Os DDR pela “Rota dos Melões”

por: António Maia

“7ª BTT ROTA DOS MELÔES”

Este domingo, foi dia de mais uma prova em Vila Seca conhecida pela rota dos melões.

Este ano como tem vindo a ser praxe, não faltamos a esta prova, faltou sim o nosso amigo Narciso, filho da terra (Vila Seca), devido ao falecimento da sua mãe, que desde já e como lhe foram demonstrados por todos os DDR, os mais sinceros sentimentos e os sentidos pêsames. Sábado, dia antes da prova recebemos a triste noticia que a mãe do nosso amigo e companheiro do pedal teria falecido, uma noticia que entristeceu todos os Duros de Roer, estes se dirigiram a Capela onde a mãe deste nosso amigo estava em Câmara Ardente, e penso que cumprimos o nosso dever de amigos e tentamos minimizar a sua dor, pelo menos tentamos. Vai desde já um grande e forte abraço para este nosso amigo e para toda a sua família dos amigos Duros de Roer.
Falando agora da prova em si, o encontro conforme o combinado, seria no Rafas como sempre, não sendo da mesma ideia o Marco Gonçalves (Chapa), que garantiu e jurou que o encontro era na Azoria (e tinha razão)
No Rafas apareceu o Filipe, o Emílio Pinho, o Bruno e o Tozé, pois o Tiago Seara, já estava no ponto de partida desde cedo para fazer um bom arranque com os mais fortes. No fim do pequeno almoço, lá partimos na carrinha do Chefe em direção a Vila Seca para o grande evento, quando recebemos o telefonema do Marco (Chapa), muito indignado que tinha estado desde as 08:30 na Azoria e que não teria aparecido ninguém, ainda ponderamos deixa-lo pendurado, mas como somos bem comportados, lá voltamos para o apanhar.
Na viagem, bem dispostos como sempre, demos conselhos ao Marco para que fizesse uma boa prova e não sofresse muito, mas ele dizia “só é preciso ter cabeça” o resto é fácil, então a descer não há problema… Dizia ele…
Quando chegamos, tinha mais ou menos 250 participantes, o que acho que bem menos que as outras edições, devidos ao elevado numero de provas que se realizavam neste dia.
O arranque foi bom com o Seara a desaparecer e a ficar o Tozé, Marco Chefe Bruno e o Pinho, para rolarem calmamente.
Esperava-se uma prova rolante até ao pico maior (Franqueira) aos 32km e digo desde já, bem durinho…
Um pouco antes, o reforço, bem recheado de coisas boas. Logo após ao reforço, o chefe fura e lá se parou para o Bruno fazer a reparação do mesmo, como sempre prestável, quando de repente passa o Marco, a grande velocidade numa descida. Os nossos comentários eram “foda-se, qualquer dia mata-se, qualquer dia esfola-se todo…” ao que responderam… ele disse que só é preciso ter cabeça, o resto é deixar rolar…E é verdade que… vejam as fotos mais a frente e comprovem quem tinha razão.O resto foi feito tranquilamente, tirando os dois tombos do Bruno, um deles caiu para o lado, o outro capotando, por causa de uma pedra escondida num trilho com erva…lol…gostava de ter visto.
Depois de chegarmos todos a meta, todos menos o Marco que para nosso espanto chegou logo atrás de nos, esbaforido que até metia medo…
Posso dizer e sou eu a dizer, o chefe o decidirá, com esta prova e com a sua prestação, o Marco teria acesso direto ao diploma de “duroderoer”.
No final da prova, fomos presenteados com uma boa cerveja fresquinha e bifanas, bem boas, e à fartazana. Os parabéns a organização, tudo 5 estrelas…
Sem mais a acrescentar, digo eu, nunca se sabe, deixo aqui um abraço a todos os DDR em especial ao nosso Amigo Narciso.

PS: Parabens a todos, especialmente ao Marco e quero deixar aqui publicamente o meu agradecimento pela vossa solidariedade para comigo neste momento de tristeza. O vosso gesto sensibilizou-me profundamente. Obrigado

Narciso Ribeiro

Fotos do Tozé:

 

Com as road bikes

Com as road bikes

Não sei se foi por estar a aproximar-se a data (30julho), da volta a Portugal em bicicleta, ou a decorrer o Tour de França, ou o chefe ter as cinco bikes avariadas, perdão: quatro, a KTM amarela de 18kg por enquanto ainda se segura de pé, que na quinta pp ficou combinado hoje treinarmos com as bikes de estrada, de “rodas fininhas”, como alguém comentou no John em Criaz, no fim do treino.
Fosse qual fosse a influência, ou simplesmente porque decidimos que hoje seria assim para desenjoar um pouco do monte, o certo é que, com o dia a ajudar, o ar fresco e sem vento, fizemos um belíssimo treino de 85kms e no fim ainda sobrou tempo para convivermos com alguns elementos dos X-par, do qual tivemos a oportunidade de felicitar o novíssimo campeão nacional de Team Relay (revezamento por equipas em btt, de júnior, sub 23, elite e feminina), CELESTINO FARIA, equipado com a nova camisola de listas da côr da bandeira nacional que brilhantemente conquistou no passado domingo na Povoa de Lanhoso. Parabens Celestino, o titulo de campeão fica-te muito bem e parabens a toda a equipa.

E também sobrou tempo para o Milo preparar a logistíca com outra equipa para na parte de tarde fazer o percurso em btt da famosa rota das Sombras no Gerês, que se realiza todos os anos em Fevereiro. Esperamos que nos conte como decorreu a parte 2.

Todos os que gostam de ciclismo e mesmo os que nem por isso, seguem mais ou menos com interesse o desempenho dos ciclistas portugueses na volta à França, sobretudo o grande Rui Costa que, este ano com dificuldades acrescidas, como é do conhecimento publico por causa da bronquite que o tem tramado e que ao que parece, começou na tal etapa imprópria para consumo (ai o que se diria se fosse em Portugal), de 130kms dos quais 60kms em pavé (paralelos) pouco digestivos para as rodas fininhas e com muita chuva e variações de temperatura. Houve muitas quedas e abandonos como era de esperar e basta ver o historial com mais de cem anos para perceber que a volta à França é uma prova de resistência a todas adversidades sobretudo físicas e psicológicas. Em jeito de comparação vejam o piso e as dificuldades de há 80 anos e de agora:

A pedido para quem gostaria de ver, aqui fica o video sobre Rui Costa, que a RTP1 transmitiu ontem. Vejam em ecrã grande:

http://www.rtp.pt/play/p1516/e160954/linha-da-frente

Raftingando pelo rio Minho e não só…

09

Fotos do Rafting: https://www.facebook.com/ddr.bttapulia?fref=ts

Este fim de semana fomos ao rafting, que, para os menos familiarizados com este termo, é a pratica de descida em rápidos por um troço de água ou rio utilizando botes insufláveis.
Desta vez para compensar o atraso das anteriores, chegamos antes da hora marcada, as atrasadas foram as nossas ermanas espanholas que nos pregaram uma valente seca.
Como a ordem era para esperar e perante a inevitabilidade do atraso, contrariamos a lei de Murphy “se algo vai corre mal, correrá ainda pior”, e, sem stress, nós os dez formados em roda defronte do complexo desportivo, transformamos a seca em boa disposição e contamos as historias mirabolantes e surrealistas do quotidiano Apuliense de outrora que, quando os contadores são bons e nós temos a sorte de ter o Futre e o Tino, é um regalo serem ouvidas não importa se pela primeira ou enésima vez, porque as grandes histórias, são aquelas que já ouvimos e queremos voltar a ouvir.
Quando por fim as ermanas (e que ermanas), chegaram, os nossos anfitriões de serviço do Melgaço Radical, a Patricia na logística e os monitores dos quais os nossos conhecidos comandantes Julio Araujo de todas as vezes e o Nuno Nabeiro de outra ocasião, hoje ao serviço das espanholas, trataram imediatamente de pôr toda a gente a mexer.

Equipados como mandam as normas de segurança “Os perigos crescem se os desprezarmos”, o autocarro despejou-nos no local onde os botes esperavam por nós. Com as ultimas recomendações dos monitores para que a façanha corresse sem percalços, fizemo-nos ao rio e iniciamos a descida com as tripulação de diversos paises: portuguesas, espanholas e francesas.
Íamos conquistando rapido após rápido, num deles fizemos varias vezes a paradinha e secretamente tinhamos a esperança que o bote virasse mas infelizmente tal não aconteceu, nem podia acontecer quando se tem grumetes de outros países a bordo e ainda para mais inexperientes.
Quando a certa altura foi dada a ordem para abandonar a embarcação, ninguém se fez rogado e mergulhamos nas águas do rio com temperatura agradavel e a boiar, deixamos que a corrente nos levasse. Outra vez a bordo chegou o momento ansiado de saltar do cimo do penedo com altura de oito metros. O Tone do canadá, foi o unico que repetiu a dose, ou não fosse ele um bicho da água.
Por fim surgiu o ultimo rápido, o mais radical, deu para soltar alguma adrenalina e logo depois chegamos ao ponto final.
Carregamos os botes e regressamos pelo lado espanhol ao ponto de partida por entre vinhedos verdejantes do alvarinho.

Terminado o almoço, com batatadas e bacoquices, dirigimo-nos para o solar ou a adega e provamos demoradamente diferentes marcas do famoso vinho Alvarinho e foi o local perfeito para dar por concluída a nosso incursão a Melgaço

Em resumo: para os que já fizeram a descida não teve, como é óbvio, o impacto da excitação da primeira vez, já sabíamos que iria ser assim mas, o importante era mesmo passar um dia diferente e sobretudo divertido e isso foi sobejamente conseguido.
Obrigado pessoal do Melgaço Radical por nos terem proporcionado um dia bem passado.
Até à próxima!

Enquanto as fotos oficiais da descida não forem publicadas, aqui ficam algumas dos bastidores do Solar do Alvarinho:

 

PS: hoje houve treino. Subimos pelo monte do penedo ladrão por trilhos onde nunca passamos e duvidamos que alguém o tenha feito em bike, até ao estradão. Foi duro e fez-nos suar em bica. No fim, embora a água estivesse fria, o mergulho na poça do Meril soube que nem ginjas.

A maluqueira do costume…

A maluqueira do costume…

Começamos bem, ainda a tempo de assistir às ultimas bebedeiras a saírem do Pacha. Depois como o tempo estava chuvoso, experimentamos os novos impermeáveis cujo tecido garotex (é assim que se escreve?), foi oferecido pelo distinto ddr Nelson. Coube ao Futre a honra de ser o primeiro. No final do ensaio demos o okay a tudo, menos à cor azul, pois achamos que não condiz com a cor amarela do equipamento.

Desta vez esquecemo-nos de verificar comó costume, se o Mota estava debaixo da ponte de Fão à nossa espera. Quando nos lembramos alguém disse: o Mota qsf e, continuamos progressivamente a trepar para os montes. Com enganos e mais enganos, com os detrás a azucrinar a cabeça aos da frente por nos levarem para trilhos onde há muito tempo não passava  ninguém, agora tinhamos que desbrava-los e ainda levar com as pontas das silvas nas trombas, pernas e braços. Sempre por altitude -, nós não fazemos a coisa por menos -, desde Palmeira até descer pelo trialeira da Sra da Guia e depois mais rasteirinhos pelo trilho quase fechado desde o Minante até à foz do Neiva.

Nos godes, deunos para a maluquice do costume e por lá ficamos até nos chatear-nos e ir fiscalizar a limpeza das casas que recentemente aconteceu em  S.Bartolomeu do Mar estava bem feita e cinco kms depois pela marginal de Esposende fomos desaguar no café Sport do nosso picel aguerrido e venerável ddr Mota.

Enquanto algazarravamos em conversa, atraímos um peregrino Coreano enfeitado na cabeça com um abat-jour, a caminho de Santiago. Duvidamos que consiga aguenta-lo em dias de nortada forte. Demos-lhe as informações que pretendia e lá continuou com o abat-jour de candeeiro. E assim, tirando o descanso na Sra da Guia…o descanso nos godes…a escala no Mota…e a conversa com o Ivo sobre os camelos de marrocos, acabou mais um dia de intenso treino à moda dêdêrriana.

Os Poucos mas bons ddr`s de hoje: Emílio Santos, Milo, Futre, Narciso e Tozé

Não esquecer que dia 12 temos rafting do rio Minho. A não perder

E agora as fotos e 20 segundos de vídeo rasteirinho:

 

 

 

 

A lição do professor SaraivaTodozé

A lição do professor SaraivaTodozé

Os efeitos da noite de S.Pedro, se os houve, mal se notaram quando começamos a pedalar com outras intenções que não a que acabou por prevalecer virados a norte, pois se a intenção era irmos para leste, o certo é que às duas por três estávamos a fazer o percurso do Caminho da Costa em direção a Castelo do Neiva e, sem o sabermos a (re)descobrir outro ponto de interesse para futuras incursões e quiça, andarmos à porrada.
Seguindo as setas amarelas, rapidamente alcançamos o marco monolítico de Antas que assinala o fim do Caminho de Santiago pelo concelho de Esposende onde surpreendemos quatro peregrinas estrangeiras que ficaram um pouco espantadas por ver um grupo de gajos tão jeitosos e durões naquele local isolado.
Atravessamos o rio Neiva por uma pontelha que fica a jusante da azenha do Minante, onde se notavam os remendos que 004taparam os estragos causados pelo ultimo inverno e pela erosão do tempo com novas lajes de textura lisa que, por serem lisas, no dizer de um especialista na matéria não seriam os mais apropriadas para ali serem colocadas. Adiante…
Do outro lado do rio, em Castelo do Neiva, a intenção de seguir-mos p`ro Minante, ficaria para mais tarde porque ao passar no desvio para a azenha continuamos em frente. Um km depois o chefe, batido nestas coisas de nos foder o toutiço, obrigou-nos a subir o monte do castro de Moldes ou monte de Castelo do Neiva, ou monte do emigrante como também é conhecido por haver uma capela e uma estátua ao emigrante. A subida acabaria por se tornar numa subidita fácil e curta que nos envergonhou a todos… acontece. Quando chegamos ao cimo demos logo de caras com um pórtico da muralha de madeira da feira medieval que serviu para recriar os usos e costumes dessa época. Por lá nos demoramos algum tempo à descoberta e a ouvir a interessante palestra sobre a história do local pelo eminente professor SaraivaTodozé:
“Este local com um marco geodésico no topo, um picotinho de segunda, ladeado por um cruzeiro e um pouco mais abaixo uma estátua do santo condestável, foi há muito, muito tempo, mais de mil anos, um povoado de consideráveis dimensões. Os gajos que viveram nessa época eram lixados p`ro negocio, tudo lhes servia p`ra troca e, como andavam sempre em guerra para repelir os invasores que, com inveja daquilo estar a dar, queriam apoderar-se dos negócios do pessoal de Moldes e como o sitio era bom e tinham um nivel de vida elevado e muito espaço para andarem à cacetada, resolveram fazer um castelo pouco antes de D.Afonso Henriques, que viveu desde 1109 a 1185, ser encurralado no castelo de Guimarães pelos gajos com quem andou à porrada que, para se vingarem dos olhos negros e das marcas no lombo, queriam fazer um golpe de estado mas, não tiveram hipótese porque D.Afonso Henriques era teso, um rei duroderoer com os tomates no sitio e assim tiveram que ir fazer o golpe de estado para outro lado. Ora o pessoal de Moldes ao saber da traulitada em Guimarães, precaveram-se com a esperança de que os sarracenos se virassem para eles, estavam sempre de atalaia à espreita que aparecessem a qualquer momento para lhes dar uma sova, mas não tiveram sorte, só lhes apareciam arraia miuda e, meia volta, à falta de melhor lá andavam eles à pedrada e à cacetada… mais à pedrada, com quem tivesse a lata de fazer-lhes frente.
Com o passar dos anos praí 600 ou 700, por falta de obras e o boom da emigração e sem transporte para o monte, o castelo embora a construção fosse bem feita, acabaria por ser abandonado e cair. Ainda hoje se notam os vestígios como podeis ver, dos arruamentos nos lajedos.
Resumindo, meus amigos, neste local onde hoje se gravou no granito umas palavas para a posteridade da história, para assinalar a presença dos heróicos e veneráveis durosderoer, digníssimos descendentes de D.Afonso Henriques, foi um local muito importante onde houve vários episódios relacionados com a consolidação do reino de Portugal” 025
O nosso muito obrigado professor Saraiva Todozé, por enriquecer ainda mais a nossa vasta bagagem cultural neste dia de S.Pedro.
A história do prof, comoveu-nos profundamenter e o chão que pisamos do castro fez o resto: acordou o nosso espírito patriota de guerreiros e, se tivessemos mais tempo, pois ainda tínhamos que visitar as obras na azenha do Minante, acabaríamos por andar todos ao murro e à estalada para homenagear o local onde outrora houvera tantas alegrias à batatada.

Os durosderoer: Filipe, Emílio Santos, Milo, Paulo Santos, Futre, Narciso, Tozé e o Tone (cunhado do Milo)

Cá estão as fotos do Emilio Santos e do Tozé: