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Granfondices dos ddr pelo Douro Granfondo 2018

Sexta-feira, Maio 11, 2018

1.Amanhã dia 12, começa a tradicional incursão a Fátima em bicicleta pelos ddr, a 17ª, tem sido sempre assim por esta altura do ano. Esperamos que tudo corra pelo melhor e que o obstáculo de Mira seja ultrapassado sem incidentes de maior, depois falaremos como as coisas se processaram mas, agora vamos falar das granfondices dos 5 ddr que participaram no dia 6, no Douro Granfondo 2018

2.Já passaram quatro dias em que a Régua foi literalmente invadida por ciclistas, não só oriundos do país, mas também de outros países. Manhazinha cedo, de qualquer rua, beco, parque, saiam ciclistas com os seus equipamentos multicoloridos, aos magotes dirigiam-se para a concentração da partida, onde se iria realizar a aventura pelas estradas que serpenteiam os famosos vinhedos do Douro, património da humanidade, impressionante olhar para o pelotão a perder de vista com 3000 e tal ciclistas distendidos pela margem do rio Douro.

Na box da frente, a VIP, entre convidados, faziam parte os ilustres campeonissimo Alberto Contador e o ex campeão do mundo Rui Costa, Vitor Gamito e o eterno Venscelau Fernandes. Na box`s seguintes, lá estavam os fregueses do costume, os dois ddr, o Cesar em pulgas para o arranque e o Bruno descontraído como é seu timbre,  separados por trezentos metros de distãncia, mais três ddr, Tozé e Narciso, estes em duvidas qual percurso escolher quando chegasse a hora da separação, um pouco mais atrás, o Cunha, emprestado à equipa do Bruno Filipe, a Maulini Sa, vindos expressamente da Suiça, com a certeza de que desta vez não iria espremer o caparro, o bom senso aconselhava a pedalar em equipa e foi isso que fez.

Dada a partida, tivemos de esperar mais 8 minutos até chegar a nossa vez. O desafio tinha começado.

Com andamentos diferentes, cada um foi à sua vidinha. Ate ao Pinhão foi sempre a voar, depois apareceu a desconfortável tremideira do pavé, os bidons saltavam do suporte como rolhas de champanhe até voltar à normalidade do pixe. A primeira subida até ao alto de Sabrosa, foram 10kms sem dificuldades de maior. Ouvia-se falar castelhano por todos os lados, os tombos começaram a surgir, dois ciclistas hipnotizados pela paisagem pararam bruscamente para a admirar, esquecendo-se de quem vinha atrás, felizmente ninguém se magoou, já na descida para Cheires foi diferente, não obstante os avisos de perigo, aconteceram alguns acidentes com consequências físicas e mecânicos.

Ao km 42 no inicio da subida para Cheires, a bike do Tozé fez finca pé e… pum, foi uma vez uma roda que ficou em fanicos, deixando o Tozé apeado, inconsolável, ficou a aguardar que o apoio mecânico lhe emprestasse uma roda para completar a odisseia duriense, a espera demorou no dizer dele, uma hora até reiniciarem – Tozé e Bruno -, a subida até ao alto de Cheires a 3 kms de Favaios. E tudo voltou à normalidade.

3. Os 15km a descer desde Favaios, com o vale Mendiz à direita foi simplesmente espetacular, proporcionou uma diversão do caraças, quer pela beleza do vale, quer pela estrada larga sem curvas traiçoeiras, deu para o gajo que escreveu estes rabiscos assapar na burra até mais não, vingando-se dos gajos que o ultrapassaram nas subidas. Estava tudo a correr bem e nem a passagem de novo pelo km por paralelo do Pinhão depois da vertiginosa descida, esmoreceu os ânimos para o que daí a pouco adviria, no entanto enquanto pedalávamos pela 222, persistia o formigueiro com a estuporada subida ao alto de Vacalar que ainda faltava, para mais ouvindo um pequeno grupo da frente a jurar que não queriam saber de mais subidas e iriam direitinhos à Régua, foi o suficiente para despertar os diabinhos que começaram logo sussurrar aos ouvidos para que seguisse o grupo de cobardes, felizmente os diabinhos não levaram a melhor e foi à duro de roer que trepamos os 9 kms, o pior obstáculo de todo o percurso até Armamar mas, o facto é que não foi assim tão duro, afinal ainda deu para o Tozé fazer o cavalinho para a fotografia e o Cunha rebocar/empurrar um Maulini Sa, com algumas dificuldades físicas.

Os derradeiros 25 km, em plano e a descer, foram bem divertidos, agora a três, foram feitos num ápice sempre a rasgar pano até à meta, onde o César há muito tinha chegado, fazendo jus dos pergaminhos de campeão com o notável tempo de pouco mais de 3,5 horas, sendo o 23º da classe. Parabens campeão. Estava assim concluído o 4º Douro Granfondo para os ddr.

4.Em suma, foi um dia divertidíssimo, foi uma festa até à hora da partida, uma festa durante a pedalação pelas estradas sinuosas com troços traiçoeiros, com paisagens fantásticas e uma festa depois com toda gente feliz por ter terminado sem percalços de maior, a contar as incidências da aventura todas positivas, só foi pena a estupor da roda da burra do Tozé não ter colaborado.

Nos anais dos ddr, o dia 6 de maio de 2018, ficará registado como um dia top de festa do ciclismo de estrada que o Douro Granfondo nos proporcionou, considerada já a maior prova de ciclismo do país – 3100 participantes inscritos segundo a organização -, só possível com uma organização de qualidade, a que a Bikeservice nos habituou. Parabens Bikeservice e parabéns a todos os ddr e aos familiares acompanhantes.

Algumas fotos dos ddr e outras curiosas

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