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Será melhor ter duas?

Terça-feira, Maio 12, 2015

Será melhor ter duas?
1.Desde há uns tempos para cá a tendência de quem pratica ciclismo, mais nos betetistas, é dar para os dois lados (atenção, nada de confusões), isto é: andar pelos trilhos de terra batida com uma bicicleta de montanha, a curtir pelos vales, montes e quejandos e, noutra versão menos curte, mas mais mediática por ser mais visível, também por vales e montes mas com uma bicicleta de estrada que só dá para andar no pixe lisinho e a cheirar o dióxico de carbono do rabo dos carros.
É porreiro darmo-nos ao luxo de ter duas mulas à disposição para decidir ao fim de um dia de trabalho, conforme a disposição do momento, se devemos dar uma voltinha pelo campo em contacto com a natureza e sentir no ar o cheiro a bosta das vacarias, ou snifar as partículas do fumo dos escapes, nada abonatórias para a saúde, mas que dá pica por andarmos mais depressa.
Depois há aquela espécie de betetistas que não são profissionais nem amadores mas que pedalam a sério e gerem bem a combinação metódica das duas modalidades para ganhar mais arcaboiço competitivo se quiserem fazer uns floreados na frente do pelotão e neste caso são obrigados a sustentar o par de mulas que tem lá em casa.
Portanto nos tempos atuais um betetista para estar in, tem de ter pelo menos duas bicicletas de contornos diferentes que, ao fim e ao cabo, bem vista a coisa, em vez de uma são duas a foder o dinheiro todo dum gajo.
E dando aso a estes caprichos cavalgantes aburguesados, a que os ddr´s há muito aderiram, meia volta é vê-los durante o dia, conforme a disponibilidade, com as zirinhas do pixe, ora a pedalar relaxados, ou desenfreadamente e curvados com a cabeça em cima do guiador estrada fora e, de vez em quando participar numas brincadeiras de estrada, como sucedeu no passado fim de semana no Douro Granfondo, sem no entanto, se deixarem converter em definitivo ao pixe, porque os seus genes ainda não sofreram mutação suficiente e o ADN continua a ser o de raça montanhesa, a cabriolar pelas escarpas radicais com pedras, lama, ou outras coisas mais como raspar na casca aos pinheiros ou abraça-los.

2.É sabido que quem gosta de ciclismo, seja de que modalidade for, não olha a meios para ter as suas bikes operacionais, e, gosta de as artilhar com componentes de top (nem que sejam de marca marada), para ficarem o mais parecidas possível como as dos profissionais (eu que o diga), e fazer boa figura entre os seus pares tendo para isso gasto uma pipa de massa e, quando julga que tem a sua bike de estrada au point, eis que a UCI (união ciclística internacional), vem estragar tudo ao dizer que os travões de disco vão ser uma realidade em 2017, nas equipas profissionais.
E é assim que um gajo para ir atrás da moda, depois de gastar um ror de massa, tem de voltar a gastar outra pipa da dita para novo restyling da burra, com rodas e discos, se quer continuar in, só por isso, porque com discos ou calços a eficácia das travagens será a mesma, mas será concerteza um negocio de milhões para os fabricantes de bicicletas.

3. No mesmo comunicado da semana passada a UCI, tambem anunciou que vão ser tomadas novas medidas para quem usar motores ocultos, que tanta celeuma tem provocado e, além das multas pesadas, vão ser utilizadas câmaras endoscopias para detetar maroscas em substituição do scanner.
Pobres zirinhas profissionais (às amadoras são permitido tudo), que além de serem dopadas, ainda tem de ser colonoscopiadamente violadas.
Eu, simples amador, a fugir p`ro cicloturista, só me interessa saber onde posso arranjar um dos tais motores, baratos e em bom estado.

4.Resta falar dos cinco ddr que hoje deram o corpo ao manifesto, por um dos locais mais altos do concelho, subida às masseiras e descida até ao rio Neiva. Foi útil para o Marco treinar os novos encaixes dos pedais e em toda a manhã só malhou quatro vezes. Grande Marco continua a treinar e vais ver que no próximo só vais dar três cambalhotas, se calhar foi por isso que o treino terminou Ilha`s bar enredado no crochet.

5.Uma saudação especial para os três guerreiros do pedal: Francisco Ferreira, Alberto Gonçalves e Luís Lopes que tão bem representaram os ddr nos caminhos de Santigo no percurso Santiago – Cabo Finisterra – Santiago. Parabens aos três.

fotos do Tozé e Chico

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