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A Descida ao Sarrabulho dos ddr`s

Terça-feira, Novembro 22, 2016

1.No sábado dia19, realizou-se a  “DESCIDA AO SARRABULHO”. Esta peculiar descida downhilleira, que começa no monte da Boalhosa, o ponto mais alto do concelho e termina no escadório da capela das Pereiras bem no centro da vila em Ponte de Lima, todos os anos se repete por esta altura, na última quinzena de novembro. Organizada pelos BATOTAS, já conta com dezasseis edições e, apesar de já conhecermos os trilhos de cor e salteado, a posição geografica das pedras e ratoeiras do traçado, praticamente o mesmo desde a primeira edição em 1999, até ao pote dos rojões e alambique de aguardente (inovação introduzida há três anos), o espírito com encaramos esta descida continua o mesmo, desfrutar ao máximo pelos trilhos exigentes e técnicos que a encosta do monte nos oferece e depois tirar todo o partido das burras por entre os pinheiros nos sinuosos singles, continua a ser a prova de culto dos ddr, o tal momento zen de fim da época, de todas as nossas aventuras ao longo do ano.

2.Arrancamos de Apulia, um grupo de onze elementos, o mesmo numero do ano passado, mas com cinco caras novas nestas andanças sarrabulhentas: Francisco Ferreira, Manuel Torre, Celestino Palmeira, Emílio Santos, Paulo Santos, Narciso Ribeiro, António Maia, Anthony Martinho, Arsénio Almeida, André Tarrio e Filipe AlmeidaEurico Cunha, juntar-se-ia à festa em PL -, dispostos a curtir mais uma DESCIDA AO SARRABULHO, uma festa com muita adrenalina, formatada para todas as modalidades do MTB, conviverem em conjunto, onde ninguém se chateia.

Chegados a P. Lima e arrumada a questão dos dorsais e como a fila para o porco no espeto (uma inovação deste ano), era grande, a alternativa foi a TABERNA 27, uma tasca porreirinha descoberta por nós o ano passado e que fez esquecer a tasca  das fodinhas com a sua ementa escabrosa e, não foi só pelo preço inflacionado das bifanas e tinto acima da média da concorrência, mas tambem pelo atafulhamento de sarrabulheiros até mais não poder e depois não havia o Estrunfe o nosso amigo de Sanguedo, S.M.Feira, que há muitos anos se devotou aos ddr e o 69 para ajabardar o ambiente com as malguinhas do carrascão.

3.Com o estômago a abarrotar de bifanas, bem alegres, deixamos o local de concentração, entregue aos nossos amigos de Gemeses e voltamos ao secretariado, a tempo do chefe interino Francisco Ferreira dar uma entrevista, com muita classe para uma radio e assistir à partida de uns quantos heróicos sarrabulheiros dos quais fazia parte o Eurico Cunha, que abdicaram do conforto do autocarro para trepar a pedal monte acima. Os ddr tambem tinham essa intenção, mas ficaram-se por aí, foi mais fácil carregar as burras no camião, antes de tomarem conta de um dos 5 autocarro que transportaram os senhores das montanhas até à parte mais alta dos domínios limianos.

4.O autocarro ainda vazio foi tomada de assalto pela cambada, feliz pelo sucesso da concentração na Taberna 27, ter sido perfeita e, imediatamente começou o avacalhamento e foi de tal ordem, antes e durante a viagem, desde cantar, ou seria gritar? O bacalhau quer alho, do Quim Barreiros , até à espanholada La puta dela cabra, que ainda hoje nos interrogamos porque não fomos corridos pelo condutor a pontapé para fora do bus e obrigados a fazer o resto da subida a pé.

5.Na Boalhosa, foi só descarregar as burras do camião e ala, primeiro até ao pórtico da partida simbólica – uma das coisas boas da DESCIDA, cada um parte quando quer ou lhe apetece, ninguém controla ninguém, os 521 participantes que chegaram ao fim estavam ali unicamente para se divertirem a curtir os trilhos. Uns metros depois a placa do costume anunciava “BEM VINDOS AO INFERNO”, mesmo com o tempo frio e prestes a chover, a adrenalina começava a ferver, pronta a ser descarregada, pela vertiginosa descida até à vila.

6.Os trilhos só começaram a ficar descongestionados, quando apareceram os tracks radicais e técnicos pelo monte abaixo, com as rajadas fortíssimas do vento a dificultar ainda mais o desempenho dos corajosos artistas, as mulas de raça tinham agora espaço para demostrar o que valiam e algumas demonstraram bem, galgaram destemidas sem hesitação os obstáculos naturais que lhes apareciam pela frente, proporcionando um gozo dos diabos aos montadores, atentos para serem dignos da montada, outros porém, como tudo na vida,  faltou-lhes… aquela coisa para as controlar, e, foi um espectáculo até ao reforço do pote, onde uma ponte esperava pelo pessoal, a mesma ponte do ano passado, falsa como judas, uma tábua estreita, por cima de um charco artificial de água lamacenta, desafiava todos os sarrabulheiros a atravessa-la. E, quase toda a gente atravessou-a não se atemorizando com a presença do diabo que de tridente em riste ameaçava mandar toda a gente para o inferno, outros porém não resistiram às ameaças, até o pai natal, e foram parar ao lago gelado, e houve mergulhos para todos os gostos, bonitos, feios, com estilo, com classe, acrobaticos, sem classe, arruaceiros, macacos, forçados, enfim foi um fartote, para gaudio de quem assistia, enquanto se comia os rojões quentinhos saídos do pote, bebia-se vinho branco e…bagaço de um alambique propositadamente montado, p`raquecer os azarados que foram diabolizados e quem tivesse frio, ficava-se na espetativa a ver se havia mais alguém a resvalar na tábua, mas houve dois que tiveram azar por culpa de um ddr, o Tozé (vidé vídeo no post abaixo), esse indomável patife, estugou a burra em cima da ponte e os dois downhilleiros que vinham imediatamente atrás, sem escapatória possivel, foram obrigados a por os pezinhos na água . No fim houve um pedido de desculpas, mas tudo bem ninguém se chateou, estávamos ali para nos divertir.

7.Com a chuva a cair em força, arrancamos p`ra segunda etapa, por um estradão com descidas rápidas, antes de enveredar por novos singles tracks downhilleiros ligeiramente menos técnicos que os anteriores, mas exigentes na mesma, agravados com a lama da chuva, pelo meio dos pinheiros, com os habituais cartazes com fotos sugestivas de gajas, pregados nos pinheiros ao longo dos trilhos e se o objetivo era tentar que a malta se distraísse e desse um abraço aos pinheiros, foi conseguido porque viu-se muita gente a abraça-los.

8.Desta vez a excitação dos trilhos não acabou aqui, ao contrário do costume a entrada na vila não se fez por pixe, continuou a fazer-se por trilhos desenhados em terrenos particulares, o que deixou toda a gente agradavelmente surpreendida com esta inovação e depois por um parque artificial de obstáculos para a pratica de desportos radicais e a seguir entramos na vila e umas centenas de metros depois descemos pelo escadório da capela das Pereiras, desta vez com pouco publico a assistir devido ao mau tempo, que prejudicou o show das escadas.

A festa tinha acabado pá!

A XVI DESCIDA AO SARRABULHO 2016, foi a melhor de sempre mas, comó costume, soube a pouco.

Parabéns Batotas!!! Até 2017

PS: Dedicamos esta aventura a todos os ddr que não puderam estar presentes, principalmente ao chefe ausente por motivos profissionais

NF: Parabens à grande equipa de atletismo do “APULIA A CORRER”, pelo excelente desempenho do Trail dos Amigos da Montanha realizada no domingo dia 20

fotos dos BATOTAS e Narciso Ribeiro

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