A única certeza

A única certeza

Hoje à noite, enquanto estava na fila numa estação de serviço, para pagar a gasolina do carro, dois individuos na casa dos trinta quarenta anos, um totalmente calvo, com  trejeitos de bem sucedidos na vida, conversavam, ou antes: só um é que conversava, o outro limitava-se a ouvir. Não faço a menor ideia do teor da conversa, nem estava interessado, no entanto não pude deixar de ouvir a resposta que a certa altura o mais calado deu: olhe – tratavam-se por você – não tenha tanta certeza, a única certeza que eu,você e toda gente tem, depois que  nascemos é a morte. Lapidar

De regresso ao carro estas palavras continuavam a martelar -me na cabeça, não porque essa certeza não fosse óbvia, mas depois de há pouco do alto das dunas dos moinhos de Apúlia, ter contemplado a maravilha de mais um pôr do sol, o meu espírito deve ter ficado afetado pelo reflexo dos raios solares e agora mais sensível ao efeito da resposta que o fulano deu.

A certeza de que a vida termina depois de um ciclo do nosso nascimento, é uma chatice e, se aos vinte anos consideramo-nos imortais, aos trinta não temos tanta certeza e a partir dos trinta e cinco a ilusão da imortalidade esvai-se por completo. Apesar de vivermos num mundo conturbado, atormentados por todas as vicissitudes dos humanóides a certeza de que um dia iremos p`ro galheiro, é mesmo uma chatice.

Nestas divagações soturnas, lembrei-me do que o grande ator, cineasta, escritor, musico e sei lá que mais, Wooddy Allen, disse a propósito do ciclo da vida:

 

 Na minha próxima vida, quero viver de trás para a frente

 

– Começar morto, para despachar logo o assunto.

– Depois acordar num lar de idosos e ir-me sentindo melhor  a cada dia que passa

– Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a reforma e começar a trabalhar, recebendo logo um relógio de ouro no primeiro dia.

– Trabalhar 40 anos, cada vez mais desenvolto e saudável, até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade, embebedar-me diariamente e ser bastante promíscuo.

– E depois, estar pronto para a secundária e para o primária, antes de me tornar criança e só brincar, sem responsabilidades. Aí, torno-me um bébé inocente até nascer.

– Por fim passo nove meses flutuando num spa de luxo, com aquecimento central, serviço de quarto à disposição, e com um espaço maior por cada dia que passa, e depois – adeus –  desapareço num orgasmo

 

Uma saída em alto estilo

 

Falemos agora da manhã de hoje:

 

Enquanto pela manhã, pedalavamos desenfreadamente pelos socalcos sombrios dos pinhais e margem do rio, com  sol e frio, a espaços deparavamos com  as primeiras pinceladas de branco da geada caída durante a noite. Fruta da epoca, que causa sempre alguma estranheza, depois de meses de temperaturas amenas.

Continuamos frenéticos por caminhos desconjuntados em prospeção de pontos geográfica, a tirar notas para o próximo Encontro Luso Galaico 2014, que não tarda nada está aí à porta.

Basicamente foi tudo o que fizemos hoje, onde aliamos o divertimos como sempre e, acabamos por regressar um pouco mais cedo do que o previsto por causa de um furo arreliador numa bike e como tinhamos algum saldo de tempo, terminamos a prospeção geográfica, em Apúlia ao sol, na aprazível esplanada do Controverso 

Nas manobras d`hoje, encontramos imensos bettistas, que nos deixaram um pouco frustrados, por terem bettistas femininas inseridas nas suas equipas e, nós nem uma para amostra. Deixamos aqui um reptro para as bettistas aderirem à nossa equipa, olhem que não se vão arrepender, estamos recetivos a recebe-las de braços abertos, damos-lhe todas as condições e proporcionando-lhes diversão garantida e ainda lhes ensinamos a técnica de bem descer e outras técnicas. Vá lá meninas, sejam  as primeiras durasderoer e venham pedalar connosco e moralizar as tropas deste grupo, órfão de boas maneiras

 

Os ddr`s: Filipe, Chico, Emílio Santos, Rui, Paulo Santos, Mota, Milo, Lino, Narciso, Nelson e Seara

 

Vídeo de Francisco Ferreira, do ultimo treino em SLuzia:

A Descida ao Sarrabulho e as Azenhas do Neiva

A Descida ao Sarrabulho e as Azenhas do Neiva

01Fim-de-semana intenso: no sábado, dia 16, os ddr participaram em Ponte de Lima, pela 8ª vez consecutiva, na “XIII DESCIDA AO SARABULHO” e, hoje dia 17, domingo, em Antas no “BTT AZENHAS DO NEIVA SOLIDÁRIO”.

