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Os ddr na “Descida ao Sarrabulho 2017”

Segunda-feira, Novembro 20, 2017

1.Ontem sábado dia 18, realizou-se a “DESCIDA AO SARRABULHO”. A peculiar descida downhilleira, que começa no monte da Boalhosa, o ponto mais alto do concelho

e termina no escadório da capela das Pereiras bem no centro da vila em Ponte de Lima. É assim todos os anos na última quinzena de novembro.

Organizada pelos BATOTAS, já conta com dezassete edições e, apesar de nós ddr, já conhecermos os trilhos de cor e salteado – sempre são 12 anos -, a posição geográfica das pedras e ratoeiras do traçado – este ano um pouco melhor porque não choveu -, praticamente o mesmo desde a primeira edição em 1999, até ao pote dos rojões, alambique de aguardente e outras bebidas…reconfortantes, o espírito com que encaramos esta descida continua o mesmo, desfrutar ao máximo pelos trilhos exigentes e técnicos que a encosta do monte nos oferece e depois tirar todo o partido das burras por entre os pinheiros e arbustos nos sinuosos singles. Ccontinua a ser a prova de culto dos ddr, o tal momento zen de fim da época, de todas as nossas aventuras ao longo do ano.

2.O grupo de onze elementos, praticamente o mesmo do ano passado, com uma cara nova (Miguel), nestas andanças sarrabulhentas o Francisco Ferreira, Manuel Torre, Celestino Palmeira, Emílio Santos, Paulo Santos, Narciso Ribeiro, António Maia, Anthony Martinho, Arsénio Almeida, André Tarrio e Miguel Dias, apresentaram-se dispostos a curtir mais uma DESCIDA AO SARRABULHO, uma festa com muita adrenalina, formatada para todas as modalidades do MTB, conviverem em conjunto, onde ninguém se chateia (ou quase).

Chegados a P. Lima, cheios de larica e como a fila para o porco no espeto, era grande, a TABERNA 27, a tal tasca porreirinha de que falamos aqui o ano passado, já estava em alerta para nos receber com as suas suculentas bifanas e não os desiludimos, durante uma hora não demos tréguas à senhora do 27 a confecionar as ditas bifanas, logo tragadas pelos vorazes ddr esfomeados, bem acompanhadas com um verdinho de estalo, como que come tremoços ao fim dos treinos dêdêrrianos. Por ali nos demoramos, estava-se bem, quase nos esquecendo para o tinhamos vindo fazer a Ponte de Lima.

3.Com o estômago a abarrotar de bifanas, bem alegres, deixamos o local de concentração a tempo de assistir à partida de uns quantos heróicos sarrabulheiros, que abdicaram do conforto do autocarro para trepar a pedal monte acima e se até ao momento da partida nenhum ddr tinha intenção de se juntar aos heróicos, três ddr, Emílio Santos, Tozé e Arsénio Almeida encheram-se de brios e foram também atrás dos heróicos até à Boalhosa, chegando ao mesmo tempo dos autocarros, enquanto os restantes ddr, sob a batuta do Martinho, com a rédea solta, fomos carregar as burras no camião, antes de nos dirigir para o autocarro que transportariam os senhores das montanhas até à parte mais alta dos domínios limianos.

4.O autocarro ainda vazio foi tomada de assalto pela cambada, feliz pelo exito da concentração na Taberna 27, ter sido perfeito e, imediatamente começou a operação de charme pelo incontrolavel Martinho, naquele momento o dono daquilo tudo, a cativar com charme gaioso a destilar perfume bifano-verdasco, passageiros para o autocarro e não é que enganou uns quantos?

5.Chegados à Boalhosa, foi só descarregar as burras do camião e ala p`ro monte, para o pórtico da partida simbólica – uma das coisas boas da DESCIDA, cada um parte quando quer ou lhe apetece, com um elemento da organização a fiscalizar possíveis infiltras sem dorsal, os 650 sarrabulheiros (recorde de participantes) que estavam ali unicamente para se divertirem e curtir os trilhos. Uns metros depois a placa do costume anunciava “Descida ao Sarrabulho”, a adrenalina começava a ferver, pronta a ser descarregada, pela vertiginosa descida até à vila.

6.Os trilhos só começaram a ficar descongestionados, quando apareceram os tracks radicais e técnicos pelo monte abaixo, as mulas de raça tinham agora espaço para demostrar o que valiam e algumas demonstraram bem, galgaram destemidas sem hesitação os obstáculos naturais que lhes apareciam pela frente, proporcionando um gozo dos diabos aos montadores, atentos para serem dignos da montada, outros porém, como tudo na vida, faltou-lhes… aquela coisa para as controlar, e, foi um espectáculo até ao reforço do pote, onde a ponte esperava pelo pessoal, falsa como judas, uma tábua estreita, por cima de um charco artificial de água lamacenta, um must que já se tornou tradicional na DESCIDA, este ano ligeiramente mais comprida e mais estreita com uma pequena curva no final, desafiava todos os sarrabulheiros a atravessa-la e não adiantou nada este ano faltar o diabo com o tridente para atemorizar os desprevenidos bettistas a mergulharem na água lamaçosa, no entanto o diabo esteve presente, travestiu-se de ddr, encarnando no Tozé que nas águas revoltas com vista p`ro pote dos rejões o diabo espalhou o terror, que o diga o Martinho que mesmo dando-lhe luta, foi a vitima principal do maléfico diabo Tozé. Momento bonito

Houve mergulhos para todos os gostos, bonitos, feios, com estilo, com classe, acrobaticos, sem classe, arruaceiros, macacos, forçados, enfim foi um fartote, para gaudio de quem assistia, enquanto se comia os deliciosos rojões quentinhos saídos do pote, bebia-se vinho branco e…bagaço de um alambique propositadamente montado, p`ra animar os azarados sarrabulheiros, ficava-se na espetativa a ver se havia mais alguém a resvalar na tábua e havia, continuavam a cair como tordos, os ddr tambem contribuíram para o espetaculo com quatro a irem ao castigo. Toca a todos, de resto estávamos ali unicamente para nos divertir

7.Logo depois de arrancar para a segunda parte, uns metros à frente a organização introduziu uma rampa sobe-e-desce movível, com dois metros de altura + -, com grau de dificuldade relativo, com alguma espectacularidade, com muita gente a testar as suas capacidades circenses, uns bem sucedidos e outros nem por isso as acrobacia definitivamente não era a sua praia.

Os ddr`s pedalavam agora por um estradão largo, tudo corria bem num dia maravilhoso mas como diz o povo, não há bela sem senão, de repente uma nuvem escura atravessou-se no caminho e fez dois ddr top, perderem momentaneamente o controle das burras, provocando uns empenositos e transfigurando uma roda num oito. Ossos do oficio, mazelas quem as não tem?

Refeitos das nuvens, prosseguimos por descidas rápidas, antes de enveredar pelos singles tracks downhilleiros ligeiramente menos técnicos que os anteriores, mas exigentes na mesma, pelo meio dos pinheiros, com os habituais cartazes com fotos sugestivas de gajas, pregados nos pinheiros ao longo dos trilhos e se o objetivo era tentar que a malta se distraísse e desse uns abraços nos pinheiros, desta vez não vimos ninguém nesses propósitos.

8.A excitação dos trilhos não acabou aqui, a entrada na vila fez-se por terrenos particulares e depois por um parque artificial de obstáculos para a pratica de desportos radicais e a seguir entramos na vila e umas centenas de metros depois descemos pelo escadório da capela das Pereiras, com muito publico a assistir ao show das escadas.

A festa tinha acabado pá!

A XVII DESCIDA AO SARRABULHO 2017, tinha terminado e, comó costume, soube a pouco.

Parabéns Batotas!!! Até 2018

PS: Dedicamos esta aventura a todos os ddr que não puderam estar presentes principalmente aos nossos ddr emigrantes

fotos dos BATOTAS da travessia da “ponte”, posteriormente serão publicadas outras sobre os ddr

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