O gatinho e a planta conífera

O gatinho e a planta conífera

Gato, é um mamífero carnívoro, doméstico, cuja fisionomia se resume  a um corpo rodeado de pêlos por todos os lados, com quatro patas. Gato também serve  para definir mil e uma coisas, desde um vergalhão de ferro para unir pedras ou paredes, até variadas expressões popularmente conhecidas:

Aqui há gato, utilizamos esta expressão, quando desconfiamos de alguma tramóia iminente urdida por um bom malandro;  quando há um erro de calculo e no final a conta está errada,  recomeçamos tudo de novo à procura do lapso, do engano, isto é: procuramos o erro até dar com o gato

 Gato, dá para tudo, está sempre associado a qualquer coisa de ardiloso, manhoso, todos nós, alguma vez já fomos surpreendidos pela investida de um  tareco que, repentinamente salta da berma do caminho, contra a bike em andamento e por azar acaba a servir de calço à roda da frente, resultando a maioria das vezes num belo trambolhão do ciclista desprevenido, que estatelado no chão e embrulhado na burra, todo quilhado, profere cobras e lagartos sobre o malvado gato

Outra: porque será que as mulheres, a um gajo bem parecido e bem proporcionado, capaz de lhes provocar múltiplas sensações de prazer segundo elas, só de olhar para o manganão, chamam-lhe Gato? Este animal com cara de poucos amigos, que foge da água como o diabo da cruz, não gosta de ser depilado(coisa que agora está na moda), tem olhos à belzebu daí ser muito requisitado para as histórias tenebrosas de bruxas e mafarricos, arranha-nos quando passamos das marcas a coçar-lhe o pêlo, é independente desaparece dias a fio sem dar cavaco a ninguém, volta com a maior das tranquilidades e ainda é recebido com caricias pela dona. Será que as mulheres gostam destas gatices aplicadas nos gajos? Não sei, quanto mais estudo menos percebo a psique  feminina,  mas se gostam, então porque resmungam em vez de fazerem miminhos quando um tipo chega a casa fora de horas?

Já devem ter percebido que todo este paleio sobre o caráter dos gatos, está relacionado com o bichano que atropelou o Futre, quando hoje pedalavamos calmamente pela estrada de pixe na freguesia de Gandra. Um gatinho descontrolado vindo não se sabe donde, mandou-se para a frente da burra QÜER  que assustada descarregou o Futre deixando-o a gatinhar, a imitar o bichinho.

Neste caso a expressão para os cinco pontos que ganhou é: ai o fdp do gato que me f***

Com isto, espero ter contribuído para o Futre ficar com a ideia das características do gatinho que o lixou e precaver-se para a próxima, contra animal tão matreiro e perigoso.

Pinheiro, segundo o dicionário é uma planta conífera! com as folhas sempre verdes, que dá madeira e resina, isso já nós sabiamos, que é conífera é que não. Esta árvore é abundante no nosso país e os pinheiros que vivem nos socalcos do monte de Creixomil, onde costuma haver uma prova de XC a contar para o campeonato do Minho, são árvores bastante carenciadas que necessitam de afetos, quando vêem pessoas a descer o monte abrem os braços e clamam por um abraço, gostam de ser abraçadas. Pois bem, o grande ddr Chico, quando descia o monte ao ver um pinheiro de braços abertos, saiu do trilho, percorreu vinte metros, com a burra 27,5” a escoicear, fez uma pirueta e abraçou-se à planta conífera carente, com boa bitola para produzir tábuas de grande medida. O Chico justificou muito bem porque lhe foram atribuídos dez pontos.

Resumindo: se o Chico abraçou um pinheiro, ninguém tem nada com isso. Gostos não se discutem e, ficamos a saber que pinheiro é uma planta conífera antes de ser grande… Será?

De resto, foi um treino muito produtivo, com o César também a reclamar cinco pontos, ocupando agora o segundo lugar destacado no ranking das cambalhotas.

Foi um bom treino, quase tão duro como os dezasseis kms da ultima quinta – ida e volta de Apúlia a Aguçadoura -, muito bem composto por um grupo de doze garbosos atletas, que se divertiram  como sempre durante 40kms – honra seja feita ao Pedro e ao Hélder que fizeram mais de 50kms desde Aguçadoura -,  por bons trilhos com destaque para o single track da descida em direção ao rio Cávado em Perelhal e das séries da descida à “gatanheira” que se seguiram no mesmo local, depois de atravessar Perelhal, fomos ter aos tais tracks do dá-me um abraço em Creixomil

– De assinalar o regresso do Hélder (Marinheiro), acabado de chegar do monte  da Snra do Minho depois de ter iniciado a subida no dia 18 Agosto e, olha só Bruno! Apresentou-se com a Ramson num brinquinho, com os parafusos todos apertados, mas só os da burra e desta vez  aconteceu um milagre, só arrebentou a corrente uma vez

– Infelizmente nem tudo são boas noticias, o Nelson continua desaparecido desde o dia 4 Outubro.

– O Pedro e o Hélder Salgado, começam a ficar desesperados, porque ainda não foi desta que participaram num treino com o Berto, que também continua sem aparecer aos treinos desde o dia 30 Setembro

–  E o Milo faltou ao treino. Teve outra recaída, não sabemos é se voltou aos tiros ou se foi substituir algum canixe de caça

Os doze indomáveis deste domingo:

Chico, Paulo Pinho, Hélder, Emílio Pinho, Mota, Futre, Narciso, César, Tóze, Diogo Fernandes, Pedro Neves e Hélder Salgado

Fotos do grande treino da ultima quinta-feira, no mesmo dia que a baleia deu à costa, tiradas pelo Tóze:

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Às curvas por S.Félix

Às curvas por S.Félix

Na passada quinta-feira dia 18, os “durosderoer”, reuniram-se no café/restaurante Sport em Fão, um lugar de estimação do grupo, onde teve lugar a entrega de mais um diploma “Duro De Roer”, desta vez ao Emílio Santos (Pinho)

O facto de só agora lhe ser outorgado tão prestigiado diploma, uma vez que concluiu a difícil recruta há muito tempo, diria anos, deveu-se não só à falta de assiduidade aos treinos – por afazeres profissionais -, até há poucos meses, mas também quando a ocasião se proporcionou e faltou por diversas vezes aos encontros  gastro/cabidela, violando um dos artigos mais elementares dos estatutos do grupo: – sempre que haja um acontecimento relevante, como a entrega de diplomas, é um dever cívico de todo o ddr que se preze, comparecer pelo menos ao repasto da cabidela  como é de tradição.

Na quinta tudo se conjugou, houve um desses momentos relevantes  – só faltou o Nelson que, depois de prometer que estaria presente, não apareceu, sobre esta falta, os desavergonhados do costume, comentaram aliviados: “ainda bem que faltou, senão tínhamos de comer mais arroz” –, perante a assembleia dos honoráveis membros da nobre e seleta raça de guerreiros  do pedal e de três panelas com deliciosos frangos com arroz de cabidela, como sempre, bem confeccionados pela Senhora mãe do ilustre ddr Luís Lopes, cumprindo à risca o tal artigo, foi lido e entregue pelo chefe o diploma ao Milo Pinho ao som das palmas dos presentes, com o Milo a retribuir num belo discurso de agradecimento. A cerimónia foi bonita, com todos satisfeitos a arrotar frango e palito ao canto da boca.

Terminadas as cerimónias oficiais no café Sport, fomos para casa do Milo da loje – o tal que a caça vai ter com ele a casa -, festejar o seu aniversário do dia anterior, mas antes seguiram-se as tradicionais demonstrações da arte de bem descer escadas à noite sem cair

fotos de: Tóze

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Quanto ao treino de hoje, dia 21, foi virado para Sul. Começamos por atravessar a rua apertada com tendas dos dois lados da feira da Estela, foi reconfortante ouvir os elogios das pessoas enquanto tentavamos desenvencilhar-nos do emaranhado de cenouras, nabos, alface, pijamas, cuecas etc: “que é que estes gajos andam a fazer por aqui?”,“havia de ser proibido deixa-los passar”, “f***, bicicletas por aqui? Ide para outro lado meninos, estais a estorvar as pessoas” e os elogios continuaram. É sempre bom sermos reconhecidos pelo povo, e, por falar em feira:

– Alô, alô, Carlos Figueiredo: como vai isso aí por França? Como vês, não és só tu que és famoso na feira da Estela. Um abraço da malta ddr

Quando deixamos a Estela, dirigimo-nos para o monte de S.Félix, onde estávamos esperançados de encontrar os nossos amigos Pedro e Hélder, que nos últimos dois treinos, um bocado amalucos diga-se, nos deram o prazer das suas companhias, levavamos a promessa de lhes garantir que hoje não haveria mergulho numa qualquer poça com água para ninguém, a não ser que a ocasião se proporcionasse.

Não estavam lá.

Continuamos pelas redondezas do monte, no sobe e desce à procura do enfiamento dos trilhos da bikecamp, como é normal, não conseguimos evitar a confusão do costume “é por ali!, é por aqui!,não é nada!, é pela cancela a seguir”, não havia meio de atinar com o rumo certo, de quando em quando apanhávamos uma ponta dos trilhos e toca a bombar a toda a força, mas era sol de pouca dura, logo de seguida voltavamos a perder o rasto. Continuamos às voltas pelo monte de S.Félix, até que fomos parar à freguesia de Rio Mau. Por lá nos demoramos algum tempo a fazer “séries”, a saltar  por cima de um murete com um metro de altura. Valeu que fomos brindados com um numero artístico do Milo Pinho que, como o “Bintes”, foi um home e nunca largou a burra mesmo com ela empinada depois de ter saltado o muro. Pelo feito, foi-lhe atribuído por unanimidade, dez pontos, mas só contou sete, o desconto de três pontos foi pela nota artística do domínio da alimária

A ideia de continuar à procura dos trilhos, já tinha sido abandonada à muito, quando resolvemos voltara subir o monte até ao campo de tiro e…  não houve tempo para mais

No regresso, passamos novamente pela feira da Estela, desta vez pela estrada de pixe, como somos muito modestos, chegou-nos os elogios à ida

A escala técnica, teve lugar no aprazível café John em Criaz, por lá nos demoramos algum tempo, até sermos substituídos por outro ilustre grupo do pedal: os X-Par`s, que também escalaram o John para a hidratação depois, tal como nós, terem andado toda a manhã a trabalhar arduamente

Ainda houve tempo para escalar a celebérrima ilha, onde depois de uma troca de comunicações via telemóvel era suposto sermos recebidos com pompa e circunstancia, pelo Futre mas…nem rasto do dito

Os ddr`s enviaram um jornalista Bruno Monte ao “bike festival” em Santarém. Das novidades e de tudo o mais que lá se passou, brevemente  o Bruno dará conta.

Terminamos endereçando os parabéns ao Diogo Fernandes, pelo 2º lugar  em juniores no Promoção BTT P.Varzim – Navais

Os ddr`s deste domingo:

Filipe, Chico, E.Pinho, Milo, Narciso, P. Fernandes, César, Tóze e Diogo Fernandes

Gente doida?

 

(Foram acrescentadas mais fotos e vídeo)

Gente doida?      

Os tópicos deste domingo são tantos, que não sei por onde hei-de começar o relatório desta semana, como apelidou um dia destes o P Fernandes a estes escrevinhos. Pela lama e chuva? Pela escolha dos trilhos? Pela lagoa da cascata? Pela nova esplanada do café Sport? Ou pela fuga do Milo?

Comecemos pela meteorologia, porque de facto hoje tivemos que atravessar muitos “ lagos” enlameados, debaixo de chuva e depois nevoeiro, que por instantes nos fez lembrar os trilhos de lama dos “5 Cumes” de há três semanas atrás, mas treinar com lama, chuva, frio, ou sob qualquer outra condição climatérica, deixou de ser novidade desde há muito tempo para esta raça de rafeiros que não rejeita qualquer carga por mais pesada que seja e vai a todas. Portanto no que respeita à meteorologia, o treino de hoje foi normal, passemos ao percurso:

Bem, quanto aos trilhos, tirando as subidas desde Palmeira de Faro até perto do S.Gonçalo, foram sempre a descer até à cascata dos Feitos, por caminhos lisos, salvo as pocitas de água enlameada como já referi, porém, não percebi porque alguém lhes chamou “trilhos fodidos” e depois comparou-os a uma pedreira. Enfim, é aquela coisa de dizer mal de tudo. O percurso foi fácil, bem… estou a exagerar, aquela subida pela ponte sobre a A28 em Gandra, não foi assim tão fácil e depois tivemos de fazer um desvio para evitar a subida de Cedovem.

Quanto à lagoa da cascata do Meril, o local onde fizemos uma pausa no regresso à base, não sei o que dizer, ou antes, há muito para contar, primeiro os ddr transformaram aquilo num aquaparque, depois a coisa tornou-se mais séria quando surgiu a ideia de criar no local um serviço de lavagem de bikes, que pode muito bem, vir a ser uma importante fonte de rendimento para os ddr comprarem boas máquinas e câmaras-de-ar e pneus p`ro  Tóze

A ideia é a seguinte: aproveitar os recursos hídricos naturais desta lagoa, para montar um posto de lavagem de bikes e montadores ao mesmo tempo, de forma rápida e barata não só para os ddr`s, mas também para o publico em geral tomar banho com a sua burra. Todos sabemos da chatice de perda de tempo quando chegamos tarde a casa depois dos treinos e pegamos numa mangueirinha mariconça a arrebitar guichinhos de água e tentamos tirar a lama entranhada nas partes mais intimas da mula e o máximo que conseguimos é fazer cocegas nos cascos e pouco mais. Pois bem, com esta nova ideia de lavagem em simultãneo burra/man acabam-se as mangueirinhas, é rápido, basta bater duas ou três vezes com a mula na água e já está. Resolvemos fazer um teste para comprovar isso mesmo e como tínhamos uma burra que não era nossa, a “Noeminha”, ajudou a facilitar a coisa, entretanto juntaram-se mais duas para fazer o ensaio. Fizemos o teste com três marcas  diferentes – o sistema dá para todas as marcas-, e ficamos impressionados com o resultado final. A marca Specialized foi a mais fácil de lavar; a Qüer e a Scott foram as que deram mais luta, quem as testou foi o Futre e viu-se fodido, teve de bater várias vezes com elas na água até ficarem limpas. Agora vejam o vídeo e digam se não é uma boa ideia?

vídeo de Pedro Neves

Chegamos à conclusão que este projecto de lavagem burra/man, é bom e requer pouco investimento, basta arranjar um empregado para receber o dinheiro e empurrar a burra e o dono para a água, não descurando claro está a segurança, que depois do ensaio de hoje queremos desde já aconselhar os futuros clientes,  a calçar os sapatos de encaixe com ou sem meias, o que acharem mais confortável, antes de se mandarem para a água; um capacete enfiado na cabeça, se for como o do chefe em forma de arca de noé, é melhor, porque além de facilitar a saída da água, protege os neurónios de ficarem ainda mais estragados p`ro caso de bater com a cabeça no fundo da poça. E pronto é só mergulhar para ficar limpinho da silva. Vamos criar dois tipos de serviços de lavandaria: o básico, que consiste em ser empurrado para a água com o dono atado à burra. Esta será a versão mais económica, o único contra é se for necessário torcer a burra para sair o lixo o dono também terá de ser torcido;  a outra modalidade consiste num serviço mais personalizado – o dono não é empurrado e entra pela margem do lago abraçado à burra ou com um ddr a abraça-lo pelas costas se não souber nadar e depois do mergulho, sai pela margem oposta (também pode sair pela mesma). Este serviço é um bocado gaizola porque o dono pode lembrar-se de ensaboar as costas com sabonete antes de ser agarrado e é perigoso, como tal este serviço será mais caro.

Falta aperfeiçoar o cheiro a cavalo, que continua a persistir depois de sair da água, mas isso é fácil de resolver, se houver muitas queixas, proibimos os gajos de mijar a na água que alimenta a poça vinda de montante e obrigamo-los a ir mijar para o outro lado a jusante

Esta ideia tem tudo para ser um sucesso, o local é de fácil acesso, fica à mão depois dos treinos, as margens do poça tem várias prateleiras para aqueles maricas que gostam de usar shampoo e sabão macaco quando tomam banho. A única condição que teremos de regulamentar, é os clientes apresentarem um atestado médico a comprovar que os neurónios estão mais ou menos, mas se for acompanhado por um ddr não é preciso atestado. O psiquiatra há muito tempo que isentou os ddr`s da papelada porque o nosso ramo profissional é melhor que o dele, no entanto recomendou-nos que além de usarmos o equipamento ideal de cor amarela, também é preciso ter muito cuidado quando mergulhamos numa poça ou até mesmo num balde com água, porque podemos danificar o chip….e a este propósito, todos os que hoje mergulharam na poça, pelo desempenho que tiveram, é melhor fazer uma revisão porque o chip deve estar flipado

Quanto ao Milo picador, continua desaparecido e é a vergonha dos caçadores, o Milo Pinho já me tinha contado que lhe tinha levado um coelho a casa e não  acreditei, mas agora depois de receber esta mensagem dele, até custa a crer que era verdade.

“O Milo tá de férias, anda num safari, mas está a pensar regressar mais cedo, como assim os ddr`s, vem trazer-lhe a caça a casa, como foi o caso do Milo Pinho que sem arma apanhou um coelho e veio oferecer-lho. He..! He..! gajo de sorte hein..!”

Confessa Milo: tu não és caçador pois não?

Só para terminar: queremos agradecer ao dono do café Sport, o Snr Luís Lopes, a honra que concedeu aos ddr de serem os primeiros a inaugurar a nova esplanada ”os rafeiros ficam à porta”. Muito obrigado, por ter-nos cedido esse espaço tão acolhedor e arejado para celebrar o aniversário do chefe

A rafeirada que ficou à porta, desejou os parabens ao chefe e bebeu cerveja à custa dele:

Filipe, Milo Pinho, Mota, Futre, Narciso, César, Bruno e Tóze

A quem não pagou, mas estes desejaram-lhe na mesma os parabens:

Paulo Fernandes, Pedro Neves e Hélder Salgado

Aviso:

– O Futre pede para avisar que é aconselhável arranjar um trabalho leve para a próxima sexta-feira, em virtude do treino pesado que se prevê  para o dia anterior

fotos tiradas pelo Tóze e Pedro neves

 

O Milo da loje, fugiu

O Milo da loje, fugiu

Comecemos por dar os parabéns ao Paulo Fernandes, pelo brilhante 7º lugar dos 334 participantes que chegaram ao fim dos não federados, na maratona do Gerês e se tivermos em conta quem ficou em 1º – David Rosa – ainda mais valorizado se torna o 7º lugar. Parabéns Paulo foi excelente

Depois das emoções acrobáticas  da semana passada, pela descida dos trilho da Franqueira, provocadas pelo artista do costume e dos “picanços” de  opiniões, em que cada um dos intervenientes exprimiu de forma clarividente o que entendeu ser melhor para manter a mística do grupo, hoje regressamos aos trilhos da zona de S.Lourenço, bem conhecidos e explorados pelos ddr`s. A novidade foi a (re)descoberta de um single track, que, desconfio, vai produzir alguma pica, quando o fizermos em sentido contrário. A ver vamos nos próximos treinos

Neste novo track, juntaram-se a nós: – Filipe, Chico, Manel, E.Pinho, Mota, Futre, Narciso e Bruno Lopes da ASP de Fão – o Hélder e o Pedro Neves dois bttistas de Aguçadoura, equipados comburras 29” (uma das quais ainda há pouco foi cedida pelo Pedro, para o Berto fazer um test-drive).

O treino prosseguiu normal, com as lebres do costume, Filipe, Chico, E.Pinho, Futre, na frente a marcar o ritmo, com o estreante Hélder na sua peugada a dar boa réplica de si, na descida louca até ao campo de tiro em Antas e, depois com o rio ali próximo, cheios de calor, ninguém resistiu à tentação e continuamos a voar  pelo pixe, até à azenha do Minante para o mergulho da praxe nas águas calmas do rio Neiva, com a trupe a apadrinhar o batismo do Pedro e Hélder que, depois de hesitarem um pouco, acabaram também por mergulhar nas águas frias e mais limpas que o habitual nesta altura do ano

Com os sentidos bem despertos pela água fria, iniciamos o regresso pela margem norte do rio, até voltar a atravessa-lo, pela pontelha da outra azenha a montante da azenha do Minante. Com uma escala hidrófonica em Antas, num café onde o Manel é mais conhecido que os tremoços e foi rei e senhor e controlou toda a gente, continuamos pelos trilhos da freguesia e…alguém contribuiu com dois pontos para o campeonato da cambalhota, que reverterem por sugestão do grupo, para o score vergonhoso do meio ponto do Mota – não penses que vai ser sempre assim Motinha, os outros a trabalharem para ti, não podes andar sempre à mama, tens também de fazer pela vida e mandares-te p`ro o chão como gente grande -, neste momento eu podia estar isolado em segundo lugar do campeonato e continuo no segundo lugar, mas empatado com o Milo e o César

Depois disto tudo aconteceu coisas más e boas.

Comecemos pelas más: abriu a época da caça e o Milo fugiu, voltou a ter uma recaída, caiu em tentação, isto é: anda por aí à solta, a matar animaizinhos indefesos que nunca lhe fizeram mal nenhum. É isto todos os anos. Definitivamente o Milo é um caso perdido. É urgente, alguém começar a tratar da papelada para ser internado, a ver se lhe passa essa mania de andar por aí aos tiros. A outra má notícia foi a burra do Futre ter dado o badagaio com o quadro partido e bem partido, como documenta a foto, mas como aquela burra já recuperou diversas vezes, qual fénix renascida das cinzas, pode ser que também renasça desta. Que vai ser difícil tapar o rombo, lá isso vai.

As boas noticiam desta semana de treinos, foram: primeiro, o regresso do Ivo, ao fim de muito tempo ausente por motivos profissionais e o Pedro Coelho que não aparecia desde o Extreme do Luso-Galaico e apareceu no feriado de Sexta e, agora o regresso do Futre ao fim de três semanas e em forma com os seus comentários mordazes e acutilantes, acerca dos “picanços” da ultima semana“…andaram a semana toda a discutir o sexo dos anjos” e depois: “ …falam,  falam, mas a verdade é que todos gostam de andar no máximo”. Olha Futre, pela parte que me toca, não gosto de abusar, nunca excedo os limites de velocidade eh,eh,eh

Deixemos as brincadeiras, é mais uma opinião, que contribui tal como as outras escritas, para espicaçar, mexer e manter viva a fleuma do grupo

Estas opiniões/discussões ou simples desabafos, são salutares, são sempre bem vindas, mais que não seja, para manter  o equilíbrio do bom-senso, quando este começa a derrapar

Ninguém, seja ddr ou não, deve ter receio de meter a sua colherada; de dar a sua opinião; de refilar ou dar uma bicada por muito caustica que seja a alguém que achar merecedor. Não há saberes iguais; há saberes diferentes.

Terminamos com um convite aos nossos acompanhantes do treino d`hoje: Bruno Lopes, Pedro Neves e Hélder, sempre que quiserem apareçam, porque na próxima podem ter a sorte de assistir a um treino com o Berto a voar por um trilho qualquer e o chefe a pedalar com as rodas sem raios, isto é só uma amostra da capa, porque temos um catálogo bem recheado com artistas de primeira, capazes de fazerem numeros de circo, tão ou melhores que o Berto ou o Chefe

O vídeo do Chico com o treino deste domingo:

Divagando

 

DIVAGANDO

Sábado, Setembro 29, 2012 23:05

por: Emílio Hipólito (Milo)

Uns gostam de competir, outros gostam de se divertir e se a vontade de cada um for respeitada está tudo bem.
Existem provas que demoram de 6 meses a 1 ano a organizar, são escolhidas as melhores paisagens da zona para mostrar aos visitantes. Cada atleta encara o passeio ou prova de forma que mais prazer lhe dá. Já reparei que alguns abordam as ditas provas de forma diferente do que gostariam, para evitarem certas bocas no fim do percurso. Mas as bocas só tem valor se as aceitar-mos, e se as aceitarmos então alguma coisa está mal, deixamos de ter personalidade própria e a nossa felicidade ou não, está na mão dos outros.
Divirtam-se e sejam vocês mesmos independentemente do que cada um pensa!
Não esqueçam o btt é praticado na Natureza o Utero pelo qual todos nós fomos gerados quer queiram quer não.

Big Milo

Depois das palavras do filósofo Milo, só discordo num ponto: toda a competição, seja ela qual for, para ser completa, tem de proporcionar prazer ao atleta, diversão a quem a pratica. Eu por exemplo, quando participo em alguma competição, dou o meu melhor, divirto-me a faze-lo e com as incidências da corrida – a alma de qualquer competição – e, no entanto não vou a cantar a Laurindinha (só nos treinos e com o Mota), ou a dançar o vira em cima da burra (embora às vezes vire, mas isso é outra história).

Este ultimo domingo de Setembro foi “calmo”, solarengo, bom para dar ao pedal. Foi o que fizemos; o que os ddr`s tem feito ao longo dos tempos; esta rotina domingueira continua a manter-se desde há muitos anos, quer esteja sol, chuva, vento ou frio, está gravado no disco rígido de cada um: as manhãs deste dia serem dedicadas a andar por aí – e, agora inspirado pelas palavras do Milo -, pouco interessa se os treinos são a “doer” ou a brincar, por pixe, areia ou pelos “bons” trilhos da montanha com muita pedra, a vertente com mais adeptos; pouco interessa se pedalamos em ritmo de competição ou mais devagar, porque, meus amigos: é verdade que gostamos de montar as burras e andar por onde nos dá na real gana, mas sobretudo porque temos necessidade de o fazer em conjunto. Podemos faze-lo sozinhos, uma, duas ou mais vezes, mas ao fim de algum tempo, os treinos tornam-se entediantes e aborrecidos e desistimos porque falta-nos as vicissitudes do treino em grupo: a competição dos picanços com os parceiros do lado; o prazer de alimentar o ego, quando somos os primeiros a chegar ao cimo do monte, olhar para trás e ver uns quantos a esgravatar por ali acima, ou o incentivo para na próxima, não sermos o último, mas pelo menos o penúltimo a chegar ao cimo; há coisa melhor para alimentar a egolatria, quando em bando descemos os trilhos com obstáculos difíceis de transpor  e chegamos ao fim sem cair? Claro que não. Até das piadas e do gozo impiedoso obrigatório a que somos sujeitos quando caímos, sentimos falta, porque na próxima seremos nós a não ter dó dos companheiros azarados. O prazer de pedalarmos em grupo, por carreiros que nos levam a lugares paradisíacos onde o comum dos mortais raramente lá chega a não ser de bike e se a ocasião se proporcionar, dar um  mergulho sem restrições, numa poça de água límpida, ou no rio com água menos limpa. Sós, jamais o faríamos.

É deste convívio, da competição a sério ou a feijões, que todos nós temos necessidade para manter o sistema emocional equilibrado – ou desequilibrado, conforme as ocasiões -, a razão principal para nos reunirmos todas as semanas.

Pronto, chega de divagações, o culpado foi o Milo com o picanço, logo no inicio.

No treino de hoje, fomos até ao monte da Franqueira (onde estava instalada, uma contagem de montanha de 2ª categoria), para incentivar o ddr Paulo Fernandes, participante na prova de ciclismo “Troféu Póvoa de Varzim”, com a distância de 70kms. Estavam lá também os X-par a apoiar os irmãos Pedro e Luís Faria. Foi bonito este apoio dos companheiros como reconheceu no final o Luís.

Quanto a nós ddr`s foi uma desilusão, não vimos o P.Fernandes. O Berto a postos, com o iphone em punho para tirar a foto, não teve sorte, não o viu, ainda  o confundiu com um ciclista vestido de vermelho e preto, na companhia do Milo da JUM.

Na Franqueira, já no regresso, ainda deu para curtir uns bons trilhos até à pedreira da Fervença e… caput, alguém deu um malho…

Os ddr`s:

Filipe, Chico, Milo Pinho, Milo, Ivo, Berto, Narciso, Nelson, César e Bruno

Agora pica o Tóze:

por: António Maia (Tóze)

Boas, sem dúvida que percebo a preocupação do Milo, mas ele não tem que se preocupar porque, pelo menos penso que assim pensa a maioria, os DDR são um grupo de amigos para a diversão e para a parodia e não uma equipa de competição. É normal que dentro do grupo exista alguma competição, assim são os humanos, nos somos assim e está-nos no sangue. Os DDR, são um grupo de amigos que se juntam para praticar algum desporto e se divertirem, se não fosse assim, muitos de nos já não fariam parte dos DDR. Eu assumo, treino, ou ando de bicicleta sempre que posso e tenho tempo, mas isto porque gosto e para manter a boa forma, mas o meu pensamento esta e estará sempre na Quinta-feira e Domingo, que na minha opinião são os melhores treinos. Engraçado, que sempre que falo a alguém que faço parte dos DDR, todos me dizem, ” Foda-se, vocês são todos tolos a descer”… Porque será que nunca dizem que somos bons a subir!? Isto porque só subimos, para ter a adrenalina e a pica de descer… Pelo menos penso assim e sei que muitos de vos também.

Para mim o ORGULHO de ser DDR é pelo grupo de novos amigos que fiz e ter encontrado um desporto que adoro…

Um forte abraço a todos os DDR

Muito bem dito Tóze. Grande picanço

…e pica o Nelson

Faço minhas as tuas palavras Toze……

Abraço a todos os DDR