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Pelos Trilhos dos Moinhos

Segunda-feira, Março 10, 2014

Pelos Trilhos dos Moinhos

???????????????????Do que eu preciso, é de uma bicicleta como a do Luís Marreco. Não sabem quem é? Daqui a pouco eu digo mas, primeiro vou falar dos Trilhos dos Moinhos, uma excelente prova de btt, muito bem organizada pelos Amigos da Montanha onde como habitualmente nada foi deixado ao acaso. Impecáveis, Parabéns Amigos da Montanha.

Quando cheguei ao campo da feira, faltava dez minutos para a partida, tempo suficiente para entrar no controle zero e visitar os cinco magníficos Pros ddr, que bem cedo levantaram o rabinho da cama para ocupar boas posições na largada – eu não conto porque só o icei às 08h15, afinal de Apulia a Barcelos, são 18kms e uma hora e tal chegava e sobrava mesmo sabendo de antemão que iria levar com mil e tal betetistas pela frente e ficar à mercê de todos os contratempos que poderiam advir e do aborrecimento das ultrapassagens.

Na frente o Nelson, Paulo Fernandes e Diogo, uns metros atrás o Seara e Emílio Santos e, claro, eu a três metros do cauda.

Fruto de ser um bocado despassarado, acontece-me alguma coisa porreira, antes, durante ou depois, quase sempre é durante as provas no calor da refrega, salvo raras exceções como a de hoje quando foi dada a partida e verifiquei que faltava o bidon da água e, daquela vez em que me esqueci da bicicleta em casa para a Descida ao Sarrabulho em P.Lima.

Depressa encostei a burra, pulei a cerca e a correr dirigi-me à carrinha que por sorte estava perto e num ápice regressei e ainda  arranquei antes dos últimos. Pedalava entusiasmado a ganhar posições quando a quatro kms, na subida para o monte de Remelhe, o pelotão ficou engarrafado. Estivemos nisto, de engarrafamento em engarrafamento durante pelo menos quinze minutos até que finalmente a coisa começou a andar.

O dia estava otimo, os Trilhos eram fantásticos, havia lama e água como se previa depois de tantos dias de chuva mas nada inultrapassavel. Tinha saudades de participar numa brincadeira como a de hoje, com um percurso à minha medida 42kms. Curtia à brava pelos singles agora com menos trãnsito, quando em Pedra Furada, encontro o Diogo parado, mal indisposto (pois é Diogo, tens de começar a tomar o pequeno almoço todos os dias um motor sem combustível não trabalha), falei com ele e parecia-me bem, como não podia fazer nada para o ajudar e a ambulância estava perto continuei.

Em Courel, a Jolly armou-se em burra e entalou a corrente entre a cassete e a escora, a muito custo com um pau e uma pedra(esqueci-me do martelo), lá a desencravei. Se eu tivesse uma bicicleta como a do Luís Marreco, nada disto aconteceria.

No moinho em Paradela estava o reforço e um controle, parei só o tempo necessário e em Cristelo como o telemóvel não parava de tocar, parei novamente e enquanto atendo e não atendo continuava a ver gajos e gajas a passar por mim. Era o estupor do Ivo que desligou de propósito quando atendi.

Mais à frente no monte Vilar lá estava ele com o resto da cambada: Filipe, Futre, Paulo e o Martinho, prontos para me tramarem e desmoralizar com insultos do piorio, eu que andava a trabalhar a fazer pela vida, a tentar chegar ao pódio -, mais tarde vim a saber que também aplicaram o mesmo corretivo ao Nelson. Ainda pensei juntar-me a eles para lhes dar uma peleira mas como eram muitos e estava a lutar pelos primeiros lugares e só tinha pouco mais de trezentos betetistas para ultrapassar preferi deixar este grave incidente para resolver depois.

A partir de Vila Seca entramos no ultimo terço da prova, pelos trilhos lindíssimos da beira rio, virados a montante. Continuava a divertir-me e a calcular quanto tempo faltaria para a bifana.

A dez kms do final, em Gilmonde, perdi definitivamente a esperança de ficar num dos três lugares, quando a Jolly, a malvada, resolveu entalar outra vez as correntes. Desesperado, puxava as correntes por todos os lados sem saber ao certo o que estava a fazer, mas nada, tive que recorrer à mesma receita de há pouco e procurar um pau de jeito e com uma pedra resolvi o problema, foi mais demorado mas lá consegui chegar ao fim – a burra do Emílio Santos tambem lhe pregou uma partida semelhante e mais grave, pois teve de desmontar  tudo e foi graças à ajuda do Cunha, que pôde prosseguir.

Ao contrário do que é usual, durante a prova interagi pouco com outros betetistas, praticamente só com alguns elementos dos Amigos por Natureza essa grande Associação de Vila Seca, a quem envio daqui um abraço mas, dava para notar que toda a gente estava bem-disposta e a curtir os Trilhos. Nada como um dia de sol ao fim de tanto mau tempo para alegrar as almas

….

Rota dos MoinhosAcabei de ver as classificações: parabens ddr, ao Paulo Fernandes pelo 25º; ao Seara pelo 46º, que está um PRO do caraças, desde que trocou de burra está imparável; ao grande Nelson em 67º e ao Emilío Santos que apesar da partida que a burra lhe pregou ainda acabou em 273º

Quanto a mim, bolas!!!, fiquei decepcionado, foi por pouco, tive que me contentar com o 388º lugar a uma escassa hora e dezassete do vencedor. Ai se eu tivesse a bicicleta do Luís Marreco!!!

Fotos dos Amigos da Montanha e do Ivo

Atenção à bolinha vermelha

A bicicleta do Luís Marreco:

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