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Desabafos

Quarta-feira, Agosto 24, 2016

1.Um desabafo: os jogos olímpicos terminaram há três dias e a frustração com a miserável prestação olímpica portuguesa foi enorme, salvo algumas excessões conhecidas de todos, só esperamos, como dizia MST no domingo, que não venham com a história do costume, com a falta de condições para se prepararem. Somos o país que somos, com os recursos que temos, sustentados com o dinheiro dos que pagam impostos e vimos atletas de países infinitamente mais pobres e mesmo exilados e apátridas, conseguirem melhores resultados.

2.E já que estamos a falar de atividade física, embora de outro âmbito sem a componente de competição, por curiosidade, transcrevemos algumas pedaços de estatísticas e recomendações que constam no recém criado Programa Nacional de Promoção da Atividade Física da Direcção Geral da Saúde: para combater a obesidade, estima-se que apenas 15 a 20% dos portugueses com mais de 15 anos cumprem as recomendações internacionais para a atividade física  e que, a par da alimentação, um adulto para ser menos propenso a uma série de maleitas que afetam a saúde, como as doenças coronárias, diabetes, mama, colón, Alzheimer etc., deve em cada semana acumular no mínimo 150 minutos (o ideal seria 300), de marcha energética, ou atividade moderada equivalente, como andar de bicicleta ou jardinagem ativa e que, a atividade física é uma verdadeira prioridade de saúde pública e não uma mera questão de estilo de vida.

3.Pela parte que nos toca, os ddr  desde há largos anos que mantem mais ou menos atualizado o score dos 300 minutos semanais (ou à volta disso), frequentemente ultrapassado por um lote de ddr, quer a correr ou a pedalar, como ainda o fizemos  no domingo, dia em que sete ddr cumpriram da parte da tarde o dever cívico (povo que não preserva as suas tradições não tem identidade), e, participaram ativamente na procissão da festa da Sra da Guia, lá fomos mais uma vez sem a preocupação  de contribuir para a tal fasquia dos 300 mas antes, com o fito de passarmos umas horitas divertidas.

Começamos a diversão numa toada descontraída por percursos tantas vezes repetidos por nós, por locais com muitas histórias dos nossos treinos destrambelhados; por trilhos onde desfrutamos do prazer  de descarregar a adrenalina numa qualquer descida técnica enquanto respiravamos o ar puro dos pinheirais e de árvores seculares, só nós com a natureza; de ouvir o chilrear dos pássaros e no fim dar um mergulho nas águas límpidas do Meril em Vila Cova.

Tudo acabou, no domingo pedalamos tristemente, desolados, por entre pinhais, outrora frondosos e pujantes, agora escuros, carregados de cinza da incineração de milhares de arvores e fauna, restando algumas árvores que morreram de pé no inferno do incêndio que há dias assolou as zonas florestais de Palme, Feitos, Vila Cova e Curvos. O riacho que alimenta a cascata do Meril, continua, mas o cenário envolvente com toda a vegetação queimada é confrangedor.

Que tristeza!

One Comment leave one →
  1. Domingo, Agosto 28, 2016 20:25

    realmente é uma tristeza andar por esses trilhos que outrora verdes e floridos e com silvas para nos arranhar, agora é um cenário triste.
    o cheiro a queimado ainda se vai sentir durante algum tempo, e não seremos arranhados pelas silvas.
    pena pesada para esses filhos da mãe incendiários, era coloca-los com umas correntes a plantar as arvores nos montes .

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