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Pela Ecovia dos Arcos de Valdevez

Segunda-feira, Novembro 7, 2016

Ficou combinado durante a semana, que este domingo sairíamos do nosso habitat natural do concelho de Esposende e arredores e ligaríamos o modo Ecovia dos Arcos.

Já tínhamos ouvido falar, que esta ecovia tinha os seus quês de pica miolos mas, no fundo pensamos que mais coisa, menos coisa, seria um treino mole, do género da ecovia Darque até Ponte da Barca. Mas não foi bem assim.

Com a psicose das temperaturas agradáveis dos últimos dias, alguns dos dez  ddr que ontem viraram  a agulha para os Arcos de Valdevez, esqueceram-se que estamos em pleno outono e apresentaram-se na Vila, equipados à verão – o chefe, por exemplo, só se lembrou que um par de luvas corresponde a duas, uma para a mão esquerda e outra para a mão direita e apresentou-se só com a luva da mão esquerda -, distracção que lhes valeram rapar  mais frio que os restantes com temperatura a rondar os 4º.  Felizmente foi por pouco tempo, ao fim de meia hora a puxar pelo coiro pelas margens do rio e já sem o nevoeiro desagradável com que fomos brindados à chegada  a fustigar-nos a pele, começamos a aquecer e de que maneira

Virados a montante, prosseguíamos curiosos a descobrir o que esta ecovia tinha para nos oferecer, parando a cada instante para registar no smart e mais tarde instagramar, os momentos da evolução do grupo por esta peculiar ecovia, com uma distância de 32k de trilho mais ou menos rude, alternado por passadiços, terra batida e pedras, por entre os montes e aldeias típicas do alto Minho. Os constantes sobe e desce, as tais paredezinhas pica miolos que nos obrigavam meia volta a desmontar das burras, deparavam-se-nos cenários onde por vezes ficavamos com a sensação pela sua rusticidade que o tempo por estas bandas parou, quem não se lembra das medas de palha de trigo e milho desaparecidas há muitos anos da nossa região? Nestes locais  havia-as em profusão espalhadas pelos belos socalcos dos montes até às margens do Vez.

Próximo da chegada, em  Sistelo , uma pequena aldeia incrustada no coração do alto Minho profundo, com 280 habitantes, ouvia-mos pelo altifalante da igreja, o pároco a fazer a homilia na missa “…temos de fazer sacrificios se queremos alcançar o reino de Deus…”.  O sr padre foi premonitório, porque aquela hora sacrificávamos a subir por uma calçada impraticavel para montar as mulas e o remédio foi arrasta-las pelos últimos duzentos metros e, logo a seguir demos de caras com reino metamorfoseado em Tasquinha do centro na aldeia.

Enquanto as pessoas abandonavam a igreja e regressavam às suas casas, atracamos e entramos no reino para repor os níveis de glicogénio com umas malguinhas de tinto e presunto de cura caseira, bem necessário porque passava do meio dia e ainda faltava fazer 23km.

Foi uma manhã espectacular e divertida, uma experiência a repetir, mas não condicionados pelo relógio como agora

Dois ddr, tambem demonstraram que esta ecovia tem potencial para dar bons capotanços, é a vida.

Os dez: Filipe, Tino, Emilio Santos, Milo, Futre, Narciso, Solinho, Cunha, Agostinho Filipe e Arsénio Almeida

 

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