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Os ddr pela Geira romana

Terça-feira, Agosto 19, 2014

Os ddr pela Geira
A promessa de terminar os 8kms da Geira desde Covide até à Portela do Homem, foi cumprida exatamente um ano depois, dia 15. Para quem nunca fez este caminho, ao ler esta cronica deve pensar: “aquilo deve ser de uma dureza extrema para fazer tão poucos kms em tanto tempo”, errado, nada disso, é a parte mais fácil, o pior é atravessar uma pequena freguesia do concelho de Terras do Bouro, chamada Covide, que nos rouba o tempo todo. O ano passado foi preciso quase três horas para desencalharmos (se quiserem leiam a crónica de então AQUI) e este ano a mesma coisa. E foi por causa destes encalhanços que desta vez resolvemos mudar de estratégia e deixar esta parte para o fim e omeçamos ao contrário isto é, do Rio Caldo até à Portela e depois sim pela Geira até Covide.
Assim, catorze atletas top, dos quais ficam para a história como as feras do Gerês: Filipe, Chico, Emilío Santos, Tino, Rui, Milo, Paulo Santos, Futre, Narciso, Paulo Fernandes, Tozé, Lino Silva, Oscar Vinhas e Lino Mourinho.
Começamos na baía do rio Caldo, junto à ponte para V.Minho e por pixe subimos os 20kms até à Portela, com passagem pela vila do Gerês ao som de palmas do publico, gente importante é assim; em Leonte fizemos uma paragem para recuperação para depois nos embrenharmos na mata luxuriante da Albergaria e, ainda por pixe até à fronteira da Portela do Homem, onde se encontra o marco da milha XXXIV, a ultima da Geira em território nacional. Estava assim concluída a 1ª parte quase toda a subir, sem ter nada a ver com a Via Nova que agora iríamos iniciar.
Em sentido contrário entramos na rota por um single track em muito mau estado ao ponto de até o nosso enduroman Rui, ter alguma dificuldade em endurar. Umas senhoras a caminhar em sentido oposto ao ver-nos na galhofa pela dificuldades em arrastar as burras exclamaram:“ai meninos por onde vos estais a meter com as bicicletas, o caminho é tão ruim e aquilo não tem nada que ver, é só pedras”. Ainda há gente assim que se preocupa com qualquer rafeiro.
Com algumas bocas descuidadas, excessos que sempre acontecem num grupo como o nosso e um trambolhão pelo meio, chegamos rapidamente à ponte de madeira sobre o rio Caldo, recentemente construída e, um km depois estávamos no estradão da mata. Escusado será dizer que qualquer parte do Gerês é um hino à natureza com paisagens soberbas, todos nós sabemos que este parque é dos melhores, senão o melhor do país mas, infelizmente há uma raça de equinos de duas patas à solta com mentalidade abaixo dos burros selvagens que por lá habitam que se divertem a destruir os placards informativos da Geira. O ano passado só dois ou três não tinham sido vandalizados e o cenário continua o mesmo este ano, servindo os placards de alvo ao que parece ser chumbadas de espingardas ao ponto de em alguns não se conseguir ler a informação contida. Lamentável não haver caça a animais desta raça.
Depois de deixar a Albergaria, continuamos nas calmas junto à albufeira da barragem de Vilarinho das Furnas, deliciados a contemplar a vegetação das margens e as escarpas montanhosas imponentes que nos rodeavam e, heis-nos num ápice na pacata povoação do Campo de Gerês e três kms a seguir, encalhamos em Covide mais concretamente no café Bosk, que os ddr há muito adotaram como o epicentro das nossas aventuras estapafúrdicas transformando o pacato café em Bosklandia por umas horas.
Começamos por matar a larica que já apertava e… vespas, porra tantas vespas a sobrevoar o nosso espaço comestível e em voos picados sobre a nossa pele desprotegida mas, nada que fizesse perder o apetite aos 14 mânfios esfomeados. Ao nosso lado o cenário pouco mudou desde a ultima vez, o mesmo  móvel de matraquilhos em silêncio e duas mesas com muitas personagens conhecidas tambem do ano passado a bater as cartas com força prazenteira e a discutir a jogada mal feita do parceiro.
Bem comidos e bebidos, confortados, com a barriguinha cheia, com todos a palrar ao mesmo tempo, o grupo dividiu-se em dois: o da sueca e malha foram para os respectivos locais e o outro continuou alapado à mesa com conversas da treta muito dignificantes como estas captadas in loco:

…..
– O Paulo diz que é top.
– E sou…mais cafés…e o bagaço?
– Gostei muito da companhia das Vespas;.
– Valeu pela subida, pqp;
– Tu é que és burro, eu já subi aquilo sozinho;
– Põe assim entre parêntesis «quem é o burro é o pónei do Tozé disfarçado de garrano», eu ia na frente dele e depois…estava para trás (?);
– Viste, viste? Eu é que ando;
– Eu estive a semana toda de férias…e agora o champarion…fodeu-me!!!;
– Quero um bagaço porque não bebi nenhum e tu fodeste-mo;
– Foi pena não ser o Milo a aviar…devia ter sido ele a avia-lo…matei mais uma vespa;
– Este jipe (no parque) é o o que eu mais gosto, o marca dele… é pena ser americano!
– Este gajo é tão burro que andou sem GPS, meia hora com a fita ligada a mim a dizer: tá ligado, tá ligado;
– Oh pá estás a cortar na escrita as partes melhores…quem ler não vai perceber nada porque tu és burro…
– Temos de ir um dia à Vacaria com as bikes de estrada, p`ra veres o que é bonito;
– E daquela vez, o irmão do Virgílio com a cara toda preta a dizer-nos: «não, não, com vocês nunca mais, vocês sois todos tôlos. Quando eu comecei a andar de bike ali por trás de S.Lourenço, estava sempre a cair, com vocês nunca mais… e eu atrás de vós com a bicicleta à mão todo esfarrapado de tanto cair, nunca mais, nunca»
-Os gajos de Navais, tem feito um bom trabalho, até fizeram do Celestino campeão nacional de team…quê?…ah, relay e tem gajas e nós não;.
– Depois do Joaquim Agostinho e Rui Costa a seguir é o Manuel Zeferino foi…e ainda é, o mais fodido a andar;
– E quando o Joaquim Agostinho com uma pasteleira emprestada da marca Melfeira…tu sabes lá o que é isso… acabou uma prova no Ofir a rir-se como se nada fosse? Aquilo era um gajo do c****
– ……
– Estás bêbado? Estás tôlo, o Carlos Lopes era e sempre foi do Sporting;
– As empregadas eram todas bonitas…
– Os melhores atletas nacionais e até alguns mundiais, saíram todos da escola do Sporting…assino por baixo;
– Oh Futre? Futre?…esquece, esquece;
– Oh D. Emilia, está tudo bem?
– Vocês é que sabem…
– Matei mais uma vespa e esta vou estraçalha-la toda, todinha, grande fdp;
– Bate os dedos, bate os dedos para correr com as vespas, bate os dedos…quem te…
– Podes dizer ao Paulo, que quando eu falo para estar caladinho e não dizer nada…
– Quem foi o paneleiro que pediu queijo com marmelada, mas com a marmelada à parte?
– O quê? Com a marmelada à parte? Estás a brincar comigo, kakakaaakakakaaakaaaaa, ai siinhor;
– Ora bem, não consigo pensar com esta barulheira toda aqui ao lado…já matei dez vespas;
– Mal saímos, houve logo um acidente na Apulia OTB (?);
– Voltando ao mesmo de à bocado: a viagem…foi uma viagem…a subida desde as pontes do rio Caldo até à Portela do Homem, foi demasiado rápida, como é que se diz em francês? «trop facile»;
– pqp, tu é que sabes espanhol, não…francês;
O grupo da malha & sueca:
– Estavamos a perder e agora estamos a ganhar 20 igual (?), sou o maior;
– Tambem no barão já foste considerado o maior;
– Hum… no barão? vinte igual… já fostes;
– Estamos a reinar…mas é a valer?
– E ele a tapar os olhos para ouvir melhor.
– Kaakaaakaakaaakaaaa…ouvir melhor…kaaakaa;
– Cada um é burro à sua maneira
– Foda-se, estou a misturar tudo;
Voltando ao grupo alapado à mesa:
– Mais uma caneca de champarrion;
– O quê? Tu és tôlo, todos os dias os Imaculados com armas de chumbo, paus e outras armas de arremesso…era lá a sede, e ele pumba, havia porrada todos os dias em Apulia, tu és tôlo, nem imaginas quem era o famoso Nele-O-Tôlo-Da-Bina.
– Eles bem diziam que os Imaculados da Apulia tinham de acabar…

…..
E a conversa da treta com laivos escabrosos continuou e continuou no fim ninguém soube do que esteve a falar mas lá que nos divertimos, lá isso divertimos.

Quase a chegar às dezoito horas, os preparativos para levantar ferro começaram, no entanto as manobras foram demoradas, porque os tanques de lastro estavam pesadotes mas ainda houve tempo para fazer umas habilidades com as bikes por cima de uma rampa e um rolos de pinheiro e, o mais importante cumprimentar e beber um copo com o nosso amigo Sr Ricardo Fernandes, aliás Carlos Fernandes, só agora é que nos apercebemos do engano, que regressava de cortar umas silvas num terreno próximo e que nas ultimas eleições foi eleito secretário da junta de Covide e que nos prometeu que na próxima reunião da câmara de Bouro, iria propor a limpeza da Geira em todo o concelho. Muito bem Sr Carlos, nós agradecemos, pr`o ano vamos ver se ficamos livres dos arranhões do mato ou não e veja lá Sr Carlos se tambem consegue um bom exterminador de vespas, porque não é nada agradável disputar a comida com esses bichinhos aferroados.
Com as amarras recolhidas, os lastros bem atestados, fizemo-nos ao pixe, desta vez a descer abicamos a S.Bento-Da-Porta-Aberta e ao local da partida.
Estava deste modo concluída com êxito a missão Geira 2014
fotos do Tozé:

fotos do Chico e Narciso:

 

 

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