Tem a palavra o Chefe!

chefe

O Chefe

Carrissimos ddr

Chegamos ao fim de mais um ano e como sempre é tempo de fazer uma retrospetiva do que foram as nossas andanças neste ano que está prestes a finar-se.

Antes de prosseguir, enviamos daqui um forte abraço aos nossos ddr`s emigrantes, que este ano não puderam estar presentes no nosso jantar de fim-de-ano, desejando-lhes boas saídas e melhores entradas em 2016.

Vou começar por uma história com 15 anos:

Era uma vez três moços, Filipe Torres, Carlos Casulo e Dudu, tinham em comum o gosto de pedalar com uns veículos, a que chamavam bicicletas de montanha. Reuniam-se aos domingos em frente da capela da sra da Guia, o ponto de encontro e, lá iam felizes da vida com os tais veículos, explorar maus caminhos onde os houvesse.

Com o passar dos tempos juntou-se ao triunvirato fundador outro moço, o Chico, rapaz bem-parecido e elegante, com um feitio peculiar, mas duro como o raio e, depois juntaram-se outros moços e o quarteto passou a um grupo inconformado com as rotinas dos fins-de-semana e entusiasmado com a possibilidade de conquistar novos desafios.

O grupo começou a consolidarizar-se e depressa se destacou pela sua irreverência e com as bikes que se comparadas com as de hoje, só teriam lugar no museu, tornaram-se difíceis de roer quando alguém ousava desafia-los.

A salutar maluqueira de que todos padeciam um pouco, estava instalada e, conforme iam progredindo na nobre e difícil arte de domar as burras, procuravam também obstáculos com grau de dificuldade cada vez mais elevado. O climax destes desafios era atingido nas descidas que ainda hoje continuam a ser o top das mais fodidos de fazer, a descida“da senhora” e um pouco mais soft  a“kamikaze” ambas em Belinho. Só três ou quatro desmiolados é que tinham unhas para fazer aquilo e eu, Filipe Torres, modéstia à parte era um deles.

O preço a pagar por estas ousadias, como todos sabemos pela experiência, tinham custos elevados com os empenos a sucederem-se a bom ritmo. Quem não se lembra daquele monumental trambolhão do Quintas quando tentou comer a senhora? O trauma foi de tal ordem, que nunca mais teve tomates para voltar ao grupo. Até hoje, foi o único que desistiu por esta causa.

Esta história, do conhecimento da maioria de nós, é só para recordar aos mais recentes membros, que foi desta determinação férrea, por vezes no limiar da doidisse, da necessidade de divertimento e de socialização que nasceram há 15 anos os famosos durosderoer, a que orgulhosamente pertencemos, cabendo-nos a responsabilidade de dar continuidade à dinastia dêdêrriana pelos seculos alem.

O grupo tem continuado fiel às suas origens. É recorrente, mas vou dize-lo mais uma vez, ao longo destes anos, já perdemos o número às aventuras vividas de forma intensa e, são tantas as histórias surreais, rocambolescas, caricatas, cómicas que hão-de perdurar  para sempre nas nossas memórias.

Mais um ano passado, o que significa que os ddr`s continuam pujantes, de boa saúde e recomendam-se.

Retrospetivando o que foi este ano, à semelhança dos outros, este tambem foi de boa colheita. Estreamo-nos em provas de pixe e não nos saímos nada mal…quer dizer, o Paulo Fernandes e o Tiago Seara, não se saíram nada mal, os outros seis ddr, Nelson, Chico, Filipe, Tozé, Emilio Santos e Bruno, decidiram antes aliar o suor com o divertimento pelos granfondos do Gerês e sobretudo do Douro.

Estreamo-nos tambem em Trails e até ficamos em lugares porreiros, mas quem se destacou a sério, foi o nosso campeão duroderoer César Nogueira.

As aquisições de novos membros tem sido top, este ano diploma-mos o Marco Gonçalves, um valor seguro, como já o tinham sido o Seara e o Solinho. Temos na forja, como sabeis, mais um candidato a membro da seita, o Agostinho e, temos a certeza que outros se seguirão e todos serão bem vindos ao mundo dêdêrriano.

Os nossos PROS: Paulo Fernandes, Tiago Seara, António Solinho, Cesar Nogueira e o nosso Mailo, só para citar estes, encheram-nos de orgulho com as suas excelentes performances nas diversas provas em que participaram dando o máximo em todas elas com a camisola dos ddr, pelo facto, erguemos as nossas taças de champanhe e saudemo-los com um bem merecido, tchim, tchim. À vossa!

E, embora a vocação do grupo não seja a competição, apesar de termos organizado durante três anos os saudosos trilhos dos Moinhos d`Apulia em btt, continuaremos a apoiar quem quiser competir, pois reconhecemos, invariavelmente do nome, que nos envaidece e orgulha ver um dos nossos no pódio ou a dar o litro pelos lugares da frente, sem aceitar a ideia da derrota.

Desfrutamos ao máximo as diversas provas de btt em que participamos ao longo do ano. Fomos a Fátima e a tradição de fazer os Caminhos de Santiago, foi mantida por três ddr: Chico, Berto e Mota o contigente mais pequeno de sempre e só não foi maior porque, e, fazendo meia culpa, houve algum desleixo, mas para que não volte a suceder o mesmo, já foi delineado que para 2016, 14 e 15 maio iremos a Vila Nova de Ourém por trilhos e de 10 a 12 junho percorreremos os caminhos de Santiago a partir das Austurias.

P´ro futuro, continuaremos fiéis ao rumo que traçamos, a ser os ddr de sempre, desassossegados, orgulhosos do que somos e, o mais importante, a tirar partido da vida, a divertirmo-nos porque esse é o nosso objetivo principal e o que sabemos fazer melhor porque, quem não domina a vida a sorrir, nunca conseguirá dominá-la.

Termino com uma frase que foi dita num dia destes: Tudo o que fazemos é insignificante, mas é muito importante que o façamos.                                                                                                                            Bom ano a todos!

                                                             O chefe

Filipe Torres

Ultimo domingo do ano

1.Ultimo domingo do ano, muita agitação pelo litoral, não do mar porque esse estava calmo e haveria de continuar assim o resto do dia, mas de pessoas, muitas, a beneficiar dos bons ares d`Apulia, quiçá a recuperar das tradicionais turbulências gastronómicas a que ninguém escapa nesta quadra, a ganhar folgo para novo embate mais pesadão que será daqui a quatro dias, para receber condignamente o novo ano au point, ao som de gritos etilicamente alegres, do barulho ensurdecedor das girândolas pirotécnicas e das rolhas repuxadas a saltar das garrafas de espumantes a saudar 2016 e os desejos, sempre os desejos de paz, de juras de amor eterno, de muito dinheiro, de saúde, de amizade e os desejos continuarão no dia seguinte decididos a concretiza-los, porque desta vez é que é, ano novo, vida nova, enquanto se dá a voltinha retemperadora pela beira litoral sob o efeito da ressaca. Viva o novo ano!

2.A primeira leva de ddr – se considerarmos que as 8h30 de um domingo é cedo -, começaram cedo a mourejar por trilhos, montes, vales, pinhais e tudo o mais por onde será possível a passagem de milhares de bikes de todas as cores e feitios, daqui a quatro meses, sem serem molestadas em demasia.

Definiram-se partes do percurso e memorizaram-se pontos nevrálgicos onde é preciso ter mais atenção, outras troços ficaram a aguardar melhor solução para em definitivo estabelecer as coordenadas do GPS do que será o percurso do 14ºLuso Galaico a realizar em 24 abril de 2016, que terá para quem não sabe, novidades espectaculares, é só estar atentos.

Em menor numero, a segunda leva de ddr, começou meia hora depois. Andaram a  farejar por outros caminhos mais a norte e, ao contrário do primeiro grupo que estiveram à beira de um ataque de nervos com as galhadas irritantes a bater na cara, ao ponto de ter feito saltar os capacetes a dois ddr conceituados, fizeram um percurso calmo, não obstante terem por diversas vezes sido recebidos por matilhas a guardar cavalos mas, pouco amistosas com as burras e de matilhas menos hostis dos caçadores que em grande numero pululavam um pouco por todo o lado, talvez por ser o ultimo dia de caça.

Revisitamos locais há muito esquecidos, surpreendemo-nos com o surgimento de novas paisagens, provocadas pelo desbaste impiedoso de grande numero de árvores, sobretudo pinhais cortados a eito.

Descemos, entre outros, por um estradão até Perelhavixlandia, nesta altura mais aguada que no verão, como é óbvio, e continuamos ao sabor da vontade, a ouvir os passarinhos que a natureza logrou, confundindo-os com a temperatura amena de que a primavera está aí à porta.

E sempre em toada firme qb terminamos por um trilho maltratado a cheirar a bosta por todos os lados, o que atesta que estes ddr fizeram um trilho muito ecológico.

3.Outros ddr, estiveram – e estão, nomeadamente o Emílio Santos -, envolvidos com o ressurgido Grupo Desportivo de Apulia, nos jogos que se realizaram durante a tarde. Esta nova direcção por todo o esforço que tem feito para renascer o GDA, merece todo o nosso respeito. Pela nossa parte podem contar com a nossa solidariedade.

 

Ecos da semana

1.Emilio Santos, Tino, Milo, Futre, Narciso, Paulo Fernandes, Tozé e Seara, foram os protagonistas do treino de ontem. Começamos sobre a ameaça de chuva, felizmente não passou disso mesmo, ameaças.

Foi um treininho qb, que teve todos os ingredientes para as burras de montanha se comprazerem numas subiditas, descarregou-se a adrenalina pelos tracks das descidas e por singles fomos dar à azenha do Minante depois de termos atravessamos o rio Neiva por duas vezes.

Passamos o estradão da Malafaia e embrenhamo-nos novamente no single da margem esquerda a jusante do rio que termina em Antas e o regresso fez-se pela beira litoral com o vento de Sul a fustigar-nos a tromba, só paramos no Controverso em Apulia.

Um treino porreirinho, bem saboreado, sem percalços, mas sem a alegria dos… malhanços.Médio Transparente

2.No passado dia 11, realizou-se o habitual jantar de fim de ano, este ano mais cedo que o habitual por falta de datas disponíveis na ultima semana.

Infelizmente não podemos contar com a presença dos nossos ddr emigrantes, o que lamentamos e a quem enviamos uma forte saudação, assim como a outros ddr que por motivos profissionais também não puderam estar presentes.

Para esses aqui fica um resumo do que se passou:

O convívio decorreu nos moldes habituais, animado e, apesar do espaço ser acanhado para fazer, por ex. um espectáculo de striptease, como aquele em Covide há ano e meio, não foi empecilho para que o convívio se prolonga-se até às tantas da matina.

3.Conversou-se, reviveu-se em filme, graças à fértil videoteca do Tozé e Emílio Santos, as cenas (e houve tantas), mais marcantes dos últimos anos das andanças dêdêrrianas acompanhadas com a algazarra e as inevitáveis bocas a gozar com as desgraças e as façanhas, com mais aplausos para as primeiras, dos ddr que tiveram o azar ou sorte, de serem apanhados nas malhas dos paparazzi  do grupo. Tentou-se passar pela 1ª vez um celebre vídeo, mas o chavascal era tanto, que foi interrompido a meio. Cambada.

4.Com a turba bem animada, já passava da meia noite quando, como se impõe nesta gala de fim de ano, o chefe dirigiu umas palavras à plateia, com o ruido de fundo sem cessar por completo, leu uma resenha do que foram as atividades do grupo desde a sua fundação há 15 anos, findo o qual se discutiu o plano de atividades para o próximo ano e outros assuntos de interesse.

A este propósito dos assuntos que foram discutidos, quem quis expressou as suas opiniões e, talvez pelo melindre dos temas, os que usaram a palavra fizeram-no de forma apaixonada e emotiva, firmes na convicção das suas ideias o que só demonstra a vitalidade do grupo.

Certamente que as chefias saberão tirar as devidas ilações

5.E assim terminou, já madrugada dentro, o jantar de fim do ano, à moda dos ddr e, dado o adiantado do hora, uma falha indesculpável, faltou o grito tonitruante do nosso porta-voz, o Nelson, eeeeeeeee o que é que nós somos? Durosderoer.

Pela vossa saúde, tenham cuidado!!!

No domingo os ddr, voltaram a Sta Luzia, à descoberta de novos trilhos, pois nós sabemos que o monte tem um cardápio bem diversificado para oferecer, dos mais difíceis aos mais suaves de digerir , capaz de saciar os apetites mais vorazes de qualquer modalidade de btt.

O apetite dos doze ddr desta vez foi relativo, deu para assapar nos estradões, tecnicar nos trilhos e terminar descontraídos pelo pixe. Nota final 3 em 5.

O vídeo do Chico, dá uma panorâmica do que foi roído em StaLuzia.

 

Mudando de assunto.

Como temos no grupo, elementos dos ddr`s que gostam de jogar futebol, seja em relvados ou campos pelados e outros que gostam de assistir a uma boa jogatana e uma vez por outra embebedarem-se com cerveja para ajudar o clube e lembrar constantemente ao árbito de quem é filho, queremos alerta-los para utilizar as casas de banho do recinto desportivo ou na falta destas se estiverem à rasca e a fila for grande, para escolher muito bem o sitio onde vão aliviar- se, caso contrário a brincadeira pode ficar cara. Ora vejam o que aconteceu num determinado campo de futebol do género daqueles da saudosa liga dos últimos e do nosso “bisconde” lembram-se? Nós zelamos pela vossa saude, queremos os ddr`s continuem com eles no sitio.

Uma velhinha subia a rua transportando dois enormes sacos negros,
desses que são usados para o lixo. Um deles, roto, deixava de quando
em quando cair no chão parte do conteúdo, neste caso notas de 100€.
Há um polícia que a interpela:
– A senhora tem de ter mais cuidado” – disse-lhe o guarda – é que está a
deixar cair dinheiro desse enorme saco….

– Muito obrigada senhor guarda – agradeceu ternamente a velhinha – tenho
de voltar atrás e apanhar o dinheiro que me caiu… muito obrigada!.

O polícia, curioso, não a deixou de imediato:
– Esse saco enorme, cheio de dinheiro, de onde vem? Não é dinheiro
roubado, pois não?.
 
– Que ideia, senhor guarda! Não! – disse ela quase indignada -, eu moro
ali ao lado do estádio de futebol, ali em baixo, sabe?.
O polícia assentiu que sim.

– Tenho ali uma casinha com um jardinzinho, umas roseiras, umas
buganvílias….e os espectadores, à entrada e à saída têm o hábito
de se encostar aos arbustos e urinar mesmo em cima dos meus canteiros.
De maneira que, nos dias de jogo, eu escondo-me atrás do muro com a
minha tesoura de podar e, quando eles estão a aliviar-se, eu
apareço e digo “ou me dás cem euros ou corto!”.
O polícia riu-se em gargalhadas francas:
– Não me parece nada má ideia, sabe?
Preparava-se para deixar a velhinha seguir o seu destino quando lhe
perguntou:

– Mas e o outro saco, também tem dinheiro?.
 
– Ah, senhor guarda, sabe como é, nem toda a gente paga…