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It your self

Domingo, Janeiro 14, 2018

(este texto deve ser lido com a voz nasalada do antigo primeiro ministro José Socrates)

Olá a todos, depois do enorme êxito da rubrica, It your self, faça você mesmo, publicada neste espaço há uns tempos, pelos injinheirus dos ddr, sobre a arte de injinheirar uma solução, quando os azares mecânicos estuporam a bike durante um qualquer treino.

Lembram-se com certeza daquela façanha, sobre um quadro partido em duas metades e atado com mestria pelos injinheirus, com arame de uma latada de uma vinha para que o atleta pudesse prosseguir  ligeiro e vaidoso com uma nova suspensão, ou daquela emenda da corrente rebentada em três partes e que, sem instruções e só com um elo de engate os injinheirus resolveram.

Pois bem hoje vamos publicar mais um It your self, vamos falar da utilidade de um pau.

Comecemos pela sua definição e para que serve; pau, qualquer pedaço de madeira; também há quem lhe chame cacete, bordão, cajado, haste, mastro, depois há os ditados populares onde se usa muito o pau; ser pau para toda a colher, jogar com um pau de dois bicos, pau mandado, dar por paus e pedras e até para dar umas bordoadas em alguém que mija fora do penico o pau é o ideal e, mais haveria, mas ficamos por aqui.

Hoje vamos falar de mais um pau, não do pau-parte-raios como aconteceu hoje a um rafeiro durante a biulencia do treino, mas sim do pau-segura-desviador, que um dos nossos muitos injinheirus, injinheirou numa situação de emergência e, ao fim e ao cabo,  para dar a conhecer à humanidade que ter um pau à mão faz um jeitaço do caraças, o meu amigo Zé, costuma dizer que ter um pau de cabinda à mão por vezes faz maravilhas…hum…, acho que este pau não é chamado p`raqui.

Vejamos agora a peripécia pauzante, protagonizada por, César Nogueira, Bruno Filipe com a bike noeminha,  e Eurico Cunha, distinto injinheiru, pegaram nas bikes de montanha com dois objetivos: fazer o teste de resistência ao cabedal das burras e alcançar a capital do maior galo do planeta com morada na ex rotunda cibernética de Barcelos city.

Com toda a pujança, pela pela margem do rio Cávado, virados a montante, atentos ao comportamento das mulas em condições extremas, por cima de calhauzada e muita lenha e outras ratoeiras como convém em testes de, ou vai ou racha. Os três mosqueteiros prosseguiam abstraídos de tudo, só tinham olhinhos p`ras mulas e o sonho de conquistar rapidamente o mundo até Barcelos, a meta desejada, só que, vã glória, a esforçada odisseia teve de ser interrompida, a meio da jornada, o sonho de uma rapidinha sem problemas esfumou-se, a alimária noeminha do Bruno F, não aguentou a gincana acrobática pelos carreiros apertados e deu de si com o desviador traseiro partido.

Sem perdas de tempo o injinheiru mais dotado do trio, o Eurico, radiografou o problema e a solução surgiu célere, “eureka, um pau”, disse o inji Eurico com toda a convicção, “arranjarei um pau e darei novo andamento à burra éminha” , e entrou em ação em busca do pau perfeito. Quando o obteve, sacou de duas braçadeiras plásticas, uma preta e outra branca, do seu estojo de viagens à selva, configurou um pau, que, presume-se, fosse de pinheiro – o Inj Eurico não especificou – com 16cm de comprimento e 8mm diámetro e agora atentem nos pormenores, numa das pontas o pau foi cortado obliquamente isto é importante porque fica mais bonito nas fotografias. Descascou 5cm do pau a começar do lado do corte oblíquo, porque…porque sim. Em seguida fixou o pau no dói-dói do desviador com a ajuda das braçadeiras preta e branca e para terminar, o inji Eurico, depois de muito matutar optou por dar um nó de marinheiro – tentou que fosse um lais de guia, mas não correu muito bem e saiu um nó escangalhado -, com o que sobrou das duas pontas para dar um cunho artístico ao pau-segura-desviador e à injinheirada final.

E assim, foi graças ao pau que a noeminha do Bruno prosseguiu mas, mais a modinho e embora o trio continuasse a maratona parte-bilhas noutro sentido, o trio estava um pouco frustrado, porque o sonho de verem o galo cibernético da rotunda, ter sido adiado.

Viram? Viram como é importante ter um pau à mão?

Foi mais um It your self, dos nossos injinheirus.

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