8ª Isabelinha btt

8ª Isabelinha btt

Decorreu no dia 19, a 8ª Isabelinha btt em Viatodos, terra do distinto ddr Nelson Miranda.
Os ddr marcaram presença, menos do que seria desejável, mas foi o que se pôde arranjar num sábado de páscoa, fomos poucos mas bons. P´ra mim e para o César foi a primeira vez que participamos nesta prestigiada prova inserida nas festas da feira da Isabelinha este ano centenária e não nos arrependemos antes pelo contrário.
Um percurso de qualidade, com muitas caras conhecidas do btt de top, dos quais reconheci: João Benta (que seria o vencedor), José Rodrigues, Helder Santos, Nuno Martins, Luís Neves, Fátima Mello, João Araujo que continua como o aço em grande forma e claro o ddr Paulo Fernandes. Com troços muito interessantes pelo meio de campos floridos e verdejantes.
Como habitualmente cheguei tarde e em consequencia arranquei na cauda do pelotão. Começamos com uma voltinha pela vila para saudar o povo e fomos à luta. Logo aconteceu um engarrafamento felizmente de pouca duração. Dois kms depois encontro o Diogo Figueiredo da JUM com o desviador traseiro partido, ofereci-lhe a minha jolly para continuar, ainda a montou mas depressa desistiu, a pileca era demasiado rustica e pequena para ser montada por tão distinto jockey. Com esta recusa, lá foi a oportunidade da jolly ficar bem classificada. Acabou por fazer uma ligação direta com a corrente e como campeão que é, não desistiu e prosseguiu até ao fim. Grande Diogo. Mais tarde vim a saber que aconteceu o mesmo ao nosso indómito ddr Cesar outro grande campeão que chegado há dois dias de França, com poucas horas de treino e com o azar do desviador partido, fez em prova brilhante e ainda foi o 86º. Parabens Cesar.
Ao km 10 surge inesperadamente uma parede em pixe, brutal, algo extensa, do género da dos moinhos da Abelheira, na minha frente entre vários betetistas, seguia um curvado sobre o guiador com os dizeres “Puxa Puxa”, inscritos na camisola como que a incentivar os que vinham na sua roda para continuarem a puxar e o facto é que puxei a jolly comó c*** por ali acima sem desmontar até entrar no pinhal e recuperar um pouco antes de nova subida até aos penedos do cimo do monte.
Alguns betetista estava parados à beira dos penedos, renitentes em iniciar a descida pelos fantásticos single tracks trialeiros monte abaixo, do género dos da Portela, mas sem lama e pedras e mais acentuados. Foi a unica parte radical da prova e foi muito bom, curti à brava estes tracks sinuosos e técnicos. Que pena o Tozé não estar cá com a sua GOPRO.
Ao km vinte e tal, na Varzea encontrava-se o reforço bem apetrechado, com as responsáveis a propagandear o material e zangadas por os primeiros cinquenta, no dizer delas, não terem parado para provar as bolas-de-berlim.
Atestei umas pecitas de fruta e continuei porreirinho da vida pelo monte Gamil, por estradões em bom estado e pouco trãnsito a esmifrar quanto podia a jolly e foi assim que ultrapassei os  “Irmãos Shrek” em pedalada sincronizada e depois um betetista dos “Tesão Export”, seja lá o que este nome significa, pelo sim, pelo não, pensei cá comigo, o melhor é tentar passa-lo e distanciar-me rapidamente, porque nunca se sabe o que vai na cabeça de um atleta que pertence a um grupo com este nome.
Durante toda a prova encontramos muitos fotógrafos. O Eduardo Campos estava em todo o lado, impressionante a dedicação deste homem, a comunidade das bikes muito lhe deve, já era altura de fazer uma homenagem a quem tanto tem feito pela divulgação da modalidade. Em nome dos ddr`s, obrigado Eduardo pelas excelentes fotos que nos tens presenteado ao longo dos tempos.
Outros que tambem que merecem a gratidão da comunidade betetista: Miro Cerqueira, José Cunha, Helder Sousa
A caminho do monte da Saia, sou ultrapassado por dois membros dos “BTTURSOS”, fui no seu encalço mas não me deram hipotese, os URSOS terminaram à minha frente.

Parabens aos vencedores e ao ALDE`A e comissão de festas de Viatodos pela excelente organização.

Obs: Parabens ao Julio Torres que tambem por lá andou e participou no 1º Trail da Isabelinha

 

 

Um treino decente

O vídeo que faltava do Portela IX, 06ABR, com a perpetiva do Francisco Ferreira (Chico)

(Há fotos no face do Portela IX)

Um treino decente – 13abr

Enquanto pedalavamos num momento de relax, o Rui contava-me em jeito de confidência, que um dia da semana passada ao fim do trabalho sentindo-se um pouco aborrecido, pegou na bicicleta e foi dar um giro  “…e à medida que pedalava, alheava-me de tudo, no fim senti-me compensado, o aborrecimento desaparecera e sentia um agradável bem-estar”. Contou (as palavras podem não ser exatamente estas, mas o sentido é o mesmo)
Quem já não sentiu a metamorfose do Rui ao fim de uma volta com a bike para espairecer? Decerto que aconteceu a todos nós e acontece com todos os que praticam desporto regularmente pelo prazer. Veio-me então à memória o que li algures, não me recordo se em revistas ou jornais ou até em redes sociais sobre a mudança de estados de alma depois de dar ao pedal. Vou transcrever muito suncitamente, o que memorizei e que julgo ser de um cardiologista porque não estava identificado:

O que acontece ao teu corpo enquanto pedalas?
Aumenta o bem estar e diminui o stress.
O stress é um dos maiores problemas do nosso quotidiano, no entanto, uma simples bicicleta poderá ajudar a atenuá-lo. Pedalar irá tornar as tuas contrações cardíacas muito mais eficazes, o que irá fazer com que o sangue chegue ao cerebro com uma rapidez muito maior, diminuindo a ansiedade, angústia e possivelmente a depressão. Para além disso, enquanto utilizas uma bicicleta, o teu corpo irá libertar endorfina, o que irá aumentar o teu bem estar. A respiração tambem vai melhorar, pois o aumento da frequencia cardiaca causada pelo esforço a pedalar, melhora a oxigenação dos pulmões e dos tecidos, para alem de reduzir muito o nível de glicemia no sangue e controlar a diabetes
Se este desporto for praticado regularmente, diminui a pressão arterial porque as sua artérias ficarão mais tonificadas o que é muito importante quando se fala de doenças coronarias e irá aumentar a imunidade com a maior produção de glóbulos muito importantes para a defesa do organismo

Hoje, fizemos um treino decente, experimentamos todo o tipo de terreno: single tracks há muito esquecidos; subimos por caminhos impraticáveis para as burras e dificeis para andar a pé; pedalamos por estradões bonitos. Que prazer e alegria de alma ao respirar a plenos pulmões o ar puro da primavera do cimo do monte de Belinho. Depois, ali tão perto, o track downhilleiro da Sra da Guia clamava por nós. Lá o trilhamos como quisemos até Antas.
Em Antas, atravessamos a nacional do pixe e fomos diretos ao mar ao som do chilrear dos passarinhos observando o desabrochar da natureza pujante de vitalidade nesta altura do ano. Na costa litoral, viramos a agulha para sul ao som de foguetório sem fim, para os lados de Castelo do Neiva e por areias movediças entramos triunfantes em Esposende. Os passarinhos transformaram-se em passarões e que passarões, ai primavera, primavera que bem te fica um dia como o de hoje na marginal de Esposende.

Já em Fão, no café Sport, enquanto dava-mos azo aos nossos devaneios hidratantes, o Seara à civil depois de nos ter localizado, contava como as coisas se passaram no dia anterior em Beiriz. Ficou em quarto por causa …dos três que ficaram à sua frente. O P.Fernandes em primeiro B, dos outros participantes não vamos comentar.
Entretanto no largo da snr de Fão, a fanfarra dos bombeiros tocava para assinalar o levantamento do pau da bandeira…. Hum!!!… musica para levantar o pau?

Os ddr`s:
Emílio Santos, Rui, Paulo Santos, Milo Mota e Narciso

ps: A Tânia falhou e não nos enviou a foto de grupo no Portela

Esta foi tirada de um frame de video:

Os ddr pelo “Btt Portela IX”

Os ddr pelo “Btt Portela IX”

001Depois da chuva que caiu nos últimos dias e ao ver os montes cobertos de nuvens durante a viagem para Pias, era fácil prever que o percurso deste ano não estaria nas melhores condições para desfrutar em pleno a jornada de btt que pretendíamos, principalmente os troços trialeiros.
Assim aconteceu de facto mas não foi nada de mais para os 18 ddr que se apresentaram à partida, 13 betetistas: Filipe, Chico, Emílio Santos, Paulo Santos, Tino, Milo, Narciso, Tóze, Seara, Solinho, Rui Vinhas, Luís e cinco pedestrianistas: as três ddr: Maria José, Eulália Hipólito, Carla Hipólito e os juniores André Ferreira e Tiago Costa.

Pias - Local da partida
Pias – Local da partida

Arrancamos de Apúlia por volta das 07h30 e sem enganos chegamos a horas decentes para ocupar o nosso lugar, como habitualmente na cauda do pelotão.
De todas as participações no “Portela”, fizemo-lo sempre pelo prazer de curtir o btt no seu elemento puro, sem a paranóia do stress de tempos cronometrados, explorando o que de melhor (e pior), o percurso tem para oferecer e descarregar a adrenalina quando nos apetecer nos troços trialeiros radicais que são o must do Portela juntamente com a hospitalidade das pessoas.
Este ano fizemos igual, infelizmente o chefe não curtiu muito porque cedo a burra ficou sem calços e ter de travar com o pé não foi fácil. Foi o castigo para quem negligenciou o tratamento da burra
A primeira parte, sempre a trepar até às eólicas, o ponto mais alto, foi a mais dura. Foram 22 kms bastante exigentes fisicamente e a ser necessário alguma técnica no inicio. Uma espanhola barafustava para o seu companheiro depois de dar um malho, que o caminho era muito difícil para as semi-rígidas. Acho que estamos todos de acordo com a nossa hermana, os gajos do CCMonção tiveram muito tempo para alcatroar o caminho porque o ano passado estava no mesmo estado, eh,eh

Passado este mau bocado, uma surpresa agradável esperava por nós: uma família composta por três gerações com um belo presunto em cima da mala do carro a servir de mesa de apoio, para nos oferecer fatias do pata negra acompanhadas com uns cálices de vinho do porto. Bendita família, ainda há gente boa neste mundo. Pela nossa parte obrigado pela gentileza.

Até às eólicas, perdemos tempo a emendar uma corrente e só topamos que estávamos na presença dos geradores, pelo barulho das pás, porque o nevoeiro cerrado só nos deixava ver o sopé das torres a meia dúzia de metros de distância.
O frio entranhava-se-nos na pele sem piedade, que o diga o Rui Vinhas em manga curta. Grande Rui.

Apesar de alguém ter dito que na primeira eólica acabaria o suplicio da subida o certo é que continuávamos a subir por entre o zumbido das pás, com a fome a apertar à espera que a qualquer momento surgisse do meio da nevoa o reforço alimentar, porque a nossa reserva calórica de nutrientes, para quem tomou o pequeno-almoço às sete, à muito tinha esgotado. Era justo que assim fosse depois do esforço da subida, mas só ao fim de mais dois kms e da descida de um track trialeiro (gosto desta palavra desde o ano passado), é que o desejado reforço apareceu.

O reforço e o Julio Araujo (de vermelho) do rafting
O reforço e o Julio Araujo (de vermelho) do rafting

E olha só quem encontramos, ddr que não estiveram no Portela, enquanto apaziguamos os protestos do estômago? O comandante do bote nº4 do rafting no rio Minho, o Julio Araujo equipado a preceito com as cores do Melgaço Radical, que faz questão de ser novamente o nosso comandante quando lá voltarmos daqui a uns tempos. Só aceitamos com a condição de virar o bote e não perder as pagaias, foi a nossa proposta.
A segunda parte a descer, mais técnica e menos física como é obvio e mais radical, foi a mais excitante e então para o chefe sem travões… foi um mimo, exigindo concentração extra por causa da lama que tornava as pedras mais escorregadias com as burras a rabiar de lado, as rodas de trás a quererem ultrapassar as da frente e às vezes pelos ares com belas cambalhotas, (in)felizmente aconteceu aos ddr uma ou duas vezes e sem consequências. E a propósito de trambolhões, tenho que fazer um esclarecimento, para quem não esteve presente:
“DECLARO QUE DESTA VEZ NÃO DEI NENHUMA CAMBALHOTA, NEM ATIREI A BURRA PELOS ARES OU A AMEACEI COM PEDRAS. OS CAMBALHOTEIROS FORAM OUTROS”. Estamos esclarecidos? Muito bem.

Trilhos fantásticos
Trilhos fantásticos

Libertos dos tracks com pedras e lama, entramos no… túnel pelo meio de giestas, com a simbologia de um farol desenhada numa placa à entrada a avisar para ligar…as luzes. Bom sentido de humor CCM
E por fim apareceu a descida com o maior declive. Foi a mais espetacular, aconteceu no bosque e foi a trialeira que mais gozo nos deu porque além do traçado cheio de esses, não tinha lama. Um autêntico climax. No fim soube a pouco.
Estes dois últimos troços foram muito bem conseguidos. Parabens CCMonção.
Continuamos a descer, a curtir sem pressas pelos estradões dos pinhais. O fim aproximava-se mas ainda haveríamos de ter mais um furo a dois kms de terminar e neste aspeto até nem nos podemos queixar muito em relação a anos anteriores, porque só tivemos três furos, uma corrente rebentada e uma burra sem travões

Quando chegamos os caminhantes do percurso pedestre há muito tinham terminado e almoçado e preparavam-se para lanchar.
Resumindo: os trilhos deste ano foram mais puxaditos que em edições anteriores, muito por culpa do estado do terreno, mas também porque subimos mais kms e como se isso não bastasse o nevoeiro também ajudou à festa privando-nos de contemplar do alto da serra as espectaculares paisagens desta região do concelho de Monção, mas apesar destes contratempos naturais a boa disposição do grupo esteve sempre em alta. Foi um dia bem passado e descontraído e mais uma vez tivemos a sorte de ter a companhia de três belas miúdas. Parabens meninas só é pena que mais ninguém siga o vosso exemplo saudável e prefiram o sofá a ajudar o corpo a libertar endorfina para suportar melhor as chatices do dia dia… dá para positiva dra Carla?
Foi um prazer ter também por companhia o Rui Vinhas e o Luís Torre. Sempre que queiram serão bem-vindos, é só aparecer.
Parabens CCMonção.

070Uma ultima palavra para o Nelson, único representante dos ddr no Raid do Facho. Parabens Nelson.
Aqui fica a classificação

E mais um excelente vídeo do Tozé com a qualidade a que já nos habituou, da nossa evolução pelos trilhos do “Portela IX”  (ficamos a aguardar o vídeo do Chico)

Fotos do Rui Vinhas e Narciso Ribeiro (quem tem a foto do grupo no reforço?)