Rescaldo do 3º Raid btt “X-par”

Fotos do: ddr Bruno Monte

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X-pares

A terceira prova de btt, organizada pelos X-pares, foi, à semelhança do que nos habituaram nas primeiras edições, um êxito. É recorrente estar sempre a dizer o mesmo todos anos, mas não há nada a acrescentar quando a organização é competente.  

Com um novo figurino – sem o tradicional percurso mais curto, a servir de alternativa a outro mais longo, para quem está pouco habituado a puxar pelo cabedal -, a organização este ano optou pelo meio-termo e fez só um percurso de 45km, com uma altimetria mais acessível aos menos dotados para trepar.

Não sei se este traçado agradou a todos, sabemos pela experiência – pelo menos os que andam nisto há uns anitos -, que, em qualquer prova de btt, (ou outra modalidade); 5% participam para competir pelos primeiros lugares; 20 a30%, para ver como param as modas, testar a condição física e tentar ficar à frente do parceiro A ou B, e os restantes 65% para curtir, ver as paisagens e mostrar as fotos, algumas com proeminentes barriguinhas de cerveja, aos amigos do facebook . Seja como for, no fim ganham todos, mais que não fosse, só pelo facto de terem participado num dos desportos mais salutares do mundo

É provável, digo eu, que a franja dos 5%, quisesse uma altimetria mais condizente com o seu estatuto de duros e as restantes tenham ficado aliviadas por isso não ter acontecido. A nós, ddr`s, agradou, e, apesar de conhecer-mos todos os locais do percurso, anulando desde logo o efeito surpresa, divertimo-nos à mesma dando o nosso melhor pelos trilhos desta excelente prova

Parabéns  X-par e parabéns Associação Desportiva e Cultural de Criaz, pelos bons momentos que  proporcionaram a todos.

Ps: as febras e a feijoada, além de estarem saborosas caíram que nem ginjas.

Médio TransparenteQuanto a nós ddr, portamo-nos mais ou menos bem e se a maioria resistiu à tentação de prolongar a noite de ontem a comer sardinhas no arraial popular de Cedovém, por causa do compromisso do raid, também houve quem se apresentasse na linha da partida com uma direta…

IMG_1745.jpgComecemos pelo brilhante 1º lugar em juniores, do Diogo Fernandes. Foi à campeão, mais uma vez honrou a camisola dos ddr. Os nossos aplausos. Parabens Diogo

Dos restantes, só foi possível todos terem terminado, muito por graças do Pedro dos “Diabos da Tasmânia”, que emprestou uma câmara-de-ar 29er ao chefe e ao Alexandre que emendou a corrente da Jolly depois de esta ter rebentado em Vila Seca e quando já me preparava para abandonar a prova. Obrigado aos dois.

Pelo ar de frustração do Seara, alguma coisa deve ter acontecido durante a prova, não faço ideia do que se passou, comentava-se que fez uma prova sombra, aparecendo em locais como por artes de magia, sem ter ultrapassado ninguém. Não sei se foi verdade, ele assegurou que se enganou algumas vezes e, como é perigoso acreditar no diz que disse ou fez, como somos um grupo transparente, aqui ficou o registo sem mais comentários

Saudemos a participação do Gonçalo, que se juntou ao grupo a partir do Rafas. Esperamos que seja a primeira vez de muitas.

995658_203015413189532_255410189_nAgora vamos falar do impetuoso Martinho, que pela primeira vez se estreou nestas coisas de raids de btt e com fair play suficiente ao ser praxado pelo chefe, quando este o incumbiu na véspera, depois da noite da sardinhada de levar as sobras das ditas, para matar a fome a meio da prova a todos os ddr`s. Das cervejas se encarregaria ele, por já estar habituado. O Martinho não se fez rogado e desde a partida, carregou durante todo o percurso, com dois tupperweres, um com sardinhas assadas e outro com febras. Não nos contou (tambem ninguém lhe perguntou), se achou estranho, ninguém ter parado à espera do repasto, o certo é que chegou ao fim com os tupperweres intactos, mas o estado das sardinhas devia ser critico, depois de tantos saltos dentro da caixa e ao sol durante 45kms. Ah, grande Martinho, assim é que é,  fair-play acima de tudo

Foi uma manhã bem passada, de bom convívio e sá camaradagem, à boa maneira dos ddr`s, ah e para quem não sabe, fomos ao pódio por termos ficamos em terceiro lugar, como a equipa mais numerosa,  juntamente com a equipa bikeseven. Se alguns estupores não tivessem falhado, teríamos presunto para comer durante uns tempos, assim contentamo-nos com uma garrafa de vinho do Porto e foi bem bom.

E agora com licença…são horas de afiar o martelo porque hoje quero dar umas boas  marteladas durante a noite do S.João em Vila do Conde…

Por SLUZIA

Por SLUZIA

Aproveitamos a ida do Chico e do Milo para o Gerês e fomos pela primeira vez este ano partir pedra e outras coisas, para S.Luzia.

Tivemos o privilégio da companhia dos dois downhilleiros: o Hélder-da-Ramson  e o Rui-da-Intense, que, apesar de serem da casa, estes dois são como os gatos – desaparecem  sem dar cavaco a ninguém, chifram-nos a torto e a direito com outros grupos, enfim,  mas quando lhes cheira a trilhos malucos como os de hoje, aparecem  prontos e é um regalo vê-los a desbundar pelas descidas íngremes de pedras soltas e então, perdoamos-lhes todas as traições, até as mais vis

Também tivemos a acompanhar-nos a nova promessa dos ddr, já é a terceira vez consecutiva que se aguenta no reino dos duros, onde poucos candidatos sobreviveram ao fim do primeiro treino. Quando alguém aguenta três de seguida, é melhor começar a dar mais atenção ao artista, porque é possível estarmos em presença de um novo projecto de rafeiro. O Martinho ainda não provou nada, além da persistência – ainda não vimos como reage aos espalhanços -, mas pelo que vimos até agora, quer-nos parecer que o Martinho é daqueles que não enganam. A ver vamos

Foi uma manhã muito produtiva e, se do início da subida por pixe  até ao santuário de S.Luzia e depois pela calçada romana e estradões até às torres eólicas não aconteceu nada de relevante, na volta foi diferente e bem mais produtiva e divertida:

Comecemos pelo trilho íngreme de pedras, com as bulldozers Ramson & Intense a abrirem caminho p´ros restante, tratando os calhaus por pixe. O chefe, o Milo Pinho, o César e o Tóze, ainda deram um ar da sua graça mas claro, as mulas pesadonas de 17kg dominaram.

Eu e o novo recruta até descemos aquilo mais ou menos bem, às vezes patinavamos nas pedras, mas chegamos ao fim direitinhos…com as mulas às costas, pois que remédio

 

Mais à frente um single-track tecnicista e a diversão a continuar quando o Nelson partiu o dropout  por causa do…coiso…., que o obrigou a desviar-se contra um trepo e a paródia atingiu o auge depois de o Diogo levar a melhor sobre o Milo Pinho porque o mortal dele foi melhor e mais aparatoso, caiu à campeão com tempo para ficar bem no retrato da GOPRO do Tóze, até nisso é vaidoso. Isto segundo me contaram mais tarde, porque antes disso tinha voltado para trás a servir de ama seca ao Nelson com o drop atado às escoras da Cube por um linda pulseira sacrificada ao óleo das correntes e das roldanas. Valeu que encontramos o Bruno que mesmo com um braço empenado, foi uma ajuda preciosa – e não foi só para o Nelson – e o transporte da Cube foi rapidamente resolvido com esta anichada na mala do carro. Obrigado Bruno

Foi neste ínterim de cinco kms, quando fiquei só, que senti orgulho da minha querida mula, quando foi ultrapassada e respondeu de forma categórica a uma provocação do que parecia ser um PRO, com uma Scott topo de gama: “então isso não anda ?” Oh, oh, o que ele foi dizer, a Jolly encheu-se de brios e ferida no seu orgulho, foi no seu encalço, ultrapassando-o pouco depois e embora voltasse a ser ultrapassada com ar de desprezo e gozo pelo pseudo PRO, foram só alguns segundos até passar novamente para a frente e distanciar-se o suficiente para deixar de vê-lo no retrovisor. A Jolly quando quer é danada para a brincadeira   

Mas hoje a estrela da companhia foi a Scalpel do Ivo. Infelizmente, pelo que já foi dito, nós os três não podemos assistir ao espetaculo, mas pelo que nos contaram foi lindo, lindo, ver às proezas destemidas de bem cavalgar da novíssima burra Scalpel. A rafeirada ficou impressionada e admirada, com o arrojo, técnica, coragem, determinação com que a mula  do Ivo levou de vencida o ultimo trilho downhilleiro. Depois deste show e pelo visto foi só uma amostra do que vai ser no futuro, vai ser difícil satisfazer tantos pedidos de fotos da Scal, todos querem andar com uma no tablier do carro. Falem com o Ivo

Os Catorze:

Filipe, Milo Pinho, Rui, Hélder, Ivo, Futre, Narciso, Nelson, César, Bruno, Tóze, Diogo e Martinho

chiuaua

PS: por causa deste cão, o Ivo não merecia ter chegado tão tarde a casa, mas pronto são azares e o que é mais aborrecido é que nem eu, nem o Hélder, lhe pusemos a vista em cima

A coça do Martinho

ATENÇÃO DDR: DOMINGO ÀS 08H15 NO RAFAS,MOTIVO:

O TREINO É EM SL

de: Francisco Ferreira

Domingo, dia 9 Junho

Mais um dia de treino com algumas ausencias de maior calibre como o Tozé e Narciso e outros que já é habitué faltarem porque a caminha é sempre boa.
Hoje fomos ter com os nossos conterraneos X-par para fazer-mos em conjunto o track do 3º Raid e ainda juntamos perto de 25 elementos. Saímos de Criaz em direcçao de Barqueiros, Cristelo Vila-seca, aqui questionamos o aparecimento do Tone para nos matar a sede, mas nada, fomos até marachão e depois tive de dar meia volta porque já eram 12:00 e o dever chamava-me para entrar às 13:30.
Mas isto não foi só rolar, pois o César dos X-Par resolveu partir o espigão do selim e foi o cabo dos trabalhos, tentar tirar o que ficou dentro no quadro, martela daqui, martela dali e nada, isto ainda lá prós lados de Cristelo em Vila Seca o nosso Nelson queria tirar o resto de espigão com um pau enquanto outros consertavam um furo, mas nada em Rio tinto penso eu já no meio da populaçao outra vez e não se dando por vencido e perdendo mais meia hora o nosso Nelson bateu a um portão e logo veio uma senhora pronta a ajudar que foi buscar uma gaveta com ferramenta, ora martela aqui ora puxa com o alicate dalí e tentou mais mil e uma maneira, até que….conseguiu empurrar mais para dentro e nada. Já nas costas do Tanque de água no Marachão tive que regressar a casa. Os nossos elementos foram. Filipe, Chico, Milo Pinho, Milo loje, Futre, Paulo Fernandes, Nelson, César, Seara, Diogo Fernandes e o Martinho (cunhado do César) que levou hoje a maior coça da vida dele.

A queda de cada um

A queda de cada um

 Costuma-se dizer que, para fazer certas habilidades, é preciso ter jeito, ter o dom, ter queda: se eu quiser ser um jogador de futebol, não adianta treinar afincadamente se não tiver arte para tirar a bola ao adversário ou finta-lo em dribles sucessivos. Por muita força de vontade que tenha, se não tiver apetência para fazer da xinxa gato-sapato, bem posso tirar o cavalinho da chuva porque nunca serei um futebolista – tal como aqueles pais que olham embebecidos para o esforço do pimpolho a dar os primeiros pontapés na bola e logo a conjurar que estão em presença de um futuro  Cristiano Ronaldo em potência e mais tarde resignam-se por o fedelho já matulote ser um razoável apanha-bolas -, o mais que conseguirei é acertar nas canelas do adversário, se ele se deixar distrair, sujeitando-me a levar dois murros nas trombas que é para aprender. Na melhor das hipóteses se treinar muito talvez consiga naqueles jogos de praia, acertar de vez em quando na pelota, porque esta não corre ou corre pouco e a areia facilita a pontaria.

Nunca teria queda para ser um xapiscador de paredes, se inssistisse numa colher de sopa para o xapiscanço em vez da colher de trolha.

Da mesma maneira que a minha pretensão a político – caso fosse esse o meu desejo -, nunca se concretizaria se eu não tivesse queda para enganar o povo. Sem este dom, nunca seria um político a sério como os que estão na assembleia da república a governar-nos.

Poderemos ser capazes doutras proezas: comer um leitão, duas dúzias de ovos cozidos, três bolas de queijo e beber cinco litros de cerveja em três minutos, bom…, neste caso não é bem ter habilidade natural, é mais estupidez natural, ser burro e o idiota alarve mais perfeito do universo.

Para nos superarmos no meio dos nossos pares, se não tivermos queda para a coisa (não confundir com outras quedas), bem podemos continuar a bater no ceguinho, com treinos metódicos e outros métodos que tais, os brilharetes acrobáticos estarão  sempre vedados.

Esta introdução bem a propósito de nós ddr sermos um grupo multifacetado, ou antes multiquedas

Por exemplo: O chefe, tem queda para descer escadas em cima da burra. Ainda hoje, deu provas dessa tendência amalucada ao descer o escadório (50 degraus?) da capela de S.Lourenço; o Tóze bem tentou imita-lo mas o mais que conseguiu foi descer o último lanço e chegar ao fim com o pneu de trás a fumegar e a exclamar ”ai siiinhor, foi por pouco”; mas para sacar (para quem não sabe, pedalar com a roda da frente levantada), tem queda, ninguém o fode. O Tóze, é os às dos ases da sacanagem.

O Nelson, pelo contrário não tem queda para sacar, ou antes: tem queda mas é depois e, embora seja desprovido do dom da sacanice, não deixa de ser um dom ter coragem para consentir que a Cube o monte de rodas para o ar

Eu, por exemplo, não tenho jeito nenhum para esses malabarismos circenses das escadas ou da sacanagem , mas reconheço que tenho queda para as quedas e costumo dar umas boas cabeçadas, às vezes tenho sorte e acerto numa parede de terra em vez de pedra e hoje foi um desses dias ao fazer uma curva.

Quanto ao Bruno, ninguém me tira da cabeça, que a profissão dele foi um erro de casting. Com a queda que tem pela água, o seu habitat natural seria viver comós leões-marinho: ora dentro, ora fora da água. Não compreendemos, todos nós ddr, que uma pessoa com propensão pelo meio aquático, ao ponto de se desmanchar ao saltar para a água, como hoje na azenha do Minante, não esteja no aquário Vasco da Gama ou num meio mais sofisticado como a Marinha, eh,eh

De resto, o Ivo continua com queda pelas Cannondale, hoje foi a vez de estrear mais uma burra cheia de curvas novinha em folha;

O Milo com queda para correr picado, qual rafeiro, atrás do pelotão da frente;

O Seara, com queda para a sonolência;

O Diogo, com queda pelo pódio;

E o Futre com queda, para gozar com as quedas dêdêrrianas;

É assim este grupo, cada um com a sua tendência natural, ou pancada natural, como quiserem, sempre prontos para entrar em cena no palco deste país das maravilhas

PS: Hoje tivemos a companhia do César, esse grande ddr, de volta ao reino da rafeirada, para passar uns dias de férias. Benvindo companheiro e contamos contigo para os próximos treinos

Algumas fotos do Tóze, sobre o intervalo do treino, com especial relevância para o mergulho do Bruno e a nova avioneta do Ivo: