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Domingo, 14 Setembro 2014

Segunda-feira, Setembro 15, 2014

A caminho de Fatima

por: Filipe Correia (Futre)

Domingo 14 de Setembro de 2014

Conforme o estabelecido na ultima quinta-feira, o local da reunião para o treino de adaptação à estrada e às bicicletas de rodas fininhas que embora alguns DDR’s lhes deem um uso quase diário, à outros como eu que de cada vez que pego nela (a bicicleta) tenho que pegar na vassoura para lhe limpar as teias de aranha, tal é o tempo que acumula parada. Pois bem, o objetivo deste treino é tornar menos difícil a nossa viagem a Fátima que se nada acontecer em contrário se realizará no próximo fim-de-semana.

….

À hora marcada (8.30h) em ponto lá estávamos uma dúzia de ddr’s prontos e mentalizados para um treino duro e longo, como tem sido tradição desde à bastantes anos pra cá na véspera da ida a Fátima. O tempo estava fresco, o que até ajudava, arrancamos para a estrada logo com um ritmo elevado. Fomos em direção a Póvoa, viramos para Rates e subimos a Franqueira sem esforço nenhum que é a forma que alguns ddr’s adjetivam as dificuldades, pelos vistos não sentem a subir os montes mais altos e mais difíceis tal é a intensidade que põem nos seus treinos. Depois de descer a Franqueira a voar , em Barcelos apanhamos a estrada para Viana subindo os Feitos com uma média de quase de 30km/h. Continuando, subimos o monte de Santa Luzia onde ultrapassamos uma equipa bem conhecida do concelho da Povoa, liderada por um ciclista já veterano vencedor de uma volta a Portugal, um atleta com alguns sucesso a nível nacional e voltamos sempre a grande velocidade. Á saída de Viana viramos pela Amorosa onde nas bermas da estrada iam aparecendo umas aves estranhas, que nem os especialistas em ornitologia conseguem identificar pois muitas vezes a única indumentária que ostentam é apenas um cinto largo e um top curto e justo.
De repente ouço um estrondo, e pensei que fosse algum de nós que ia a apreciar a paisagem se tivesse distraído e tombado, mas…

…….
Foda-se estava a sonhar!!!
Em casa inadvertidamente ou até de propósito, tal era a roncada que eu devia fazer a subir  Santa Luzia bateu uma porta e lá se foi um sonho fantástico em que eu já me sentia quase tão bom como aquele que um dia foi o meu ídolo de adolescência, o grande Joaquim Agostinho, mas pronto um pobre já nem direito a sonhar tem.

….
O que efetivamente aconteceu no domingo, foi que como o costume meia hora depois da hora marcada ainda só estávamos 4, com o Tozé sempre a reclamar que não ia treinar porque ia chover muito e não podia estragar o… telemóvel. Lá o convencemos a arrancar connosco, (eramos só 4 eu, o Emílio Pinho, o Seara e o Tozé) mesmo contrariado lá conseguiu andar 1km onde tomou uma decisão irrevogável de voltar para trás.
Os três mosqueteiros que sobravam lá continuaram por mais 1km onde tiveram que se abrigar à pressa, porque tinha começado o dilúvio que o Tozé tinha previsto e já se devia estar em casa a rir de nós.
Depois de algum tempo de espera, como a chuva não parava decidimos voltar para trás mesmo debaixo de chuva e chegamos a casa completamente encharcados.
Como já estava encharcado e frio foi só enxugar vestir uma roupinha quente e confortável e deitar no sofá a tentar ver um filme até ao fim…
Ao fim de pouco tempo aconteceu aquilo que já todos sabem.
Um abraço para os nossos imigrantes em especial e em particular para o César que é um Duro de roer e para o Carlos Figueiredo que tem muito que roer (ou pelo menos tinha quando saiu daqui)
P.S.: Não sei se este texto foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico porque não percebo nada disso.
Beijos e abraços, até a próxima.

3 comentários leave one →
  1. Milo permalink
    Terça-feira, Setembro 16, 2014 8:17

    Muito bem Futre! Grande relato, divertido e e bem escrito, ainda não estás ao nivel do nosso Narciso porque esse é imbativel, mas os três (Tozé) fazeis uma tripla fantástica.

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  2. Francisco permalink
    Terça-feira, Setembro 16, 2014 22:43

    Grande escrita esta do Sr. Futre, muito original e com muito sentido de humor.
    Estou a imaginar quando ia a subir o monte e roncava e talvez as pernas estavam a trabalhar também, a esposa dele devia levar algumas pataditas.
    Está um relato à altura de um grande DDR . Da minha parte muito obrigado Futre e grande abraço.

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  3. Francisco permalink
    Sexta-feira, Setembro 19, 2014 18:08

    Ao pessoal que este fim de semana vai a Fátima de Bike, desejo uma boa viagem e que corra tudo pela melhor sem furos. E que o almoço em Mira na herdade do Sr. Carlos seja do melhor, á fartazana comes e bebes.

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