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Fogachos da Rota dos Melões

Quarta-feira, Julho 27, 2016

1.No ultimo fim de semana, os ddr dividiram-se pelo Trail das Azenhas em Antas,  pela Rota dos Melões em Vila Seca e um terceiro grupo, consta-se que foram…caçar pókemons.

Quanto ao maior grupo, o que participou na Rota dos Melões, apresentaram-se a tempo e horas no local da partida e, lá estavam os suspeitos do costume para o assalto ao pódio: David Vaz e Celestino Faria os cabeças de cartaz, mas outros dos participantes tinham igualmente créditos suficientes para se apoderarem dos três lugares da frente, entre os quais: Aurélio Reis, Nuno Martins, Eurico Cunha, João Pedro Faria, Luis Neves, nomes sobejamente conhecidos e com provas dadas no mundo betetista. Depois havia tambem muitas caras conhecidas, sobressaindo como sempre a guerreira Fernanda Loureiro dos Gilmonde BTT.

Num dia de muito calor, tinhamos consciência que seriam 45km encharcados de suor e que não haveria a Azenha do Minante, Perelhalovixlandia ou a poça do Meril, que nos valesse desta vez, para dar o habitual mergulho a meio da contenda.

Com todos a postos, deu-se inicio à hora prevista da 9ª edição do Raid BTT Rota dos Melões, depois foi como sempre em qualquer prova desta natureza, os PROS a desapareceram rapidamente do radar e os restantes ainda com a pica toda, com o pó a dificultar a visibilidade, a esfarraparem-se – pelo menos o dono do dorsal 132 esfarrapou-se bem -, para não ficarem p`ra trás nos primeiros kms, mas a gastarem muitos cartuchos que de certeza iriam fazer falta mais lá para a frente.

Quanto aos ddr, ao invés do ano passado, deixaram-se da mariquice de se arrastarem pelos caminhos a laurearem a pevide e pedalaram decentemente e mais ou menos em grupo – menos dois, um com problemas mecânicos e o outro para o ajudar e evitar a desistência -, e curtiram à brava os trilhos, dando por bem empregue o tempo despendido que os Amigos Por Natureza proporcionaram a todos os betetistas que tiveram a feliz ideia de participar, mesmo com as ondas de calor a fazerem-se sentir a cada momento, com mais intensidade até Terroso, depois a brisa do mar ajudou a refrescar um pouco, felizmente a organização esteve atenta e providenciou muitos pontos de água ao longo do traçado.

2. Os dois atrasados a partir do km 10, com o problema mecânico resolvido, pedalavam atrás do prejuízo, deparando-se por vezes com betetistas sem dorsal a dificultar a ultrapassagem. Não temos nada contra, eticamente não achamos correto quando se misturam com os participantes, os caminhos são públicos o único reparo é que podiam facilitar a passagem a quem estava a participar na prova o que não aconteceu com um grupo de cinco elementos que mais lentos por uma descida em Courel teimaram em manter-nos atrás deles, provavelmente não estariam à espera de mais ninguém mas, que diabo, não custava nada desviarem-se, o certo é que só nos deixaram passar quando chegamos à estrada. Se foi por lhes rogarmos cobras e lagartos enquanto íamos atrás, então foi muito bem feito, mas tudo bem, são as vicissitudes deste desporto, estávamos ali para nos divertir e nem a paragem forçada de dezassete minutos, tirou a boa disposição para continuar a desfrutar do gozo de pedalar nos trilhos bem conseguidos pelos mentores deste Raid.

3.Chegamos ao reforço com a esperança de encontrar algum dos cinco ddr, alguém que tivesse ficado por lá esquecido, deitado à sombra a palitar os dentes do opíparo lanche que nos foi servido, um luxo de reforço onde nada faltava, mas nem vestígio tinham-se pirado todos.

Confortados e restabelecidos do calor, continuamos a atacar os 20kms finais, a pedalar rápido, até surgir a rampa do monte de S.Félix, feita quase toda a pé com a burra pela mão, depois, passe o exagero, foi voar ainda na esperança de encontrar alguém do grupo, mas sem êxito os estupores pedalaram bem e só os encontramos no fim com umas bejecas nas mãos e a enfardarem calmamente umas deliciosas sandes de porco no espeto.

4.Concluida com êxito, contudo esta prova teve menos inscritos do que em anos anteriores, talvez por haver outros eventos desportivos no mesmo dia se tenha refletido ligeiramente no número de participantes, tendência aliás, que se tem verificado nos últimos tempos em provas de btt, das mais pequenas às de maior envergadura. É um ciclo natural com altos e baixos que se repete em algum momento em todos os desportos amadores e até profissionais, numa sociedade frenética sempre à cata de novidades, mas não tenhamos dúvidas que o MTB, está saudável e irá continuar porque nada dá mais prazer, que nos desculpem os traialistas, do que pedalar numa bicicleta seja pela montanha ou estrada em contacto com a natureza. Não foi por acaso que a bicicleta foi considerada o maior invento do século passado e é o transporte mais utilizado em todo o mundo.

Parabens Amigos Por Natureza. Continuem!

Parabens  ao Celestino Faria que desta vez teve de se contentar com o terceiro lugar. A concorrência foi de facto muito forte e à equipa mais numerosa, o hegemónico grupo dos Gilmonde btt e em particular à família Loureiro pois foi um prazer trocar dois dedos de conversa convosco.

E parabens aos ddr`s e restantes Apulienses

fotos do José Manuel Monteiro:

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