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Fátima 2015 & Granfondo

Terça-feira, Junho 16, 2015

Fátima 2015 & Granfondo

1.Como é de tradição desde há catorze anos, na semana passada de 6 e 7 junho, os ddr repetiram uma vez mais a ida a Fátima nos mesmos moldes que em anos anteriores – salvo alguns alterações pontuais de ultima hora – ou seja, em dois dias mas, nem sempre foi assim, contam os mais antigos que chegaram a fazer o percurso num só dia, depois abandonaram a ideia porque além da estafa, não se desfrutava de coisa alguma, era chegar, entrar para o autocarro e regressar a casa a dormir todo o caminho, desde então dividiu-se o percurso em duas etapas e até hoje temo-nos dado bem com a formato.
A frota deste ano foi constituída por treze elementos, doze a pedalar e um na logística, dispostos a tirar todo o proveito da aventura e para que isso acontecesse entre outras coisas, fizeram muito bem em proibir questões relacionadas com futebol que, como toda a gente sabe é uma matéria melindrosa entre adeptos que sofrem de clubite aguda, que depressa resvalam para a ofensa, assim para evitar que acontecesse algum mal estar no seio do grupo, quando alguém tentava abordar o enjoativo tema do treinador de futebol, que as televisões exploraram até ao vómito na semana passada, era imediatamente convidado a mudar a agulha noutra direcção, pois não havia necessidade de estragar um dia tão lindo com querelas por demais estafadas, de resto, no portefólio do grupo há picardias bem mais interessantes e saudáveis, como esta, dita por dois elementos, matreiros, calejados em aventuras de longo curso, para outro mais novo mas, top, enquanto pedalavam lado a lado em velocidade de cruzeiro “tu és um cão de guerra”, deixando este a duvidar da intenção de tal boca, só quando ouviu de novo “olha que os cães de guerra quando morrem, são enterrados com honra como um soldado”, é que as duvidas se dissiparam e arrancou desabridamente a toda a força estrada fora. Mas houveram mais cenas…
A primeira etapa de Apulia até Figueira da Foz é sempre a mais longa e, como tem acontecido desde há quatro anos, com uma importante escala técnica gastronómica pelo meio, na acolhedora e bonita quinta do Snr Carlos Miranda em Calvelas, amigo de longa data do chefe ddr, na Praia de Mira, onde alem do repasto, as boas condições do local são propicias a dar aso à imaginação fértil dos ddr, que engendram sempre uma qualquer tourada de improviso. Este ano ao que consta, toda a gente se portou bem, ou mais ou menos até sair da quinta, depois foi mais problemático atinar com a direcção certa para a Figueira e gerou-se a confusão “é p`ra esquerda…não, é para a direita…não, é para a esquerda…não, é para…”, p`ra direita e p`ra esquerda, a discutir, com alguns indecisos, toda a gente acabou por virar na direcção errada, toda não, porque o Manel, a pedir meças a qualquer GPS, tinha virado há muito para o rumo certo…à esquerda.
Depois de abandonar a mata da Praia de Mira, a frota ia pedalando para o fim da etapa iniciada às seis da manhã, felizmente sem percalços de maior, só houve um furo, paragens hidratantes foram poucas e em Mira os ensaios touromáticos foram tímidos. De vez em quando lá sucediam os picanços da praxe, para terminar com a descarga de adrenalina no máximo, na longa descida da serra da boa viagem que precede o fim da 1ª etapa. Duzentos e tal kms depois o grupo chegava à Figueira da Foz, em boas condições físicas, prontos para a recuperação.
Com as burras salvaguardadas, banhinho tomado, papo cheio, depois da voltinha higiénica digestiva numa noite agradável, foi chichi e… cama.
Do que se passou durante a segunda etapa que começou e terminou tarde, só sei como terminou porque intrometi-me no grupo nos últimos metros.

2.Ansioso por chegar a Fátima, meio equipado, sai de Lisboa mais tarde do que tinha planeado. Com pouco trânsito, ao fim de pouco mais de uma hora, estava estacionado num parque do santuário.
Pela primeira vez em oito meses, foi com emoção que voltei a equipar-me à ddr e a montar a zirinha do pixe para ir ao encontro dos ddr`s e fazer os últimos kms. Depois dos 5kms planos, aventurei-me serra abaixo com algum receio, pois quanto mais descesse, mais teria que subir. Em sentido contrário muitos grupos de ciclistas dispersos suavam as estopinhas debaixo de sol inclemente a tostar a pele. De ddr`s é que nem rasto, nem ninguém em fuga como às vezes acontece. Voltei então a subir a serra nas calmas (a coisa não dava para mais), na esperança de a qualquer momento ser apanhado pela seita, de súbito instalou-se-me a duvida “será que já terminaram ? ”, fui de facto apanhado mas pela carrinha de apoio onde o Tone, o condutor, tinha andado um pouco desorientado à procura do grupo e me informou depois de contactar o chefe, que os ddr ainda nem sequer estavam a pensar na subida, o melhor era ir também ao encontro deles. Desta vez desci de prego no fundo, a pensar que depois teria a carrinha de apoio para subir. Ao chegar à freguesia de Olivais, no sopé da serra, encontro um molho de burras, estacionadas cujos donos se tinham recusado a subir enquanto o carrinha de apoio não aparecesse com o gás das marmitas térmicas, deitados à sombra das oliveiras, só faltava a palhinha ao canto da boca e chapéu à frente dos olhos, para o cenário ser mais completo.
Com os níveis de glicogénio atestados, deu-se então inicio à cavalgada final, agora com mais uma burra intrometida, armada em carapau de corrida, feliz da vida por ter-se juntado aos da sua espécie, a trepar a serra de S.Catarina pela segunda vez para fazer os derradeiros kms, onde terminou com o ego inchado por ter aguentado os ultimos metros na companhia dos ddr.

3.No recinto do santuário, o sol era abrasador daí ter havido alguma perturbação no grupo, para, pela primeira vez em todas as edições, não ter havido a tradicional foto de grupo para a posteridade, ou antes, haver houve mas foi tirada quando o sol estava mesmo a bater na mioleira.
Estava assim concluída a edição de 2015, resta-nos agradecer a António Barbosa a pachorra de ter acompanhado a seita diariamente e ao Manuel Rolo pela disponibilidade em conduzir o transporte de regresso. Em nome dos ddr obrigado.
A equipa deste ano:
Filipe, Chico, Manel, Emílio Santos, Milo, Paulo Santos, Tino, Mota, Futre, Narciso (nos últimos 15kms), Toze, Seara e Solinho. Na logística: António Barbosa e Manuel Rolo

4.Ontem, dia 14, foi dia do Granfondo do Gerês, prova semelhante à realizada em 3 de maio no Douro, até o dia chuvoso foi parecido que, segundo a organização, foi responsavel por assustar muita gente inscrita, só a paisagem é que era diferente mas igualmente espectacular e a altimetria ligeiramente mais suave.
E, como no Douro, embora em menor numero, os ddr`s estiveram bem representados e arrecadaram duas medalhas de ouro, pelo Paulo Fernandes e Tiago Seara; uma de prata para o Emílio Santos e uma de bronze para o paparazzi António Maia que tirou umas belas fotos e ainda deixou 393 ciclistas para trás. Parabens a todos.
Os parabéns tambem para as duas medalhas de ouro, ganhas pelos nossos conterrâneos João Pedro Faria (Pierre) e Celestino Faria, com este a terminar no 6º lugar na geral e 2º na categoria. Grande Celestino, parabens.
Foi mais uma festa do ciclismo que contribuiu em muito para a sua promoção, bem organizada por quem percebe da poda, Manuel Zeferino e a bikeservice que mais uma vez estão de parabens por terem escolhido duas zonas das mais bonitas do país.

fotos de Toze, Miro Cerqueira e Toma tu bike:

2 comentários leave one →
  1. Carlos permalink
    Terça-feira, Junho 16, 2015 18:42

    Ao ler este texto fiquei muito contente por ver k o nosso amigo Narciso voltou á estrada! Concertesa k os últimos 15 kms foram muito mais animados!agora so falta começar a ir pro monte com a outra burra!!!!um grande abraço pro Narciso e pro resto da cambada! !!

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    • Terça-feira, Junho 16, 2015 21:44

      É sempre um prazer, receber noticias do nosso grande amigo Carlos Figueiredo. Quanto a levar a burra a pastar para o monte, ainda falta um pouco. Grande abraço de todo o maralhal ddr.

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