O Ultimo Treino de 2013

O ultimo treino deste ano, foi bastante concorrido, formamos um grupo jeitoso com 16 gajos bem feitos e robustos, que pedalaram em alto ritmo…quero dizer: pedalamos pelo alto dos montes de Vila Chã e Masseiras e até houve momentos, imaginem, em que andamos todos juntos. Foi um treino muito porreiro, a certa altura esquecemo-nos do que andávamos a fazer e começamos a rachar lenha, foi no trilho a subir da Snra da Guia e, enquanto uns rachavam pinheiros secos o Nelson juntou um monte de pedras e fez duas rampas, para na descida passarmos por cima, mas o que ele queria sabiamos nós, era para ver se alguém malhava de queixos, mas teve azar porque ninguém caiu…bem, eu estive quase. Isto é que foi um treino, estavamos a divertir tanto que em Antas esquecemo-nos do Hélder e este teve que lançar um apelo a pedir as coordenadas da nossa posição

Até o dia nos correu de feição sem azares, tirando os quatro furos que foram rapidamente consertados – o Futre só demorou meia hora a substituir a câmara-de-ar babada de gel, porque teve a ajuda do Bruno. Depois da demorada operação furos, tínhamos a intenção de parar no Mota para a escala técnica, mas como o Martinho tinha feito parte do grupo da fuga, só ele é que parou e assim poupamos tempo e enganamos o Mota

Terminamos o treino, como começamos: todos juntos…quero dizer, mais ou menos juntos, porque se no inicio deixamos o Futre e o Espanhol no Rafas, no fim o Martinho, o Nelson, o Espanhol e o Tiago (primo do Milo), desapareceram do nosso radar ao primeiro furo e nunca mais foram vistos, o Hélder ainda tentou fugir mas nós não o deixamos, cinco eram demais.

E assim terminou o ultimo treino do ano, normalíssimo.

Notas:

– As participações do: Hélder, César e Adélio (Espanhol) os nossos malucos de estimação que a puta da vida obriga a passar longos períodos longe da rafeirolãndia. Só faltou o Virgílio e o Carlos para o ramalhete ficar completo

– O regresso do Bruno ao fim de seis meses de baixa, com a sua nova burra malhada, a bonita TREK que passou nos testes com distinção e o regresso da burra do Futre, como nova, pronta para tudo até voltar a partir 

– O presença dos nossos amigos Nuno Peixoto e Tiago é sempre bem-vinda   

– O resto da cambada que fez parte do ultimo treino foram: Filipe, Emílio Santos, Milo, Futre, Narciso, Nelson, Bruno, Seara e Solinho

– Na passada quinta-feira, decorreu o tradicional jantar de-fim-de-ano dos ddr`s. Como sempre, decorreu em ambiente de festa, tendo como nota relevante a presença dos nossos ddr`s emigrantes: Virgílio Fradique, César Nogueira e Carlos Figueiredo, que é sempre motivo de alegria quando se juntam ao mundo dêdêrriano.

– Outra nota relevante, foi a entrega de diplomas a mais dois ddr: Tiago Seara e Diogo Fernandes, que concluíram com mérito o longo período de recruta, embora haja umas arestas a limar no caso do Diogo, pois tem que aprender que mesmo quando vai isolado na frente de qualquer maratona btt, para vencer a competição tem primeiro de cortar a meta e não a 500m, ficar baralhado à procura de outras metas. Depois queixa-se que mais uma vez o 1º lugar foi pelo cano

– O jantar terminou com o discurso do todo-poderoso-chefe.(Se alguém estiver interessado pode ler na integra a mensagem do chefe, clicando AQUI)

– Pronto, ddr e amigos e todos os que nos seguem, mais um ano está prestes a começar, não vale a pena carpir mágoas nem acreditar na eficiência dos queixumes, gozemos e façamos o que nos der na real gana porque como disse um dia Charlie Chaplin “ A vida é como uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso canta,chora, dança, ri e vive intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”

BOM ANO 2014

E porque o riso é o melhor remédio, aqui fica um vídeo com os nossos artistas Martinho,César e Tino, no fim de um treino dos ddr

Fotos do ultimo treino:

Passeio de Pais Natal 2013

(MAIS FOTOS  DO PASSEIO DE PAIS NATAL 22DEZ2013, NA PÁGINA ACIMA)

Vídeo de: António Maia (Tozé)

Passeio de Pais Natal 2013

 

VI Passeio de Pais NatalHoje dia 22 DEZ, decorreu pelas freguesias de Apúlia e Fão, o tradicional passeio de Pais Natal, onde miúdos e graúdos pedalaram  alegremente durante toda a tarde pelas ruas a espalhar sorrisos de alegria e paz de Natal

Foi tocante ver a felicidade dos mais pequenos que estoicamente aguentaram firmes como gente crescida sem darem parte de fracos ou desistirem. Parabéns miúdos pela vossa tenacidade que nos contagiou a todos.

Além da alegria dos mais pequenos, foi também gratificante assistir à participação de famílias inteiras, transmitindo assim o verdadeiro espírito de família desta quadra natalícia. Mais que não fosse, só por estes dois factos já valeu a pena este passeio de cariz solidário com a  Associação Social, Cultural Recreativa Apúlia que bem merece ser apoiada por todos nós.

Até o S.Pedro quis participar e mandou parar a chuva durante a tarde.

Por volta das quatro horas, um trenó transformado em carroça, puxado por dois cavalos – por haver falta de pés-de-obra de renas nesta altura do ano -, transportou o respeitável chefe dos Pais Natal desde Fão até Apúlia.

Imponentemente sentado no seu cadeirão ornado, na marginal em frente ao mar o Pai Natal começou por saudar  todos os presentes à civil, exigindo de seguida a presença dos seus súbditos.  As suas ordens foram imediatamente cumpridas e, rodeado dos seus sósias, sem perder tempo distribuiu prendas aos mais pequenos, ordenando-lhes de seguida que se divertissem nos insufláveis que para o efeito tinha mandado instalar em frente do edifício do ISN e depois mandou servir um lanche a todos, condescendendo que os graúdos provassem um calicezinho de vinho do porto por se terem portado bem

Com a certeza que toda a gente estava alegre e feliz, o grande chefe anafado, pouco mais tempo demorou e lá foi cheio de pressa, para outras paragens, assoberbado de trabalho nesta altura do ano.

Continuamos a nossa missão ho, ho, ho, por Fão, arrancando sorrisos às pessoas surpreendidas com tantos barbaças. Enquanto estavamos parados no largo do Cortinhal para retemperar forças, tivemos a grata surpresa de sermos obsequiados pelas gerencias do restaurante familiar Sra Peliteiro e Café Sport, com um portozinho para aquecer – e prosseguimos para Ofir a ultima escala, antes de regressamos ao ponto de partida em frente à sede da ASCRA.

Terminamos com uma palavra de agradecimento a todos os que dignaram participar neste passeio de Pais Natal. Obrigado a todos

 E aos que nos ajudaram:

À ASCRA, pela disponibilidade das suas instalações

 

À junta de  União de freguesias de Apúlia/Fão

 

Obrigado a  todos e tenham um FELIZ NATAL E BOM ANO

bike team btt Apúlia “durosderoer”

fotos de: Bruno Monte

Só porque estamos na época do Natal…

ATENÇÃO DDR`S!

AMANHÃ DIA 22, O TREINO É NO “RAFAS” ÀS 09H00

VI Passeio de Pais Natal

Só porque estamos na época do Natal…

Parece que, algumas pessoas não apreciaram o título da última crónica. Considerou-o rasca, sem-vergonha. Agora não há nada a fazer, palavra dita, não volta atrás, talvez devesse ter optado antes pelo: “fica-se nas horas do c****, quando se falha um treino”. Paciência almas sensíveis, prometo que hoje, só porque estamos  todos imbuídos no espírito de Natal, vou substituir essa palavra que achais ignominiosa e que tanto jeito me faria nesta cronica, mas aviso já que continuo a gostar da expressão utilizada, acho uma palavra linda, inocente, muito útil nos tempos que correm para exprimir o que nos vai na alma, com boa fonética, há quem a considere exclusiva da trolhice, nada mais errado, então se todos os dias somos fo…perdão, lixados(eu prometi), com o aumento dos impostos e com a esperança de que não sejamos os próximos a ir para o olho da rua, em consequência da desculpa da tal reestruturação da empresa, que nos tinha garantido emprego para toda a vida. Portanto, fo…perdão, lixado, é uma palavra que além de exprimir o estado de alma do povo, é utilizada por todas as classes, um substantivo polivalente, tipo multiusos. Quando nos metemos em encrencas e depois não arranjamos maneira para sair delas, o que é que dizemos? “Estou fod…”. Depois também serve para elogiarmos o feito atrevido de algum meia-tigela, quando desafia os limites do razoável. Apesar de simples, acaba por ser uma palavra nobre e só as mentes perversas é que a considera indecente e rasca e a confunde com lascívia.

Há pouco tempo, num almoço convívio, em que também esteve presente um capelão (padre), que com o prato dos croquetes e rissóis na mão, num circulo de amigos, barafustava indignado, contra as finanças que o intimaram a pagar o selo do carro de há uns anos atrás, ou a apresentar prova de que tal foi pago. Depois de largos minutos a desabafar sobre o caso, terminou a confidenciar para o parceiro do lado: “ …e agora estou fo****, porque não tenho provas e vou ter de pagar”. Estão a ver como esta palavra é util? Até ao Sr prior…

Mas hoje quem ficou fo…lixados, foram dois distintos ddr`s: primeiro foi o Tozé, que pouco depois de darmos inicio ao ataque para mais um treino que, pela qualidade dos artistas prometia ser apurado, teve de dar meia volta à burra rolls royce, frustrando-a de mais um teste e voltou ao ponto de partida para preparar um caixote onde se deposita as pessoas, em posição horizontal quando deixam de funcionar.

Quanto ao outro que também ficou, ou antes tem andado fo…lixado (eu prometi), por dormir mal e já explico porquê, é o nosso grande guerreiro Martinho, senhor-dos-montes e das barragens do Gerês e agora chefe de família que prepara biberões de leite como ninguém, que o diga o Martinhinhosinho de dois meses, que não tem problemas a acorda-lo a qualquer hora da noite, pouco se importando com a coça que depois o velho irá levar quando for  p´ro monte derreado por ter dormido às pinguinhas, como aconteceu hoje.

O Martinho regressou; o Futre regressou ainda sem a sua velha amiga  Mondraker, a contas com a mazela, depois daquela metamorfose a rígida, lembram-se?

De resto foi bom saber que o castigo do Berto terminou na ultima quinta-feira e regressou com toda a sua pujança, determinado a recuperar o tempo perdido e o Rui com a sua nova coqueluche de ultima geração, também regressou e estes regressos foram uma boa notícia para o grupo e agora ficamos a aguardar o regresso por estes dias dos nossos imigrantes: Helder, Carlos e Cesar

Quanto ao treino, foi como previsto no início: virado para os trilhos técnicos, um dos quais vizinho do célebre trilho quebra-ossos, o kamikaze, de má memória para um dos nossos amigos dos “Diabos da Tasmânia” e vai daqui um abraço para eles. Já há anos que não era utilizado cá pela seita. Mas teve de ser para saciar os apetites devoradores da downhilleira INTENSE 275 do Rui, que só ficou satisfeita ao fim de descer várias vezes por ele. O outro mais acessível, o da Snra da Guia, primeiro foi feito a subir com as burras às costas e depois com todos a aplicarem-se na descida, para não cair. Mais umas passagens e este trilho será feito de olhos fechados eh, eh.

Terminamos do café Sport em Fão, com a banda de musica dos bombeiros a receber-nos. Desta vez o Mota exagerou, não era preciso tanto.

Os ddr`s: Filipe, Chico, Emílio Santos, Rui, Milo, Futre, Narciso, Tozé, Seara e Martinho

Algumas fotos de hoje e 34 segundos de vídeo:

É fodido falhar um treino

É fodido falhar um treino

 

Quando sou contrariado no gozo de dar umas pedaladas principalmente ao domingo, fico aborrecido e o dia irremediavelmente estragado. Hoje foi um desses dias, porque a poucos minutos de sair de casa, tive que me desequipar, por entretanto ter surgido uma obrigação moral com mais prioridade. Coisas da vida.

De resto raramente falho a escapadela de fins-de-semana para me divertir, e, não há nada melhor para aliviar o stress do que dar umas pedaladas durante umas horitas feito tolinho pelo meio do mato e regressar não raras vezes, moído por ter levado coça, cheio de lama, molhado que nem um pinto mas feliz pela sensação de liberdade que desfrutei durante aquele tempo todo em cima da burra abstraído das chatices do quotidiano.Esta sensação de liberdade deve ser comum a todos os que verdadeiramente gostam de desporto e, neste caso do ciclismo de montanha e faz-me alguma confusão como tantos praticantes desta modalidade, equipados à maneira, com máquinas top, falham tantas e tantas vezes de ânimo leve este contacto salutar de pedalar pelo meio da natureza.

Bem sei que agora a moda é correr e fazer trails, parece que toda a gente de repente descobriu o desporto dos pobres e desatou a correr – eu também só não o faço porque estou proibido – mas quando falho um treino com a minha jolly, como este fim-de-semana, depois tento arranjar maneira de compensar nos outros dias com a zirinha do pixe, claro que não é a mesma coisa e nada se compara à adrenalina de um single-track bem radical no meio do monte, mas pronto às vezes tem de ser e até acaba por ser porreiro.

Por norma, sobretudo nos treinos com a zirinha do pixe, equipo à Lídl, sou um desastre a combinar as peças de vestuário para votar boa figura na estrada, no entanto admiro um tipo bem equipado à Rui Costa e com óculos espelhados, eu que tenho uns óculos de três euros, comprados claro está, no Lídl, fico fascinado com o equipamento bonito e cheio de pinta, fico até com uma pontinha de inveja dos felizardos que o envergam. Pois bem, numa dessas ocasiões de treino a meio da semana, pedalava tranquilo em direção à Póvoa, o Sigma marcava 7kms, quando notei que tinha concorrência na minha roda. Ao fim de mais 2kms, com o gajo à mama, este passou-me em alto speed em cima de uma Specialized vistosa toda carbonada, equipado à Rui Costa da cabeça aos pés, fundindo-se com as mesmas cores da Special, em suma formavam um par perfeito. Agora era a minha vez de ir na roda dele. Depois de ter admirado embebecido a vestimenta por trás, ao fim de algum tempo, pus-me ao lado dele para melhor ler os dizeres da camisola, mas o ingrato não gostou e levantando-se do selim continuou a acelarar e eu como sou teimoso, tive que o ultrapassar para tentar ver o equipamento de frente e aí, quando me viu com os mirones nele deve ter-se assustado por ver um gajo tão feio e mal vestido e sempre a pedalar abaixou-se e deixou-se ficar para trás não me dando hipótese de lhe admirar a outra parte bonita do equipamento. Como continuasse a ficar para trás, fui-me embora sozinho, a pensar seriamente em montar um retrovisor na minha zirinha para não assustar as pessoas e com a dúvida instalada se valeria a pena deixar de equipar à Lídl.

Pronto, agora que alimentei o ego, já me sinto menos aborrecido.

PS: Não se esqueçam de se inscreverem no passeio de Pais-Natal no dia 22

Vídeo do Tozé com a escapadela deste domingo e com a estreia da sua nova S-Works Rolls Royce

VI Passeio de Pais Natal

VI Passeio de Pais Natal

 Estamos em plena temporada do Natal, o mês em que as pessoas, tocadas pelo espirito da época, ficam mais recetivas e mobilizam-se em iniciativas de cariz solidário um pouco por todo o país, para ajudar os mais necessitados, ou a angariar fundos para as instituições de caridade. Mesmo em tempos de crise – são poucos os que se armam em Ebenezer Scrooge, o avarento do conto de Natal de Charles Dickens -, e ninguém se furta a contribuir com alguma coisita para ajudar quem mais necessita, como se viu nestes últimos dias para o banco alimentar, que, infelizmente, cada vez tem mais clientes.

E quando lemos notícias que cada vez há mais multimilionários e mais pobres a viver no limiar da pobreza em todo o mundo, é obsceno o que certos novos ricos fazem nas suas exibições faustosas e ridículas, como a daquele chinês Xing Libin, que gastou no casamento da filha, 8.455 milhões de euros e ainda lhe ofereceu seis ferraris, é uma humilhação ao mundo da pobreza e deixa qualquer um enojado.

Os ddr sensíveis a estas causas, com o apoio da JFApúlia/Fão, o Passeio de Pais Natal este ano, é de solidariedade para ajudar a  Associação Social Cultural e Recreativa de Apúlia,  ASCRA, instituição sem fins lucrativos, que bem merece toda a ajuda que lhe podermos dar, depois de ter passado por um período algo conturbado.

Por isso no dia 22, contamos com toda a gente do país, novos e menos novos, pequenos e grandes, vamos todos participar no Passeio de Pais Natal e encher de colorido as ruas e pedalar com o fatiota do Pai Natal. Até lá continuem com o espírito natalício


VI Passeio de Pais Natal