Fátima 2016

Em dezembro pp, ficou agendado que a ida a Fátima seria no fim-de-semana de 14 e 15 de maio 2016, e assim foi. Como decorreu a viagem e quais as peripécias, que mais ou menos sempre as há, ou este grupo não se chamasse durosderoer, vamos tentar descreve-la para os nossos amigos e aos ddr que não puderam estar presentes especialmente aos ddr emigrantes.

Com a parafernália do costume, os 17 elementos (16 mais 1 na logística), que constituíram o grupo deste ano, apresentaram-se na Azória, com os sacos e as inevitáveis malas térmicas com sandoxas e outros produtos afins e hidratantes desde água a cerveja e vinho, muito úteis nestas andanças, principalmente para o 1º dia com a distância rondar os 200kms.

Com dois rookies no grupo, o Agostinho e Miguel e a aposta ganha por um ddr que tinha apostado que iriamos esperar mais de trinta minutos por um retardatário, com um atraso de 40minutos, às 06h40, fizemo-nos ao pixe, com o tempo incerto carregado de nuvens a cair umas pinguitas, mas a prever que a todo o instante as pingas iriam engrossar, o que realmente aconteceu em Modivas e manteve-se até ao Porto.

Já lá vai o tempo, em que estas tiradas eram feitas com bikes do monte, com pneus de 0,50, os duros mais renitentes faziam questão de honra em levarem as burras equipadas tal e qual como andavam no monte. Claro que havia custos para estas ousadias, além de médias baixas, o físico recentia-se. O esforço suplementar em comparação com as bikes on road de agora, é notório, muito mais soft.

Bem preparados, com a moral em alta, o grupo pedalava certinho num ritmo médio de 32/35kms, depressa atravessamos o Porto para a outra banda e entramos na ciclovia, junto às praias de  Afurada, depois Carnide, Madalena, Valadares, Miramar, íamos comprazendo com a vista agradável da costa, de quando em quando cruzávamos com aficionados de jogging que de phones nos ouvidos tratavam da manutenção do caparro. Continuavamos nestes devaneios descontraidos, quamdo soa o alarme de que faltava o Miguel, o que teria acontecido? Interrogavamo-nos. Imediatamente constituiu-se um grupo de busca, como convém nestas circunstãncias, composto por quatro possantes ddr: Emilio Santos, Arsénio Almeida, Francisco Ferreira e André Tarrio, voltaram para trás para farejar o estranho desaparecimento. Seria por causa da unha encravada de que o Miguel se vinha queixando? Palpitava alguém dos doze que ficaram à espera. Como a demora da operação rescue começava a prolongar-se, aproveitamos para lanchar no Silva, um café à beira da estrada, a ideia foi boa, porque além do lanche, tivemos diversão com o Nelson a partir a loiça enquanto no exterior o Tino fazia strip em redor do semáforo e assim tornaram a espera menos chata e animaram a cambada.

Finalmente chegou a noticia: o nosso rookie foi encontrado próximo da ponte de D.Luis. Afinal o que se passou? O Miguel esqueceu-se que os cascos da zirinha não estão habituadas ao piso de “pavé”, erneva-se com facilidade e escouceia e vai daí a alimaria deu um coice mais arrebatado e mandou-o ao chão sem qualquer contemplação, deixando-o momentaneamente desnorteado à espera de ajuda para se orientar, mas como a ajuda demorava, começou a ponderar seriamente dar por terminada a aventura a Fátima e regressar a casa e, com razão, pois “com amigos destes…”. O que é espantoso, é a seita só ao fim de 13kms dar pelo sua falta…bom, conhecendo esta cambada se calhar não assim tão espantoso. Quando voltamos a prosseguir tinham passado 55 minutos.

Como habitualmente paramos em Espinho, o tempo suficiente para o reforço, e ala que até Mira, o nosso próximo destino, ainda tínhamos muitos kms para fazer.

Com furos constantes e pneu traçado, a partir de Estarreja, o grupo dispersou-se em vários grupos até Mira. Já passava das 14h00 quando finalmente aterramos na bela propriedade do Snr Carlos Miranda amigo do chefe, com um lago e uns quantos núcleos de alvenaria com moinhos de rodizio a funcionar regularmente sob a supervisão do moleiro Snr Manuel “Reco”, situada a 4kms da lagoa de Mira, em Casal de S.Tomé – Calvelas.

