De bike e aos tiros

De bike e aos tiros
– Este fim de semana despertei ao som de dois tiros, dois tiros fortes, potentes, tonitroantes, profundos, Pum! Pum!, vi logo que foram dados por um gajo que percebe de gatilhos. Estes belos disparos másculos e puros que teriam entrada direta nas girandolas do fogo-de-vistas da festa da Sra da Guia, a proeza deste belo ribombar matinal, já todos adivinharam quem foi o autor, o nosso grande Mailo que apanhou desprevenida a sua burra ainda com falta de ar desde a Descida ao Sarrabulho e aproveitando-se da fraqueza da coitada, vestiu a farda de caçador e foi o diabo à solta com a espingarda entre a bicharada. Eu se fosse passarinho ou coelho sentir-me-ia honrado em levar dois tiros deste calibre e diria em agonia qual soldado a finar-se no campo de batalha: piu, piu, vou morrer como um herói, pois levo que contar p`ro submundo da passarada, fui atingido por dois valentes tiros do melhor que já levei. Grande Mailo, pum, pum.
– Outro assunto, um pouco atrasado, mas que na altura passou despercebido, foi o segundo lugar do Seara na prova de Curvos no 64367_10152366439307541_3916619712905609442_npassado dia 16. Tentei saber mais pormenores sobre esta prova peculiar em redor da freguesia, com a extensão de 25kms mas dura comó c****, com umas valentes paredes (nas outras edições foi assim) mas a informação dos promotores deste ano foi… nenhuma. Parabens Seara por seres o único representante ddr (onde estava o P Fernandes que gosta de paredes?) e sobretudo pelo segundo lugar. O Zé Dias é que escusava de ter aparecido. Estou a brincar parabens aos dois.
– Parece-me que o treino deste fim-de-semana, não teve muita aderência dêdêrriana. Já sabemos que o Mailo faltou justificadamente por andar aos tiros e eu só vi dois ddr`s por volta das 13h00, o Filipe a virar a esquina para o Beco do Cruzeiro e o Tozé seguir em frente. Ai esta porcaria de um gajo continuar de fora, longe do cerne das questões onde tudo se passa.
– Agora, uma boa noticia para quem gosta de estar em boa forma física sem mexer uma palha.O jornal Publico de sexta feira, publicou uma noticia com o titulo: “Um copo de vinho ou uma ida ao ginásio? Os benefícios são os mesmos”, lia-se na noticia que um grupo de investigadores realizaram um estudo numa universidade Canadiana, afirmando que um copo de vinho às refeição traz os mesmos benefícios que meia hora de atividade fisica. Infelizmente não especificaram se beber dois copos corresponde a uma hora e assim sucessivamente. E prosseguia a noticia que os investigadores demonstraram em testes laboratoriais que o resveratrol, um composto natural presente na casca da uva, amendoins e frutos vermelhos é responsável por aumentar o desempenho e melhorar as funções musculares e cardíacas da mesma maneira que um treino de resistência intenso e mais, os cientistas garantem que o composto ajuda tambem a prevenir os efeitos do sedentarismo, evitando o envelhecimento dos músculos e aumenta a densidade dos ossos.
Com esta noticia, uma boa noticia, já estou a ver os avisos: atenção ddr`s amanhã o treino é na esplanada do restaurante tal e vai ser um treino intenso de três horas ou seja uma mariscada seguida de seis copos de vinho tinto cada um.

Ecos dos DDR`s na Descida ao Sarrabulho 2014

Ecos dos DDR`s na Descida ao Sarrabulho 2014
Dos acontecimentos do ultimo fim-de-semana, só agora me é permitido divagar um pouco, é que, os estragos da trovoada da semana passada foram tão devastadores para o meu velhinho desktop e portátil, que só ontem é que ficaram refeitos dos estilhaços.
Entretanto passaram-se dois acontecimentos de relevo nestes últimos dias: um alegre e outro triste.
Comecemos pelo alegre: a “Descida ao Sarrabulho” pelos ddr`s que mais uma vez valorizaram o evento com a sua presença, deixando a imagem como este grupo irreverente funciona e que, estamos aí para as curvas sejam elas técnicas, guerreadas ou gastronomicas. Foi pena, deixar fugir o pata negra (faltou duas inscrições para ser a equipa mais numerosa), quando havia tanta mão-de-obra disponível.
Sobre as tecnicidades da descida, está tudo muito bem explicado no vídeo que o grande Tozé realizou e que, depois de o ver me deixou completamente frustrado por não ter feito parte no elenco deste ano. P`ro ano quero entrar no filme nem que seja com o guiador da SantaCruz ao contrário.
Ao longo das 14 edições da Descida ao Sarrabulho, este ano pela primeira vez houve um reforço e logo de “pote”. É assim esta prova, sempre a surpreender-nos, menos nos trilhos que são sempre os mesmos e já era tempo de mudarem pois locais espectaculares como este não faltam. Vamos lá inovar um pouco para o ano Srs BATOTAS, aqui fica o desafio.Parabens à organização.

Algumas fotos curiosas dos ddr`s


Outro acontecimento que surpreendeu o mundo do desporto foi a noticia do desaparecimento do João Marinho nos Picos da Europa desde o dia 4 deste mês e até hoje dia 20 continua desaparecido. Para quem não conhece, João Marinho é um campeão de nível mundial um “ironmam”, com provas dadas no ciclismo de montanha, com muitas vitórias em Portugal e estrangeiro que gosta de se apresentar como corredor de trilhos, e viciado em desporto de aventuras. Foi o impulsionador do Douro Bike Race e organizou provas de BTT como Moutain Quest e Réccua Douro Ultra Trail entre outras.
Eu que tive o previlégio de conversar com ele aquando do Luso-Galaico de 2012, onde participou, fiquei impressionado com a sua simplicidade, aquando da passagem por S.Gonçalo, parou para o controle, cumprimentou-nos e prosseguiu na desportiva desejando-nos sorte, quando deveria ser ao contrário. No fim quando regressamos a Esposende volto a encontra-lo com o trofeu no chão (tinha terminada em 3º na maratona), enquanto arrumava as coisas na carrinha. Parei para lhe dar os parabens, surpreendido , agradeceu e à minha pergunta para quando a proxima respondeu que “a próxima será para a semana em Italia uma ultramaratona”.
Espero, esperamos todos que o João Marinho seja encontrado com vida.
Aqui fica a foto da sua participação e cronica de então: Por Joao Marinho

 

 

Flagrantes do quotidiano

Flagrantes do quotidiano
Um dia de chuva, um dia de sol, assim foi a semana que ora termina. Nos dias bons arrisquei e foi ate à beira mar, em passo de caracol porque a coisa não dava para mais, observando minuciosamente todo o bulicio do dia a dia. Engraçado observar a surpresa das pessoas ao ver um ET andar tão amodinho. Quando surgiu a oportunidade virei à esquerda por uma rua cheia de máquinas para arranjar os estragos de abertura de valas. Dois calceteiros encostados a um gradeamento bebiam tranquilamente cerveja, por trás deles um cão de guarda tamanho S ladrava furiosamente, bem tentava um dos homens que o cachorro se calasse chamando-lhe todos os nomes mas, com isso, enfurecia ainda mais o animal. “estes cães ladram assim porque são muito inteligentes” comentava um dos calceteiros que tinha ar de perceber de todos os assuntos, pois, pois… até o cachorro percebeu que não eram horas de estar encostados às grades.
Continuei caracolando até à beira mar que, se encontrava na preia-mar. Mar calmo, convidando ao relax. Os ocupantes de dois carros dormitavam no seu interior como lagartos ao sol. Andei por ali pela marginal, abstraído, esquecendo por momentos os meus tormentos, encantado a ver o mar a enrolar-se na areia uns bons dez minutos até o gás começar a faltar-me. Voltei pelo mesmo caminho, passei novamente pelos lagartos ao sol, perdão ocupantes dos carros e dali a pouco estava novamente à vista dos dois calceteiros que trabalhavam agora afanosamente no arranjo da rua e na assimetria dos paralelepípedos que, daqui a uns tempos há-de ficar às ondinhas como em todas as ruas quando são esventradas e depois mal arranjadas, enquanto o cachorro deitado com a cabeça em cima das patas continuava atento a quem ousasse invadir o território do seu dono. “…pois se fosse meu filho dava-lhe uma coça que não se ergueria tão cedo”, não sei a quem se referia o calceteiro que tinha ares de perceber de todos os assuntos, mas não acredito que se referisse ao canito.
Com estes flagrantes da vida real, arribei a casa com o fecho éclair que me implantaram na barriga a dar de si.

Desde o dia três (alta), comecei a etapa estuporada da travessia do deserto, vai ser longa, dois meses? Talvez, a ver vamos.
Hoje com um dia tão lindo, voltei a arriscar e no meu passo de caracol e fui novamente à beira mar a tempo de ver a chegada de mais um treino dos ddr`s formado por um grupo de respeito composto por: Filipe, Emilio Santos, Milo, Futre, Paulo Fernandes, Bruno, Tozé e Solinho que, depois de passarem pela frente marítima continuavam compenetrados em direcção à ilha se não os fizesse parar. Deu para ter dois dedos de conversa sobre o treino, em que fiquei a saber que desta vez o ddr do dia foi o Solinho, que no meio de grande restolhada tentou deitar um eucalipto abaixo.
Dia 15 é a Descida ao Sarrabulho, não podemos deixar os créditos por mãos alheias, vamos lá fazer boa figura cambada.

1ª etapa

1ª etapa

Ola pessoal a minha semana foi do caraças, como sabem estou  a participar numa maratona extreme de varios dias, desde o dia 27 e até tem sido porreiro, bem…não exageremos. O primeiro dia foi de concentração e distribuir os alojamentos e dorsais aos atletas a mim calhou-me o 917 e juntaram-me ao 918 um tipo a qem lhe sacaram metade dum pulmão e pedia cigarros a toda a gente, até à Joana de Valbom diligente auxiliar, que mesmo sendo sua conhecida, não lhe deu nenhuma abébia. Bem, pensei cá comigo “quem esta habituado à cambada, é sò mais um, portanto estou em casa”

IMG_20141102_164848390No dia da corrida, 28, incentivado pelos meus amigos e familiares,com tanto apoio de qualidade tinha que fazer boa figura, emocionado arranquei nas calmas e cheio de larica. Às 16h30 surge o primeiro controle num local  onde se situava o ponto mais temido da prova, com muita gente vestida de azul e mascaras brancas a tapar boca e nariz. Demorou 3h30 a ultrapassar o obstáculo e, se querem que vos conte não custou nada, nadinha, como diz o nosso amigo Pedro dos Diabos da Tansmania foi piece a cake mas, os senhores da organização altamente competentes, baralharam-me os neurónios de tal maneira que no fim não sabia onde raio estava metido, tal como daquela vez na descida ao sarrabulho quando o flavio também sobre o efeito da anestesia caiu no meio do mato e começou a subir e vez de descer. A coisa tornou-se complicada e confusa durante umas horecas mas com a ajuda da organização e dos meus familiares que não arredaram pé, terminei a etapa mais dura da minha vida, bem classificado.

Os dias seguintes tem sido menos complicados mas com muitos controles, quase de hora a hora e os reforços alimentares fraquitos embora ontem a coisa melhorasse um pouco e deram umas sopitas para alegrar cá o pichas mas continuam insuficientes

Antes de terminar quero pedir desculpa à D.Eulália Hipolito porque não consegui que os seguranças impedissem que alguns elementos da cambada entrassem no edificio sede da prova.

PS: o meu amigo 918, o que lhe retiraram meio pulmão, desistiu ao fim de 19 dias e foi-se embora prometendo-me com ar de gozo que a primeira coisa que iria fazer quando chegasse à rua seria, beber uma cerveja, comer umas bifanas, beber um café e…fumar umas boas cigarradas. Para quem acabou há poucos dias de ficar sem metade dum pulmão não está mal, não senhor.

Obrigado mais uma vez a toda a gente que me tem apoiado. Tem sido precioso e e importante para mim. Obrigado a todos