Mensagem do chefe

Mensagem de sua excelência o chefe da nação dêdêrriana:

Chefe

Caros concidadãos ddr`s:

Ao contrário do que se diz por aí, não me esqueci de vós. Não fiz o discurso no jantar-de-fim-de-ano, porque  estive ocupado a ver o…., esqueci-me, pronto, era qualquer coisa terminada em açúcar

 Antes de vos desejar um bom ano, quero deixar-vos umas palavrinhas de alento e esperança para o ano que ora está prestes a começar, prometendo-vos que vamos continuar a pedalar e a divertir-nos, se não for mais, pelo menos tanto como nos últimos doze meses, palavra de chefe e, tal como disse há um ano, a crise que tanta gente apregoa e é verdade que existe, ainda não foi desta que infetou o grupo e estou certo que não infetará ou não nos chamemos durosderoer

O ano de 2012, foi um ano de boa colheita, com muita actividade, pedalamos à farta um pouco por todo o lado, às vezes a sério quando foi preciso No que concerne a provas, estivemos representados com honra e dignidade nos dois dias do EXTREME, no LUSO GALAICO, no POVOA 130, nos 5CUMES, para só citar as provas mais mediatizadas, porque também levamos a sério as outras provas consideradas menores mas igualmente duras, como a do GERÊS, a prova dos nossos amigos X-PARE`s e o BIKECAMP. A espectacularidade da subida ao Marão num dia magnífico como raras vezes acontece no Inverno e o PORTELA 7, que embora não estivesse presente mas ao que me contaram igualmente espectacular e bem divertido com um dos nossos figurantes a descer aos trambolhões enrodilhado na burra pela encosta abaixo

 Depois o orgulho de peito inchado que foi ver o grande ddr Paulo Fernandes no pódio por duas vezes

Tivemos de facto bons momentos, ninguém irá esquecer tão cedo a escala “técnica” a caminho de Fátima; a “tourada em Mira” demonstrou bem o espirito folgazão/amalucado do mundo dêdêrriano  juntamente com os nossos amigos X-Par`s.

As incidências caricato/cómicas vividas durante os três dias pelo Caminho de Santiago, descontraídos, com tempo para tudo, foram sem dúvida um dos pontos altos do ano

Continuamos a ser um grupo irreverente e que se diverte à brava nos treinos e é com satisfação que vejo gente nova a treinar com o grupo: o Diogo Fernandes e o Tiago Seara, tem demonstrado que estão no bom caminho para ddr`s e tem pedigree, mas vamos continuar e ser exigentes com eles, não lhe daremos “abébias” enquanto recrutas, queremos continuar a manter a raça pura. Estes dois elementos prometem, vamos lá ver se futuramente terão estofo para aguentar todos os embates psicológicos sem melindres, porque a pedalar já sabemos que são bons, o Diogo até já foi ao pódio

Somos ddr`s, porque temos as mesmas características; o mesmo espirito desaparafusado, mas como temos pancadas diferentes, é natural que ao longo do ano tenha havido uma vez  por outra, idiossincrasias. Algumas, demoraram a resolver-se, quando assim foi, recomendei aos aziados, que recorressem ao sal e à pimenta e a aplicassem no dito cujo. Por vezes não resultou mas, pronto, só conheço este remédio para resolver amuos

Tenho orgulho em ser o vosso chefe, onde sempre primei pela pontualidade e nunca deixei nada ao acaso, não acham?

Objetivos para 2013, não há mas não devem ser muito diferente dos que foram em 2012

Quanto a prognósticos para 2013, prevejo que o grupo vai continuar entretido com a toléria dos quadros e rodas 29´

Não quero mais discussões dos tropas, e da próxima vez que formos a Santiago não quero ninguém às cabeçadas nas portas de vidro e a arrancar as portas do hotel como da ultima vez, que vergonha, de agora em diante só será permitido discutir sobre, cranques, correntes, cassetes, guiadores, punhos, travões, desviadores, pneus com e sem tubless, amortecedores, suspensões e raios que partam. Eu por mim passo, prefiro a minha canarinha ktm e outras discussões.Tenho dito

