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A lição do professor SaraivaTodozé

Terça-feira, Julho 1, 2014

A lição do professor SaraivaTodozé

Os efeitos da noite de S.Pedro, se os houve, mal se notaram quando começamos a pedalar com outras intenções que não a que acabou por prevalecer virados a norte, pois se a intenção era irmos para leste, o certo é que às duas por três estávamos a fazer o percurso do Caminho da Costa em direção a Castelo do Neiva e, sem o sabermos a (re)descobrir outro ponto de interesse para futuras incursões e quiça, andarmos à porrada.
Seguindo as setas amarelas, rapidamente alcançamos o marco monolítico de Antas que assinala o fim do Caminho de Santiago pelo concelho de Esposende onde surpreendemos quatro peregrinas estrangeiras que ficaram um pouco espantadas por ver um grupo de gajos tão jeitosos e durões naquele local isolado.
Atravessamos o rio Neiva por uma pontelha que fica a jusante da azenha do Minante, onde se notavam os remendos que 004taparam os estragos causados pelo ultimo inverno e pela erosão do tempo com novas lajes de textura lisa que, por serem lisas, no dizer de um especialista na matéria não seriam os mais apropriadas para ali serem colocadas. Adiante…
Do outro lado do rio, em Castelo do Neiva, a intenção de seguir-mos p`ro Minante, ficaria para mais tarde porque ao passar no desvio para a azenha continuamos em frente. Um km depois o chefe, batido nestas coisas de nos foder o toutiço, obrigou-nos a subir o monte do castro de Moldes ou monte de Castelo do Neiva, ou monte do emigrante como também é conhecido por haver uma capela e uma estátua ao emigrante. A subida acabaria por se tornar numa subidita fácil e curta que nos envergonhou a todos… acontece. Quando chegamos ao cimo demos logo de caras com um pórtico da muralha de madeira da feira medieval que serviu para recriar os usos e costumes dessa época. Por lá nos demoramos algum tempo à descoberta e a ouvir a interessante palestra sobre a história do local pelo eminente professor SaraivaTodozé:
“Este local com um marco geodésico no topo, um picotinho de segunda, ladeado por um cruzeiro e um pouco mais abaixo uma estátua do santo condestável, foi há muito, muito tempo, mais de mil anos, um povoado de consideráveis dimensões. Os gajos que viveram nessa época eram lixados p`ro negocio, tudo lhes servia p`ra troca e, como andavam sempre em guerra para repelir os invasores que, com inveja daquilo estar a dar, queriam apoderar-se dos negócios do pessoal de Moldes e como o sitio era bom e tinham um nivel de vida elevado e muito espaço para andarem à cacetada, resolveram fazer um castelo pouco antes de D.Afonso Henriques, que viveu desde 1109 a 1185, ser encurralado no castelo de Guimarães pelos gajos com quem andou à porrada que, para se vingarem dos olhos negros e das marcas no lombo, queriam fazer um golpe de estado mas, não tiveram hipótese porque D.Afonso Henriques era teso, um rei duroderoer com os tomates no sitio e assim tiveram que ir fazer o golpe de estado para outro lado. Ora o pessoal de Moldes ao saber da traulitada em Guimarães, precaveram-se com a esperança de que os sarracenos se virassem para eles, estavam sempre de atalaia à espreita que aparecessem a qualquer momento para lhes dar uma sova, mas não tiveram sorte, só lhes apareciam arraia miuda e, meia volta, à falta de melhor lá andavam eles à pedrada e à cacetada… mais à pedrada, com quem tivesse a lata de fazer-lhes frente.
Com o passar dos anos praí 600 ou 700, por falta de obras e o boom da emigração e sem transporte para o monte, o castelo embora a construção fosse bem feita, acabaria por ser abandonado e cair. Ainda hoje se notam os vestígios como podeis ver, dos arruamentos nos lajedos.
Resumindo, meus amigos, neste local onde hoje se gravou no granito umas palavas para a posteridade da história, para assinalar a presença dos heróicos e veneráveis durosderoer, digníssimos descendentes de D.Afonso Henriques, foi um local muito importante onde houve vários episódios relacionados com a consolidação do reino de Portugal” 025
O nosso muito obrigado professor Saraiva Todozé, por enriquecer ainda mais a nossa vasta bagagem cultural neste dia de S.Pedro.
A história do prof, comoveu-nos profundamenter e o chão que pisamos do castro fez o resto: acordou o nosso espírito patriota de guerreiros e, se tivessemos mais tempo, pois ainda tínhamos que visitar as obras na azenha do Minante, acabaríamos por andar todos ao murro e à estalada para homenagear o local onde outrora houvera tantas alegrias à batatada.

Os durosderoer: Filipe, Emílio Santos, Milo, Paulo Santos, Futre, Narciso, Tozé e o Tone (cunhado do Milo)

Cá estão as fotos do Emilio Santos e do Tozé:

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