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Os DDR na “XV DESCIDA AO SARRABULHO”

Quarta-feira, Novembro 25, 2015

“Tudo o que fazes é insignificante, mas é importante que o faças.”

– Continuo a dizer-te que devias ter esperado mais um ano, para começares a andares a sério;

– Mas porquê? Oh! Nada disso, estás enganado, comecei quando tinha que começar e sinto-me bem assim com o meu plano de treinos.

Olha o que eu te digo, devias ter esperado mais um ano….

Este diálogo entre o Milo e o Seara e outros que se seguiram, sem dizerem nada, foram importantes para conversar e foram muito depois de mais uma jornada gloriosa em Ponte de Lima pelos durosderoer na célebre descida do monte da Boalhosa até à vila, já noite dentro e longe do epicentro sarrabulheiro, refastelados em bancos a dar ao dente.

Comecemos pelo principio:

A “DESCIDA AO SARRABULHO”, é uma espécie de momento zen de fim da época, de todas as canseiras dêdêrrianas ao longo do ano.

1.  No sábado dia 21, por volta das 11h30, arrancamos de Apulia city, onze ddr: Filipe, Manel, Emílio Santos, Tino, Paulo Santos, Milo, Futre, Narciso, Tozé, Seara e Marco, dispostos a curtir as vicissitudes da democrática – assim a classificou o repórter da Bike Magazine – DESCIDA AO SARRABULHO, formatada para todas as modalidades do btt conviverem em conjunto. Uma festa onde ninguém se chateia.

2.Esta peculiar descida downhilleira, que todos os anos se repete no penúltimo sábado de novembro, salvo raras exceções, organizada pelos BATOTAS, já conta com quinze edições e muitas histórias contadas (e por contar) e, apesar de já sabermos ao que íamos e de conhecermos de cor e salteado as pedras e ratoeiras do traçado o mesmo desde 2001, com ligeiras modificações sem relevância de maior, o espirito com encaramos a descida continua igual, desfrutar ao máximo os trilhos exigentes, que a encosta do monte nos oferece é, e há-de ser sempre a prova de culto dos ddr.

3.Chegados a P. Lima e arrumada a questão dos dorsais, facto curioso, os dorsais não chegaram para todos, tendo mesmo alguns atletas participado com dorsal de…outra prova – a organização explicou que tal se deveu ao elevado numero de inscritos, o triplo do ano passado -, embicamos então como é de tradição para a tia Márcia a tasca das fodinhas, para comer as bifanazecas da ordem, mas tivemos azar, a tasca encontrava-se lotada de bettistas de toda a espécie. Belos tempos em que a tasca era só nossa, do Estrunfe e do 69, desta vez nem direito a passar a porta tivemos. A alternativa foi a TAVERNA 27, outra tasca porreirinha ao nosso gosto que mesmo sem a ementa escabrosa da tia Márcia, mereceu a aprovação de todos ddr.

Nas calmas, com o estomago aconchegadinho, voltamos ao local do secretariado, a tempo de assistir à partida de 100 (?), heróicos sarrabulheiros, que abdicaram do conforto do autocarro para trepar a pedal monte acima. Os ddr tambem tinham essa intenção, mas por enquanto era cedo para os nossos padrões retardatários e ainda estávamos à civil.

4. Os Batotas para comemorar os 15 anos, lançaram um repto a todos os participantes para se equiparem o mais original possível, à laia do que faz a Red Bull um pouco por todo o mundo com aqueles desafios radicais p`ro cómico que vemos no youtube, com prémio para o melhor.

O Tozé, esse indomável patife, foi o único ddr que aceitou o desafio e, equipou-se de bebé com o Flinstone no guiador, surpreendendo toda a gente, até o Estrunfe o nosso amigo de Sanguedo, S.M.Feira, que há muitos anos se devotou aos ddr, mas que este ano só marcou presença, ficou roidinho de inveja por o Flinstone ser mais bonito do que ele.

5. O grupo que subiu o monte de bike, já tinha partido à trinta minutos, quando acabou o divertimento do desfile pelas imediações do secretariado, quando os ddr resolveram que era tempo de subir o monte e lá foram no encalço do pelotão, menos dois, o Manel e Narciso que deixaram os peões irem na frente e fizeram parte dos ocupantes dos 5 autocarros que transportaram os senhores das montanhas até à parte mais alta dos domínios limianos, eh,eh.

6.Na Boalhosa deu logo para perceber pela multidão que encheu a estrada, que os trilhos iriam ter muito trânsito o que veio a confirmar-se mais à frente.

Dos ddr que subiram de bike nem rasto, pelas horas, já deviam ter iniciado a descida há algum tempo.

Eram 15h20, 50 minutos de atraso da estimativa prevista, quando os dois ddr, pegaram nas burras do camião e começaram a pedalar, primeiro até ao pórtico da partida simbólica e depois a sério. Uns metros depois uma placa anunciava “BEM VINDOS AO INFERNO”, mesmo com o tempo frio, a adrenalina começava a ferver, pronta a ser descarregada.

7.Os trilhos começaram a ficar descongestionados, quando apareceram os tracks radicais traiçoeiros pelas fraldas do monte. Com o caminho mais desobstruído as mulas de raça tinham agora espaço para demostrar o que valiam e demonstraram bem, galgaram destemidamente sem hesitação os obstáculos naturais da descida, proporcionando um gozo dos diabos aos cavaleiros atentos para serem dignos da montada e assim foi até ao reforço do pote, onde uma ratoeira esperava os mais incautos, atravessar um charco artificial de água e lama por cima de uma tábua a servir de ponte propositadamente estreita para dar espectáculo com os desgraçados que eventualmente tivessem o azar de cair e mergulhar na água lamacenta, para gaudio de quem assistia, enquanto se comia os rojões quentinhos saídos do pote (uma inovação introduzida o ano passado) e bebia-se vinho branco e… bagaço p`raquecer, ficava-se na espetativa a ver quem resvalaria da tábua e foram muitos os que tiveram azar ou falta de jeito, para transpor a ponte.

8.Reagrupados, os ddr arrancaram todos juntos p`ra segunda etapa, mais rápida, com uma descida por estradão onde se atingiu facilmente 60km/h, antes de enveredar por novos singles tracks downhilleiros e técnicos, desta feita pelo meio dos pinheiros, com cartazes com gravuras sugestivos como aquele: CUIDADO COM O REGO (que o Manel fixou bem), pregados nos pinheiros ao longo dos trilhos e se o objetivo era tentar que a malta se distraísse e desse um abraço aos pinheiros, foi conseguido porque viu-se muita gente a abraça-los  e outros a tirar-lhes as cascas .

A excitação dos trilhos acabava aqui

A entrada na vila fez-se por pixe até ao escadório, foi pena aquele furo do Paulo a poucos kms do fim, que além de perdemos muito tempo, roubou-nos as luzes da ribalta na apoteótica descida em grupo pelo escadório da capela das Pereiras com que terminamos no meio do publico a assistir. A festa tinha acabado pá!

A XV DESCIDA AO SARRABULHO, estava concluída e como sempre soube a pouco era preciso mais uns kms.

9. Qual foi a figura mais mediática do principio ao fim? Quem foi que ganhou o prémio para o traje mais original?  Esse mesmo, o bebé e o Flinstone. Parabéns pela iniciativa grande TOZÉ.

E já que falamos de prémios, quem é que podia ter ganho o prémio para a segunda equipa mais numerosa? Adivinharam, os ddr`s. A mais numerosa com 13 elementos, ganhou um belo presunto.

Parabéns Batotas!!! Até 2016.

PS: Dedicamos esta aventura aos nossos emigrantes que, temos a certeza, gostariam de estar connosco, César Nogueira, Carlos Figueiredo, Hélder, o 46 e a todos ddr`s que não puderam estar presentes.

video do Tozé:*****

fotos dos BATOTAS

 

video dos BATOTAS (com os ddr na subida)

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