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Apúlia – Fátima 2013

Terça-feira, Outubro 22, 2013

Apúlia -Fátima 2013

001Pronto, está feito. Já passaram dois dias desde que os ddr cumpriram a aventura que ainda faltava este ano: a tradicional ida a Fátima. Ao contrário das outras vezes, foi um grupo pequeno, o mais pequeno de sempre com dez elementos. Sinais dos tempos ou da crise, não sei.

Apesar do mau tempo, na hora da partida o grupo estava alegre e confiante que tudo iria correr pelo melhor, e, quando o Futre teve a ideia de guardar a chave do jipe, dentro do…jipe e trancado as portas, foi o prenúncio disso mesmo, que tudo iria correr comó costume ou seja, com coisas do género desta.

E foi por causa destas coisas da chave e dos atrasos dos Milos, que arrancamos um bocadinho, depois da hora marcada (06h30), às 07h10. Começamos sem chuva, mas foi por pouco tempo, passados poucos minutos, a chuva e o vento de sueste, começaram a fustigar-nos o pêlo sem piedade e continuou à medida que avançávamos, com ligeiros intervalos, só nos deu  tréguas a partir das 15h00,  e foi só a chuva porque o vento “bufou-nos” na cara o tempo todo.

A aventura a Fátima deste ano, não se resume só ao mau tempo, embora fosse um adversário de peso, também tivemos histórias, que ficam para a história, ou não fosse o grupo deste ano formado por poucos, mas bons  artistas.

Antevemos logo à partida, que o herói do dia, iria ser o chefe, por ter a lata de se apresentar com a sua  burra  de roda 29”, no meio das zirinhas de estrada. Ficamos admirados – se bem que com ele tudo é possível -, por ter aguentado a pedalada até Aveiro, em condições tão adversas, e se a chuva e a força do vento eram iguais para todos, na 29” a bufaria com certeza que se fez notar mais. Pronto o chefe foi o herói do dia e…o Futre também por ter levado um bolo para todos e algo mais.

Ao invés de atravessarmos a ria como nos outros anos, indo por S.Jacinto, devido ao vento forte optamos por seguir sempre pela EN109 até à Figueira. Decisão que se tornaria acertada, porque além de ser um pouco mais longe, a paisagem com tempo invernoso, não compensa o esforço redobrado que teríamos de fazer se fossemos pela Costa Nova.

Quase a chegar a Aveiro, com a chuva cair a cântaros, como a larica começava a apertar, resolvemos parar e procurar um local abrigado. O melhor que conseguimos, foi no parque subterrâneo do Pingo Doce. Encharcados até aos ossos, agrupamo-nos a um canto, misturados com os carrinhos das compras. Sentados no chão começamos a roer umas sandezecas e comer massa de dentro de tupperwares,  para espanto dos fregueses do hiper, que não devem ter duvidado, pelo nosso aspeto de aves raras, estar perante  um bando de vagabundos sem eira nem beira, vigiados pelas câmaras de vigilância, que foram despejados de uma qualquer casa em ruínas.

Seja num restaurante, ou num parque de estacionamento no meio do fumo dos escapes, o local é tão bom, ou tão mau como nós quisermos – é a velha questão do copo meio cheio ou meio vazio -, e o local que escolhemos, depois de confortados com um delicioso bolo – que mais uma vez a Senhora esposa do Futre teve a amabilidade de nos oferecer -, e do aperitivo da garrafa, também do Futre (escorrixada num ápice), por cima da massa e da cerveja, ao ver a chuva a cair, já nos parecia um local acolhedor. Depressa começamos  a afeiçoar-nos às novas instalações, equacionamos mesmo a hipótese de ficar por ali o resto da tarde a embebedarmo-nos, mas não pode ser e tivemos de deixar o conforto do chão de cimento húmido e com óleo e fazer-nos de novo à estrada, porque além do mais o Manel ainda não tinha dado uma pedalada e precisava de fazer a rodagem à perna por causa dos parafusos, só estava à espera de um trajeto propício para a rodagem (que só viria a acontecer próximo da Figueira e no dia seguinte próximo de Fátima)

E como a zirinha do Manel estava disponível e folgada, o chefe aproveitou-a e mandou a matulona 29″ para a carrinha.

Depois de Aveiro, prosseguimos por Saldreu, Avanca, Ílhavo, Mira  e por aí fora, íamos pedalando certinhos em grupo – com exceção dos Milos e do Chico desarvorados na frente descolados do resto dos cinco.

Sem chuva e com vento forte, depressa as roupas ficaram secas.

A 20kms da Figueira, quanto estávamos entretidos a beber uma cervejita e comer uns cascavelhos, passou o grupo da Propedal de Esposende  por nós, comandados pela carrinha de apoio, cujo destino era o mesmo que o nosso – mais tarde encontramo-nos todos na Figueira e trocamos dois dedos de conversa sobre as incidências da viagem.

Com as habituais escaramuças, na descida da serra da Boa Viagem, com cada um a espremer as zirinhas até não dar mais, chegamos à Figueira da Foz, à hora programada: 18h30, ao fim de 183kms. Aliviados por ter terminado a etapa que começou de modo desagradável e fartos de levar com vento na cara.

Depois de um banho retemperador, uma refeição quente, só faltou o aperitivo do Futre da hora do almoço em Aveiro.

Segundo dia:

No Inverno, a Figueira da Foz, assim como todas as povoações do litoral, tem pouca vida, se compararmos com os meses de verão. Por isso não estranhamos às 08h30, não encontrar ninguém pelas ruas a assistir e a bater palmas à nossa partida como grupo famoso que somos, tudo muito calmo quando arrancamos para a ultima etapa de 75kms até Fátima, não sem antes como vem sendo tradição termos um furo à partida. Embora este ano não fosse dos piores no que respeita a avarias, tivemos os nossos furozitos e um pneu estragado e ainda demos apoio técnico a três membros de um numeroso grupo de ciclistas de Paços Ferreira, que se deslocavam também para Fátima.

O Hugo da Propedal, tinha-nos informado na véspera, que iria estar um bom dia, mas o certo é que ainda apanhamos uma boa chuvada antes disso acontecer.

Se calhar foi por causa do chuva que alguns músculos custaram a aquecer, mas o certo é que aconteceu também o mesmo nas outras vezes com sol e calor, porque seria então? Não sei, mas acho que é mesmo do…cliiima da Figueira!

Quando as nuvens carrancudas desapareceram, depois do último furo ter contemplado o Chico, com os músculos quentinhos, a boa disposição voltou e da Guia até à Caranguejeira, foi só zimbrar pela estrada fora.

O Bruno, que tinha prometido no dia anterior, estar à nossa espera no final, ia-nos contactando de vez em quando para saber da nossa posição.

Mantivemo-nos juntos até ao inicio da serra de S.Catarina. A partir daí os Milos puseram-se em fuga  e, embora pedalassem à nossa vista, não mais pararam. O Nelson e o Chico resistiram à tentação de os acompanhar e foram uns Siinhores, solidarizaram-se com os restantes elementos. Iniciamos então o ataque à derradeira subida. Foi bonito treparmos em grupo compacto, pena que os outros dois se tenham pirado. Acho que nunca subimos a serra tão rápido como desta vez, pelo menos eu.

Depois tivemos a grata surpresa, de ver o Bruno à nossa espera no alto da serra. Obrigado Bruno pelo apoio.

Os últimos kms, até à rotunda dos Pastorinhos, foi como no dia anterior à chegada à Figueira, a espremer as zirinhas ao máximo.

Estava concluída a ultima etapa, da aventura que faltava este ano.

No fim sentimo-nos bem, não por termos competido, mas por termos superado mais um desafio, não interessando se foi duro ou mole, se discutimos ou não, às vezes somos tão parvos por não aproveitarmos as coisas ao máximo. Foram dois dias de convívio, divertimo-nos e isso foi o mais importante. Pela minha parte, adorei esta edição do Apúlia – Fátima 2013 e com o grupo deste ano eu ia até ao fim do mundo

Despedimo-nos do Bruno, com pena de não almoçarmos juntos, mas tínhamos de cumprir a visita agendada  à madrinha do Nelson na Malaposta e fomos embora depois da visitarmos o santuário (terreiro)

Depois…depois…, de visitar a madrinha do Nelson….não tenho coragem de publicar o vídeo. Alguém chegou a dizer, para esquecer a “Tourada de Mira”, mas não, a Tourada de Mira continua no top, mas lá que o regresso foi animado e a pedagogia mal tratada, lá isso foi.

Antes de terminar queremos agradecer, ao Carias e ao Francisco Gomes, a pachorra por nos ter aturado mais uma vez, principalmente ao Chico Gomes por não nos ter posto fora da carrinha a pontapé, depois daquele banzé pica miolos durante toda a viagem e pagar-lhe a consulta de otorrino que por certo vai ter de fazer, depois de lhe termos deixado os ouvidos tão maltratados.

Dedicamos esta aventura, ao Chefe que por motivos profissionais não pode chegar ao fim e ao Chico por ser o obreiro de toda a logística e a todos os nossos companheiros que não puderam participar nesta aventura e nos enviaram mensagens de apoio, assim como aos nossos emigrantes ddr`s que embora longe, continuam connosco

O grupo desta aventura:

Filipe Torres,  Francisco Ferreira,  Manuel Torre,  Emílio Santos,  Paulo Santos,  Emílio Hipólito,  Filipe Correia,  Narciso Ribeiro,  Nelson Miranda. No apoio: Zacarias Palmeira,  Francisco Gomes e Bruno Monte  no final 

Algumas fotos tiradas pelo Chico e Narciso:

PS: já agora Bruno se tiveres as fotos com os nossos bofes de fora a subir a serra, manda-nos a desgraça por mail. Obrigado

4 comentários leave one →
  1. francisco permalink
    Quarta-feira, Outubro 23, 2013 21:51

    Mais uma ida a Fátima superada com grande sucesso, em 12 anos consecutivos que lá vou, este foi o 1º fora do mês de Maio e foi o que me custou menos.
    Obrigado a todos que estiveram comigo nesta ida a Fátima por lhes ter algumas vezes massacrado a cabeça, mas temos de cumprir a nossa parte para que outras pessoas não fiquem à espera.
    Um abraço a todos e espero que me compreendam.

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  2. Milo permalink
    Quinta-feira, Outubro 24, 2013 17:30

    Se foi o ano que te custou menos, sendo o ano que foi mais duro em termos de clima, isso quer dizer que? Andas-te a treinar às escondidas, seu malandro.
    Quanto ao resto não te preocupes, pagas um jantar á malta de arroz de tamboril com Gambas, na Cabana e fica resolvido.

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  3. francisco permalink
    Sexta-feira, Outubro 25, 2013 21:03

    Só treino quando posso e muitas vezes vens andar comigo, portanto vamos à Cabana comer uma batelada.

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    • Milo permalink
      Sábado, Outubro 26, 2013 8:38

      Se é batelada, então temos obrigatoriamente de levar o Narciso e o Futre, eles é que são os bateleiros.

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