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DDR pela Geiras Romana

Quinta-feira, Setembro 6, 2012

DOMINGO DIA 09SET O TREINO COMEÇA ÀS 08H30 NO RAFAS, DESTINO: FEIRAS NOVAS

Via Nova, Via XVIII ou Geira

 Quinta-feira, 30 Agosto 2012

 A segunda vez dos ddr

 Vou socorrer-me de alguns tópicos do que foi escrito no ano passado, quando três ddr percorreram pela primeira vez a Geira romana.

Desta vez fomos um grupo de dez: CHICO, MANEL, PAULO PINHO, MILO,TINO, FUTRE, NARCISO, NELSON,CÉSAR e BRUNO, que aproveitando as férias da maioria, percorremos o troço de 45kms de um total de 318kms, da Via Nova XVIII, ou Geira como é popularmente conhecida .

Dia de Sol, o ideal para apreciar as bonitas paisagens do Gerês.

 Ao fim de cinquenta minutos de termos saído de Apúlia, tal como da primeira vez, deixamos um carro, na estrada Amares rio Caldo, no entroncamento para Seramil a seguir a Dornelas, para no regresso já “moídos”, não ter-mos que fazer mais dez kms a subir ao encontro da outras duas carrinhas, que nos levaram até ao lugar de S.Cruz em Seramil, na serra de Sta Isabel, onde iniciamos o trajecto desde o marco miliário XIV até ao marco XXXII.

Com os “Camels”, às costas a servir de apoio com ferramentas e umas “buchas” para matar a fome a meio da manhã, começamos a reconquista da Geira pela segunda vez – para sete ddr foi a primeira -, pedalamos nas calmas,  este caminho não dá hipótese de o fazer apressadamente devido às muitas pedras da calçada romana, bem ao jeito dos ddr, com single-tracks, estradões (poucos), técnico, radical (quando subitamente o caminho…desaparece), sempre pelo cimo da montanha, isolados durante muitos kms, pelo meio de uma vegetação frondosa e verdejante, caraterística desta região do alto Minho.

Além da diversão que nos proporcionou, a fazer gincana pelo meio das pedras, esta extraordinária via com dois mil anos de existência, dá-nos um panorama fantástico das povoações ao fundo dos vales a perder de vista até aos confins dos montes, assim é esta parte da via romana até Covide, a primeira povoação desde que iniciamos o trajecto, a dois kms do Campo do Gerês e local “obrigatório”, para almoçar.

É nesta pequena aldeia, que tenho de destacar o facto relevante deste dia: paramos por um motivo qualquer, e em conversa de circunstância com um individuo defronte da sua casa, a certa altura este reparou nas arranhadelas, nas pernas e braços – resultado de uma queda, logo no inicio, aliás uma boa queda, daquelas de rachar a cabeça. Felizmente só parti o capacete e rasguei a camisola, e, como até hoje não encontrei explicação para tão aparatoso aterranço  e como não acredito em bruxas, então foi azelhice. Ponto final

 O homem ficou preocupado, mais do que eu, chamou uma Senhora presumo que sua esposa, para trazer desinfectante para as feridas. Esta apareceu à porta, com o resto da familía, interrogando o marido sobre a causa de semelhante pedido. Vendo a perna ensanguentada, começou de imediato a desinfeta-la, de nada valendo os meus protestos em contrario, até porque nós tínhamos um kit de primeiros-socorros.

Quando terminou, o “curativo”, não pude deixar de reparar  nesta família, feliz por ter ajudado alguém que não conheciam de lado nenhum e no entanto trataram com todo o desvelo como se fosse um familiar seu e quando o Nelson perguntou se não tinha nada para almoçar, responderam culpabilizando-se: “se soubéssemos que vinham, tinhamos feito comida para todos”.

Na sociedade actual, tão egoísta, cada um pensando em si, a generosidade desta família, foi comovente.

Na despedida o Futre confidenciava-me: “pessoas simples e afáveis que gostam de ajudar, que confiam em todos, oxalá que não lidem muito com pessoas, que vem para aqui armar-se em chicos-espertos e fiquem “contaminadas” com a manha deles. Estas pessoas merecem toda o nosso respeito”. As palavras podem não terem sido estas, mas o sentido é o mesmo. Subscrevo-as  inteiramente

O caminho continua pelo Campo do Gerês, pela margem da albufeira da barragem de Vilarinho das Furnas, entramos num estradão que nos levou até à luxuriante mata da Albergaria.

Se da primeira vez, não concluímos este troço da Via Nova, por nos termos enganado, agora também não a concluímos por falta de tempo, terminamos a exploração da Geira numa ponte de madeira com vista para a cascata do rio Homem, ficamos a dois marcos do destino planeado: a Portela do Homem, ficará para outra oportunidade.

 O regresso fez-se por estrada, primeiro a subir até Leonte e depois a descida “speedada”, sempre a bombar até ao rio Caldo e mais 15kms até ao ponto de partida, onde estava o carro de apoio em Dornelas

Do lugar da partida em S.Cruz, até ao entroncamento para Seramil foram 75kms a pedalar.

Terminou a segunda aventura pela Geira romana, provavelmente  haverá  uma terceira, apesar de um ou dois elemento não ter gostado porque…não tinha subidas, nem deu para andar depressa!!!!!

 

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