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A Descida ao Sarrabulho e as Azenhas do Neiva

Terça-feira, Novembro 19, 2013

A Descida ao Sarrabulho e as Azenhas do Neiva

01Fim-de-semana intenso: no sábado, dia 16, os ddr participaram em Ponte de Lima, pela 8ª vez consecutiva, na “XIII DESCIDA AO SARABULHO” e, hoje dia 17, domingo, em Antas no “BTT AZENHAS DO NEIVA SOLIDÁRIO”.

Comecemos pela DESCIDA AO SARRABULHO:

Se no ano passado formamos um bom grupo com treze elementos, este ano sem que nada o fizesse prever, o grupo restringiu-se a sete duros e lá fomos determinados para PLima.

Sem stress, às 11h20, saímos de Apúlia e a viagem foi feita nas calmas. Próximo de Viana o telemóvel tocou; era o Ansil a perguntar: demoraindes muito seus c****, olha qa tia Marcia está fechada…”. O Ansil (Estrunfe), o homem de S.M. da Feira, que em treze anos nunca falhou uma Descida ao Sarrabulho e se devotou aos ddr`s, desde há uns anos, estava ansioso pela nossa chegada. Respondi-lhe mais ou menos no mesmo tom arrevesado e desliguei o telemóvel, pois iríamos ter muito tempo para o aturar

Em PLima, depois de pagar e levantar os dorsais, dois elementos da organização, recomendavam vivamente que levassemos máquina fotográfica porque devido a uma alteração no percurso, as paisagens este ano eram espetaculares e que no fim da Descida devíamos ficar para o jantar porque este ano o sarrabulho iria ser melhor que nunca, confeccionado por uma equipa afamada de um restaurante local.

Arrumada a questão dos dorsais, fomos almoçar no sitio do costume: a tasca das Fodinhas a tal com a ementa escabrosa, única em todo o mundo, que tem dado origem a muitas reportagens de jornais e televisão – a mais recente foi em Agosto para a televisão japonesa.

A tasca encontrava-se lotada de bettistas, downhilleiros e quejandos. Sem lugar nas mesas, com os panados numa mão e a tijela de vinho na outra, optamos por nos instalar na esplanada da rua.

Com o nosso amigo Estrunfe, que entretanto se tinha juntado, íamos cavaqueando com conversas da treta. A certa altura, o nosso amigo perguntou-nos intrigado porque faltaram os ddr`s do ano passado. Tivemos que cortar no orçamento por causa da crise, respondemos-lhe.

Repimpados ao sol, íamos interagindo com outros sarrabulheiros a dar ao dente como nós. Malta fixe. O Agostinho o dono da tasca tambem se juntou à nossa mesa a falar das pipas de vinho da sua adega. Estava-se bem na esplanada, apetecia-nos ficar por ali a tarde inteira

À duas por três, o Estrunfe informou-nos que tinha comprado um par de sapatos e agora precisava de pôr-lhe aquelas coisas que os amarram aos pedais e foi-se embora para atarrachar os encaixes e nós também fomos passado pouco tempo, porque a hora de carregar as burras no camião aproximava-se, não sem antes tirar a habitual foto em família com os donos da tasca.

A diferença que rodeia uma prova de btt cronometrada e este tipo de provas como o Sarrabulho e a Portela em Monção, é enorme. Há uma espécie de empatia com todos os participantes, conversa-se descontraidamente na boa com conhecidos e desconhecidos, sem o nervoso miudinho de ser o primeiro a arrancar, o único objectivo é desfrutar ao máximo os trilhos exigentes, que o monte nos oferece

Com as burras carregadas e o pessoal nos autocarros, o inicio para a freguesia da Boalhosa, local da partida, foi periclitante, com os autocarros a parar a cada meia dúzias de metros. O motivo, soubemo-lo depois, estava relacionado com a espera de um grupo de vinte que se tinham atrasado. Quando finalmente apareceram estavam caracterizados…com perucas e balões, vá lá saber-se porquê.

Enquanto estávamos no pára-arranca, o motorista fez um aviso sem nexo, ninguem percebeu o motivo: ”…e temos de ter cuidado até passar a polícia (?), depois podem fazer o que quiserem (?)”, e continuou ao microfone: ”…e não me fodam o meu ganha-pão, porque eu tenho dois filhos pequenos para criar”. Respondeu o Alexandre lá de trás “o que é que nós temos a ver com isso, tio ?”. O motorista ouviu e encaixou, deve ter pensado: “ não vale a pena…não podes com eles, junta-te a eles” e acabou por entrar na onda e foi a contar a vida dele, aventuras de passageiros que transportou e anedotas já com barbas, até ao monte.

Por causa de desenrascarmos uns putos downhilleiros, com a corrente partida, fomos dos últimos a arrancar mas, tudo bem e até foi bom porque pela primeira vez em tantos anos, olhamos com olhos de ver para este local, dos mais turísticos da região, como nos tinha informado o motorista. Ao fim de um bom quarto de hora, passamos pelo pórtico da partida e demos finalmente início à descida.

Ao princípio, o percurso foi ligeiramente diferente, mais à esquerda do que habitualmente e, de facto a paisagem vista dali era deslumbrante. Ao fim de três, quatro kms, sempre por trilhos muito técnicos, voltamos aos velhos trilhos dos outros anos.

Ao contrário do que o nome da prova possa sugerir, para aqueles que mandam bocas sem nunca terem participado, não é uma passeata e copos de tinto, por alguma razão muita boa gente corta-se a fazer esta descida e não é pelos copos ou pelo passeio como dizem, é por caguça

Fizemos a descida praticamente todos juntos do principio até ao fim e tirando aquela coisa de ter que subir o monte da Madalena, próximo da vila, curtimos à brava os trilhos melhorados e mais adrenileiros deste ano, talvez uma das melhores DESCIDAS de sempre. Brutal!!!, comentava um puto no fim.

Como sempre acontece, também este ano houve muitos trambolhões e pela primeira vez, nenhum dos ddr`s foi ao charco e todos se portaram muitaaa bem, o que é caso raro

Como habitualmente a DESCIDA, terminou no escadórioa da capela, com muita gente a assistir e caras conhecidas do mundo btt, foi bonito pá, descermos as escadas em grupo.

A XIII DESCIDA AO SARRABULHO, estava concluída com êxito e como sempre soube a pouco era preciso mais uns quilometresecos. Parabéns Batotas!!!

Depois, como não tínhamos intenção de ficar para o jantar, com grande pena nossa pelo compromisso de outra prova no dia seguinte (mesmo assim cá o rapaz, se tivesse um companheiro tinha ficado), como a fome apertava, voltamos à tasca das Fodinhas, para lanchar. A tia Marcia, a dona, pessoa alegre, estava tristonha, o motivo segundo o Alexandre nos confidenciou, prendia-se com o desaparecimento do seu cãozinho de estimação. Ora, isso não pode estar a acontecer, nós queremos ver a tia Marcia feliz e vamos terminar com um apelo ao pessoal das bikes: se alguém encontrar o caniche, ou por engano o meteu no saco, confundindo-o com o capacete, por favor devolvam-no à dona.

Os duros deste ano: Filipe, Manel (no apoio moral), Milo, Narciso, Tóze, Seara e Alexandre

O vídeo realizado pelo Tóze. Parabens,  5**** (foi pena a bateria ter pifado a meio)

Algumas fotos tiradas por: Miro, Tóze e Manel

Vídeo de Tóze – btt Azenhas do Neiva solidario

54Quanto ao Passeio de hoje, dia 17, “ BTT AZENHAS DO NEIVA SOLIDÁRIO”, foi tudo menos um passeio, foram 45km – no nosso caso -, havia outro de 15kms, com dificuldade física média/alta, houve até quem o considerasse mais duro que os 70kms do Luso-Galaico ou os 3 Cumes. Não exageremos, mas lá que foi uma prova duro, lá isso foi.

Com caracter solidário, para ajudar nos prejuízos do incêndio que destruiu a sede dos Amigos do rio Neiva, no verão passado, muita gente associou-se a esta causa, excedendo as expectativas mais otimistas, como contou um membro no final

Os ddr`s, não podiam deixar de aderir a esta causa dos nossos amigos de Antas e assim, cinco elementos marcaram presença, com quatro a repetir a dose do Sarrabulho do dia anterior: Filipe, Manel, Narciso e Tóze e com o Emílio Santos formamos o quinteto que subiu e desceu todos os montes do concelho de Esposende (só faltou o monte de Rio Tinto), atravessou todos os riachos e caminhos com lama e a cinco kms do final, com os resistentes que ainda sobravam, moídos da pancada dos trilhos e do sobe-e-desce,  quando só pensavamos na chegada, tivemos que subir o monte de Belinho e descer por um single track pior que os do Sarrabulho

Foi de facto uma prova dura, mas mesmo assim eu e a minha Santa Cruz divertimo-nos, esta burra pesadona foi um espectáculo a descer o Sarrabulho e hoje no track por trás da capela da Snra da Guia. I love this mule.

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