Concentração para CPC

Foram chegando a contas gotas, as estrelas são assim, o Marco foi o primeiro a apresentar-se e, num instante outros se seguiram até o Rafas ficar povoado com uma duzia de atletas de alta competição – basta ver as imagens abaixo para confirmar -, prontos para farejar uma porrada de kms do CPC mas, a coisa não começou muito bem ou antes, começou como habitualmente, fomos ao encontro do chefe que….não apareceu. O Milo a cada km, ameaçava que ia voltar para trás porque a tosse não o largava. Nas Marinhas demos com o nariz na porta e o assunto das CRD (decifra isto Martinho), ficou adiado para o André resolver. A coisa só começou deveras a animar em Castelo do Neiva, quando o gajo que escreveu estes rabiscos resolveu mergulhar de chapa nas pedras – mais tarde outro atleta dos bons, em solidariedade haveria de mergulhar mas de costas e no pixe – e, foi  neste ambiente de festa, antes dos joanetes dos dedos dos pés do Tozé, se adaptarem aos sapatos amarelinhos acabados de estrear agora em rodagem, que chegamos ao local do gesso de concentração em Belinho no Miguel house`s,  onde mais uma vez fomos recebidos  com todas as mordomias, ou não fossemos atletas famosos, para roer primeiro os pistachios, amendoins, salpicão, garrafão de VP e outras coisas mais, esta, uma fase importante para depois roer o  CPC que no próximo sabado terá o pontapé de saída às 05h30.

Cá está a seleção dos garbosos atletas e as respetivas burras no Miguel house`s em Belinho, que irão representar as cores dos ddr no CPC

Fátima 2018

1.No passado fim de semana 12 e 13 maio, 17 ddr pedalaram até Fátima pela 17º vez, curiosamente, repetimos a mesma data de há seis anos 12 e 13 maio 2012 e também com 17 elementos – embora desta vez, só 8 é que fossem repetentes. Costuma-se dizer que a ultima vez é sempre melhor que as outras mas, o certo é que foram dois bons dias e desta vez até tivemos vento bonançoso a nosso favor.

2.Com toda a gente em forma – as coças de quinta-feiras à noite surtiram efeito -, todos calejados nestas andanças, menos o estreante Martinho que, para o efeito até comprou uma burra de estrada, sem azares mecânicos (tirando uns furitos), depressa palmilhamos os 150kms da etapa parcial até Mira, pouco passava das 13h00, quando arribamos ao local programado para o reabastecimento e ao ponto nevrálgico do percurso. Ultrapassar a barreira situada no Casal de S.Tomé em Calvelas ao sul de Mira, chega a demorar mais de 3 horas, por aqui se vê a dificuldade de ultrapassar este obstáculo.

3.O reabastecimento foi na bela propriedade do Snr Carlos Miranda, amigo do chefe dos ddr, que serviu de poiso para o reforço e…outras cenas!
Incrivel como o Snr Carlos tem paciencia para nos aturar. Como sempre, fomos bem recebidos com um almoço, saboreado sem pressas – só faltou o bolo do Miguel -, é por estas e por outras, que damos mais valor à qualidade que à rapidez e demoramos dia e meio para chegar a Fátima.

4.Findo o almoço, por ali andamos à solta com rédea livre comó costume e, nem o frio impediu que o Martinho e o Miguel, tomassem de assalto o barco do lago, o “Inô”, com grandes histórias de navegação de outras ocasiões, sob o comando dos ddr, agora foi utilizado para o show  Os Piratas de Calvelas, protagonizado pelos dois irreverentes patifes Martinho e Miguel
Os artistas executaram vários números, desde luta livre, remar sem…remos, etc., mas o numero mais artistico, foi o fantástico mergulho do Martinho p`ra água turba do lago com os óculos de sol que, no frenesim da luta se esqueceu de os tirar e ainda bem, para gaudio da plateia que na margem assistia a todas as movimentações dos artistas. Os numeros que ainda faltavam executar foram cancelados e o resto do show foi passado com os artistas a rocegar o fundo do lago de rabo fora da água à procura dos óculos mas, em vão, os óculos continuam no fundo do lago agora a fazer de coral para os peixinhos.

5.Em terra, o Martinho continuava com a corda toda, com os seus celebérrimos ataques de riso sem fim, num desses intervalos do riso e antes do espetáculo terminar com o velho numero do enforcanço das burras zirinhas penduradas nas arvores, o chefe aproveitou para mostrar ao Martinho os moinhos de rodizio do ti Manel “Reco” e os burros da quinta.
Ao fim de três horas, alguém se lembrou que tínhamos de continuar o caminho de Fátima e ainda tinhamos de chegar à Figueira da Foz naquele dia.
Compreendem agora, ddr`s e quem nunca fez o caminho de Fátima quão dificil é o obstáculo de Mira?

A frase poética que o Jardel Agostinho disse, na ultima vez que nos acompanhou: “vivemos incansavelmente de forma “infantil” e conformamo-nos com a felicidade que vamos tendo”, continua a fazer sentido, para descrever a passagem por Mira.

2º dia

Domingo, 13 maio

6. A segunda etapa de 70km, da Figueira a Fátima, começou sem atrasos, com todos em forma, aparentemente ninguém parecia acusar os 195km do dia anterior, sem stress, despedimo-nos da Figueira da Foz e fizemo-nos à estrada em bom ritmo, até ao alto do barracão foi um tiro. Apesar de ser o dia 13 de maio, ponto alto das celebrações religiosas, de quando em quando ainda se viam alguns peregrinos na direção ao Santuário.
Estima-se que anualmente acorram a Fátima, mais de 5 milhões de visitantes, de Portugal e do resto do mundo e é considerado o segundo maior destino turístico religioso do mundo logo a seguir ao Vaticano.

7.Sem problemas mecânicos e fisicos às 11h30 estavamos em Fátima, onde decorriam as cerimónios religiosas do dia 13 maio a data religiosa mais importante do ano.
À nossa espera lá estava a Rosinha Cunha e quatro distintas senhoras que quiseram surpreender os maridos, o que é sempre bom para elevar a moral do grupo.
No Santuário, por lá nos demoramos mais tempo que o habitual, ficamos por ali a observar a imensidão de peregrinos que enchiam por completo o Santuário, com ou sem fé, cada um nós à sua maneira, viveu o espirito da cerimónia e, se uns ficaram a contemplar o cenário das movimentações dos peregrinos, outros arriscaram e em introspeção, meditativa embrenharam-se na multidão para sentir mais de perto a mística do ambiente, afinal também foi um dos motivos porque fomos a Fátima.

8.Resta-nos agradecer à Rosa Cunha mais uma vez pela disponibilidade em nos trazer de volta no autocarro e ao Carias que nos acompanhou durante os dois dias.

A próxima aventura será daqui a três semanas pelos Caminhos de Santiago, até lá cuidem-se

O grupo de 2018:

Filipe Torres; Francisco Ferreira; Manuel Torre; Celestino Palmeira; Paulo Santos; Filipe Correia; Narciso Ribeiro; António Maia; Tiago Costa; António Solinho; António Soares; Anthony Martinho; Eurico Cunha; Miguel Dias; Alberto Ribeiro e Campos
Na logística:
Zacarias Palmeira e Rosa Cunha

Algumas fotos dos dois dias:

Granfondices dos ddr pelo Douro Granfondo 2018

1.Amanhã dia 12, começa a tradicional incursão a Fátima em bicicleta pelos ddr, a 17ª, tem sido sempre assim por esta altura do ano. Esperamos que tudo corra pelo melhor e que o obstáculo de Mira seja ultrapassado sem incidentes de maior, depois falaremos como as coisas se processaram mas, agora vamos falar das granfondices dos 5 ddr que participaram no dia 6, no Douro Granfondo 2018

2.Já passaram quatro dias em que a Régua foi literalmente invadida por ciclistas, não só oriundos do país, mas também de outros países. Manhazinha cedo, de qualquer rua, beco, parque, saiam ciclistas com os seus equipamentos multicoloridos, aos magotes dirigiam-se para a concentração da partida, onde se iria realizar a aventura pelas estradas que serpenteiam os famosos vinhedos do Douro, património da humanidade, impressionante olhar para o pelotão a perder de vista com 3000 e tal ciclistas distendidos pela margem do rio Douro.

Na box da frente, a VIP, entre convidados, faziam parte os ilustres campeonissimo Alberto Contador e o ex campeão do mundo Rui Costa, Vitor Gamito e o eterno Venscelau Fernandes. Na box`s seguintes, lá estavam os fregueses do costume, os dois ddr, o Cesar em pulgas para o arranque e o Bruno descontraído como é seu timbre,  separados por trezentos metros de distãncia, mais três ddr, Tozé e Narciso, estes em duvidas qual percurso escolher quando chegasse a hora da separação, um pouco mais atrás, o Cunha, emprestado à equipa do Bruno Filipe, a Maulini Sa, vindos expressamente da Suiça, com a certeza de que desta vez não iria espremer o caparro, o bom senso aconselhava a pedalar em equipa e foi isso que fez.

Dada a partida, tivemos de esperar mais 8 minutos até chegar a nossa vez. O desafio tinha começado.

Com andamentos diferentes, cada um foi à sua vidinha. Ate ao Pinhão foi sempre a voar, depois apareceu a desconfortável tremideira do pavé, os bidons saltavam do suporte como rolhas de champanhe até voltar à normalidade do pixe. A primeira subida até ao alto de Sabrosa, foram 10kms sem dificuldades de maior. Ouvia-se falar castelhano por todos os lados, os tombos começaram a surgir, dois ciclistas hipnotizados pela paisagem pararam bruscamente para a admirar, esquecendo-se de quem vinha atrás, felizmente ninguém se magoou, já na descida para Cheires foi diferente, não obstante os avisos de perigo, aconteceram alguns acidentes com consequências físicas e mecânicos.

Ao km 42 no inicio da subida para Cheires, a bike do Tozé fez finca pé e… pum, foi uma vez uma roda que ficou em fanicos, deixando o Tozé apeado, inconsolável, ficou a aguardar que o apoio mecânico lhe emprestasse uma roda para completar a odisseia duriense, a espera demorou no dizer dele, uma hora até reiniciarem – Tozé e Bruno -, a subida até ao alto de Cheires a 3 kms de Favaios. E tudo voltou à normalidade.

3. Os 15km a descer desde Favaios, com o vale Mendiz à direita foi simplesmente espetacular, proporcionou uma diversão do caraças, quer pela beleza do vale, quer pela estrada larga sem curvas traiçoeiras, deu para o gajo que escreveu estes rabiscos assapar na burra até mais não, vingando-se dos gajos que o ultrapassaram nas subidas. Estava tudo a correr bem e nem a passagem de novo pelo km por paralelo do Pinhão depois da vertiginosa descida, esmoreceu os ânimos para o que daí a pouco adviria, no entanto enquanto pedalávamos pela 222, persistia o formigueiro com a estuporada subida ao alto de Vacalar que ainda faltava, para mais ouvindo um pequeno grupo da frente a jurar que não queriam saber de mais subidas e iriam direitinhos à Régua, foi o suficiente para despertar os diabinhos que começaram logo sussurrar aos ouvidos para que seguisse o grupo de cobardes, felizmente os diabinhos não levaram a melhor e foi à duro de roer que trepamos os 9 kms, o pior obstáculo de todo o percurso até Armamar mas, o facto é que não foi assim tão duro, afinal ainda deu para o Tozé fazer o cavalinho para a fotografia e o Cunha rebocar/empurrar um Maulini Sa, com algumas dificuldades físicas.

Os derradeiros 25 km, em plano e a descer, foram bem divertidos, agora a três, foram feitos num ápice sempre a rasgar pano até à meta, onde o César há muito tinha chegado, fazendo jus dos pergaminhos de campeão com o notável tempo de pouco mais de 3,5 horas, sendo o 23º da classe. Parabens campeão. Estava assim concluído o 4º Douro Granfondo para os ddr.

4.Em suma, foi um dia divertidíssimo, foi uma festa até à hora da partida, uma festa durante a pedalação pelas estradas sinuosas com troços traiçoeiros, com paisagens fantásticas e uma festa depois com toda gente feliz por ter terminado sem percalços de maior, a contar as incidências da aventura todas positivas, só foi pena a estupor da roda da burra do Tozé não ter colaborado.

Nos anais dos ddr, o dia 6 de maio de 2018, ficará registado como um dia top de festa do ciclismo de estrada que o Douro Granfondo nos proporcionou, considerada já a maior prova de ciclismo do país – 3100 participantes inscritos segundo a organização -, só possível com uma organização de qualidade, a que a Bikeservice nos habituou. Parabens Bikeservice e parabéns a todos os ddr e aos familiares acompanhantes.

Algumas fotos dos ddr e outras curiosas