Para terminar quero deixar  aqui uma saudação especial ao Carlos Figueiredo  e ao Adélio (Espanhol), que nos deram o prazer da sua visita, assim como a todos aqueles que partilharam connosco ao longo do ano: X-pares,  João Zão, Nuno Peixoto, Diogo Fernandes, Tiago Seara, Pedro Neves, Hélder Salgado  e,  claro aos nossos anjos da guarda sempre presentes no seu apoio incondicional: o Carias e o Chico Gomes. Uma saudação também a outros que eventualmente me tenha esquecido e por isso peço desculpa. E termino com uma saudação muito especial ao Snr Carlos Miranda de Mira que mais uma vez teve a amabilidade de nos receber na sua ilha, aquando da nossa ida a Fátima, deixando-a parcialmente destruída. A todos os durosderoer, mesmo os que teem os parafusos moídos e sem hipóteses de cura, a todos:

 BOM ANO 2013

O vosso chefe sempre ao dispor que vos quer muito,

Filipe Torres

Jantar fim de ano

AVISO: O TREINO DO PRÓXIMO DOMINGO, DIA 30 É ÀS 08HOO, NO RAFAS

Jantar fim de ano

por Nelson Miranda

“ Natal…e o que significa!

Natal é sinonimo de família, de união, de aproximação das pessoas e quando essas pessoas se sentem próximas…comungam desse espirito que é o Natal.

Isto para dizer que, por mais que uma vez lembrei a esta família, que são os DDR…a realização do jantar de Natal, jantar esse que ao que parece este ano, à imagem do que se passa no país, também passa por uma crise no seu verdadeiro sentido…”

Amigo e querido Nelson

Não faz parte do meu perfil ser mártir, logo, não gosto de suportar as dores de ninguém, nem pretensioso, no entanto por força das circunstâncias de ser o responsável deste espaço que, ao que parece, tem cada vez mas mais seguidores não afetos ao grupo, este espaço ainda é de todos nós, onde não há segredos e é conhecida a irreverencia e transparência do grupo sem complexos idiotas (onde há outro grupo que tenha um campeonato da cambalhota?). Pois bem, sem que fosse mandatado por qualquer membro da chefia, tomei a liberdade de te responder a ti e por inerência ao Ivo, em nome do grupo, com um exemplo que se passou comigo aquando do meu casamento que se encaixa como uma luva em toda esta confusão lamentável de avisos e não avisos :

– Tenho um amigo, talvez o maior dentre outros, daquelas amizades que perduram para toda a vida com começo nos bancos da escola. Crescemos juntos, fazíamos coisas, daquelas coisas do arco-da-velha, que não lembra nem ao diabo, coisas próprias do processo de crescimento, comuns a todos os “teenagers”, todos nós temos histórias da infância surrealistas e mirabolantes. Como só ele é que tinha carro, íamos juntos para todo o lado e p`ro engate de gajas também. A certa altura da vida e depois de dar muitas “cabeçadas”, como se dizia então, resolvi casar, o meu amigo de todas as aventuras, foi o primeiro a saber, não tinhamos segredos. Nos tempos que se seguiram conversávamos amiúde sobre como ia ser a cerimónia e outros pormenores, até que chegou a altura de fazer a despedida de solteiro, filo nas vésperas  no restaurante a “Lareira em Fão”, claro que esse amigo entre outros, esteve presente. Apanhamos todo um belo pifão de sangria, e foi nesse estado etílico deplorável que acabei por convidar dois indivíduos que se tinham juntado a nós (ainda hoje não faço a menor ideia quem eram), e, não faltaram, pontualíssimos lá estavam na igreja com lencinho na lapela do casaco e tudo. No dia do casório, ainda a cambalear da ressaca, cumpri tudo a preceito, recordo o que alguns convidados diziam a meu respeito que o meu mau aspeto era por causa da emoção.

No meio de tantos convidados (50), só dei pela falta do meu amigo quase no fim da cerimónia, o que é natural nestas circunstâncias quando os noivo(a)s são alvo de todas as atenções

 Todos nós, (os amigo da despedida de solteiro), atribuímos o motivo de falta tão grave, à ressaca que pela amostra da noite anterior foi monumental pensamos nós, pois ele foi o mais atingido com os copos de sangria e outros copos afins. Depois disso, só voltei a falar com ele ao fim de uma semana e fiquei estupefacto quando me disse, que não foi porque não o tinha convidado. De facto era verdade, para mim era tão natural, ele estava convidado desde a primeira hora, nunca me passou pela cabeça enviar-lhe um convite formal até achava que era uma ofensa para tão grande amigo como lhe expliquei então. Mais tarde fiquei a saber que se aproveitou desta falta para ficar na cama com a tal ressaca. Às vezes ainda brincamos com isso

Amigo Nelson; não me interessa que afirmem que assististes na quinta dia 20, à combinação do dia de jantar que se realizou ontem. Lamentamos profundamente que tu e o Ivo, não estivessem presentes. Se calhar contribui um pouco por não ter postado um aviso no blog a indicar o dia, se assim foi, faço meia culpa e ponto final, como disse no principio não tenho estofo para mártir

Evidentemente que se fosse comigo ficava chateado mas, conhecendo o grupo a fundo, como qualquer um de nós conhece, nunca ficaria amuado, houve uma “falha de fogo”, foi dado como adquirido estar toda a gente avisada para dia 27, mas, tu sabes, todos sabemos que ao longo do ano houve muitas “falhas de fogo” e também sabes como pessoa inteligente, que outras se seguirão, resta a todos pormo-nos finos e visitar o blog de quando em quando porque até ver continua a ser a lousa onde se rabiscam os avisos a não ser que me esqueça. De uma coisa podiam ter a certeza tu e Ivo: mesmo que soubesse no dia por terceiros e com o jantar a decorrer e, repito: conhecendo o grupo como conheço e vós também, iria fazer todos os possíveis para comparecer, nem que chegasse no fim só para tomar café. E que fique bem claro: nunca, mas mesmo nunca vos passe pela cabeça que alguma vez vos preterimos deliberadamente, porque nesse caso estais a ofender todos os que estiveram presentes

Quanto à crise, não houve crise, como não podia deixar de ser, o jantar estava delicioso como sempre nos habituou o “Motinha” e decorreu à boa maneira dêdêrriana, comemos, bebemos, conversamos às vezes berrávamos, os três ramos das forças armadas discutiram, tentamos passar na TV a síntese do ano de toda a actividade dos ddr`s, mas teve pouco sucesso ao fim de vinte minutos estávamos cheios “daquilo” a única coisa com alguma saída e que despertava algum interesse eram os trambolhões do Berto e do Tóze e mesmo assim acabamos a ver “ma….com açucar” e quando demos pela hora eram 01h30.

Faltou um brinde e o discurso do chefe, o grito de Ipiranga pelo Nelson ao grupo  ficou adiado para o próximo domingo. Até lá gozem da melhor maneira os ultimos dias do ano

                                                                                                                                  Narciso Ribeiro

Por causa de coisas aviso mais uma vez que o treino de domingo é às 08h00 no Rafael.

BOM NATAL

por Francisco Ferreira

Como estamos no Natal, os ddr querem associar-se ao espírito de paz e alegria da época. Assim amanhã domingo dia 23, todos os participantes no treino envergarão CASACO e GORRO de Pai Natal e depois será como sempre:  um treino à ddr sempre a curtir por onde nos der na real gana

Ah! Já me ia esquecendo, no fim do treino vamo-nos concentrar em Paredes na nossa Sede (A.C.D.Apulienses), para mais uma surpresa natalicia…..nham, nhammmm.

Bom Natal a todos e bom Ano 2013 com boas pedaladas.

Domingo, 23dez2012

…e foi mais ou menos como previsto

PNO dia ajudou à festa, a ideia era passear-nos pelas ruas da nossa freguesia e freguesias vizinhas, desejando um bom Natal às pessoas e que não vale a pena carpir tristezas por estarmos a passar um dos Natais mais tesos dos últimos tempos, pois não ajuda em nada a pagar as dividas  e, que os gajos das bikes – ddr`s -, são uns tipos porreiros. A ideia era bem-intencionada, mas com esta cambada imprevisível,  é incontornável: nunca se sabe como começa ou acaba um treino ou seja o que for.

Descuidamo-nos e sem querer carregamos no botão do piloto automático das burras e, às duas por três, levaram-nos para o meio dos pinheiros, sem ninguém à vista, por caminhos de lama e pedras, no meio do monte a ziguezaguear por descidas malucas, com a fatiota do Pai Natal vestida, presa com fita-cola. As burras que afinal tem pouco desse nome, sabem que os pinheiros também são um símbolo desta época e só nos lembramos deles para os assassinar com um serrote e depois não satisfeitos pelo crime hediondo, ainda os ridicularizamos com bolinhas, fitinhas, luzinhas, toda uma serie de parafernálias sintéticas e inúteis que penduramos nos seus ramos e ninguém se lembra de visitar o seu habitat para lhe desejar bom Natal (a não ser o Chico que às vezes lhes dá um abraço), por isso, bem visto burras. Obrigado por nos levar p`ro pinhais equipados à Pai Natal

Desligamos o botão e, as mulas regressaram às ruas para a missão “BOM NATAL”.

Às vezes eramos correspondidos e as pessoas acenavam-nos, outras respondiam-nos mal. No geral foi notório o olhar triste e acabrunhado das pessoas. Ninguém diria que estamos no Natal, uma quadra de alegria onde as pessoas por norma nesta altura são mais sensíveis à generosidade com os menos favorecidos.

Dizem as estatísticas que além de sermos o povo mais triste da Europa (por isso é que o fado se tornou património mundial) e no top dos três que mais praticam a inveja, os portugueses também se tornaram especialistas em culpar tudo e todos pelos seus insucessos. Tudo se resume à falta de auto-estima, somos capazes de andar com a bandeira d`outros países colada nas nossas roupas, então com bandeira inglesa nem se fala, com a bandeira portuguesa é que não, só quando joga a selecção de futebol, gostamos de adereços estrangeiros porque entendemos que nos dá estatuto. Ainda à pouco no fecho das cerimónias da capital da cultura em Guimarães que a TV transmitiu, vimos um pavilhão lotado de portugueses, com uma orquestra portuguesa, uma cantora portuguesa cantava uma velha canção de Natal em…inglês. Este episódio bacoco, impossível de acontecer em qualquer país que se preze, é bem esclarecedor da nossa falta de auto estima  

Somos assim, mas que diabo, custa assim tanto um sorriso, ou um cumprimento solidário? Nada é mais benéfico para a saúde do que sorrir

Hoje fomos treze Pais Natal, mal cavacados, com casacos seguros com fita-cola e gorro a sair pelos buracos do capacete, divertimo-nos a andar por aí, pouco nos importando com a  forma pouco ortodoxa do casaco sujo de lama,  somos um grupo que não alinha em dogmas miseravelistas da crise, gostamos das coisas boas da vida e, se podemos ver o copo meio cheio porque o havemos de ver meio vazio?  Este é o nosso espírito dêdêrriano

DESEJAMOS A TODOS OS NOSSOS FAMILIARES E AMIGOS UM BOM NATAL E LEMBREM-SE QUE UMA CARA ALEGRE É UM BALSAMO PARA A ALMA    

Resenha de notícias atrasadas e não só….

 

Resenha de Notícias atrasadas e não só….

por Francisco Ferreira

Pais NatalMais um passeio de Pais Natal superado, com muita pena que os DDR nao estivessem na sua maxima representação, uns “tavam” a fazer algo pela vida e outros a dormir na forma.

Divertimo-nos imenso pelo percurso e com alguns miudos a pedalar sempre certinhos. A chuva ficou adiada para mais tarde como tinha combinado com o S.Pedro.

Ah, já me ia esquecendo houve muito vinho do Porto pelo percurso e na chegada fomos presenteados pela A.C.D. Os Apulienses com bolo rei, sumos e umas minis, “tava” tudo delicioso. O meu obrigado a todos participantes para que este evento fosse realizado. Bom Natal a todos

E agora as noticias atrasadas qb e as deste domingo, 16

por Bruno Monte

Mais uma vez escrevo para o Blog para retratar ou relatar algumas aventuras e experiencias.

A 1ª a que me ofereci para relatar e que estava em falta foi a Maratona Festival Bike 2012 e a Feira de Exposições.

Sábado 20OUT2012,  cerca das 08:30 lá estava eu no paddock para assistir à partida da maratona…

festibike

…e foi fantástico ver quase 3000 atletas a iniciar a maratona que foi ganha por se não estou em erro por um betetista de SEIA. No que respeita à Feira, esta foi brutal, com “1001” novidades, o famoso XX1 que já equipa um dos nossos DDR, as bicicletas que venceram as provas Olímpicas etc…

Nessa mesma semana tive um contacto mais próximo com o trabalho de um mecânico de suspensões ao qual podem visitar o sitio dele na internet, “NUNO DUARTE SUSPENSÕES”, em que de uma suspensão quase sem reparação ou esta muito dispendiosa na marca fez um pequeno milagre e por menos de metade do preço e pouco mais de 45 minutos a reparou, aconselho a todos que tenham problemas sem solução a enviarem as suspensões para ele.

 

Dia 18 de Novembro,  logo após a mítica descida ao sarrabulho, onde muitas peripécias aconteceram, uns trambolhões e muita farra (farra essa que ficou a ser curada nesse domingo de manhã), fomos a um treino algo durinho até ao S. Gonçalo. Pelo caminho fomos debatendo o melhor trilho a seguir, tentamos escolher caminhos por onde poucas vezes passamos. Foi um treino com algumas peripécias, raios partidos, pneus furados e algum cansaço. Participaram o Pedro Neves, Hélder Salgado, Mário, o Miguel do café Berlim, João Graça, Paulo Fernandes, Diogo Fernandes e eu, Bruno…

 

No treino de dia 02 Dezembro, o pessoal lembrou-se de pontuar para  o campeonato da cambalhota, mas sem sucesso. Desde a subida a S. Lourenço, passando pelo percurso de XCO, lá chegamos à velha carreira de tiro onde o pessoal se lembrou de ligar o fusível das descidas malucas onde praticamente todos se aventuraram, a seguir fomos à Sra da Paz onde mais uma vez o pessoal se aventurou e apenas o Chefe teve um desequilíbrio, que quase o fazia ganhar mais uns pontitos para o campeonato. Começamos a descer a Sra da Paz a pica era tanta que alguém se enganou no caminho e seguiu monte a fora sempre a direito e claro 3 ou 4 foram atrás…quase que íamos almoçar a uma casa no meio do monte. Chegados a Apúlia fomos à ilha aos cascavelhos e reencontrar um ferido em combate que foi a um jogo da bola em vez de vir ao treino (penso que a desculpa de não vir não foi da bicicleta, humm cheira-me que é um problema esverdeado…lol…) se não me engano os Duros, Narciso, Chefe, Chico, Paulo Fernandes, Diogo Fernandes, César, Tozé, Nelson, E. Pinho, Pedro Neves, Hélder Salgado e Eu.

 

Este fim de Domingo dia 10, contamos com o reaparecimento do IVO, o teste do XX1 do Paulo e o Berto a experimentar a Spark 29, agora antes de iniciar uma descida é melhor ver se o Berto é o 1º. Foi um treino divertido com umas quedas à mistura. Subimos o Monte de Faro, fomos até ao Castro S. Lourenço e aí começaram os azares, um grande azar, o nosso regressado IVO estava com a pica toda e potencia extra que rebentou com o desviador traseiro, empenou a corrente partiu um raio furou a fita do tubless, com isto tudo agarrou na burra às costas ligou mais uma vez para o pobre do Motinha e pediu boleia… Nesse preciso momento apareceram os X-PAR a dar treino às camadas jovens, querem andar sempre na vanguarda.

Seguimos o trilho até ao parapeito do singletrack e para o percurso do XCO, subimos pelo trilho que vai dar à carreira de tiro e seguimos para a descida vertiginosa da Sra da Guia. Para culminar o percurso do treino fomos para um dos melhores trilhos da zona, o do rio neiva em direção à foz, onde mais uma vez houve umas quedas… findado o trilho agarramo-nos à EN13  onde o grupo se partiu em 2, quando já pensávamos que os 1ºs já estavam em casa, eis que os encontramos logo a seguir da ponte de Fão com o bucho cheio e de jola nas mãos…claro que também nos encostamos ao balcão. À medida que fomos indo para Apúlia o pessoal foi indo para casa, então eu o Tozé e o César quando nos íamos separar do Berto, pensamos “Spark 29, Berto, Sozinho” isto pode correr mal, então fizemos escolta ao Berto até à pizzaria e claro mais uns martinis… foram 45km bastante divertidos e com o mais jovem aspirante a DDR na Green Hornet do Pinho a cumprir com o mínimo de trambolhões e desta vez já com pedais de encaixe. Os Duros, Chico, Berto, Tozé, César, Paulo Fernandes, E. Pinho, Ivo, Diogo Fernandes, Pedro Neves, Hélder Salgado e  Eu.

Domingo, 16DEZ2012

por Narciso Ribeiro

Um treino só para os verdadeiros ironmen

Debaixo de chuva intensa, começamos o “aquecimento”, com um belo trambolhão, próximo da Barca do Lago, resultado de uma escorregadela pelas pedras lodosas, o clássico: burra para um lado e cá o rapaz para o outro e um raspanete do Bruno por andar com o guiador desapertado. Da Barca do Lago e depois por Rio Tinto não deu para atravessar os campos alagados, transformados em lagos pela chuva, até ao Marachão fomos à volta pelo pixe. Subimos ao depósito da água e andamos por ali às voltas na exploração do melhor trilho para fazer uma descida maluca. Acabamos por fazer uma descida que não estava prevista e fomos ao rio e aí, começamos  um “trailer” pela margem do Cávado, onde não acreditamos que alguma vez tivesse passado por ali bicicleta alguma até hoje, as nossas jolys mereciam ir para o livro do guiness. Este trailer desde o Marachão até ao fim do descida “X-par”, foi um espetáculo, pelo meio das silvas, a perfurar a vegetação cerrada. Subimos o trilho onde os X-par, fizeram a prova deste ano, ou antes o Tóze e o Paulo, eu e o Bruno, ficamos a filmar e a vê-los cair. O Tóze, honra lhe seja feita, capotou à primeira, mas à segunda tentativa passou com distinção. Grande Tóze, “tá um home”. A propósito de trambolhões: ficou decidido entre os quatro, que as cambalhotas deste domingo reverteriam em bónus, o que é mais que justo, por só os quatro terem estofo para dar o corpo ao manifesto debaixo da intempérie que não nos deu tréguas durante todo o treino, enquanto os outros ficaram com o rabo na cama

Pelos caminhos, que mais pareciam riachos, tal era o volume de água, fomos dar a Fornelos e então começamos a retirada dos terrenos pantanosos, para os paralelos, agora com a chuva de frente a fustigar impiedosamente a cara no regresso a Apúliacity, mas ainda houve tempo ao passar pelo monte em Vila Seca, para descer as escadório cheio de lodo da Snra da Consolação e, foi assim em traços gerais o treino maluco deste domingo

Os quatro deste domingo:

Narciso, Paulo Fernandes, Bruno e Tóze

 

   

Fomos ao Rafting

Fomos ao Rafting                  AS FOTOS

Não é frequente trocar as nossas queridas burras num fim-de-semana, seja pelo que for, muito menos por botes de borracha, mas às vezes acontece

575439_400716536635033_1557049672_n Sabádo dia 8 foi uma dessas vezes, deixamos as mulas em casa e fomos até Melgaço para “raftingar” no rio Minho com a equipa de desportos radicais “melgaço Radical”

Chegamos atrasados trinta minutos, até nem foi muito comparado com outros eventos onde também chegamos fora-de-horas. Às vezes chegar atrasados tem as suas compensações, por exemplo: na prova de btt de Curvos chegamos com uma hora de atraso, como é evidente ninguém esperou por nós mas fizemos a prova à mesma, com a vantagem de não ter ninguém atrapalhar-nos pelo caminho e fomos dos poucos que usufruímos do reforço na íntegra, com um branquinho fresquinho e bolo caseiro a meio da prova e ainda ganhamos medalhas 

 Desta vez os monitores do “Melgaço Radical” não acharam muita piada ao atraso mas como pessoas bem-educadas esperaram por nós. Enviamos daqui as nossas desculpas e por os ter “enganado” no numero de participantes. Qualquer das maneiras nós eramos gajos para pegar nos botes sozinhos e irmos por ali abaixo ao encontro do rio  

Depois de preencher a papelada, começou a aventura de vestir os fatos térmicos. Estou a dizer isto, não é por ter vestido o fato ao contrário, ou o Futre enfiado a perna pelo braço, é que não foi fácil acomodar a tomatada XXL dentro do “escafandro” térmico justinho, se descurassemos este pormenor, em vez de desfrutar do gozo da descida, quiçá, não gozaríamos coisa alguma e ainda teriamos de aguentar os tomates apertados

Um km depois do ponto da partida, estávamos prontos para enfrentar qualquer adversidade por mais difícil que fosse, com o corta-vento, colete salva- vidas e capacete. Em pé e em redor dos botes na margem do rio, o nosso amigo e conhecido monitor do ano passado, Júlio, debitava as habituais recomendações de segurança e exemplificava como bem pagaiar para que a missão rio abaixo fosse um sucesso

Por fim onze garbosos atletas de alta competição, ou seja, nós, divididos por dois botes semi-rígidos, um com  cinco: Manel, Emílio Pinho, Paulo Pinho, Tino e Futre e o monitor Luís Miguel e, outro com seis: Filipe, Milo, Hélder, Eurico Cunha, Ricardo e Narciso e o monitor Júlio Araújo, fizeram-se ao rio na expectativa de viver as emoções de mais uma aventura sem ser a descer montes e serras com as mulas pelos tracks sinuosos, enlameados e empedrados, desta vez a maluquice seria na água,  pelos obstáculos naturais do rio Minho que, segundo a organização, com características únicas durante todo o ano para a pratica do rafting

 O Sol começava a aparecer timidamente na margem direita a jusante, infelizmente para nosso desgosto não passou dessa margem até ao fim. Atentos à navegação, não tínhamos tempo para carpir o desconforto dos pés gelados, de resto era a única parte do corpo que permanecia fria. Dureza é dureza e nada faria esmorecer o espírito destemido dos intrépidos tripulantes enchouriçados com o colete nos rígidos botes

Sempre que se aproximava um rápido, a voz do monitor ordenava autoritária que remássemos depressa e seguíssemos a cadência das pagaiadas dos guias, no caso o Milo e Filipe, para entrarmos aproados e certinhos nos açudes a todo o vapor. Nesses momentos e pela força de hábito, entusiasmávamos atrás dos guias que, julgando estarmos a pedalar gritávamos: “pica Milo, pica, pica, picai, seus…”.

 Acho que esta estratégia só resultou razoavelmente bem, uma ou duas vezes, a maior parte, remavamos atabalhoadamente, dessincronizados e entravamos adornados a um bordo e depois a corrente encarregava-se de fazer rodopiar o bote, de pouco valendo pagaiar para o fazer parar

Foi então que a embarcação dos cinco, farto de levar a carga mal dividida – três num lado e dois no outro – passou-se dos carretos e depois de atravessar um rápido, no meio da ondulação gerada pelo fluxo da corrente, deu um formidável capotanço – daqueles de dez pontos de bike contra as corrente de aço na Estela – Os cinco desempoeirados remadores mais o monitor, foram cuspidos borda fora. Do nosso bote, a tudo assistíamos com indiferença no remanso das águas, mas com uma pontinha de inveja por vê-los a divertirem-se com todas as radicalidades. O bote foi rapidamente dominado, nem era de esperar outra coisa dos audazes atletas, no entanto o quinto elemento e uma pagaia foram ao sabor da correnteza. O naufrago foi parar ao abrigo das rochas e aí permaneceu  à espera de socorro. A pagaia tinha desaparecido

Como estávamos próximo, hesitamos o que fazer primeiro: ir à procura do remo ou recolher o naufrago? A maioria era a favor de procurar primeiro o remo porque fazia falta e era caro, acabou por vencer a minoria e recolhemos em primeiro lugar o naufrago porque era um tipo porreiro e não parava de rir, vá lá saber-se porquê, e devolvemo-lo de imediato à procedência. Quanto à pagaia, desistimos de a procurar e voltamos para trás contra a maré.

Encontramos  Os do outro bote na “maior”, a divertirem-se, a saltar para o mergulho do cimo de uma rocha com oito(?)metros de altura, com a pagaia “desaparecida” dentro do bote, que afinal… só tinha caído à água. Nós, os seis, sentimo-nos enganados, tínhamos desistido do salto para o mergulho, por causa da missão “rescue”, furiosos, obstinados, quisemos também subir até ao cimo da rocha e assim mandamo-nos das alturas como um calhau p`ra água

Com toda a gente a bordo, refeitos da descarga de adrenalina, mas ainda chateados por o nosso bote não ter virado, o monitor Júlio em jeito de compensação para nos animar, acedeu ao pedido do Filipe para abalroar a outra embarcação. A intenção do chefe dos bandidos era saltar para o outro bote e, mandar os cinco pela borda fora, obrigando-os a novo mergulho

O abalroamento correu bem, tão bem, que o chefe dos bandidos no momento de saltar para a outra embarcação, ficou com os pés presos na corda e foi o único a mergulhar na água. Agora sim, começavamos a divertir. Mais uma tentativa e então sim, o chefe aterrou de cabeça no território do inimigo, mas já sem forças para os mandar ao charco

O rio continuava por nossa conta, o silêncio só era quebrado pelo chinfrim que faziamos, de quando em quando avistavamos um pescador nas margens pedregosas e eramos constantemente sobrevoados por bandos de pássaros. Quase a terminar, avistamos um bote a montante carregado de espanhóis, se calhar queriam luta, mas nós não estávamos para aí virados. Aproximava-se o fim, entramos numa enseada e atracamos. Estava concluída com êxito a aventura da descida no rio Minho. Apesar dos pés continuarem gelados, valeu bem a pena, a boa disposição prevalecia com sempre. Carregamos com os botes até ao reboque do jipe e ala por território espanhol  para as excelentes instalações do complexo desportivo de Melgaço, para o desejado banho quente, para depois enfardar uma bela feijoada num restaurante das imediações da vila

À atenção do “Melgaço Radical”: aquando da primeira descida o ano passado, em Agosto, informaram-nos que a altura mais radical para descer o rio, era a partir de fins de Setembro/Outubro, porque começaríamos próximo de  S.Gregório. Foi por isso que escolhemos esta data. Na próxima tem de ser porque esta cambada gosta de radicais malucos, ou então levamos os botes para o cimo da rocha e em vez de saltar um de cada vez, saltamos todos amarrados aos botes com as pagaias a servirem de pára-quedas. Pronto, está dito, fica a sugestão

Ficamos por aqui, não vamos descrever mais nada do que se passou depois do almoço, nem o avacalhamento do Hélder, aliás muito bem conseguido, e, o incidente entre as forças armadas no Solar do Alvarinho que só não degenerou no inicio de uma guerra mundial por um triz, ficando a lição de que nunca se deve desafiar os Senhores do ar e muito menos os Senhores dos mares num recinto rodeado de munições altamente inflamaveis. Preferimos sublinhar o que aprendemos sobre as castas do vinho Alvarinho e, claro está, como bem raftingar no rio Minho

Notas finais:

– Obrigado ao “melgaço Radical”, por ter feito a descida sem o mínimo exigido (quinze pessoas) e agradecer aos monitores Júlio Araújo e sobretudo ao Luís Miguel, pela pachorra de nos ter aturado o tempo todo

– Ao Ricardo pelo jeito que nos fez em disponibilizar a carrinha

Em resumo:

Pena que dos dezassete que demonstraram vontade em participar, quatro acabassem por desistir e dois não apareceram. Foi um dia bem vivido, bem divertido, uma aventura diferente para fugir à “ditadura” do pedal e, quando fazem parte da comitiva o Futre e o Hélder, pode haver guerra é verdade, mas é a cereja no topo do bolo.

PS: logo que possivel serão publicadas as fotos