Incrivel como ano após ano, o Snr Carlos Miranda, tem pachorra para nos aturar. Como de costume fomos bem recebidos com um almoço à maneira, saboreado sem pressas, tendo por musica de fundo o som do irreverente e estridente jardel Agostinho que ocupou o tempo todo à procura das rodas que lhe foram fanadas da sua bicicleta. O nosso amigo Miguel obsequiou-nos com um bolo trazido propositadamente de casa, com a recomendação de que para a próxima desse-mos pela falta dele mais cedo. Prometemos aqui solenemente que para a próxima vamos estar de olho nele o tempo todo, isto é: se trouxer bolo e cerveja.

Findo o almoço/lanche, por ali andamos a “avacalhar”, a maltratar as zirinhas, enforcando-as nas arvores, a zira do jardel , já tinha sido depenada das rodas durante o almoço. Inõ, o barco, com grandes histórias marítimas de outros tempos ao comando dos ddr, que antes tinha sido testado pelo Seara e Solinho num passeio pelo lago, serviu tambem para embarcar uma zirinha que, desbocada sem a roda da frente, deixou-se ir ao sabor da corrente enleada com o Inõ e, juntos à deriva passearam romanticamente pelo lago, só regressando a terra à custa de algumas fisgadas da cana de pesca empunhado pelo seu dono o Arsénio.

Por volta das 17h00, terminamos a recreio e despedimo-nos do Snr Carlos e familiar, agradecendo mais uma vez a gentileza por ter recebido este bando de pardais esfomeados e sequiosos e começamos a montar as zirinhas que sofreram comó raio e ainda foram canibalizadas, para nos fazermos de novo à estrada e concluir os derradeiros kms até à Figueira. À saída houve alguns problemas com o GPS (já é costume), para percorrer os 2kms até embicar na E-109, com o Futre a fazer finca pé que as coordenadas dele é que estavam certas e, de facto tinha razão, mas só o Emilio Santos por força das circunstâncias é que o acompanhou, o resto da cambada escolheu outro caminho mais longo.

A frase poética do jardel Agostinho: Vivo incansavelmente de forma “infantil” e conformo-me com a felicidade que vou tendo, assenta perfeitamente no recreio dêdêrriano de Mira.

Com todas as incidências e a praga dos furos, chegamos à Figueira da Foz a tempo e horas decentes 18h30. Se continuássemos na mesma toada, sem percalços e a escala técnica de Mira, tínhamos tempo suficiente para à mesma hora estarmos em Fátima mas, se tal estivesse programado, não seria a mesma coisa, o desfrute da viagem teria sido muito menos interessante.

O Éolo, esse Deus malandro das bufarias, que tantas vezes nos quilhou a soprar-nos nas ventas, desta vez teve pena de nós, ou distraiu-se e não nos chateou muito. Obrigadinho pá, aparece para beber um copo…

O terminus da etapa do dia, fica situado bem no centro da cidade no hotel Aliança cujo dono (?), Snr Jorge, nosso velho conhecido de todas as edições nos esperava e a 1ª prioridade dele foi cuidar das montadas e só mais tarde tratar dos cavaleiros dando-lhe comida e guarida.

Com pouca diferença, o nosso amigo Eurico Cunha que há 15 dias comeu os 162 kms do Douro Granfondo, arribava também à Figueira que, com a sua namorada fizeram a sós o mesmo percurso.

2. 2º dia, depois de uma noite recuperadora (?), sem atrasos (coisa rara), mais ou menos em forma, aparentemente ninguém parecia acusar os 192kms do dia anterior, todos se precaveram para os restantes 70kms, foi só tirar a foto da praxe com o dono do hotel e aí fomos nós, alguns ddr com dificuldades para abrir os olhos na totalidade, tal como no dia anterior, começamos a pedalar a bom ritmo que, a continuar, com a média a fixar-se nos 35km, dali a duas horas estariamos em Fátima, só que, a saga dos furos do dia anterior continuou e não mais nos largou até próximo da chegada, dando aso a que o grupo se partisse em três, obrigando o grupo dos furos a dar aos bofes e a espumar, com médias da ordem dos 35/40km, para apanhar os fugitivos. Toda a gente só voltou a reunir-se a 4kms do fim.

Ao contrário do dia anterior, viam-se peregrinos, poucos, alguns próximo do Santuário cansados, demonstravam dificuldades em caminhar. Estima-se que anualmente acorram a Fátima, mais de cinco milhões de visitantes, de Portugal e dos quatro cantos do mundo. Atualmente é o segundo destino turístico religioso mais procurado. A um ano de completar 100 anos e com a visita do Papa Bergoglio, para as comemorações do 13 de Maio. espera-se que 2017, bata todos os records de peregrinos.

As 15 vezes que nós ddr peregrinamos até Fátima e as 9 a Santiago, deu-nos perspetivas  sobre a tipificação dos peregrinos a um e outro local e as diferenças são nítidas, sobretudo para quem caminha a pé.

O típico peregrino a Fátima sai de casa com tudo programado, comida, dormida, transportes de regresso etc. Regra geral é espalhafatoso, não gosta de caminhar só, prefere fazê-lo em grandes grupos, acompanhado por carrinhas de apoio, não raro transformadas em despensas e cozinhas. No Santuário, com fé, assiste às cerimónias religiosas mas antes, assegura um lugar para no fim se banquetear com um lauto farnel preparado minuciosamente em casa e regressa em paz, confortado espiritualmente com a graça obtida em Fátima.

O peregrino tipo a Santiago, sai de casa com uma mochila às costas, raramente caminha  em grupos com mais de dez pessoas, o mais comum é ver peregrinos aos pares ou sós, faz jus ao ditado: o caminho faz caminhando, dorme em albergues, come onde calha, absorve toda a informação que o caminho oferece. Chegado a Compostela, visita a catedral e o tumulo do apostolo e assiste à missa dos peregrinos, sereno continua por ali em contemplação frente à catedral.

À sua maneira, ambos os comportamentos estão certos, o essencial é o objectivo que nos leva a esses locais de culto e isso como é óbvio está na fé de cada um.

Com todas as perturbações arreliadoras, desde que saímos da Figueira, ao meio-dia estávamos em Fátima. À nossa espera estavam duas distintas senhoras Isabel Martins e Rosa Cunha, os nossos anjos que conduziram o autocarro que nos haveria de trazer de regresso.

No Santuário, decorriam cerimónias religiosas com metade do recinto repleto de visitantes. Embrehamo-nos no meio da multidão e por lá ficamos algum tempo envolvidos na mística do local.

De volta ao autocarro, encontramos o Eurico Cunha e a namorados acabados de chegar, com esta feliz por ter concluído pela primeira vez este percurso em bicicleta. Quando a gente quer e…temos um campeão ao lado não custa nada.

O regresso, fez-se em meditação sonolenta, às cabeçadas ao vidro, ao banco da frente e ao parceiro do lado até à escala enfardante na Mealhada e depois com os ouvidos atentos aos relatos de futebol. Terminou o Fátima 2016, resta-nos agradecer ao Carias que nos acompanhou diariamente e a Isabel Martins e Rosa Cunha pela disponibilidade em perder o dia para nos virem buscar. Em nome dos ddr, OBRIGADO.

Daqui a três semanas temos as Astúrias para iniciar o Caminho Primitivo, até lá tratem do coiro.

O grupo de 2016:

Filipe Torres; Francisco Ferreira; Manuel Torre; Emílio Santos; Celestino Palmeira; Paulo Santos; Emílio Hipólito; Filipe Correia; Narciso Ribeiro; Nelson Miranda; António Maia; Tiago Costa; António Solinho; André Tarrio; Agostinho Filipe e Miguel

Na logística:

Zacarias Palmeira; Isabel Martins e Rosa Cunha

algumas fotos:

Missing ddr`s

 

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A task Force dos ddr`s que participaram no Douro Granfondo

1.Será que o espectro do tempo chuvoso, que se fez sentir na manhã deste domingo, foi o pretexto para a falta de comparência da maioria dos ddr ? Só quatro é que se dignaram dar o corpo ao manifesto: o Chefe e o Emílio Santos à horinha do costume lá estavam afilados para atacarem os 70kms, que foi quanto o c/k marcou no fim e, o Seara e o Milo foram cedo para Famalicão para atacar a maratona que lá se realizava e onde se portaram muito bem. O Seara depois do brilhante 1º lugar em elites na maratona do Facho do passado dia 1, sacou um excelente 3º lugar e o Milo o 11º na classe. Parabéns aos dois.

Não acreditamos que tal debandada de ddr se deve-se ainda ao trauma da coça do Douro Granfondo, ou será que estão a pouparem-se para o passeio de cicloturismo à cidade de Fátima no próximo sábado? Depois queixem-se que eles andam muito.
001 - Cópia2.Pois é, o próximo fim-de-semana está reservado para cumprir a tradição anual que, pela 15ª vez se vai realizar com mais uma tirada até Fátima em bicicleta. E já que estamos na semana dêdêrriana de Fátima, vamos transcrever algumas passagens insólitas protagonizadas por  turistas, contadas por guias turísticos sobre Fátima, que os deixaram completamente baralhados:

Recordam os ex-guias, Dafne Lemos e Fátima Santos, que no Mosteira da Batalha, um dos visitantes insistia em saber o nome do soldado desconhecido

As idas a Fátima também têm episódios pouco católicos. Há quem queira fazer piqueniques no Santuário. “Levei algum tempo a explicar a um grupo de cristãos ortodoxos que não era possível fazê-lo, por ser um local sagrado, como se fosse uma igreja”, descreve a guia Helena Cipriano.“ Na sua lógica, sendo um espaço aberto, com uma árvore, pode-se comer e fazer piqueniques”. A guia tambem teve de esclarecer uma brasileira que confundiu Fátima com o Cristo Rei (em Almada) e por isso queria a todo o custo ir de metro.

“Há 30 anos quando o percurso Lisboa/Fátima demorava duas horas e meia, ao ver um vídeo com a história do local, em que algumas partes entre os pastorinhos e a Nossa Senhora eram em diálogo, uma turista italiana chorava comovidíssima. Pensou que se tratava de uma gravação verdadeira das aparições de 1917”, relatam Dafne e Fátima.

De outro mundo foi também o caso de uma cliente francesa que num longínquo 12 de outubro, durante a procissão das velas, se perdeu do grupo. Após várias horas foi encontrada e levada ao hotel, “Mas recusava ir para o quarto com o marido pois afirmava, ofendidíssima, que nunca se tinha casado e não ia dormir com um desconhecido”, descrevem as duas agentes de viagens. A turista, tinha casado há uma semana e a peregrinação era a viagem de núpcias.

Helena, já teve quem lhe perguntasse se Almada era Marrocos. E recorda a primeira vez que uma turista brasileira comentou que a Mercedes devia ser uma marca muito importante em Portugal, porque além de muitos táxis e autocarros desta marca, também havia muita publicidade espalhada pelo país. Até em cima de vários montes e “girando, girando”. A guia não percebeu à primeira, mas depois fez-se luz. O que a turista via eram torres eólicas a funcionar, mas assumia que eram marcas de carros.

 

 

Grandofondices 2016

1.Todas as vezes que visitamos a região do Douro e são algumas durante o ano, não nos cansamos de admirar os vales profundos rodeados dos imensos socalcos nas encostas serranas cobertas de cepas vinhateiras onde se produz o vinho generoso mais famoso do mundo e dos melhores de mesa. Todos os amantes da natureza deviam visitar amiúde, esta região património da EUNESCO e primeira região vinícola demarcada do mundo desde os tempos do Marquês de Pombal e extasiarem-se com esta paisagem, única.

Infelizmente tambem descobrimos coisas de que não gostamos, mamarrachos a que chamam habitações em aldeias pitorescas de xisto, que não se enquadram de maneira alguma nesta magnifica região. Um mal em todo o país.

Foi neste cenário, que se desenrolou o Granfondo2016 com mais de 3000 ciclistas inscritos, sob o signo do AMOR, o tema escolhido para patrocinar este evento, em associação com a marca LOVE TILES.

2.Os ddr estiveram presentes em força, com um séquito de doze elementos: duas distintas senhoras para caminhar e dez para pedalar com as zirinhas do pixe e mostrar para que foram feitos. Como comentamos o ano passado, entre tantos ciclistas, havia cada zirinha mais bonita e bem artilhada, reluzentas, de todas as cores, de marcas com nomes sonantes conhecidas e outras nem tanto, montadas por jockeys que não estavam ali para brincar e algumas glórias de outros tempos, como o antigo campeão do mundo Francesco Moser e vencedor por várias vezes do Paris-Roubaix e Giro de Itália e alguns vencedores da volta a Portugal como Joaquim Carvalho, Venceslau Fernandes, Vitor Gamito senhores que outrora dominaram as estradas de Portugal, assim como o grande obreiro deste Granfondo Manuel Zeferino.

3.Dado o inicio da prova, com os ciclista atentos para não tocar no parceiro da frente e dos lados e ficar de cangalhas na fotografia, toda a gente se safou sem cair e cheios de pica atravessaram a ponte pedonal e ocuparam na totalidade durante 15 kms a estrada 222, ate voltarem à direita para a parede de 8kms até Tabuaço, o  1º de cinco montes.

Com um frio de rachar, a azafama no cimo do monte para receber os ciclistas era grande. Ao som de bombos, o primeiro ciclista passou isolado com alguma vantagem de um grupo perseguidor onde reconhecemos algumas caras dos quais: Ruben Nunes, David Vaz, seguidos por outro grupo onde se incluía o ddr Paulo Fernandes e um pouco mais atrás o João Pedro Faria, Eurico Cunha, Bruno Filipe dos X-par. Em ritmo mais lento, grupos dispersos passavam em silêncio, só quebrado pelo zumbido das correntes, prosseguiam sem parar no reforço.

Quinze minutos depois, arriba ao cimo da parede os primeiros ddr: Emilio Santos, seguido do Bruno e Arsénio e depois a nossa amiga Fernanda Loureiro dos Gilmonde btt, o Chico, Filipe, Milo, outro nosso amigo do Gilmonde btt José Augusto, Paulo Santos, David Lamotte e por ultimo o Berto Ribeiro. Num ápice como por magia, o recinto do abastecimento transformou-se num mar de gente desejosa de repor os níveis de glicogénio, sempre ao som da batida ininterrupta dos bombos. os ciclistas iam chegando em catadupa, alguns exaustos, com pouca rotação, a evoluírem devagar em cima das burritas lindas, uns tesos do caraças, sem dinheiro p`ra investir naqueles kitezinhos que se introduzem dentro do quadro ou na roda do pedaleiro sem ninguém saber, como fez aquela ciclista belga de 19 anos, Femke Van qualquer coisa, há dois meses  atrás, mas que dá outro animo à burra e a faz relinchar de prazer e correr mais depressa assim comó montador, que pode tirar mais partido da sua montada, dar nas vistas e ficar bem classificado.

4.Com um intervalo de 20m, desde a chegada do primeiro ddr,  os ddr recomeçarem de novo a encrenquilhar as zirinhas do pixe. Os brasileiros dizem que há 5 tipos de ciclistas: Escaladores, Contra-relogistas, Sprinters, Domésticos (que abdica do seu desempenho para ajudar a equipa) e os Passistas (que mantém o mesmo ritmo de competição por várias horas). Sendo assim os ddr, já vinham em modo doméstico desde a partida, com excessão do Paulo Fernandes e, continuaram monte acima, monte abaixo, monte acima, monte abaixo até S. João da Pesqueira para depois rolarem os 40kms finais, até à meta onde os esperavam o David Lamotte e o Berto que há muito tinham terminado o minifundo e as duas senhoras Eulália e Maria José, que também tinham terminado a caminhada gourmet pelas margens do Douro.

5.Alguns dados estatísticos deste 2º Douro Granfondo num dia maravilhoso, que se realizou a partir da cidade de Peso da Régua: cortaram a meta 2673 ciclistas, divididos pelos três percursos: o mais longo de 162kms até Alijo, foi terminado por 716 ciclistas; o médio com 112km até S. João da Pesqueira foi o mais concorrido com 1606 ciclista a cortarem a meta e o mais curto de 60km, até à vila de Tabuaço, por 351 ciclistas.

6.Parabens a todos os ddr, sobretudo os sete do médio fundo que optaram pelo modo doméstico do principio ao fim, evitando uma clivagem acentuada de tempo entre o grupo e apesar da dureza sobretudo do 3º monte, acabaram por se divertirem imenso. O Paulo Fernandes, formatado para outras andanças terminou em 9º na categoria.

Temos que registar também as performances dos X-par, João Pedro Faria em 20º na categoria e o Eurico Cunha e Bruno Filipe no Granfondo, os heróis da jornada entre os Apulienses em 86º e 88º na categoria A. Claro que tambem temos de dar os parabens aos nossos amigos do Gilmonde btt, Fernanda Loureiro que fez uma excelente prova no Minifondo, ficando em 3º na categoria a pouco mais de 30 minutos do vencedor e ao José Augusto. Parabens a todos

7.Mais uma vez a Bikeservice, está de parabens, foi uma prova extraordinária, bem organizada, feliz desde o momento em que implantou uma prova de ciclismo desta envergadura em pleno coração do Douro, homenageando-o, proporcionando um dia memorável a mais de três mil ciclistas e dando a conhecer a todo a país, esta região fantástica, moldada pela mão humana ao longo de séculos.

Foi uma festa bonita pá, e tu porque não participas-te?

Obs: esta grandofondice é dedicada ao nosso amigo ddr Tozé, que por causa de trabalho surgido na véspera, não pode estar presente, assim como a todos os nossos ddr emigrantes especialmente ao César Nogueira que  bem gostaria de ter participado.

vídeo  Os ddr a 20kms da meta

Algumas fotos em Tabuaço, desde a passagem do 1º ciclista até à chegada dos ddr: