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Fátima 2017

Sábado, Maio 20, 2017

1.Quando iniciamos no sábado dia 13, o périplo Apulia, Mira, Figueira da Foz, milhares de peregrinos em Fátima preparavam-se para viver um dia de fé espiritual sob o auspício do Papa Francisco. O país de modo geral, esteve focado no que lá se passou, nas cerimónias religiosas do centenário e na canonização dos dois pastorinhos Francisco e Jacinta – já agora porque não canonizaram a Lucia? –  até à sua despedida, quando o helicóptero levantou voo com o Papa Mário Bergoglio de regresso ao Vaticano.

Connosco, um grupo de vinte elementos (mais um na logística), a presença do Papa, por força das circunstãncia, passou-nos praticamente ao lado, estivemos mais concentrados no aspeto carrancudo do tempo na espectativa de quando começaríamos a tomar banho de chuveiro, como previa a metereologia, felizmente a água que caiu mal deu para lavar a cara e não fosse a bufaria do vento sueste a fustigar-nos as bentas, teríamos tido uma viagem calma até à Figueira e a espectativa de alguns elementos, adeptos do clube campeão de futebol, esteve mais centrada no jogo que a sua equipa realizou ao fim do dia.

O que não faltou ao grupo desde o inicio foram carradas de boa disposição. Com dois rookies no grupo: António Soares e o Campos, este, uma aquisição de ultima hora ao vizinho concelho de Barcelos, é engraçado o que a maioria do grupo magicou sobre esta aquisição, durante os dois dias ouvimos bocas do género “deve ter saído em precária” e que tinha fugido daquela casa com nome de côr amarela, se assim pensou a maioria, foram injustos, o Campos portou-se muito bem, foi um excelente companheiro, a única falha, coisa pouca, foi querer substituir o chefe no comando das operações. Uma coisa é certa, ficará nos anais dos ddr da edição 2017.

A viagem até à Figueira, decorreu sem incidentes, nem um furinho para amostra, o mais relevante, foi o desvio para conhecer Murtosa, uma pacata vila do distrito de Aveiro, demos a volta à vila, uma visita muito didática, as ruas tinham casas dos dois lados e muitos carros estacionados e havia uma igreja, e, se tivéssemos continuado iriamos conhecer um sapal da ria, onde a estrada que se tinha posto mais a jeito quando saímos da rotunda terminava, como não estávamos para aí virados, voltamos para trás e prosseguimos pela EN109

Em Mira, fizemos a habitual pausa nestas andanças, de duas horas e meia, para almoçar e…para fazer alongamentos, nos Moinhos Quinta da Areia em Casal de S.Tomé www.aamarg.org/index.php/moinhos-da-quinta-areia , como sempre, fomos muito bem recebidos pelo seu proprietário, Sr Carlos Miranda e a refererência dos moinhos da quinta, o moleiro Sr. Manuel “Reco” e família, com um opiparo almoço, muito bem regado e com doses de pachorra para nos aturar. No fim, falhou (mas por pouco) mais uma tentativa para destruir a quinta, felizmente ainda não foi desta.

De Mira até à Figueira, o poiso para a pernoita, foi um pulo. A casa dos Limonetes na quinta agricola de Tavarede posta à nossa disposição, foi muito cool, mesmo para quem dormiu em sacos cama e…em cima da bancada da cozinha.

Enquanto palmilhamos os 3km de distãncia até ao restaurante onde tivemos vaga, os adeptos do clube campeão nacional de futebol, faziam a festa com as buzinas dos carros e cachecóis da ordem, uma chatice para adeptos doutros clubes.

Por volta da meia noite também ficamos a saber que Portugal tinha ganho nas cantigas da eurovisão. Um dia em cheio a fazer recordar o que se ouvia dizer aos críticos do antigo regime fascista que alcunhavam o nosso país de três efes: Fátima, Futebol e Fado, velha máxima que identificava o que era ser culturalmente português, pois viam nestes três fenómenos a manipulação do regime instalado para adormecer o povo servindo-lhe doses maciças sobre Fatima, Futebol e Fado. É claro que hoje em dia o panorama é diferente, no entanto a existência de campeões que representam o país gera um fenómeno de orgulho em ser português.

Com intervalos e conforme a vontade, íamos regressndo à quinta de táxi, não é que estivéssemos cansados, 196kms nem deram p`ra aquecer, pois…, mas não havia pachorra para fazer mais três kms a butes e foi numa dessas carradas taxistantes, que fomos recebidos à entrada na quinta por dois policias à civil e um fardado, motivo: alguém bufou à policia que viu quatro indivíduos a escalar o muro da quinta. Depois de interrogados, explicamos a contragosto que, embora os quatro indivíduos mal-encarados, que foram vistos a assaltar a quinta e com aspeto de terroristas, eram nossos colegas e fizeram-no porque a porta da entrada estava fechada a cadeado, a coisa compôs-se, esclarecidos foram embora, mas tivemos à mesma de escalar o muro para entrar. No minuto seguinte, o Campos, um dos terroristas do primeiro assalto, exigiu por telefone o resgate do portão aberto para a restante cambada que ainda faltava entrar. A encarregada dos animais da quinta não teve outro remédio senão levantar-se da cama e cumprir a ameaça.

2. No segundo dia a saga continuou, à saída da ponte, um novo elemento foi integrado no grupo, fê-lo de forma fulgurante, depois de nos cumprimentar, mandou-se para cima dos rails e capotou para o outro lado. É a vida, quem levanta a mão em cumprimento e esquece-se do que vai a fazer, sujeita-se. Um grande abraço dos durosderoer amigo Adélio.

Chegamos a Fátima, relativamente cedo se comparado com os anos anteriores.

Os vestígios da presença do Papa, ainda se notavam, aqui e além nas imediações do santuário, viam-se algumas bandeiras abandonadas com o  foto do Papa e algumas torres meio desfeitas que suportaram os meios audiovisuais.

Entramos no recinto, centro de fé dos portugueses, os peregrinos a assistir às cerimónias religiosas, idênticas às do dia 13, ocupavam boa parte do santuário que no dia anterior uniu milhares de peregrinos que com emoção e alegria certamente tiveram a maior experiência espiritual das suas vidas com a presença do Papa Francisco, o Papa do povo como já é conhecido.

Cada um de nós desligou-se do grupo e refugiou-se em si, em silêncio, abstraindo-se de tudo, cada um à sua maneira embrenhou-se na mística espiritual do Santuário. Este momento de introspeção, também foi um dos motivos porque fomos a Fátima.

3. Resta-nos agradecer à Isabel Martins e à Rosa Cunha mais uma vez pela disponibilidade em nos trazer de volta no autocarro e ao Carias que nos acompanhou diariamente durante os dois dias.

O grupo de 2017:

Filipe Torres; Francisco Ferreira; Emílio Santos; Celestino Palmeira; Emílio Hipólito; Paulo Santos; Filipe Correia; Narciso Ribeiro; António Maia; Tiago Costa; António Solinho; Marco Gonçalves; Eurico Cunha; Celestino Faria; Agostinho Filipe; André Tarrio; António Soares; Alberto Ribeiro; Miguel e Campos – na logística: Zacarias Palmeira; Isabel Martins e Rosa Cunha

Daqui a três semanas, temos os Caminhos de Santiago, até lá cuidem-se.

Video de Mira e fotos

One Comment leave one →
  1. Adélio permalink
    Sexta-feira, Maio 26, 2017 7:30

    Saudades que já tenho de ir com estes grupo DDR à nossa sr:de Fátima abraços

    Gostar

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