Jantar fim de ano

AVISO: O TREINO DO PRÓXIMO DOMINGO, DIA 30 É ÀS 08HOO, NO RAFAS

Jantar fim de ano

por Nelson Miranda

“ Natal…e o que significa!

Natal é sinonimo de família, de união, de aproximação das pessoas e quando essas pessoas se sentem próximas…comungam desse espirito que é o Natal.

Isto para dizer que, por mais que uma vez lembrei a esta família, que são os DDR…a realização do jantar de Natal, jantar esse que ao que parece este ano, à imagem do que se passa no país, também passa por uma crise no seu verdadeiro sentido…”

Amigo e querido Nelson

Não faz parte do meu perfil ser mártir, logo, não gosto de suportar as dores de ninguém, nem pretensioso, no entanto por força das circunstâncias de ser o responsável deste espaço que, ao que parece, tem cada vez mas mais seguidores não afetos ao grupo, este espaço ainda é de todos nós, onde não há segredos e é conhecida a irreverencia e transparência do grupo sem complexos idiotas (onde há outro grupo que tenha um campeonato da cambalhota?). Pois bem, sem que fosse mandatado por qualquer membro da chefia, tomei a liberdade de te responder a ti e por inerência ao Ivo, em nome do grupo, com um exemplo que se passou comigo aquando do meu casamento que se encaixa como uma luva em toda esta confusão lamentável de avisos e não avisos :

– Tenho um amigo, talvez o maior dentre outros, daquelas amizades que perduram para toda a vida com começo nos bancos da escola. Crescemos juntos, fazíamos coisas, daquelas coisas do arco-da-velha, que não lembra nem ao diabo, coisas próprias do processo de crescimento, comuns a todos os “teenagers”, todos nós temos histórias da infância surrealistas e mirabolantes. Como só ele é que tinha carro, íamos juntos para todo o lado e p`ro engate de gajas também. A certa altura da vida e depois de dar muitas “cabeçadas”, como se dizia então, resolvi casar, o meu amigo de todas as aventuras, foi o primeiro a saber, não tinhamos segredos. Nos tempos que se seguiram conversávamos amiúde sobre como ia ser a cerimónia e outros pormenores, até que chegou a altura de fazer a despedida de solteiro, filo nas vésperas  no restaurante a “Lareira em Fão”, claro que esse amigo entre outros, esteve presente. Apanhamos todo um belo pifão de sangria, e foi nesse estado etílico deplorável que acabei por convidar dois indivíduos que se tinham juntado a nós (ainda hoje não faço a menor ideia quem eram), e, não faltaram, pontualíssimos lá estavam na igreja com lencinho na lapela do casaco e tudo. No dia do casório, ainda a cambalear da ressaca, cumpri tudo a preceito, recordo o que alguns convidados diziam a meu respeito que o meu mau aspeto era por causa da emoção.

No meio de tantos convidados (50), só dei pela falta do meu amigo quase no fim da cerimónia, o que é natural nestas circunstâncias quando os noivo(a)s são alvo de todas as atenções

 Todos nós, (os amigo da despedida de solteiro), atribuímos o motivo de falta tão grave, à ressaca que pela amostra da noite anterior foi monumental pensamos nós, pois ele foi o mais atingido com os copos de sangria e outros copos afins. Depois disso, só voltei a falar com ele ao fim de uma semana e fiquei estupefacto quando me disse, que não foi porque não o tinha convidado. De facto era verdade, para mim era tão natural, ele estava convidado desde a primeira hora, nunca me passou pela cabeça enviar-lhe um convite formal até achava que era uma ofensa para tão grande amigo como lhe expliquei então. Mais tarde fiquei a saber que se aproveitou desta falta para ficar na cama com a tal ressaca. Às vezes ainda brincamos com isso

Amigo Nelson; não me interessa que afirmem que assististes na quinta dia 20, à combinação do dia de jantar que se realizou ontem. Lamentamos profundamente que tu e o Ivo, não estivessem presentes. Se calhar contribui um pouco por não ter postado um aviso no blog a indicar o dia, se assim foi, faço meia culpa e ponto final, como disse no principio não tenho estofo para mártir

Evidentemente que se fosse comigo ficava chateado mas, conhecendo o grupo a fundo, como qualquer um de nós conhece, nunca ficaria amuado, houve uma “falha de fogo”, foi dado como adquirido estar toda a gente avisada para dia 27, mas, tu sabes, todos sabemos que ao longo do ano houve muitas “falhas de fogo” e também sabes como pessoa inteligente, que outras se seguirão, resta a todos pormo-nos finos e visitar o blog de quando em quando porque até ver continua a ser a lousa onde se rabiscam os avisos a não ser que me esqueça. De uma coisa podiam ter a certeza tu e Ivo: mesmo que soubesse no dia por terceiros e com o jantar a decorrer e, repito: conhecendo o grupo como conheço e vós também, iria fazer todos os possíveis para comparecer, nem que chegasse no fim só para tomar café. E que fique bem claro: nunca, mas mesmo nunca vos passe pela cabeça que alguma vez vos preterimos deliberadamente, porque nesse caso estais a ofender todos os que estiveram presentes

Quanto à crise, não houve crise, como não podia deixar de ser, o jantar estava delicioso como sempre nos habituou o “Motinha” e decorreu à boa maneira dêdêrriana, comemos, bebemos, conversamos às vezes berrávamos, os três ramos das forças armadas discutiram, tentamos passar na TV a síntese do ano de toda a actividade dos ddr`s, mas teve pouco sucesso ao fim de vinte minutos estávamos cheios “daquilo” a única coisa com alguma saída e que despertava algum interesse eram os trambolhões do Berto e do Tóze e mesmo assim acabamos a ver “ma….com açucar” e quando demos pela hora eram 01h30.

Faltou um brinde e o discurso do chefe, o grito de Ipiranga pelo Nelson ao grupo  ficou adiado para o próximo domingo. Até lá gozem da melhor maneira os ultimos dias do ano

                                                                                                                                  Narciso Ribeiro

Por causa de coisas aviso mais uma vez que o treino de domingo é às 08h00 no Rafael.