O DDR´s no Povoa 130

Mais tarde soubemos a verdade, o Nelson foi um dos heróis do dia e aguentou enquanto pode e só quebrou aos 65kms em Ponte de Lima. Esperamos três horas pela sua passagem por Apúlia, a festa iria ser grande (com um balde cheio de cebolas podres), acho eu….com esta seita nunca se sabe. Infelizmente não valeu de nada o puto ter sido obrigado a dormir sem a cadeirinha. Ficamos admirados e orgulhosos com a sua popularidade, parece que toda a gente conhece o Nelson. Se concorreres a presidente da junta, voto em ti…bem…talvez. Parabens grande Nelson

E PARABENS a todos os DDR´s que participaram no “Povoa 130”, particularmente pelos excelentes lugares: ao Diogo Fernandes pelo 9º lugar; ao Tóze  pelo 12º; ao Seara 37º; ao Emílio Santos 39º; ao Milo 53º e o Paulo Fernandes nos 130km, que apesar de fazer mais de metade da prova com a roda traseira emperrada,  não desistiu e ainda terminou em51º. Parabens campeões, mas olhem que o nosso treino tambem foi muita duro

“BTT Portela 8” – Rescaldo

Rescaldo do ”BTT Portela 8“

001Depois do dia (e noite), de chuva e frio de ontem, nada fazia prever o dia magnífico de hoje. Os dez  ddr´s inscritos no “BTT Portela 8”: Chico, Emílio Pinho, Paulo Pinho, Berto, Milo, Narciso, Bruno, Tóze, Seara, Fábio e as três meninas: Maria José, Eulália Hipólito, Adriana Azevedo e o André no percurso pedestre -, deram por bem empregue terem feito 220kms, para participar neste oitavo evento organizado pelo CCMonção

Pois é, desta vez tivemos a sorte de ter a bela companhia destas meninas para disciplinar moralmente a trupe e evitar o avacalhamento dos sem-vergonha do costume, neste belo dia passado nos arredores de Monção em Pias. Esperemos que este apoio moral se repita mais vezes e que, para a próxima sejam muitas mais. Já agora se quiserem mandar uns bitaites, este espaço também é vosso

21março2013

por: Eulália Hipólito

“O domingo em pias foi muito agradavel««a nossa caminhada foi fantastica e o percurso lindissimo pois ora caminhavamos entre vales ora ja passava-mos nos quintais por entre os galinheiros e laranjeiras««o reforco junto ao rio foi do melhor eo almoco espetecular««quanto a companhia dos ddr sentimo-nos integradas num apice devido a simpatia do grupo««espero que este grupo continue porque fiquei com uma vontade enorme de pertencer a este grupo maravilhoso««a zeza e a adriana quero dizer-lhes que por mim vamos repetir mais vezes««ao andre«««andre sabes qual e o nosso acordo««««muito obrigado aos ddr por esta experiencia”

Vídeo de: Francisco Ferreira

Quanto ao pessoal do pedal, depois de terem participado nas duas últimas edições já sabiam ao que iam: subir, subir, descer, descer, e, foi mais ou menos isso que aconteceu se bem que, desta vez o trilho mais radical – no dizer da organização -, apanhou a todos de surpresa por ter sido tão cedo ao km 4, ainda a frio, assustando muita gente com falta de coragem para descer aquilo em cima da burra, foi também aqui, que começou a festa e o azar dos ddr – começa a ser sina do grupo -, nesta prova trialeira, como alguém lhe chamou, que tivemos o primeiro de seis furos ao longo do trajeto e duas correntes partidas e, se o ano passado a minha burra jolly só entrou na festa  depois do km 20 quando viu um fotografo, desta vez começou mais cedo quando ao fim da tal trialeira  “+ radical”, viu um gajo, por acaso até eram dois, (o outro estava meio escondido), a filmar, engendrou num ápice um numero de circo e vai daí enganchou os cornos num pinheirito sem rama, depenado por levar tanta porrada, juntando-se à plateia a gozar o ridiculo da situação azelhante do cavaleiro estatelado no meio do mato, debaixo do olhar cruel das GOPRO ávidas a filmar o artista de cangalhas e, a burra malvada parece ter gostado da brincadeira, uns kms mais à frente, noutras descidas trialeira s(gosto desta palavra), meia volta endoidecia e continuava a fazer das suas, até que perdi a paciência e preguei-lhe um valente pontapé até levantar voo e aterrar no meio do silvado. Foi remédio santo, a partir daí rabiava de lado com os cascos em estado slikeiros, mas nunca mais repetiu a gracinha…mas não julguem, para quem não esteve presente, que foi só a minha burra a dar espetáculo, houve muitas mais burras que também entraram na festa, embora sem a classe da jolly

Depois, foi subir, subir como se esperava, até ao km 15 onde estava o reforço no castelo de Boivão a 800m de altitude e continuar por tracks do alto da serra, até começar a descer, descer praticamente só por trilhos, alguns algo radicais e, já na parte final, talvez a mais perigosa, por caminhos de pedras lisas cobertos de lama e água, felizmente sem consequências. Terminou aqui a emoção da descida, entramos no pixe e pelo meio das ruas rolamos descontraídos até ao ponto de partida

Em resumo:

Por não ter havido cronometragem de tempos – nem faz falta em provas de culto como esta -, começamos e terminamos em grupo. Perdemos muito tempo com os furos e avarias, mas é a vida e, só foi possível chegarmos todos ao fim, graças à solidariedade de vários bttistas que nos desenrascaram com câmaras-de-ar e elos de engate depois de termos esgotado o nosso stok. Obrigado a todos, assim este desporto ainda é mais bonito.

portela 8Divertimo-nos imenso pelos single tracks da montanha com paisagens espectaculares. Atravessamos uma ponte muito original feita de paus. Descarregamos a adrenalina pelos troços radicais onde qualquer downhilleiro, não desdenharia descer. O percurso com estas carateristicas não necessita ter mais kms, uma vez que o ADN do “Portela” é a dureza e técnica e proporcionar prazer a quem GOSTA de btt e não muitos kms. Como disse o Milo Pinho: “a descida ao sarrabulho ao pé desta, é uma brincadeira”

Parabens organização do CCMonção

À chegada os ddr´s foram brindados com a oferta de um excelente bolo de carne, confeccionado, presumimos, pela grande campeã Rita Vale. Obrigado Rita, o bolo estava uma delícia

Entretanto as miudas e o André, já tinham terminado a prova à mais de 45m. Parabéns

Resquícios dos “Trilhos dos Moinhos”

Fotos dos ddr´s Bruno Monte, António Maia (Tóze) e Narciso Ribeiro

Fotos dos “Trilhos dos Moinhos”

Resquícios dos “Trilhos dos Moinhos”

Eu sei que é preciso ter uma lata do c***, coisa que não falta aos ddr`s, para falar de uma prova em que não participaram. Temos perfeita consciência que até poderemos ser processados – como aconteceu certa vez quando um elemento do grupo ddr, quis estragar a vida a um companheiro de luta, ameaçando-o com um processo em tribunal por ter publicado uma foto com as calças arriadas no meio do mato -, sabemos que é abusivo mandar bitaites sobre uma prova de btt, quando se trata de uma organização dos Amigos da Montanha, essa distinta e dinâmica associação que não deixa nada ao acaso em qualquer evento organizado por eles. Depois das criticas que vamos fazer é bem possivel que nos façam sentar o rabinho no banco dos réus por difamação, mas vamos correr o risco.

Assim não dá Amigos da Montanha, não podem fazer pontes seguras e tudo bem organizado, vá lá que tiveram a ideia de pôr aquelas pedras à saída da ponte a subir para o pessoal desmontar e espalhar-se de lado, mas soube a pouco. Protestamos veementemente aqui por termos estado tanto tempo no local da ponte improvisada de madeira sobre o riacho dos Feitos, à espera que a ponte ruísse e não aconteceu. Seria tão bom estar agora aqui a escrever: “…foi quando um ddr entrou na ponte a toda a bisga e bateu com os…na protecção lateral, esta partiu-se por estar mal feita e caiu à água com estrondo levando com a burra em cima da cabeça…”. Seria tão bonito poder dar esta notícia, infelizmente p`ra nosso desgosto ninguém caiu à água e a ponte lá continua firme e segura. Para a próxima arranjem qualquer coisita mal feita para o pessoal se divertir e ter assunto. Este pedido fica à atenção do nosso amigo, diretor operacional Nuno Martins que andou por lá de mota com aquela mania de verificar se estava tudo em ordem. Vai daqui um abraço Nuno

É verdade que cinco de nós: Filipe, Futre, Narciso, Tóze e Bruno, não participaram fisicamente na prova dos Moinhos, mas o nosso espirito vogou, qual espada de Damócles sobre o cachaço dos nossos companheiros de luta, acossando-os todo o tempo para mexerem o canastro pesadão em cima da burra.

Infelizmente a coisa não correu como desejávamos, foi frustrante para todos, quando vimos chegar ao pé de nós o Celestino Faria dos X-par´s, esse grande atleta de topo (2º classificado nos 5º Cumes, entre outras vitórias), com o pneu traçado quando ia em 4º na segunda metade da corrida. Os campeões também são feitos destes azares que em nada afeta a moral, senão a frustração do momento pela desistência forçada.

Foi bonito pá , olhar para a classificação final e ver que foi graças ao nosso apoio que o procurador do César, terminou em 14º lugar na geral. Vai daqui um abraço para a Argélia onde neste momento o César já se encontra a vergar a mola; o Paulo e o Digo Fernandes dois PROS de elite em 18º e 28º, respectivamente; o Milo Pinho em 78º outro PRO à maneira; o Tiago Seara em 122º, que a continuar assim a progredir, dentro em pouco tempo o cêu será o limite; o Milo em 249º, porque ainda não está adaptado às novas rodas (só pode) e o Ivo pá, o Ivo, o Ivo pá…o Ivo comoveu-nos a todos quando levantou a mão no meio da ponte, como se fosse o presidente da junta a saudar o povo (e a ponte não caíu), a agradecer-nos, por ter chegado até ali são e salvo da concorrência feroz, depois lá foi a pé com aquele andar determinado a empurrar a burra e por ultimo o Pedro que ia na desportiva, a poupar-se para o extreme do próximo Luso-Galaico no dia 27 de Abril.

Não pensem que só demos moral aos nossos, demos apoio psicológico (quem melhor do que nós?), de borla a todos os bttistas com sinais de estarem a passar-se dos carretos por ter de subir mais um monte.Estivemos ali desde a passagem do José Rodrigues, o primeiro a passar na ponte, discretos e silenciosos…bem…não foi bem assim, às vezes fazíamos um bocadinho de barulho, p`ranimar  o Bruno e o Tóze a tirarem retratos sem adormecer. Como a ponte não havia meio de cair, quando passou aquela miúda, a Fernanda Loureiro do Gilmonde btt e nos disse “que costumava ver as maluqueiras dos ddr´s”, foi demais…malucos? Que desaforo ao nosso ego, furiosos pegamos nas burras e descemos o riacho até à cascata, e, oh Nanda, espero que depois de ver estas fotos reconsideres a opinião a nosso respeito.

Bom, apesar destas bocas perniciosas da Fernanda para a nossa moral e como temos a certeza que é uma menina porreira, vai daqui uma saudação calorosa de todos os ddr`s a esta miúda bem disposta, simpática e guerreira, sem medos, com um far-play e sorriso  de todo o tamanho. Todos: “Vivá Nanda”

Atenção cambada, o Mota prometeu que nos arranjava um biscate para o fim do treino de quinta, com o fito de nos pôr em forma para o “btt Portela 8” em Monção no próximo domingo por isso… 

Nos primeiros três minutos deste vídeo podem ver o (des)apoio dêdêrriano

Cortesia de Edumad

A segunda etapa

A segunda etapa

No domingo anterior, terminamos a primeira de três etapas de um percurso maratonista a que nos propusemos reconhecer, no monte de Mariz, hoje, tivemos de fazer 15kms de pixe, para começar a segunda etapa, a partir desse ponto e por ser a mais dura das três vamos dissecar melhor a aventura d`hoje

Foi um treino porreiro, apesar de algumas trocas de artistas, formamos um grupo com o mesmo número de elementos de domingo passado. É uma festa, quando há muita mão-de-obra podemo-nos dispersar divididos em vários grupos ao longo dos percursos sinuosos e andar ao ritmo que mais nos convém sem ninguém nos chatear, ao invés de um grupo pequeno onde todos se vigiam por cima do ombro. Num grupo grande como o de hoje, se alguém parar, atrasar ou perder-se nos trilhos manhosos com vários cruzamentos, dificilmente se dá pela falta, porque a cavalaria vai em galope desenfreado, compenetrada a trepar e a descer por onde calha, como se fosse a fugir das setas dos índios emboscados como acontece no cinema. Se alguém se atrasar, tem de se pôr fino para se desenrascar sozinho, pois pode ser resgatado ou não, ou ter a capacidade de orientação do Manel

Hoje perdemos o Manel no meio do monte, perdemos… é uma força de expressão, porque o Manel nunca se perde e um grupo de quatro deu pela sua falta porque precisavamos dele para nos orientar; não adiantou telefonar-lhe porque não atendeu, voltamos para trás e de Manel nem rasto, resignados ao fim de algum tempo de espera, voltamos ao percurso inicial mas desconfiados, pois conhecendo o animal como nós o conhecemos, era bem possível que estivesse para a frente e…bingo, como por arte de magia, lá estava ele à nossa espera num cruzamento com sorriso de orelha a orelha. Por onde passou sem o vermos e como conseguiu chegar à nossa frente? Só ele é que sabe. Como disse o Paulo “O Manel para fazer uma maratona de 70 só precisa de 30kms”

Depois de terminar a subida em Mariz, feita ora a cavalo, ora a penantes e não fui só eu, aquilo não é fácil fazer de todo em cima da burra. Esta parte, embora haja pior, dá para suar as estopinhas mesmo aos PROS, oh se dá, descemos por um trilho mais ou menos bom até Creixomil, bem necessário para  recuperar do esforço. A certa altura parei para atender o telemóvel, quando recomecei nem vivalma de ddr`s, tinham-se pirado todos, restou-me, que remédio, seguir as marcas dos cascos deixadas na terra e assim continuar até atravessar uma estrada de pixe em direção a uma capela e prosseguir ao calhas, porque o rasto entretanto tinha desaparecido na terra dura. Só ao fim de uns quantos kms, próximo das redondezas do “Penedo Ladrão” em Vila Cova, voltei a encontrar  os quatro ddr`s: Chico, Paulo Pinho, Berto  Paulo Fernandes, que pela segunda vez, andavam à procura do…Manel. Da minha falta nenhum estupor rafeirante se deu conta o que, espelha bem como esta cambada funciona

Lá na frente, continuava impávido e agitado o grupo dos oito: Filipe, Milo Pinho, Milo, Futre, César, Tóze, Diogo e Seara, a pedalar furiosamente com todo o empenho de guerreiros inconformados a ver quem andava mais.

Nova subida e nova dose até ao “Penedo Ladrão”, o grupo dos cinco do qual passei a fazer parte, meteu por um trilho fodido, pouco ciclável, o pior de dois. O grupo dos oito foi pelo estradão igualmente fodido mas ciclável. Não sei quem foi o primeiro a chegar, mas todos chegamos ao cimo e quase não havia espaço, à nossa espera encontravam-se muitos caminhantes p`raí cinquenta, que resolveram também subir até ali, para espraiar a vista pelas bonitas paisagens das redondezas. Dois dedos de conversa e voltamos ao trabalho da descida

Duzentos metros depois do cimo, paramos numa fonte de água existente, para atestar os bidons e tirar uma foto onde era suposto ficarmos todos alinhadinhos, para substituir o cabeçalho desatualizado da pantalha deste blog, mas como o pessoal não estava virado para alinhaduras, antes para desalinhaduras, acabei por solidarizar-me com eles e desalinhei também, iniciando a descida sozinho com a Noeminha Merida de test-drive, no qual falarei mais à frente.

Apesar do avançado da hora, a etapa não terminou no fim do largo estradão da descida, como muitos desejavam. Atravessamos um riacho próximo da saudosa poça do Meril, à vista de uma cascata de água formidavel como nunca a tinhamos visto, e fizemos mais uma catrafada de subidas atrás de subidas, até entroncar  numa estrada de pixe e darmos por concluída o trabalho do dia nesta exigente segunda etapa e, pelo pixe, agora sim, regressamos a toda a força até à escalada apetecível do bar da ilha, com os telemóveis a chocalharem em protesto pela hora tardia para o almoço

É verdade, como a jolly passou o fim-de-semana fora de casa, ofereceram-me uma 29´´  para fazer um test-drive. Calhou ser a “big nine 3000 carbone” da Merida e o percurso d`hoje ajudou bastante a tirar duvidas – foi pena a gripalhada não me ter deixado desfrutar ao máximo a bela máquina -, a conclusão ao fim de 50kms, foi francamente positiva. Tirando as subidas, mas isso deve ser defeito do cavaleiro, no geral gostei da experiência: é uma máquina robusta, versátil, dá confiança a descer, de fácil adaptação. As rodas grandes ao principio metem um bocado de impressão mas depois desaparece. Para ter uma máquina destas de gama média alta e quiser tirar o máximo rendimento, é preciso, como disse o Milo e bem, gastar uma pipa de massa para lhe tirar gorduras, mas isso acontece com qualquer uma. Pena custar 4.000 €

Fotos de Tóze, da primeira etapa: