “pessoas simples e afáveis que gostam de ajudar, que confiam em todos, oxalá que não lidem muito com pessoas, que vem para aqui armar-se em chicos-espertos e fiquem “contaminadas” com a manha deles. Estas pessoas merecem toda o nosso respeito”. As palavras podem não terem sido estas, mas o sentido é o mesmo. Subscrevo-as  inteiramente

O caminho continua pelo Campo do Gerês, pela margem da albufeira da barragem de Vilarinho das Furnas, entramos num estradão que nos levou até à luxuriante mata da Albergaria.

Se da primeira vez, não concluímos este troço da Via Nova, por nos termos enganado, agora também não a concluímos por falta de tempo, terminamos a exploração da Geira numa ponte de madeira com vista para a cascata do rio Homem, ficamos a dois marcos do destino planeado: a Portela do Homem, ficará para outra oportunidade.

 O regresso fez-se por estrada, primeiro a subir até Leonte e depois a descida “speedada”, sempre a bombar até ao rio Caldo e mais 15kms até ao ponto de partida, onde estava o carro de apoio em Dornelas

Do lugar da partida em S.Cruz, até ao entroncamento para Seramil foram 75kms a pedalar.

Terminou a segunda aventura pela Geira romana, provavelmente  haverá  uma terceira, apesar de um ou dois elemento não ter gostado porque…não tinha subidas, nem deu para andar depressa!!!!!