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Os ddr pelo “Btt Portela IX”

Terça-feira, Abril 8, 2014

Os ddr pelo “Btt Portela IX”

001Depois da chuva que caiu nos últimos dias e ao ver os montes cobertos de nuvens durante a viagem para Pias, era fácil prever que o percurso deste ano não estaria nas melhores condições para desfrutar em pleno a jornada de btt que pretendíamos, principalmente os troços trialeiros.
Assim aconteceu de facto mas não foi nada de mais para os 18 ddr que se apresentaram à partida, 13 betetistas: Filipe, Chico, Emílio Santos, Paulo Santos, Tino, Milo, Narciso, Tóze, Seara, Solinho, Rui Vinhas, Luís e cinco pedestrianistas: as três ddr: Maria José, Eulália Hipólito, Carla Hipólito e os juniores André Ferreira e Tiago Costa.

Pias - Local da partida

Pias – Local da partida

Arrancamos de Apúlia por volta das 07h30 e sem enganos chegamos a horas decentes para ocupar o nosso lugar, como habitualmente na cauda do pelotão.
De todas as participações no “Portela”, fizemo-lo sempre pelo prazer de curtir o btt no seu elemento puro, sem a paranóia do stress de tempos cronometrados, explorando o que de melhor (e pior), o percurso tem para oferecer e descarregar a adrenalina quando nos apetecer nos troços trialeiros radicais que são o must do Portela juntamente com a hospitalidade das pessoas.
Este ano fizemos igual, infelizmente o chefe não curtiu muito porque cedo a burra ficou sem calços e ter de travar com o pé não foi fácil. Foi o castigo para quem negligenciou o tratamento da burra
A primeira parte, sempre a trepar até às eólicas, o ponto mais alto, foi a mais dura. Foram 22 kms bastante exigentes fisicamente e a ser necessário alguma técnica no inicio. Uma espanhola barafustava para o seu companheiro depois de dar um malho, que o caminho era muito difícil para as semi-rígidas. Acho que estamos todos de acordo com a nossa hermana, os gajos do CCMonção tiveram muito tempo para alcatroar o caminho porque o ano passado estava no mesmo estado, eh,eh

Passado este mau bocado, uma surpresa agradável esperava por nós: uma família composta por três gerações com um belo presunto em cima da mala do carro a servir de mesa de apoio, para nos oferecer fatias do pata negra acompanhadas com uns cálices de vinho do porto. Bendita família, ainda há gente boa neste mundo. Pela nossa parte obrigado pela gentileza.

Até às eólicas, perdemos tempo a emendar uma corrente e só topamos que estávamos na presença dos geradores, pelo barulho das pás, porque o nevoeiro cerrado só nos deixava ver o sopé das torres a meia dúzia de metros de distância.
O frio entranhava-se-nos na pele sem piedade, que o diga o Rui Vinhas em manga curta. Grande Rui.

Apesar de alguém ter dito que na primeira eólica acabaria o suplicio da subida o certo é que continuávamos a subir por entre o zumbido das pás, com a fome a apertar à espera que a qualquer momento surgisse do meio da nevoa o reforço alimentar, porque a nossa reserva calórica de nutrientes, para quem tomou o pequeno-almoço às sete, à muito tinha esgotado. Era justo que assim fosse depois do esforço da subida, mas só ao fim de mais dois kms e da descida de um track trialeiro (gosto desta palavra desde o ano passado), é que o desejado reforço apareceu.

O reforço e o Julio Araujo (de vermelho) do rafting

O reforço e o Julio Araujo (de vermelho) do rafting

E olha só quem encontramos, ddr que não estiveram no Portela, enquanto apaziguamos os protestos do estômago? O comandante do bote nº4 do rafting no rio Minho, o Julio Araujo equipado a preceito com as cores do Melgaço Radical, que faz questão de ser novamente o nosso comandante quando lá voltarmos daqui a uns tempos. Só aceitamos com a condição de virar o bote e não perder as pagaias, foi a nossa proposta.
A segunda parte a descer, mais técnica e menos física como é obvio e mais radical, foi a mais excitante e então para o chefe sem travões… foi um mimo, exigindo concentração extra por causa da lama que tornava as pedras mais escorregadias com as burras a rabiar de lado, as rodas de trás a quererem ultrapassar as da frente e às vezes pelos ares com belas cambalhotas, (in)felizmente aconteceu aos ddr uma ou duas vezes e sem consequências. E a propósito de trambolhões, tenho que fazer um esclarecimento, para quem não esteve presente:
“DECLARO QUE DESTA VEZ NÃO DEI NENHUMA CAMBALHOTA, NEM ATIREI A BURRA PELOS ARES OU A AMEACEI COM PEDRAS. OS CAMBALHOTEIROS FORAM OUTROS”. Estamos esclarecidos? Muito bem.

Trilhos fantásticos

Trilhos fantásticos

Libertos dos tracks com pedras e lama, entramos no… túnel pelo meio de giestas, com a simbologia de um farol desenhada numa placa à entrada a avisar para ligar…as luzes. Bom sentido de humor CCM
E por fim apareceu a descida com o maior declive. Foi a mais espetacular, aconteceu no bosque e foi a trialeira que mais gozo nos deu porque além do traçado cheio de esses, não tinha lama. Um autêntico climax. No fim soube a pouco.
Estes dois últimos troços foram muito bem conseguidos. Parabens CCMonção.
Continuamos a descer, a curtir sem pressas pelos estradões dos pinhais. O fim aproximava-se mas ainda haveríamos de ter mais um furo a dois kms de terminar e neste aspeto até nem nos podemos queixar muito em relação a anos anteriores, porque só tivemos três furos, uma corrente rebentada e uma burra sem travões

Quando chegamos os caminhantes do percurso pedestre há muito tinham terminado e almoçado e preparavam-se para lanchar.
Resumindo: os trilhos deste ano foram mais puxaditos que em edições anteriores, muito por culpa do estado do terreno, mas também porque subimos mais kms e como se isso não bastasse o nevoeiro também ajudou à festa privando-nos de contemplar do alto da serra as espectaculares paisagens desta região do concelho de Monção, mas apesar destes contratempos naturais a boa disposição do grupo esteve sempre em alta. Foi um dia bem passado e descontraído e mais uma vez tivemos a sorte de ter a companhia de três belas miúdas. Parabens meninas só é pena que mais ninguém siga o vosso exemplo saudável e prefiram o sofá a ajudar o corpo a libertar endorfina para suportar melhor as chatices do dia dia… dá para positiva dra Carla?
Foi um prazer ter também por companhia o Rui Vinhas e o Luís Torre. Sempre que queiram serão bem-vindos, é só aparecer.
Parabens CCMonção.

070Uma ultima palavra para o Nelson, único representante dos ddr no Raid do Facho. Parabens Nelson.
Aqui fica a classificação

E mais um excelente vídeo do Tozé com a qualidade a que já nos habituou, da nossa evolução pelos trilhos do “Portela IX”  (ficamos a aguardar o vídeo do Chico)

Fotos do Rui Vinhas e Narciso Ribeiro (quem tem a foto do grupo no reforço?)

 

4 comentários leave one →
  1. Lala permalink
    Quinta-feira, Abril 10, 2014 6:47

    Foi com muita satisfacao que li o relatorio escrito pelo Narciso sobre a ida a portela.Fiquei muito feliz quando vi que fomos considerados DDR pedestrianistas. Voces ddr sao fantasticos pelo vosso sentido de humor camaradagem de grupo e principalmente pela capacidade de integracao de qualquer elemento que chegue pela primeira vez««Eu senti-me em casa«««O nosso percurso este ano tambem foi mais duro mas com paisagens maravilhosas, ar puro e pessoas muito simpaticas.Este ano tivemos o previlegio de conhecer um casal que residiam em pias e que resolveram ser nossos guias turisticos e o proveito foi muito. Adorei este dia tao bem passado e estou pronta para o proximo ano!!!Lala

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  2. Francisco permalink
    Sábado, Abril 12, 2014 19:44

    Foi um dia bem passado mais uma vez com este grupo de perdigueiros da pior espécie, este ano com 2 novas caras o Rui e Luís que nos acompanharam pelos trilhos maravilhosos da Portela que já nos habituaram nos anos anteriores, pois este foi o quarto ano consecutivo que marquei presença.
    Quanto ao grupo de pedestres que está a aumentar, foi muito agradavel ter este grupo como companhia, obrigado às senhoras: Zéza e Lala e aos 3 jovesns: Carla,André e Tiago.
    Mais uma vez um grande abraço para o Narciso que esteve como sempre brilhante com os seus comentários ilustrando este passeio.

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  3. Francisco permalink
    Sábado, Abril 12, 2014 19:50

    Grande Tozé, o homem que filma quase tudo que mexe, com mais um filme de 1ª categoria, o meu filme ainda tá em produção, como tenho que treinar muito ainda não tive tempo de o fazer, como podem comprovar na foto ao lado o Bruno Monte tirou-me uma foto na tasca da D.Marcia a comer uma” consola na racha” e beber um finex, que soube pela vida. Isto sim é que é treinar, só foram 105 km. Saudações Dêdêrrianas.

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  4. francisco permalink
    Sábado, Abril 19, 2014 9:35

    Parabéns ao Seara o único DDR a honrar a camisola do grupo com um excelente lugar na classificação.

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