Dia da Marinha

Ontem alguns ddr`s fizeram um manguito aos treinos e rumaram a outras paragens, como por exemplo Fafe, para assistir ao rally de Portugal.

Um pulou a cerca para participar no desfile do dia da Marinha que este ano se realizou em Vila do Conde e Povoa de Varzim. A nostalgia foi grande, sobretudo quando as unidades navais desfilaram perto da costa.

Desculpem lá mas hoje o video não tem rodas.

 

Fátima 2017

1.Quando iniciamos no sábado dia 13, o périplo Apulia, Mira, Figueira da Foz, milhares de peregrinos em Fátima preparavam-se para viver um dia de fé espiritual sob o auspício do Papa Francisco. O país de modo geral, esteve focado no que lá se passou, nas cerimónias religiosas do centenário e na canonização dos dois pastorinhos Francisco e Jacinta – já agora porque não canonizaram a Lucia? –  até à sua despedida, quando o helicóptero levantou voo com o Papa Mário Bergoglio de regresso ao Vaticano.

Connosco, um grupo de vinte elementos (mais um na logística), a presença do Papa, por força das circunstãncia, passou-nos praticamente ao lado, estivemos mais concentrados no aspeto carrancudo do tempo na espectativa de quando começaríamos a tomar banho de chuveiro, como previa a metereologia, felizmente a água que caiu mal deu para lavar a cara e não fosse a bufaria do vento sueste a fustigar-nos as bentas, teríamos tido uma viagem calma até à Figueira e a espectativa de alguns elementos, adeptos do clube campeão de futebol, esteve mais centrada no jogo que a sua equipa realizou ao fim do dia.

O que não faltou ao grupo desde o inicio foram carradas de boa disposição. Com dois rookies no grupo: António Soares e o Campos, este, uma aquisição de ultima hora ao vizinho concelho de Barcelos, é engraçado o que a maioria do grupo magicou sobre esta aquisição, durante os dois dias ouvimos bocas do género “deve ter saído em precária” e que tinha fugido daquela casa com nome de côr amarela, se assim pensou a maioria, foram injustos, o Campos portou-se muito bem, foi um excelente companheiro, a única falha, coisa pouca, foi querer substituir o chefe no comando das operações. Uma coisa é certa, ficará nos anais dos ddr da edição 2017.

A viagem até à Figueira, decorreu sem incidentes, nem um furinho para amostra, o mais relevante, foi o desvio para conhecer Murtosa, uma pacata vila do distrito de Aveiro, demos a volta à vila, uma visita muito didática, as ruas tinham casas dos dois lados e muitos carros estacionados e havia uma igreja, e, se tivéssemos continuado iriamos conhecer um sapal da ria, onde a estrada que se tinha posto mais a jeito quando saímos da rotunda terminava, como não estávamos para aí virados, voltamos para trás e prosseguimos pela EN109

Em Mira, fizemos a habitual pausa nestas andanças, de duas horas e meia, para almoçar e…para fazer alongamentos, nos Moinhos Quinta da Areia em Casal de S.Tomé www.aamarg.org/index.php/moinhos-da-quinta-areia , como sempre, fomos muito bem recebidos pelo seu proprietário, Sr Carlos Miranda e a refererência dos moinhos da quinta, o moleiro Sr. Manuel “Reco” e família, com um opiparo almoço, muito bem regado e com doses de pachorra para nos aturar. No fim, falhou (mas por pouco) mais uma tentativa para destruir a quinta, felizmente ainda não foi desta.

De Mira até à Figueira, o poiso para a pernoita, foi um pulo. A casa dos Limonetes na quinta agricola de Tavarede posta à nossa disposição, foi muito cool, mesmo para quem dormiu em sacos cama e…em cima da bancada da cozinha.

Enquanto palmilhamos os 3km de distãncia até ao restaurante onde tivemos vaga, os adeptos do clube campeão nacional de futebol, faziam a festa com as buzinas dos carros e cachecóis da ordem, uma chatice para adeptos doutros clubes.

Por volta da meia noite também ficamos a saber que Portugal tinha ganho nas cantigas da eurovisão. Um dia em cheio a fazer recordar o que se ouvia dizer aos críticos do antigo regime fascista que alcunhavam o nosso país de três efes: Fátima, Futebol e Fado, velha máxima que identificava o que era ser culturalmente português, pois viam nestes três fenómenos a manipulação do regime instalado para adormecer o povo servindo-lhe doses maciças sobre Fatima, Futebol e Fado. É claro que hoje em dia o panorama é diferente, no entanto a existência de campeões que representam o país gera um fenómeno de orgulho em ser português.

Com intervalos e conforme a vontade, íamos regressndo à quinta de táxi, não é que estivéssemos cansados, 196kms nem deram p`ra aquecer, pois…, mas não havia pachorra para fazer mais três kms a butes e foi numa dessas carradas taxistantes, que fomos recebidos à entrada na quinta por dois policias à civil e um fardado, motivo: alguém bufou à policia que viu quatro indivíduos a escalar o muro da quinta. Depois de interrogados, explicamos a contragosto que, embora os quatro indivíduos mal-encarados, que foram vistos a assaltar a quinta e com aspeto de terroristas, eram nossos colegas e fizeram-no porque a porta da entrada estava fechada a cadeado, a coisa compôs-se, esclarecidos foram embora, mas tivemos à mesma de escalar o muro para entrar. No minuto seguinte, o Campos, um dos terroristas do primeiro assalto, exigiu por telefone o resgate do portão aberto para a restante cambada que ainda faltava entrar. A encarregada dos animais da quinta não teve outro remédio senão levantar-se da cama e cumprir a ameaça.

2. No segundo dia a saga continuou, à saída da ponte, um novo elemento foi integrado no grupo, fê-lo de forma fulgurante, depois de nos cumprimentar, mandou-se para cima dos rails e capotou para o outro lado. É a vida, quem levanta a mão em cumprimento e esquece-se do que vai a fazer, sujeita-se. Um grande abraço dos durosderoer amigo Adélio.

Chegamos a Fátima, relativamente cedo se comparado com os anos anteriores.

Os vestígios da presença do Papa, ainda se notavam, aqui e além nas imediações do santuário, viam-se algumas bandeiras abandonadas com o  foto do Papa e algumas torres meio desfeitas que suportaram os meios audiovisuais.

Entramos no recinto, centro de fé dos portugueses, os peregrinos a assistir às cerimónias religiosas, idênticas às do dia 13, ocupavam boa parte do santuário que no dia anterior uniu milhares de peregrinos que com emoção e alegria certamente tiveram a maior experiência espiritual das suas vidas com a presença do Papa Francisco, o Papa do povo como já é conhecido.

Cada um de nós desligou-se do grupo e refugiou-se em si, em silêncio, abstraindo-se de tudo, cada um à sua maneira embrenhou-se na mística espiritual do Santuário. Este momento de introspeção, também foi um dos motivos porque fomos a Fátima.

3. Resta-nos agradecer à Isabel Martins e à Rosa Cunha mais uma vez pela disponibilidade em nos trazer de volta no autocarro e ao Carias que nos acompanhou diariamente durante os dois dias.

O grupo de 2017:

Filipe Torres; Francisco Ferreira; Emílio Santos; Celestino Palmeira; Emílio Hipólito; Paulo Santos; Filipe Correia; Narciso Ribeiro; António Maia; Tiago Costa; António Solinho; Marco Gonçalves; Eurico Cunha; Celestino Faria; Agostinho Filipe; André Tarrio; António Soares; Alberto Ribeiro; Miguel e Campos – na logística: Zacarias Palmeira; Isabel Martins e Rosa Cunha

Daqui a três semanas, temos os Caminhos de Santiago, até lá cuidem-se.

Video de Mira e fotos

O treino no dia das Mães

No Dia das Mães, textualmente assim escrito numa montra de uma loja  comercial, fizemos um treino on road do caraças, foram mais de 100 kms, biulentos e em condições extremas de dureza, uma espécie de pre aquecimento, para a tradicional ida até Fátima, a 16ª, no próximo sábado, que este ano coincide no dia 13 e com a presença do papa Chico, infelizmente não vamos estar com Ele, porque quando bicichegarmos a Fátima no dia 14, Sua Santidade há muito que se pirou, de resto, não precisamos de nos encontrar com SS, porque nós também temos no grupo um Chico que… papa muito bem.

Tambem neste dia das Mães (a partir de agora o dia de Natal, passa a chamar-se dia de Natais), três duros comó…coiso, César Nogueira, Bruno Monte e Eurico Cunha, não quiseram saber da nossa biulencia treinante para nada e foram laurear a pevide para o Granfondo do Douro que, nós os duros d`hoje, também tínhamos a intenção de participar, mas como perdemos a intenção há uns meses e nunca mais a encontramos, desistimos e hoje pagamos a fatura do esquecimento, com a tal biulencia até VPA (mais um enigma para o Martinho decifrar) e deixemos que vos diga, foi muito pior que a brincadeira das subiditas à Cedovem do Douro.

Começamos a trabucar cedo, às 8 horas já quase todos tinham tomado o cafezinho para acordar de vez, só faltava o gajo que está a escrever estes disparates, quando arrancamos. Ai que saudades do tempo em que começavamos a bulir a partir do Rafas em direção a Cedovem. O Futre uma ovelha que nos últimos tempos tem andado tresmalhada, quando tentou juntar-se ao rebanho, já estávamos próximo de Chafé e assim lá teve de continuar tresmalhado. O pelotão rolava compacto com sucessivas mudanças de comando, ora puxava o par Seara e Milo Santos, ora o par Milo Santos e Seara, de quando em vez ouvia-se uns raters do meio do pelotão, seguidos de uns cheiros entranhos a…borracha queimada, o esforço era imenso, as subidas brutais, então aquela subida da ponte de Viana e a curva na ponte, foi demais e, só de pensar que poderíamos estar na boa a divertirmo-nos pelos montesinhos do Douro, dava-nos cá uma volta à cabeça. Com mais subida, menos subida, sempre com altas altimetrias, assim foi até VPA, com médias altissimas e com alguns ET amadores a aproveitar a nossa boleia.

Em VPA, uma multidão enorme esperava por nós, só não fomos recebidos com ao som do estralejar de foguetes porque o Miguel, gastou-os todos durante a epopeia velocipédica. Emocionados por termos concluído a primeira etapa, aproveitamos uma vaga no jardim das borboletas, para repor os níveis de glicogeneo e dar um pouco de descanso às burras cansadíssimas.

A segunda etapa com o mesmo grau de dureza, foi um pouco diferente, a partir de Darque optamos pela estrada do bife, por Amorosa até S.Romão do Neiva. Esta estrada tem fama de ter boas paisagens, mas desta vez, apesar do bom tempo, nem por isso, havia muitas clareiras sem nada de interesse, valeu a ponta final a descer para recuperar do esforço tremendo até ali. Embicarmos novamente na estrada em Antas e depois nas Marinhas, fizemos um segundo desvio para dar o prazer às gentes de Esposende de nos ver com toda a pujança a desfilar pela marginal.

2.Mes amis, vamos lá fazer uma listinha, do que faz falta para sábado, depois não digam que se esqueceram disto e daquilo.

As fotos que comprovam o esforço do brutal treino de hoje: