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Portugal Allez, Portugal Alleeeez!!

Quarta-feira, Julho 20, 2016

1.Por via do futebol, os portugueses tem andado nas nuvens, vestidos a rigor com as cores da selecção, com cachecóis, a empunhar bandeirinhas e bandeiras nem sempre de forma correta, viu-se (e ainda vemos), bandeiras penduradas nas sacadas ao contrário, agarradas pelo vermelho a um qualquer mastro improvisado, as duas cores agarradas a um pau formando um rectângulo na vertical, com o escudo das armas de pernas p`ro ar, o importante era mesmo ter uma bandeira para agitar, para expressar de peito feito a euforia patriota nacionalista futeboleira que varreu o país de lés a lés e por todo mundo onde há um português e gritar pelo nome do país  e pelos novos super heróis nacionais, que mereceram honras de estado pelo feito nunca antes conseguido de campeões de futebol da europa, sentimento que se estendeu a outros feitos, mas já com pouco interesse – porque o futebol  é o expoente máximo do orgulho lusitano -, como as vencedoras dos campeonatos da europa de atletismo, de canoagem e com a conquista do europeu de hóquei em patins ganho no ultimo sábado, obrigando os fazedores de medalhas a trabalhos redobrados para forjar novas fornadas de medalhas para tantos valentes da nação, se é para uns, é para todos,  como disse o nosso irrequieto  presidente, que tem andado numa roda viva a pendurar medalhas ao pescoço dos nossos heróis, restando-lhe só os intervalos para tratar dos assuntos de estado. Só não entendemos, tio Marcelo Rebelo de Sousa, porque raio não condecorou o Tiago Ferreira vice campeão europeu de btt e há pouco dias campeão do mundo em maratonas. Então onde está a coerência Sr Presidente? Pois…

2.Seja como for, é bem melhor viver neste estado esquizofrénico futeboleiro durante uns dias, que nos afaga o ego e que nos faz esquecer  momentaneamente as agruras do que aí vem, do que ouvir os profetas das desgraças a insinuar que o zé português vai ter de pagar o agravamento do défice que só nos últimos 5 meses cresceu o dobro do que produzimos  ou seja, a divida portuguesa em 5 meses  cresceu 6,2 mil milhões de euros. É obra.

Allez, Portugal Allez! Portugal Allez, Alleeeez!!…

3.O mundo está a mudar e os ddr tambem. É uma honra para qualquer ddr que se preze e quando necessário para manter a forma, dar um malho de vez em quando, em plena labuta treinante pelos caminhos mal feitos onde os há, ou arrebentar com a burra como ainda há pouco tempo fizeram o Almeida e o Marco e muito bem. Agora há alguém que se intitula ddr a querer mudar este paradigma de cair com honra no campo de batalha, como se viu há duas semanas, ali p`rós lados da rua do Facho. Um rafeirito armado em campeão, tentou  investir contra as guias de um passeio, sabe-se lá com que intuitos, derruba-las? Se era essa a intenção o tiro sai-lhe pela culatra, não derrubou as guias (faltou pouco) mas foi as guias que lhe arrancaram a pele. Apelamos daqui ao chefe, para que proíba estas modernices de mau gosto e que doravante quem quiser esfarrapar-se a sério que vá p`ro monte, salvo exceções  pontuais devidamente justificadas, como aquele envolvimento com os mecos de pedra, na marginal em frente ao mar que mandou o agora promovido a ddr João da Silva, de cangalhas, aqui compreende-se, foi por necessidade, foi a cereja que faltava no topo do bolo, para o João ter o aval e ser admitido no mundo dêdêrriano e o resultado desse envolvimento cangalhente com o esteio de pedra foi feliz porque desencravou todo o processo que viria a dar origem ao facto mais relevante da semana, um verdadeiro acontecimento do jet set dêdêrriano, que se reuniu  em peso no passado dia 14, num resort de luxo, conhecido como a casa do Milo da Loje,  para a cerimónia do empossamento das insígnias ao novo ddr, o proeminente e destemido JOÃO DA SILVA.

O luxo do local escolhido, esteve à altura da solenidade do ato, numa noite tropical perfeita, com a lua e as estrelas por testemunhas, deu-se então inicio às exéquias gastronómicas, que precederam a coroação do guerreiro João, coordenadas por distintas senhoras que condescenderam em comandar todo o processo enfardante para não dar barraca (caso fosse só coordenado pelo Milo) e  por um conceituado mestre da culinária o chef  Manuel da Silva especialista em assar tiras de barriga de porco dos dois lados, costeletas, febras,  linguiça e outras coisas mais. Ó pazinho, aquilo estava tudo tão bom, tão bom que no meio da contenda roedora, houve um alarve com uma lata do caraças, a vangloriar-se que já ia na 4º prato de comida. É assim esta gente de instintos rafeiros, sem um pingo de vergonha na cara e ainda a reclamar com o chef Manuel da Silva, que teria de provar novamente se era mesmo bom nas assaduras, ou se foi fruto do acaso!

Uma hora depois, todos em modo de barriguinha cheia e a palrar como papagaios, deu-se inicio à cerimónia protocolar da entrega do famoso diploma Duro De Roer, pelo chefe que tentou a todo custo assinar o pergaminho com…uma escova de dentes.

Surpreendido, o João da Silva, porque não estava nada à espera que finalmente tinha chegado o momento da entrada na dêdêérilandia, o ddr joâo, num discurso de circunstância, prometeu ser fiel  ao reino e rafeirar  com a matilha pelo menos um mês por ano. O compromisso foi selado por toda a assembleia rendida aos copos, com um brinde e uma estrondosa salva de palmas.

Entretanto o Marco aproveitou  o balanço do discurso do João, p`ra  também votar faladura e, num comovido discurso  com o chapéu na cabeça à Roque Santeiro e que depois de uma primeira tentativa falhada pelo cagaçal do pessoal,  só à segunda e a pedido, porque o Marco, com razão, esteve quase a amuar, é que lhe foi concedido uns minutinhos de antena – enquanto o Milo se afadigava a derrubar o estendal da roupa e as prateleiras da garagem -, para agradecer a coça que o grupo lhe infligiu no Caminho Primitivo. E foi assim que descobrimos a faceta masoquista do grande MARCO.

Finda a festa alguns ddr, ainda tiveram folego para irem apanhar pokémons para a praia.

4.Outro facto relevante , mas pela negativa, foi o espectáculo deprimente que se nos deparou, este domingo quando chegamos à azenha do Minante para o habitual mergulho nas águas calmas do rio Neiva e deparamos com as arvores que davam vida ao local, derrubadas no chão. Com ou sem autorização e seja qual o objetivo, nada se justifica este atentado ao meio ambiente. Denunciamos aqui este criminoso ato, veementemente repudiado pelos ddr. A azenha do Minante perdeu muito do seu encanto.

PS: um abraço para o Nuno Gonçalves, que em 15 dias de férias, fez quase 900kms de estrada e btt, e que nos deu o prazer da sua companhia durante alguns treinos.

 

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