XII Descida ao Sarrabulho

XII Descida ao Sarrabulho

No sábado dia 17, os ddr`s participaram em massa, pelo sétimo ano consecutivo, em mais uma edição, a XII, da celebérrima e carismática prova de btt “Descida ao Sarrabulho” em Ponte de Lima.

Com uma comitiva de treze elementos – mais o Manel, P.Fernandes e o Rui que apareceu todo equipado… uma semana antes, julgando ser a descida no dia 10, eh,eh,eh, Agora compareceu para ver e apoiar os “Seis Polegadas” e  por inerência os duros também, na parte final da descida

Ao contrário do que o nome da prova possa sugerir, para aqueles que mandam postas de pescada sem nunca terem participado, não é uma passeata e copos de tinto, por alguma razão os topos de gama maratonistas e quejandos “cortam-se” a fazer esta descida e não é, pelos copos ou pelo passeio como dizem, é por caguça

Para aqueles que não sabem, são mais ou menos vinte kms de percurso, quase todo donwhilleiro, e tecnicista, que começa antes da subida de autocarro para o monte, na “Tasca das fodinhas da tia Márcia”, para enganar o almoço com umas bifanas e “maurguinhas” de vinho tinto, que deixam um gajo rijo como o aço, pronto a enfrentar qualquer obstáculo por mais fodido que seja ao longo dos trilhos e, depois a descida pelos tracks vertiginosos e rampas donwhill. Se quiserem perder um bocado de tempo vejam os trilhos da descida que os “CBK Confraria  do BTT”, gravaram. Clicar AQUI

São poucos os que escapam a dar umas cambalhotazecas,  nos troços mais técnicos antes de terminar  no local com mais gente a assistir ao show off  habitual, na descida pelo escadório da capela em Ponte de Lima, onde aí, sim, os donwhilleiros  puxam dos galões com as bikes de 18kgs e dão espectáculo, conseguem ser um pouco melhores do que nós depois de termos pulverizado toda a concorrência ao longo do percurso eh,eh,eh

Os ddr`s, como sempre portaram-se bem, foi bonito ver sete elementos a descer as escadas em grupo, à duroderoer

Resumindo:

Foi uma descida radical efectuada pelos mesmos trilhos fantásticos dos anos anteriores, que provocam uma descarga de adrenalina como se fosse a primeira vez. Talvez se o percurso, tivesse uma extensão de 25kms ou 30kms ficasse melhor na fotografia

Quanto a nós ddr`s, depois de terminar a descida, fomos lavar as burras ao rio juntamente com o dono, tal como está previsto que aconteça na nossa futura estação de lavagem de bikes na poça do Meril nos Feitos

O dia terminou com um saboroso jantar de sarrabulho num restaurante local, pois não podia ser outra coisa,

Também gostei  por muito do vinho da tia Márcia, mas do que mais gostei, aliás, gostamos, eu o César, o Tino, o Tóze, e o Hélder (sobrou o lugar do Futre porque tinha ido tratar de uns assuntos), foi do passeio de quase uma hora pelas ruas de Ponte de Lima, antes de estacionarmos em frente do pavilhão municipal para tomar banho.

– Foi dos passeios mais lindos que dei em toda a minha vida, disse o Hélder no fim. Até inventamos um slogan para promoção turistica da Vila: “conheça a Vila antes tomar banho”. Se a câmara quiser aproveitar a ideia, força

Foi esta a razão porque este domingo ninguém foi treinar, pois não acredito que mesmo os mais afoitos e que sofreram poucos danos “biulentos” na prova de esforço, tenham tido a coragem de pegar na bike, sujeitando-se a provocar um conflito doméstico depois de ter estado todo o dia (e noite), de Sábado fora de casa, acredito antes que levantaram o rabinho da cama, tal como eu, bem tarde e cheio de sede.

Clica AQUI para ver fotos do google+ de Silvano Vilarinho

Carrega no site e facebook dos batotas.pontedelima.com onde existe mais algumas fotos é só procurar

fotos tiradas pelo ddr Berto

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Caminhos do demónio

Caminhos do demónio

Por causa de azares, terminamos a “missão” prospetora de que fôramos incumbidos, juntamente com o grupo btt Fonte Boa: – (re)descobrir novos rumos para btt -, fora de horas e, já não houve tempo para o tradicional e reconfortante xarope final, se houve dias que bem merecemos uma boa bebida no fim, hoje foi um desses dias depois da manhã atribulada com quatro furos arreliadores, uma desistência, travessias de “lagos” com muita água, subido e descido caminhos do demónio até ao monte da  Franqueira. Em vez disso, fomos direitinhos para casa e o xarope foi um raspanete de todo o tamanho, por termos falhado como sempre, as previsões mais otimistas da chegada treinante

Como previsto, três elementos do btt Fonte Boa: Paulo, Luís e Nelson, juntaram-se a nós ddr, na tal missão referida acima de descobrir novos destinos para  btt. Hoje foi uma parte do muito que falta fazer para concluir o projeto, ainda vai ser necessário mais uns dominguitos como o de hoje, de preferência sem azares, para a sua consolidação

Foi bonito ver tanta gente no treino, ainda para mais a seguir à noite “critica”de S.Martinho, que, como manda a tradição,“enfarda-se” castanhas, água-pé e jeropiga e etc, em overdose e depois fica-se de ressaca na cama até à cura

Foi formidável juntarmos quatro grupos num total de quase trinta pessoas: DDR, BTT Fonte Boa, Diabos da Tansmania e os X-par que nos deram o prazer da sua companhia até ao monte de S.Félix.

De facto começamos muitos, mas só chegamos ao fim pouco mais de meia dúzia, por motivos vários e se houvesse um prémio para o mais azarento, seria entregue ao Pedro Neves, porque foi o que teve mais azar, acabando por desistir ao fim de poucos kms, com a roda em off da sua burra, sendo necessário recorrer à assistência da família para regressar a casa

– Vamos lá mandar um abraço pessoal: “um abraço Pedro!”

Em Pedra Furada, ficou o Hélder Salgado e mais os dois amigos, regressaram a Aguçadoura para cumprir compromissos

Com muito trabalho pela frente, continuamos por Vilar de Figos e pelos caminhos rudes dos pinhais do monte, apanhamos uma dose cavalar até chegarmos ao pixe do largo da Franqueira e, sem tempo para respirar logo uma descida da mesma marca das subidas, com o César a ter que conclui-la, com a mula às costas, com a roda furada, seria o segundo furo e enquanto se resolvia o problema o Chico e o Luís Neves, vendo o adiantado das horas aproveitaram para se pirarem.

A descida até aos “Frades” e depois por Carvalhal fez-se por pequenos trilhos downhileiros e single tracks com algumas ratoeiras a exigir concentração e mesmo assim houve capotanços.

– De assinalar que referenciamos mais um bom local para uns mergulhos, junto à antiga fábrica do papel em Medros – Barcelinhos, e não o fizemos hoje a estreia por falta de tempo.

Com o grupo reduzido a onze, a hora adiantada, depois de consertar mais um furo da 29″ do Paulo Fernandes, iniciamos a toda a força o regresso à base

– Não podemos terminar sem dar os parabéns ao estreante no grupo: Seara?  (creio que é este o nome), pela abnegação e sacrifício que demonstrou em não desistir. Notei algumas vezes, o esforço que fez para se equilibrar com os sapatos a saltarem dos pedais sem encaixe e com uma burra a que não estava habituado de todo, com uma maratona de 50kms, com a tal dose cavalar pelo meio e os ultimos 15kms em alto speed, estamos de acordo que foi o herói da jornada. Foi à duro de roer. Parabéns… Seara e é natural que tenhas ficado com dores musculares no pescoço,  vamos dar-te a receita para o problema: telefona para qualquer ddr que te ajudará a aplicar o tratamento. Clica AQUI para veres como é fácil

De resto, foi um bom treininho para a atuação no próximo Sábado em Ponte de Lima

Atenção gerência ddr:

alguém avisou este gajo para a “Descida ao Sarrabulho”? Ele diz que está pronto para o combate, portanto não se esqueçam de lhe dar um toque

 

 

 

 

 

Fotos, mal tiradas, do pessoal a sair das trincheiras na freguesia de Carvalhal:

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O Amuo

DOMINGO DIA 11, TREINO ÀS 08H30

 O Amuo

Antes de começar com as incidências do treino e, porque o tema está na ordem do dia, há poucos minutos ouvi no noticiário mais um apelo para que as portuguesas e os portugueses se deixem de falsas promessas para com os óvulos & espermatozóides e contribuam para o aumento da população pois, continuar a enganar a bichesa, não é saudável nem a solução para resolver o problema gravíssimo da falta de natalidade, e, no dizer dos especialistas sobre o assunto, a continuar com o ritmo baixo de produtividade, a curto prazo, vamos ter um problema mais grave que a crise económica atual.

Esta falta de renovação de portugueses não é nova, no século XV, houve qualquer coisa de semelhante e foi resolvida por um visionário, um padre de paróquia, se bem que, esteve próximo de lhe acontecer o mesmo que à baleia que recentemente deu à costa no areal de Apúlia.

Aqui transcrevo na íntegra o que aconteceu nesse tempo, como consta nos arquivos da Torre do Tombo e, quem sabe, pode ser uma solução para o problema que tanto aflige o país, embora comporte alguns riscos:
SENTENÇA PROFERIDA EM 1487 NO PROCESSO CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO
(Autos arquivados na Torre do Tombo, Armário 5, Maço7)
“Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado das suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas, da própria mãe teve dois filhos.
Total: duzentos e noventa e nove filhos, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e
três mulheres”.

….dassse

E agora a sentença do Rei:

“El-Rei D. João II perdoou-lhe a morte e mandou-o pôr em liberdade aos dezassete dias do mês de Março de 1487, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo, e mandou arquivar os papéis da condenação”

Hoje formamos um bando de respeito constituído por quinze duros quinze: Filipe, Hélder, Berto, Mota, Futre, Narciso, Paulo Fernandes, NELSON, César, Bruno, Tóze, Diogo Fernandes, Bruno Lopes e pelos dois…”Diabos da Tansmania”, Pedro Neves e Hélder Salgado.

Se, na semana passada regozijamo-nos com o regresso do Helder, agora foi a vez do Nelson e pouco importa que o regresso tenha sido motivado por este comentário do Chico: “Nelson o desaparecido, onde andará este elemento, tão importante para o grupo. Será que anda a convencer os seus Pais a matar o porco p`ra gente ir lá comer umas papinhas e anda a treinar correndo atrás do porco para o caçar e vai assim treinando a fazer umas corriditas, mas como tá a demorar a aparecer aos treinos, é porque ainda não apanhou o porco, isto porque tambem a herdade é muito grande e o porco corre muito.
Por outro lado, será que anda a treinar bicicleta de pixe e não se quer sujar no monte com lama e outras coisa mais?
Ou será que foi de ferias para um SPA para abater a barriguinha e quando se apresentar nos treinos vem com menos 20kg e ninguém o vai reconhecer?
Pois é meus amigos, por onde andará o grande Nelson, só sabemos que tá desaparecido. Aparece Nelson temos saudades tuas, grande amigo
.

Pronto, o Nelson voltou, as nuvens escuras desapareceram e o Sol voltou a brilhar. O grande Nelson apresentou-se ao serviço ao fim de uma dolorosa ausência de trinta dias, apresentou-se ainda mais elegante, charmoso e redondo (ups… isto não era para dizer), que daquela vez quando descemos o monte de Gemeses de noite às escuras e o estupor da roda da  Cube enfiou-se no rego e ficou entalada, assumindo aí o comando do campeonato da cambalhota, para não mais o largar até hoje

O Berto também voltou, calmo e sereno, deixou a bike do pixe com que se entreteve no mês de Outubro e apresentou-se com a rebatizada Eminha do monte, mas como este esteve sempre contactável com o grupo o regresso não teve aquela áurea de mistério como o aparecimento do Nelson

Agora ficamos a aguardar o regresso do Ivo, do Tino e do Manel

– Motivados pelo regresso de tão ilustre ddr, o treino foi produtivo, houve quatro caianços  efetivos e um que ficou pela ameaça cai-não-cai, protagonizado cá pelo rapaz ao subir uma guia do passeio. Foi o prenuncio para o que viria a seguir em S.Lourenço

– O Paulo Fernandes, em conversa de circunstancia, sugeriu a criação de uma equipa de juvenis. Porque não? Com tão bons instrutores em pouco tempo a equipa dos miudos, andaria por aí a dar cartas no btt, principalmente nas descidas macacas. Acho uma excelente ideia e por certo teria o apoio de todos, o problema é arranjar mão-de-obra. A ideia já é o primeiro passo. Fica o registo 

– Depois de passarmos o parque industrial de Esposende, ao ver a pedalada pachorrenta do grupo em aquecimento, o Diogo prognosticava para o Paulo, que o treino ia ser fracote, com pouca pica, mas enganou-se, houve muita pica adrenileira à solta, a começar na pedreira radical da Gatanheira, com os mesmos do costume a fazerem das suas: primeiro o Helder seguido pelo Berto a descer os 90º  de inclinação com a maior das facilidades e, três tentativas depois a Trek do chefe, depois de esta se ter armado em esquisita, acabou por embicar e descer também a radical90   Clica aqui para veres a burra trek a rabiar

– Pelo trilho empedrado, fomos ter à estrada. O César que entretanto tinha amealhado cinco preciosos pontos para o ranking, refilava por entender que não merecia tantos pontos. Subimos pelo pixe até S. Lourenço o local escolhido para homenagear o comandante do campeonato cambalhoteiro que é nem mais, o regressado Nelson. O Diogo foi o primeiro com um caianço de cinco pontos, seguido por mim também com cinco pontos azelhados. O Futre foi mais generoso e deu um cainço de sete pontos e meio, tudo, repito, para o líder do campeonato  se sentir mais confortável com o segundo e terceiro lugares próximos dele

– No desce-sobe-engano-desengano, na subida para a Snra da Guia em Belinho, o César, o Pedro e o Helder Salgado despistaram-se do grupo ou vice-versa, e não fizeram a descida adrenileira, da Snra da Guia até Antas, foram à volta do monte e ficaram à espera e a gravar Clica para ver, a chegada dos doze artistas e pelo que me contaram, alguém dos três ficou amuado por não ter feito o trilho maluco. Quem seria? 

– Continuamos por um trilho que a todos deu pica (e picos), fazê-lo, alguns valentes patinaram mas não caíram!!! bom, falo por mim

– No regresso pela freguesia de Antas, o Pedro não resistiu aos encantos de uma vaca torina bem nutrida e, fascinado pelo olhar bonacheirão da vaca leiteira, parou para lhe tirar uma foto, ficando eu e o César à espera. Quanto recomeçamos a pedalar estávamos os três sozinhos, o resto da cambada tinha-se pirado sem deixar rasto e lá fomos nós com as burras a galope a resfolgar por todos os lados, no seu encalço até voltar a encontra-los em Esposende, sem estes se terem apercebido da nossa falta, concluindo mais uma vez como este grupo funciona direitinho

– O treino terminou na ilha do rei Futre, com o grupo reduzido a oito, enfim os mesmos do costume. E foi neste local de culto, com a gerência dos ddr reduzida a um, o Filipe, que se tomou importantes decisões (juro que ninguém estava bezanas), com a anuência da assembleia, ficou assente que a inscrição na “Descida ao Sarrabulho”, no dia 17 Novembro em Ponte de Lima é com o jantar. As inscrições devem ser feitas até ao dia 10, depois desta data terão um acréscimo de 5€ e todos sabemos que esta quantia é muito importante para ajudar a “tia Márcia”

Ficou também apalavrado que no dia 8 de Dezembro, sábado e feriado religioso, os ddr`s  estão a planear fazer uma descida em bote, no rio Minho em Melgaço, através da empresa de desportos radicais a “Melgaço Radical”. Quem estiver interessado vá preparando as coisas porque o dia é para a romaria

PS:  “O Amuo”, aconteceu quando os três se perderam de nós, ou nós deles, mas o Pedro é qi sabe do amuo e vai contá pa genti, proqi nois qrê sabê. Tá seu Pedro?