Os DDR na “XV DESCIDA AO SARRABULHO”

“Tudo o que fazes é insignificante, mas é importante que o faças.”

– Continuo a dizer-te que devias ter esperado mais um ano, para começares a andares a sério;

– Mas porquê? Oh! Nada disso, estás enganado, comecei quando tinha que começar e sinto-me bem assim com o meu plano de treinos.

Olha o que eu te digo, devias ter esperado mais um ano….

Este diálogo entre o Milo e o Seara e outros que se seguiram, sem dizerem nada, foram importantes para conversar e foram muito depois de mais uma jornada gloriosa em Ponte de Lima pelos durosderoer na célebre descida do monte da Boalhosa até à vila, já noite dentro e longe do epicentro sarrabulheiro, refastelados em bancos a dar ao dente.

Comecemos pelo principio:

A “DESCIDA AO SARRABULHO”, é uma espécie de momento zen de fim da época, de todas as canseiras dêdêrrianas ao longo do ano.

1.  No sábado dia 21, por volta das 11h30, arrancamos de Apulia city, onze ddr: Filipe, Manel, Emílio Santos, Tino, Paulo Santos, Milo, Futre, Narciso, Tozé, Seara e Marco, dispostos a curtir as vicissitudes da democrática – assim a classificou o repórter da Bike Magazine – DESCIDA AO SARRABULHO, formatada para todas as modalidades do btt conviverem em conjunto. Uma festa onde ninguém se chateia.

2.Esta peculiar descida downhilleira, que todos os anos se repete no penúltimo sábado de novembro, salvo raras exceções, organizada pelos BATOTAS, já conta com quinze edições e muitas histórias contadas (e por contar) e, apesar de já sabermos ao que íamos e de conhecermos de cor e salteado as pedras e ratoeiras do traçado o mesmo desde 2001, com ligeiras modificações sem relevância de maior, o espirito com encaramos a descida continua igual, desfrutar ao máximo os trilhos exigentes, que a encosta do monte nos oferece é, e há-de ser sempre a prova de culto dos ddr.

3.Chegados a P. Lima e arrumada a questão dos dorsais, facto curioso, os dorsais não chegaram para todos, tendo mesmo alguns atletas participado com dorsal de…outra prova – a organização explicou que tal se deveu ao elevado numero de inscritos, o triplo do ano passado -, embicamos então como é de tradição para a tia Márcia a tasca das fodinhas, para comer as bifanazecas da ordem, mas tivemos azar, a tasca encontrava-se lotada de bettistas de toda a espécie. Belos tempos em que a tasca era só nossa, do Estrunfe e do 69, desta vez nem direito a passar a porta tivemos. A alternativa foi a TAVERNA 27, outra tasca porreirinha ao nosso gosto que mesmo sem a ementa escabrosa da tia Márcia, mereceu a aprovação de todos ddr.

Nas calmas, com o estomago aconchegadinho, voltamos ao local do secretariado, a tempo de assistir à partida de 100 (?), heróicos sarrabulheiros, que abdicaram do conforto do autocarro para trepar a pedal monte acima. Os ddr tambem tinham essa intenção, mas por enquanto era cedo para os nossos padrões retardatários e ainda estávamos à civil.

4. Os Batotas para comemorar os 15 anos, lançaram um repto a todos os participantes para se equiparem o mais original possível, à laia do que faz a Red Bull um pouco por todo o mundo com aqueles desafios radicais p`ro cómico que vemos no youtube, com prémio para o melhor.

O Tozé, esse indomável patife, foi o único ddr que aceitou o desafio e, equipou-se de bebé com o Flinstone no guiador, surpreendendo toda a gente, até o Estrunfe o nosso amigo de Sanguedo, S.M.Feira, que há muitos anos se devotou aos ddr, mas que este ano só marcou presença, ficou roidinho de inveja por o Flinstone ser mais bonito do que ele.

5. O grupo que subiu o monte de bike, já tinha partido à trinta minutos, quando acabou o divertimento do desfile pelas imediações do secretariado, quando os ddr resolveram que era tempo de subir o monte e lá foram no encalço do pelotão, menos dois, o Manel e Narciso que deixaram os peões irem na frente e fizeram parte dos ocupantes dos 5 autocarros que transportaram os senhores das montanhas até à parte mais alta dos domínios limianos, eh,eh.

6.Na Boalhosa deu logo para perceber pela multidão que encheu a estrada, que os trilhos iriam ter muito trânsito o que veio a confirmar-se mais à frente.

Dos ddr que subiram de bike nem rasto, pelas horas, já deviam ter iniciado a descida há algum tempo.

Eram 15h20, 50 minutos de atraso da estimativa prevista, quando os dois ddr, pegaram nas burras do camião e começaram a pedalar, primeiro até ao pórtico da partida simbólica e depois a sério. Uns metros depois uma placa anunciava “BEM VINDOS AO INFERNO”, mesmo com o tempo frio, a adrenalina começava a ferver, pronta a ser descarregada.

7.Os trilhos começaram a ficar descongestionados, quando apareceram os tracks radicais traiçoeiros pelas fraldas do monte. Com o caminho mais desobstruído as mulas de raça tinham agora espaço para demostrar o que valiam e demonstraram bem, galgaram destemidamente sem hesitação os obstáculos naturais da descida, proporcionando um gozo dos diabos aos cavaleiros atentos para serem dignos da montada e assim foi até ao reforço do pote, onde uma ratoeira esperava os mais incautos, atravessar um charco artificial de água e lama por cima de uma tábua a servir de ponte propositadamente estreita para dar espectáculo com os desgraçados que eventualmente tivessem o azar de cair e mergulhar na água lamacenta, para gaudio de quem assistia, enquanto se comia os rojões quentinhos saídos do pote (uma inovação introduzida o ano passado) e bebia-se vinho branco e… bagaço p`raquecer, ficava-se na espetativa a ver quem resvalaria da tábua e foram muitos os que tiveram azar ou falta de jeito, para transpor a ponte.

8.Reagrupados, os ddr arrancaram todos juntos p`ra segunda etapa, mais rápida, com uma descida por estradão onde se atingiu facilmente 60km/h, antes de enveredar por novos singles tracks downhilleiros e técnicos, desta feita pelo meio dos pinheiros, com cartazes com gravuras sugestivos como aquele: CUIDADO COM O REGO (que o Manel fixou bem), pregados nos pinheiros ao longo dos trilhos e se o objetivo era tentar que a malta se distraísse e desse um abraço aos pinheiros, foi conseguido porque viu-se muita gente a abraça-los  e outros a tirar-lhes as cascas .

A excitação dos trilhos acabava aqui

A entrada na vila fez-se por pixe até ao escadório, foi pena aquele furo do Paulo a poucos kms do fim, que além de perdemos muito tempo, roubou-nos as luzes da ribalta na apoteótica descida em grupo pelo escadório da capela das Pereiras com que terminamos no meio do publico a assistir. A festa tinha acabado pá!

A XV DESCIDA AO SARRABULHO, estava concluída e como sempre soube a pouco era preciso mais uns kms.

9. Qual foi a figura mais mediática do principio ao fim? Quem foi que ganhou o prémio para o traje mais original?  Esse mesmo, o bebé e o Flinstone. Parabéns pela iniciativa grande TOZÉ.

E já que falamos de prémios, quem é que podia ter ganho o prémio para a segunda equipa mais numerosa? Adivinharam, os ddr`s. A mais numerosa com 13 elementos, ganhou um belo presunto.

Parabéns Batotas!!! Até 2016.

PS: Dedicamos esta aventura aos nossos emigrantes que, temos a certeza, gostariam de estar connosco, César Nogueira, Carlos Figueiredo, Hélder, o 46 e a todos ddr`s que não puderam estar presentes.

video do Tozé:*****

fotos dos BATOTAS

 

video dos BATOTAS (com os ddr na subida)

Os ddr por Curvos

1.Nestes dias conturbados em que o mundo civilizado assiste atónito à escalada assassina do terrorismo com mais um ataque em França e em particular nós portugueses, com as infantilidades dos políticos que só olham para si próprios e o partido e a preocuparem-se muito pouco com quem os elegem, os portugueses conscientes que não acreditam em histórias de embalar, interrogam-se incrédulos: então e o país?

2.Deixemos os desabafos, os ddr`s participaram na prova de btt inserida nas jornadas desportivas de Curvos e Palmeira. Como é tradicional, o traçado costuma ser curto e duro, entre 25 a 30kms em redor da freguesia de Curvos, desta vez um pouco mais para ocidente para englobar a freguesia de Palmeira de Faro unida administrativamente com a de Curvos.
Foram 27km, duritos como se previa, com o seu ponto alto ao km 11 numa descida radical em Belinho, mais apropriada para downhill mas que deu p`ro Filipe brincar com aquilo e ainda gozar com todos, e foram muitos, os que desceram com a burra à mão.

A poucos kms do fim encontramos a nossa mascote dos últimos treinos, o Miguel, exausto, pois não tinha comido nada, não parou no reforço porque não sabia como estas coisas funcionam e como era a sua primeira vez, o Tozé ainda lhe forneceu algumas calorias para o revitalizar mas o estrago estava feito e o cubinho de doce de marmelo foi insuficiente para recuperar mas, mesmo em mau estado, incentivado pelos ddr que fizeram questão de o acompanhar aguentou até ao fim. Grande Miguel e grande Bruno Fernandes – os dois participantes mais novos -, seu colega de escola mas com outra tarimba, ou não fosse orientado pelo treinador Paulo Fernandes, seu pai.
No fim todos tiveram direito a uma medalha, até o Pluto, o cão do Seara e os primeiros a mais um caneco, bonito e grande. Não nos apercebemos se houve classificações para todos ou só para os primeiros. Ganhou o suspeito do costume, Celestino Faria, sobejamente conhecido e respeitado por todos pelas imensas provas que já ganhou, com a taça na mão contou-nos que teve de fazer uma direta, saiu do trabalho e veio diretamente participar na prova, o que valoriza ainda mais a sua vitória. Parabens campeão.
E no que respeita aos outros canecos, o 2º classificado, João Benta ciclista do Loutetano levou um; o João Ribeiro, campeão do mundo em canoagem K2 e cabeça de cartaz desta prova, recebeu dois, um pelo terceiro lugar e outro por ser o melhor na terra dele e as três meninas da JUM tambem receberam canecos.
Quanto ao nosso PRO Seara, chegou em 5º e se atendermos à concorrência de luxo, este 5º lugar foi excelente. Parabens dom Tiago. Dos restantes ddr`s vamos arriscar a ordem de chegada do 1º grupo: César, Milo, Bruno, Chico e o recruta Agostinho, depois o grupo que teimou em não perder de vista do principio ao fim, a mula joly porque esta não inspirava confiança e podia a qualquer momento ficar a pastar sozinha e a 3kms do fim a moralizar o Miguel: Filipe, Emilio Santos, Tino, Narciso (jockey da mula) e o Tozé, incansável p`ra frente e p`ra trás, com a sua GOPRO a gravar os melhores momentos da contenda. Passado pouco tempo apareceu o Paulo Fernandes com o seu filhote Bruno, o elemento mais novo da prova.
Foi uma prova divertida, com um traçado engraçado. Só lamentamos não termos podido ficar para o almoço.

E agora venha Ponte de Lima, para a “Descida ao Sarrabulho”. É já no próximo sabado, preparai-vos cambada.

fotos do Emilio Santos e Chico e mais um excelente vídeo do Tozé, parabens.

 

 

Ataque de preguiça!

Afinal há uma explicação para acordar com aquela disposição igual à do Snoopy, lembram-se? O cão filosófico do Charlie Brown, que quando está com os azeites refugia-se em cima da sua casota e por ali fica de papo para ar todo o dia. Ontem dia 7 de Novembro, foi o dia internacional da preguiça, é verdade, dos 365 dias do ano só um é que é designado para não fazer a ponta dum corno e, nós a pensar que pelo menos havia 52, as segundas feiras.
E, o sábado deve ter contagiado o domingo, porque a molenguice foi mais acentuada e atacou em força a capacidade de explorar a arte do “dolce far niente”.
Havia coisas para contar, como por ex: a subida do Seara à Vacaria no sabado; Aquele ddr que o Mota viu em Fão por volta das 11h com uma zirinha do pixe Onda muito cool, a pedalar furiosamente em direcção a Viana do Castelo; O Bruno e o Tozé a tirar selfies pela beira do rio mas, a preguiça é tanta e, como a preguiça é a mãe de todos os vícios e mãe é mãe é preciso respeitá-la, pronto!

O Miguel é um duro!

1.Só se houvesse alguma mudança de planos durante a semana o que, com os dêdêerres é sempre uma possibilidade a ter em conta – na quinta levantou-se a hipótese de tirar o dia d`hoje para partir pedra (e o costado), nos trilhos de S.Luzia ou serra d`Agra para explorar os trilhos descobertos pelo Rui Vinhas e Milo -, é que faltaríamos à palavra dada ao Miguel, que a acontecer, certamente ficaria desapontado com tamanha falta de consideração, tal como nós ficamos com o Mota, esse mafarrico, quando não espera por nós na ponte

2.No Rafas, há hora do costume, a fina flor dos ddr`s iam-se agrupando a conta gotas: primeiro o Seara, depois Narciso, Milo, Emilio Santos, Tino, Agostinho (novo recruta), Paulo Santos, Paulo Fernandes, Futre, Filipe e por ultimo o Marco, todos atletas duros e garbosos, sem parecença alguma como aquela falta de classe a que assistimos passados 500m do arranque e vogamos em bando pelo meio dos zombies pedrados, despojados da noite de halloween, dando-lhes bicadas, arrastando-se pelos parques da discoteca Pacha, enfiados em carros com o galho ferrado ou à espera que os vapores etílicos baixassem de nivel porque a pouca distância a GNR implacável, não lhes dava tréguas.
Depressa deixamos o espectáculo da zombilandia p`ra trás e agora estávamos prontos para roer os montes que se atravessassem no nosso caminho e foram alguns mas… quando entra o Miguel nesta história? Perguntarão os mais atentos que não treinam connosco.
Pois, é inevitavel falarmos do Miguel, um puto de 13 anos, que encontramos no passado domingo, quando deambulávamos por Palmeira de Faro, equipado a rigor, com uma Trek, de travões de calços e o pneu traseiro careca, pediu sem se atemorizar com a cambada se podia acompanhar-nos, claro que sim, respondemos condescendentes ao pequeno ciclista e o Miguel rapidamente se integrou no grupo como mais um elemento, subiu e desceu lesto, dominando na boa a sua bike pesadona pelos trilhos técnicos com relativa facilidade, acompanhando-nos até ao fim sem esmorecimento, ficando prometido na hora da despedida, que hoje nos encontraríamos no mesmo local, em Palmeira.
E hoje assim foi, de poucas falas, juntou-se ao grupo naturalmente e os seus dotes de bettista voltaram a dar nas vistas, andando ora na frente ou no meio, só não deixei que me roubasse a lugar na cauda pelotão. Claro que estas perfomances não se conseguem sem treinos, confessou-nos que treina todos os dias em estrada e montanha, infelizmente sozinho porque não tem ninguém para o acompanhar. O Miguel Maciel é um duro determinado e, pelo que observamos, não temos duvidas que será um futuro campeão, só se não quiser. Grande Miguel e a camisola dos ddr ficava-te muito bem.

3. Os 44kms da meia maratona d`hoje, apesar de algumas descidas e subidas manhosas, pois tivemos de derrubar umas paredezitas para perfazer de acumulado 1003m de altitude, não foi muito mas foi o suficiente para a burra do Futre o ter obrigado a abraçar um pinheiro e um eucalipto de pouca idade; o Seara ter malhado sem se saber os detalhes, porque ninguém viu e não se pode confiar na versão da vitima e a estardalha da Joly essa burra velha rasteirinha e matreira, que ao fim de 440 dias de moleza, pregou-me um coice e mandou-me contra uma pedra camuflada com mato, deixando-me a perna esfarrapada e obrigado ouvir um valente raspanete quando cheguei a casa. Esta bandida tem de ser imputada.

5.No próximo dia 8, vai haver a “Volta ao concelho de Esposende” em btt. São 45kms, a inscrição são 2€ e o grau de dificuldade é médio/alto. Como é ddr`s ? Vamos rodopiar pelo concelho? aqui fica o link: Volta ao concelho em btt