Comecemos pela DESCIDA AO SARRABULHO:

Se no ano passado formamos um bom grupo com treze elementos, este ano sem que nada o fizesse prever, o grupo restringiu-se a sete duros e lá fomos determinados para PLima.

Sem stress, às 11h20, saímos de Apúlia e a viagem foi feita nas calmas. Próximo de Viana o telemóvel tocou; era o Ansil a perguntar: demoraindes muito seus c****, olha qa tia Marcia está fechada…”. O Ansil (Estrunfe), o homem de S.M. da Feira, que em treze anos nunca falhou uma Descida ao Sarrabulho e se devotou aos ddr`s, desde há uns anos, estava ansioso pela nossa chegada. Respondi-lhe mais ou menos no mesmo tom arrevesado e desliguei o telemóvel, pois iríamos ter muito tempo para o aturar

Em PLima, depois de pagar e levantar os dorsais, dois elementos da organização, recomendavam vivamente que levassemos máquina fotográfica porque devido a uma alteração no percurso, as paisagens este ano eram espetaculares e que no fim da Descida devíamos ficar para o jantar porque este ano o sarrabulho iria ser melhor que nunca, confeccionado por uma equipa afamada de um restaurante local.

Arrumada a questão dos dorsais, fomos almoçar no sitio do costume: a tasca das Fodinhas a tal com a ementa escabrosa, única em todo o mundo, que tem dado origem a muitas reportagens de jornais e televisão – a mais recente foi em Agosto para a televisão japonesa.

A tasca encontrava-se lotada de bettistas, downhilleiros e quejandos. Sem lugar nas mesas, com os panados numa mão e a tijela de vinho na outra, optamos por nos instalar na esplanada da rua.

Com o nosso amigo Estrunfe, que entretanto se tinha juntado, íamos cavaqueando com conversas da treta. A certa altura, o nosso amigo perguntou-nos intrigado porque faltaram os ddr`s do ano passado. Tivemos que cortar no orçamento por causa da crise, respondemos-lhe.

Repimpados ao sol, íamos interagindo com outros sarrabulheiros a dar ao dente como nós. Malta fixe. O Agostinho o dono da tasca tambem se juntou à nossa mesa a falar das pipas de vinho da sua adega. Estava-se bem na esplanada, apetecia-nos ficar por ali a tarde inteira

À duas por três, o Estrunfe informou-nos que tinha comprado um par de sapatos e agora precisava de pôr-lhe aquelas coisas que os amarram aos pedais e foi-se embora para atarrachar os encaixes e nós também fomos passado pouco tempo, porque a hora de carregar as burras no camião aproximava-se, não sem antes tirar a habitual foto em família com os donos da tasca.

A diferença que rodeia uma prova de btt cronometrada e este tipo de provas como o Sarrabulho e a Portela em Monção, é enorme. Há uma espécie de empatia com todos os participantes, conversa-se descontraidamente na boa com conhecidos e desconhecidos, sem o nervoso miudinho de ser o primeiro a arrancar, o único objectivo é desfrutar ao máximo os trilhos exigentes, que o monte nos oferece

Com as burras carregadas e o pessoal nos autocarros, o inicio para a freguesia da Boalhosa, local da partida, foi periclitante, com os autocarros a parar a cada meia dúzias de metros. O motivo, soubemo-lo depois, estava relacionado com a espera de um grupo de vinte que se tinham atrasado. Quando finalmente apareceram estavam caracterizados…com perucas e balões, vá lá saber-se porquê.

Enquanto estávamos no pára-arranca, o motorista fez um aviso sem nexo, ninguem percebeu o motivo: ”…e temos de ter cuidado até passar a polícia (?), depois podem fazer o que quiserem (?)”, e continuou ao microfone: ”…e não me fodam o meu ganha-pão, porque eu tenho dois filhos pequenos para criar”. Respondeu o Alexandre lá de trás “o que é que nós temos a ver com isso, tio ?”. O motorista ouviu e encaixou, deve ter pensado: “ não vale a pena…não podes com eles, junta-te a eles” e acabou por entrar na onda e foi a contar a vida dele, aventuras de passageiros que transportou e anedotas já com barbas, até ao monte.

Por causa de desenrascarmos uns putos downhilleiros, com a corrente partida, fomos dos últimos a arrancar mas, tudo bem e até foi bom porque pela primeira vez em tantos anos, olhamos com olhos de ver para este local, dos mais turísticos da região, como nos tinha informado o motorista. Ao fim de um bom quarto de hora, passamos pelo pórtico da partida e demos finalmente início à descida.

Ao princípio, o percurso foi ligeiramente diferente, mais à esquerda do que habitualmente e, de facto a paisagem vista dali era deslumbrante. Ao fim de três, quatro kms, sempre por trilhos muito técnicos, voltamos aos velhos trilhos dos outros anos.

Ao contrário do que o nome da prova possa sugerir, para aqueles que mandam bocas sem nunca terem participado, não é uma passeata e copos de tinto, por alguma razão muita boa gente corta-se a fazer esta descida e não é pelos copos ou pelo passeio como dizem, é por caguça

Fizemos a descida praticamente todos juntos do principio até ao fim e tirando aquela coisa de ter que subir o monte da Madalena, próximo da vila, curtimos à brava os trilhos melhorados e mais adrenileiros deste ano, talvez uma das melhores DESCIDAS de sempre. Brutal!!!, comentava um puto no fim.

Como sempre acontece, também este ano houve muitos trambolhões e pela primeira vez, nenhum dos ddr`s foi ao charco e todos se portaram muitaaa bem, o que é caso raro

Como habitualmente a DESCIDA, terminou no escadórioa da capela, com muita gente a assistir e caras conhecidas do mundo btt, foi bonito pá, descermos as escadas em grupo.

A XIII DESCIDA AO SARRABULHO, estava concluída com êxito e como sempre soube a pouco era preciso mais uns quilometresecos. Parabéns Batotas!!!

Depois, como não tínhamos intenção de ficar para o jantar, com grande pena nossa pelo compromisso de outra prova no dia seguinte (mesmo assim cá o rapaz, se tivesse um companheiro tinha ficado), como a fome apertava, voltamos à tasca das Fodinhas, para lanchar. A tia Marcia, a dona, pessoa alegre, estava tristonha, o motivo segundo o Alexandre nos confidenciou, prendia-se com o desaparecimento do seu cãozinho de estimação. Ora, isso não pode estar a acontecer, nós queremos ver a tia Marcia feliz e vamos terminar com um apelo ao pessoal das bikes: se alguém encontrar o caniche, ou por engano o meteu no saco, confundindo-o com o capacete, por favor devolvam-no à dona.

Os duros deste ano: Filipe, Manel (no apoio moral), Milo, Narciso, Tóze, Seara e Alexandre

O vídeo realizado pelo Tóze. Parabens,  5**** (foi pena a bateria ter pifado a meio)

Algumas fotos tiradas por: Miro, Tóze e Manel

Vídeo de Tóze – btt Azenhas do Neiva solidario

54Quanto ao Passeio de hoje, dia 17, “ BTT AZENHAS DO NEIVA SOLIDÁRIO”, foi tudo menos um passeio, foram 45km – no nosso caso -, havia outro de 15kms, com dificuldade física média/alta, houve até quem o considerasse mais duro que os 70kms do Luso-Galaico ou os 3 Cumes. Não exageremos, mas lá que foi uma prova duro, lá isso foi.

Com caracter solidário, para ajudar nos prejuízos do incêndio que destruiu a sede dos Amigos do rio Neiva, no verão passado, muita gente associou-se a esta causa, excedendo as expectativas mais otimistas, como contou um membro no final

Os ddr`s, não podiam deixar de aderir a esta causa dos nossos amigos de Antas e assim, cinco elementos marcaram presença, com quatro a repetir a dose do Sarrabulho do dia anterior: Filipe, Manel, Narciso e Tóze e com o Emílio Santos formamos o quinteto que subiu e desceu todos os montes do concelho de Esposende (só faltou o monte de Rio Tinto), atravessou todos os riachos e caminhos com lama e a cinco kms do final, com os resistentes que ainda sobravam, moídos da pancada dos trilhos e do sobe-e-desce,  quando só pensavamos na chegada, tivemos que subir o monte de Belinho e descer por um single track pior que os do Sarrabulho

Foi de facto uma prova dura, mas mesmo assim eu e a minha Santa Cruz divertimo-nos, esta burra pesadona foi um espectáculo a descer o Sarrabulho e hoje no track por trás da capela da Snra da Guia. I love this mule.

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Há que protestar!

Há que protestar!

Todos temos direito à indignação quando nos sentimos prejudicados por qualquer motivo, ou injustiçados no nosso amor-próprio. Como diz o povo: quem não se sente, não é filho de boa gente.

Há muitas maneiras de manifestar o nosso descontentamento: com slogans em cartazes, com palavras de ordem e punho erguido (aqui é mais politiquice), com denúncias, pela escrita, etc, etc. Os indignados mais criativos até inovam com protestos originais de impacto mediático garantido, como fez o russo Pavlenski, cravando com um martelo os testículos entre os paralelos da praça do Kremlin Clicar aqui

O Chico, o nosso Chico ddr, tem andado nos últimos dias, muito indignado com a maroteira indecente que a marca KTM, fabricante de bicicletas lhe fez: demoraram quase quatro meses para substituir as escoras partidas da sua bike.

Descontente com o desfecho do caso, foi ao representante da marca, responsável pelo imbróglio, tirar satisfações por tanta demora. No final as desculpas esfarrapadas que lhe deram não o convenceram e fez saber alto e bom som, que nunca e nunca mais quer ouvir falar desta marca, para mim acabou, disse, não se compreende, continuou o Chico, que uma marca com tanto prestígio tenha demorado tanto tempo para substituir uma simples peça partida.

Realmente, é uma falta de respeito, privar quatro meses um gajo de montar a sua mula de estimação, por um problema de fácil resolução. Não faz sentido.

O Chico tem razão, tem direito a indignar-se com tão mesquinha desconsideração da KTM. Estamos todos de acordo com ele e nós, pessoas de bom senso, a partir de agora aconselhamos a quem tem burras desta marca, que quando tiverem uma avaria, deem um prazo ao representante para a reparação, com a ressalva para vergonha deles, de que fazem como o Pavlenski e cravam os testículos nas pedras da calçada em frente do estabelecimento, caso o prazo não seja respeitado. Há que protestar, mainada!!!

 Quanto a nós, os sete – chega o frio e o grupo encolhe -, para variar, fomos para o monte de S.Luzia em Viana do Castelo.

Foi um espetáculo magnífico, observar a cidade submersa em nuvens enquanto subíamos monte acima, fazendo lembrar a ultima vez que subimos a serra do Marão.

Passamos o mosteiro e como bons duros, escolhemos a sempre fodida calçada romana, ainda mais mal tratada que o habitual por causa da chuva e continuamos pelo nosso conhecido caminho de cabras, até arrebentar a corrente da burra do Mota a dois kms das eólicas.

Enquanto os injinheiros se atarefavam a reparar a avaria – aproveitamos para elaborar mais um FAÇA VOCÊ MESMO –  “como emendar a corrente na boa”

 

Entretanto iam passando por nós, outros abnegados bettistas, determinados a enfrentar de peito feito o frio e a humidade do monte

Quando chegamos às eólicas, só tivemos tempo para banana e descemos por uns trilhos do c**** até ao campo de tiro, e, por pisos escorregadios com lodo, regressamos cheios de pica ao ponto de partida.

Uma coisa ficamos a saber: os burros que habitam no monte, não gostam de ser fotografados com certas pessoas. Julgam-se muito importantes e tem vergonha de descerem de nível. Burros!!!

Os sete que terminaram como começaram, com boa disposição e com escala técnica no café Sport em Fão.

Filipe, Chico, Emílio Santos, Mota, Milo, Narciso e Diogo (julga-se que o Futre também treinou por outros lados)

Os vence dores

ATENÇÃO DDR: DOMINGO 10, ÀS 08H00 NO “RAFAS”

MOTIVO: TREINO EM ALTITUDE EM VC

Os vence dores

“A maior parte das coisas que dizemos e fazemos, não é necessária; quem as eliminar da própria vida será mais tranquilo e sereno”.

Quem disse isto foi o imperador romano Marco Aurélio, um gajo esperto, que viveu há perto de dois mil anos.

Realmente hoje o que fizemos e dissemos ao Seara, à saída do Rafas, não foi a mais correta. A quantos de nós já aconteceu ter um furo ou outra avaria qualquer, ao iniciar um treino? Praticamente a todos. A nossa atitude d`hoje, foi chunga. Desculpa Seara e prometemos que não voltamos a deixar-te… bom, prometer, prometer, conhecendo os protagonistas desta história, é um bocado difícil mas também, não temos totalmente culpa de sermos assim brutos, atitudes como as de hoje, estão-nos no sangue, deve ser uma coisa ancestral, pois até o tio Marco Aurélio no tempo dele, topou que havia gajos em Roma a mandar postas de pescada e a fazer m****, desnecessariamente como nós.

Olha Seara para retaliares o gesto feio de hoje, quando alguém furar ou avariar durante um treino, deixa o grupo para trás e eles qsf e contínuo sozinho.

VENCEDOR, segundo o conceito de Abel Xavier, treinador de futebol recentemente despedido do Olhanenses, é alguém que vence a dor. Nunca tinha pensado no assunto nestes termos mas, sendo assim, o Xavier arranjou um dilema: afinal quem é mais vencedor? Quem chega em primeiro, que ganha aos adversários, que com mais ou menos dificuldade vence a dor, ou é alguém que faz das tripas coração e com dificuldade extrema consegue vencer a dor e chega em ultimo? Pelo conceito do Abel Xavier, se chegarem mil atletas ao fim de uma prova, são todos vencedores porque todos venceram a dor e se for o ultimo  o que mais sofreu então é…o mais VENCEDOR! É isso Abel? Eu que fiquei em setecentésimo e tal na maratona dos 5 Cumes e cheguei ao fim à rasca, portanto fui um dos vencedores…, Obrigado Abel, estimulas-te a minha auto-estima, vou já alterar a minha lista de últimos  e, deixa que te diga  Xavier, estou solidário contigo por não teres conseguido  ser um vence  dor, no Olhanense

Também nós, no treino de hoje vencemos a dor ao subir à Snra da Guia em Belinho e depois na descida a toda a bolina, pelo trilho técnico, cavado da chuva até Antas. Foi bonito pá, muito bonito, ver um antigo elemento ddr Adelino Silva, o Lino, mostrar que não perdeu o jeito p`ra coisa e com uma burra a pesar uma arroba e tal, subir o monte e descer como um  home grande, sem um queixume. Quando o gene ddr é bom, perdura para sempre e ponto final.

E foi graças ao Lino – e por isso é proclamado o herói do dia -, que descobrimos o “saidegatas” em Antas. Um aprazível refugio, bem à nossa medida, para nos reabastecermos quando formos para aqueles lados e estivermos com falta de… água, ou cheios de larica, como aconteceu com o Martinho depois de acabada a digestão do empanturramento de castanhas de que foi alvo no dia anterior, que o obrigou a tolher o passo da burra dos autocolantes, durante todo o treino.

Meus caros ddr`s, os que não venceram a dor da noite do halloween e ficaram na cama, ou foram vence-la para outro lado, deixe que vos diga – tirando a tal pedra do sapato, chamada Seara  e o Mota não estar no café Sport em Fão, à nossa espera para nos receber como pessoas importantes que somos -, foi um treino muito PORREIRO!!!!!

Os ddr`s: Chico, Emílio e Paulo Santos, Lino, Narciso, Seara e Martinho