Algures por aí…

Enquanto o cagaçal da politica anda por aí, pelas ruas, pelas feiras, pelos largos e já não há quem aguente as noticias que nos entram pela casa adentro, com imagens de abraços, jantares e frases dos principais lideres partidários, sem dizerem nada que realmente interesse ao país, os ddr`s andaram pelos montes, pelos campos, pelo meio dos pinhais, a fazer politica séria, a reconhecer, a aperfeiçoar a técnica de bem descer por track`s descobertos há pouco tempo pelo Paulo Fernandes o guia mor das coordenadas deste domingo, o chefe (interino), de um grupo polivalente constituído por: O intrépido Chico; O perfeccionista Emílio Santos; O picador Milo; O acrobata Paulo Santos; O durázio Futre; O campeão Seara; O indomável Tozé; O tecnicista Solinho; O destemido Marco e o regressado Diogo a melhor noticia.
No fim o Futre resumiu assim a arruaça arruada do dia: – os 40kms até se fizeram, mas houve uma parte, não sei onde, que foi lixada de fazer e desconfio que todos ou pelo menos a maioria, quando lá passar só conseguirá fazer essas parte com as burras pela mão.
Com o aproximar do destino final, o pessoal foi dispersando conforme as suas conveniências, até restar um grupo de seis indefectiveis que fizeram questão de desaguar no ilhas`s bar e aí sim, deram a campanha do dia por terminada, todos? Não, para o master Milo foi só o intervalo para o almoço, da parte da tarde continuou com o seu treino vigoroso que o mantem em permanente forma, juntamente com o nosso amigo Rui Vinhas e Dourado amigo dos dois. O Milo é um egoísta do caraças, não conta nada dos espectaculares trilhos que os três tem descoberto nos últimos meses algures p`ros lados da serra d`Agra, se contasse podia contribuir em muito para acicatar o povo ddr a trilhar essas mesmas incursões, pois quem meia volta vai para S.Luzia, tambem vai para esses lados. E depois até tínhamos o handicap do Milo conhecer bem o terreno e ser o nosso guia e com sorte até poderiamos terminar no mesmo local do começo. Que tal cambada?

Aqui fica o registo do Rui Vinhas, do ultimo treino dos três e os comentários no face:

Info

No domingo, com o dia de feição, realizou-se a 11ª edição da mítica prova de btt 5 Cumes. Com menos gente (toca a todos), longe dos 2.800 de outros tempos, mesmo assim no conjunto dos dois percursos terminaram 1.658, o que para a realidade atual, com tantas provas de btt e Trails, foi bom.
Os ddr`s estiveram representados com quatro tops e com classificações excelentes dignas de registo: em Elites o Seara terminou em 8º lugar; em master`s B o Paulo Fernandes foi ao pódio em 2º e o Nelson terminou em 32º e o nosso Milo master`s C em 14º . Parabens a todos.
Os parabens tambem aos nossos conterrâneos, Celestino Faria 1º em masters A e 2º na geral a um segundo do vencedor que foi mais uma vez o malandro do Ruben Nunes que teve a lata de roubar um mísero segundinho ao Celestino; e ao Eurico Cunha 13º tambem em masters A. Parabens campeões.

fotos dos Amigos da Montanha e Júlio Apolinário

À tribo do ciclismo

Um amigo, sabendo da nossa pertença à tribo do ciclismo, enviou-me há uns dias um artigo de uma grande senhora, Marta Elias, publicado no Blog Maria Capaz, ao que presumo, esposa de um praticante de ciclismo e que retrata de forma magistral os efeitos colaterais a que teve de se submeter pela vontade irredutível do marido em praticar ciclismo.
Com a devida vénia transcrevo o artigo na íntegra (e sem autorização). Aqueles que já o leram,voltem a lê-lo e depois digam lá se já não viram este filme em qualquer lado?
Marta EliasAdoptar um ciclista não é fácil. Aliás, é um processo bastante complexo e que exige copiosas doses de paciência, abnegação, tolerância e boa vontade.
Aqui ficam os 11 passos necessários para completar a adopção, a par com as fases que vais atravessar até à conclusão do processo.
Aviso: Não aconselhado a pessoas controladoras ou com problemas nervosos. Aliás, se pretende avançar com o processo, convém encontrar um bom dealer que lhe garanta generosas doses de marijuana ou tranquilizantes.
Passo 1 – A Decisão
Tudo começa uma bela manhã, quando ele se cruza com um amigo que vai de bicicleta e comenta distraidamente que não anda de bicicleta há anos. Lembra que o Pedro tem andado e resolve combinar uma volta para o dia seguinte.
– Tu até ficas feliz, ele está a ficar com aquela barriguinha típica dos entas e mexer-se só pode fazer-lhe bem. Não, não queres ir, mas simpatizas com a ideia. Tranquilo.
Passo 2 – O Arranque
No domingo ele veste uma t-shirt e uns calções, calça uns ténis e lá vai ele. Regressa ao fim de uma hora, extasiado. Afinal ainda tem jeito, até ganhou ao Pedro numa subida e ele anda a treinar há algum tempo.
No domingo seguinte vão outra vez. E no outro. E no outro. E de repente, as manhãs de domingo estão reservadas à bicicleta.
– Tu continuas tranquila, faz-lhe bem, desanuvia da semana e, ao fim ao cabo, também não perturba a paz familiar, antes pelo contrário.
Passo 3 – A Escalada
Os passeios de domingo evoluem gradualmente de uma bastante aceitável duração de uma hora… para uma hora e meia. Poucas semanas decorridas e nada que dure menos de três horas o satisfaz. Começa a chegar a casa já em cima da hora do almoço, às vezes um bocadinho depois.
– Tu não achas muita piada.
Passo 4 – O Dia L
O dia em que ele compra uns calções de licra.
A t-shirt ainda aguenta, mas os calções são uma necessidade primária. Sem aquela fralda que lhes vem acoplada, o rabo fica desfeito, sem a licra fica todo assado.
É apenas uma questão de semanas, poucas semanas. Sem saberes como nem porquê, de repente o teu marido anda na rua de maillot, com um capacete em forma de supositório, óculos semi transparentes amarelados, calçado com umas chuteiras que soam como sapatos de salto alto e de luvas sem dedos, à la estrela de rock dos anos 80.
– Percebes que a coisa está a tomar proporções preocupantes e não gostas, mas ainda não tens a noção do que aí vem.
Passo 5 – A Primeira Prova
A primeira prova envolve treino, treino e mais treino. Os sábados passam a integrar, a par com os domingos, o calendário do atleta.
De repente:
Tens uma festa e ele não quer ir porque tem de se levantar cedo no dia seguinte. O motivo é:
a) Para trabalhar
b) Para te ir comprar um presente
c) Para levar o puto ao futebol
d) Para ir andar de bicicleta – tem de treinar.
Tens um jantar e ele está a cair do tripé, porque:
a) Passou o dia a trabalhar
b) Passou o dia a procurar um presente para ti
c) Passou o dia no parque com os miúdos.
d) Esteve a andar de bicileta – tem de treinar.
Queres falar sobre a relação. Não consegues, porque:
a) Ele está a trabalhar.
b) Foi à missa.
c) Está a escolher um presente para ti na internet.
d) Está a falar sobre bicicletas com os amigos – faz parte do treino.
Deitam-se juntos. Não se passa nada. Ele está exausto, porque:
a) Teve um dia de trabalho lixado.
b) Salvou sozinho todos os alunos da creche dos filhos de um incêndio de grandes proporções
c) Comprou-te 50 quilos de presentes e acartou-os escada acima pelos nove andares do prédio.
d) Esteve a andar de bicicleta – tem de treinar.
– Tu respondes d) a todas as perguntas:
ESTÁS TRAMADA.
Passo 6 – Assumir o Vício
Feita a primeira prova com excelentes resultados, a energia dele toma novo impulso. Treina mais, sempre que pode, e inscreve-se em todas as provas que encontra em Portugal. Em casa, ou mesmo fora dela, assiste a provas de ciclismo internacionais pela TV ou internet, algumas relatadas por um francês que fala mal português.
Escolhem um filme para verem juntos e, no final do genérico de abertura, percebes que ele tem não um, mas ambos os olhos na sua APP do grupo das bicicletas onde compara percursos, resultados, batimentos, watts e tempos.
Revistas da especialidade aparecem em cena.
– Nesta fase tu racionalizas. Avalias constantemente se queres mesmo avançar com o processo. Estás dividida entre o apoio que sentes ser teu dever dar-lhe e a vontade de fazeres uma pira onde ele se imole mais a porra da tralha que já ocupa 88% das áreas comuns da vossa casa. Tu tentas, oh se tentas, mas ele dificulta-te a adopção. Aliás, parece não querer mesmo ser adoptado. Desconfias que ele também é um bocado autista. Ou surdo.
Passo 7 – O Vicio Cada Vez Pior. Uma Bike Nova
Claro que tão célere evolução só podia ir parar a mais uma necessidade – uma bicicleta melhor. Mais noites e noites afogado na internet a comparar preços, materiais, rendimentos, tamanhos.
– Tu já passaste a fase das dúvidas. Agora já sabes que não queres adoptá-lo. Aliás, o que tu queres mesmo é que ele se mude, mais a televisão, o tablet, os sacos, biberões, collants e a porcaria da garagem inteira para o raio que o parta.
Passo 8 – A Alta Competição
As provas passam de locais a regionais, de regionais a nacionais. De uma manhã passam a um dia, de um dia passam a um fim-de-semana. Do BTT passa para a estrada – outra bicicleta. Mais e melhores licras, mais e melhores luvas, mais e melhores calções. Ceninhas para proteger os pés, ceninhas para proteger o pescoço, mangas de tirar e pôr.
Tens mais licra em casa que a turma toda do Fame.
A conversa das bikes dá-te náuseas. Percebes que vai continuar em ambas as modalidades. Falas em divórcio, apresentas os teus motivos, choras um bocadinho. Ele compreende. E tem pena. E abraça-te.
Passo 9 – O Peso
A contagem de calorias entra a sério na ordem do dia e ele começa a perder peso. Sente-se bem, tem mais rendimento. Vive obcecado com hidratos, lípidos, proteínas e quantidades de cada.
Fazes um jantar light, ele levanta-se e vai cozinhar uma massa. Entram-te em casa ingredientes como quinoa, que nenhum de vocês sabe como cozinhar e sabe a trampa, cereais integrais e muesli de todos os tipos. As proteínas acumulam-se em potes de uma tonelada no chão da despensa. Há barritas e saquetas com gel em todas as divisões.
Tu e os amigos gozam com ele, a magreza fica-lhe mal. Tem as marcas da camisola, dos calções, das luvas, das meias e do capacete pintadas a sol na pele branca. Está ridículo e não se importa.
Mas tu sim.
O Halibut surge na bancada da casa de banho para ficar. Já não vias Halibut desde que tinhas de o espalhar no rabo dos teus filhos. Não tarda nada está a pedir-te que o espalhes no dele.
Começas a recear o dia em que vais encontrá-lo na depilação.
– Talvez estejam naquelas encruzilhadas que afastam os casais. Talvez esteja na hora de ir cada um para seu lado. Amigo não empata amigo, se ele quer aquela vida, óptimo, ele que vá em frente, também não queres que ele seja infeliz. Falas com ele. Ele compreende e fica triste. Pede-te que esperes um bocadinho.
Os treinos intensificam-se, vem aí a mais dura prova.
Passo 10 – A Prova Rainha
De repente, o desafio entra noutra dimensão: mais de 1.000 km de bicicleta. Portugal de uma ponta à outra por montes e vales, uma semana inteira em etapas a pedalar.
Mais treinos, mais dias inteiros fora de casa. Fins-de-semana completos. Desconfias que, podias ir fazer uma viagem ou alugar um quarto lá em casa, que ele nem dá por isso.
– Já o odeias. Já odeias os amigos todos dele e nem os conheces. Já odeias a licra toda que enche o estendal e mais os frutos secos e as barras e a balança e as perguntas “viste o meu capacete?”, “viste as minhas luvas pretas?”, “sabes do meu impermeável?” e mais a novidade do PT/ nutricionista que agora completa o cenário. Já odeias tudo e só te apetece furar os pneus da porcaria das bicicletas e parti-las aos bocadinhos e dar-lhas a comer ao jantar. Com massa.
Percebes que estás mesmo no teu limite. Sentes-te enganada, afinal não foi aquele o produto que compraste.
Decides que esperas, mas quando aquilo acabar têm de ter a conversa.
Passo 11 – A Adopção
E lá vem a prova. Partem de Bragança.
Sabias que ias estar preocupada e ficas mesmo. Afinal trata-se de uma prova muito exigente e ele não é nenhum miúdo.
Ele está nervoso e tu condescendes – já que chegaram até aqui, claro que vais estar a torcer por ele. A claque familiar une-se, é lógico que vão estar lá para o abraçar.
Mas com o que não contavas era com o que viria a seguir: o entusiasmo com que segues cada etapa em directo pela internet; o alívio que sentes no final de cada dia; a ansiedade com que analisas as classificações; a vontade de chorar quando o vês, finalmente, a cruzar a meta.
O orgulho. O orgulho desmedido naquilo que ele conseguiu fazer, no resultado extraordinário da classificação final, na razão que ele tem em sentir-se um super-homem. Valeu a pena.
Percebes que talvez parte da tua resistência tenha vindo do ciúme.
Percebes que gostas dele e que o amor e o casamento têm de ser elásticos para que o caminho de cada um continue a encaixar-se num projecto comum.
E compreendes que é desta fibra que são feitos os vencedores. Que é a persistência, a abnegação, o espírito de sacrifício e um certo autismo que separam os que conseguem dos que desistem.
E recordas todas as vezes em que ele te apoiou, em que te deu força, em que segurou a montanha sozinho, em que foi o teu porto seguro.
E percebes que ele não vai parar, mas tu também não queres que ele pare. Queres estar lá com ele, a torcer por ele, pedalada após pedalada, semana após semana, até um dia ele decidir parar. Porque quis parar.
Porque na vida que escolheram há espaço para os dois. E porque afinal sempre adoptaste um ciclista.
Desde que ele não compre mais nada.

Os ddr pelas Feiras Novas

Os ddr pelas Feiras Novas
A uma semana das grandes festas Limianas (11,12,13), que encerra o ciclo das romarias do Alto Minho, os ddr´s resolveram, à semelhança de outros anos, fazer o treininho deste domingo desde Darque até Ponte de Lima, pelas margens do rio Lima e, chegados à vila já se fazia notar o clima de festa que advirá daqui a uns dias, as famosas Feiras Novas, celebradas desde 1826, durante três dias, sempre no segundo fim de semana de Setembro, em honra da Sra das Dores que atraem milhares de forasteiros a Ponte de Lima.
As Feiras Novas como alguém escreveu: – é o povo com a sua alegria e espontaneidade, a sua forma de fazer e estar na festa, as rusgas e os cantares ao desafio, o folclore em qualquer canto da vila que transforma as Feiras Novas num monumento único e na romaria que é considerada o “maior congresso ao vivo da cultura popular em Portugal”.
Os ddr`s, deram uma volta pela vila observando todo o bulício das ruas e, como não podia deixar de acontecer, sempre que escalam Ponte de Lima e embora o tempo fosse escasso, ainda houve tempo para visitar a extrovertida tia Márcia da tasca das fodinhas antes de voltar novamente ao ponto de partida, a Darque. Foi um bom dia e um bom treino para descomprimir.

Sra do Minho 2015

Video da sra do Minho 2015

1.Embora já passassem uns dias, só agora é que houve uma brecha no tempo, para contar alguma coisa do que se passou no dia 25. Foi precisamente há uma semana, que passamos um dia top, como de resto são todos quando os ddr`s se juntam para uma aventura que, invariavelmente, termina de forma amalucada e ainda não foi desta que houve excessão à regra.

2.Quando nos preparávamos em S.Lourenço da Montaria, para o assalto, as nuvens envolviam por completo o alto da Sra do Minho o que significava que era mais que provável que desta vez não iríamos desfrutar da vista panorâmica sobre os vales imensos em redor da serra que, por mais que se repitam estas escaladas de deixar os bofes de fora, no fim a paisagem compensa-nos do esforço e transmite-nos a paz de espírito necessária para a alma recuperar confortavelmente.

3. Começamos sem pressas, sem stress, afinal o dia estava por nossa conta, todos a postos, foi só esperar uns minutinhos pelo Bruno que pedalou sozinho por sua conta e risco desde Viana do Castelo, tirar a foto de grupo e lá vamos nós, o maior bando de sempre iniciar a subida à Sra do Minho, alto que faz parte da cordilheira da serra d`Agra.
Os 9 kms até ao cimo são sempre a subir, por estrada de pixe esburacada, fizemo-los sem problemas de maior, nas calmas, com o tempo fresco a dar uma ajuda, bem mais agradável que os 40º d`outra ocasião que originaram algumas cenas caricatas, recordadas enquanto pedalávamos, como a do Hélder a tentar mitigar a sede com a água que escorria pelas rochas e com a reserva de ar esgotada logo no inicio da subida, deixando a burra Ramson a andar muito devagarinho, e a perder peças o que lhe valeu um valente raspanete do Bruno.
– Alô Helder, um abraço da cambada aí p`ra Bélgica.
À medida que nos aproximávamos do cimo, o nevoeiro tornava-se mais espesso, os que se distanciavam meia dúzias de metros, rapidamente desapareciam da nossa vista. Só enxergamos a capela da Sra do Minho de muito perto.
O mês que ontem terminou foi um grande barrete com o tempo a fintar-nos constantemente os planos, a impingir-nos outono em vez de verão, por cada semana, agosto só nos ofereceu um dia quando muito dois de veraneio.
Foi neste ambiente que, como disse o Paulo Fernandes: os ddr`s tomaram de assalto a Sra do Minho. Realmente dezasseis manfios os únicos, sem vivalma pelas redondezas que, com bom tempo, teríamos quase de certeza adversários munidos de farnel piquenicante para os atacar-mos de forma descarada, como daquela vez…
À falta de adversários, a rafeirada dedicou-se a praticar pedra ao alvo mas sem o molestar, nem de raspão e o frasco enfiado num pau por lá continuou incólume e livre da cambada de mirolhos.
A 1ª parte de recreio tinha terminado

4. Ansiosos, iniciamos então a 2ª parte da operação descida ddr, era para isso que aqui estavamos, virados a oeste, por belos trilhos mais ou menos planos que a serra nos proporcionava, as nuvens como por encanto tinham desaparecido e agora eram nítidas as eólicas no horizonte e vacas, muitas vacas freak de brinquinhos nas orelhas de ambos os lados do estradão. Com o ambiente propicio, o Tino aproveitou esta atmosfera bovina com poucos escolhos e, ao passar numa cova mandou-se para o chão com a burra e algum espalhafato. Cada um tem a sua fé.
E eis-nos no local do começo da nossa missão: descer a serra pelo trilho ddr, baptizado assim porque não consta que mais alguém o tenha feito de bicicleta além de nós, portanto continuaremos a reivindicar que somos os únicos com falta de mioleira a descer a serra por este trilho infernal com troços bastante inclinados e grandes obstáculos de pedras e buracos.

5.Este trilho, para quem não o conhece, divide-se em duas partes: a primeira é de pedras soltas e ratoeiras com buracos entre calhaus, a segunda o epicentro da descida, com mais inclinação de pedras fixas numa extensão de quase 3kms. É um trilho físico e técnico muito exigente e, embora a primeira parte tenha algumas zonas de terreno limpo não evita que cheguemos a meio com fortes dores musculares nos braços.

6.Não sendo transcendente, são no entanto 5 kms fodidos de fazer principalmente para quem tem pouca propensão para estas radicalices doidas mas que nos deu imenso gozo fazer, a mim deu, graças à velhinha SantaCruz 26´ que mostrou que está pronta para downhillar sempre que for preciso.
No fim independente de uns serem mais hábeis e rápidos que outros, todos nos sentimos realizados por termos conseguido mais uma vez comer o trilho sem acidentes o que é curioso para os nossos padrões…bom, pelo menos que se visse, porque como disse o Martinho no fim, por vir sempre atrás, teve a vantagem de ninguém ver os seus aterranços. Ah grande Martinho assim é que é, sinceridade acima de tudo.
Depois da descarga cavalar de adrenalina, os últimos kms até Montaria, foram feitos em alta velocidade por um largo estradão, com obstáculos de pouca monta e a espremer as burras até ao limite.
A grande desilusão desta aventura, foi o Caçana estar fechado e sermos obrigados a um Caçana de recurso na Cinda em Correlhã, que por acaso até se portou bem, já da cambada não se pode dizer o mesmo, a protagonizar cenas eventualmente chocantes mas, que se há-de fazer a rafeirada é assim…
Depois disto tudo, perguntam os mais distraídos: porque fazemos coisas pouco ortodoxas como esta de descer por caminhos do diabo? E nós respondemos: porque sim, pelo Caçana, porque nos dá pica, porque está no cerne dos ddr, porque gostamos de sentir a adrenalina, porque nos faz sentir vivos, PORQUE SOMOS DUROSDEROER, PORRA!!!

Algumas fotos – falta a do grupo, que ninguém sabe onde pára e o vídeo do Chico: