No dia do cão

Se calhar foi por hoje ser o dia mundial do cão, que muitos ddr, trocaram  o treino para mimosear os caniches, levando-os a passear. Esperamos é que tenham feito jus ao dia dos chihuahua e companhia, dando-lhes um bom banho de espuma, guloseimas, rancho melhorado como ossos bons de roer, porque os amigos fieis devem estar fartos de roer canelas, aquilo deve ser duro de roer comó caraças, deixando-os alçar a perna à vontade em todas as marcas de pneus, esquinas e até nos sapatos do dono, pois, que diabo não é só levar biqueiradas quando o dono chega a casa mal disposto por o clube da sua preferência ter perdido o jogo. Se foi esse o caso, então os ddr faltosos estão desculpados.

Quanto ao grupo que picou o ponto, que começou com seis no Rafael (o Cesar não entra na contagem porque foi treinar a solo p`ra Vacaria) e em Gandra passou a nove, tornando-se num grupo formidável, ddr & X-par, não estiveram virados p`ras trelas canichenses e preferiram montar nas burras e sem rumo bem defenido, um clássico, foram em trote acelerado até desaguar no monte de S.Gonçalo e, na volta, foram ao mergulho na poça do Meril ou será lagoa do Enxate? P`ro caso não interessa, mesmo com pouca água, deu para chafurdar,  para refrescar e tirar o pó fininho escuro, que entretanto se tinha alojado nas trombas e, assim felizes por termos nascido, regressamos ao ponto de partida.

O dia do cão foi bem celebrado

 

Raftingadas

1.Comecemos por dar os Parabens à Campeonissima Tania Serra, por mais um 1º lugar em elites a solo, nas três horas de resistência “Cabeceiras Urban Race”, que depois de ontem ter feito 60km noturnos, hoje apresentou-se no “Rafas” com o amigo Nuno Amorim, fresca que nem uma alface, para fazer mais 40 e tal kms calientes pelo monte e dar uns mergulhos no rio Neiva, com a cambada ddr.

 

2.No passado dia 15, um grupo de ddr, mais concretamente 9, foram apanhados em manobras perigosas de rafting no rio Minho, a jusante de Melgaço, quando se dirigiam para um porto de espanha.

O grupo foi visto num bote topo de gama de cor azul sem straps (presilhas de segurança), unicamente com colete SS e capacete, destacando-se entre as muitas embarcações de cores diferentes que aquela hora da manhã por lá navegavam pejadas de raftingueiros bem comportados com o mesmo destino, pelo seu comportamento de falta de sincronia a remar, pois cada um remava para seu lado, pondo desde logo em causa a estabilidade da embarcação e, fazendo prever que algo iria acontecer.

E as previsões bateram certo, quando numa queda de água dos muitos rápidos do rio, o nervoso bote azul virou violentamente, resultando daí, 4 duros submersos que ficaram em apneia 30s e às cabeçadas por debaixo  bote adornado, a beber água em grandes goladas, enquanto os outros dois foram cuspidos para longe do local do acidente, escapando assim às agruras da beberragem da água acastanhada do rio.

O patrão da embarcação azul sem straps, comandante Miguel, homem experiente com centenas de lides raftingonas, deixou muitas dúvidas nesta manobra vira-bote-cabeçadas-no-bote-engole-agua-debaixo-do-bote, havendo fortes indicios de que já trazia a marosca fisgada desde o início, esperando só o momento exato para atacar os desprevenidos guerreiros. E em parte conseguiu os seus intentos e se a ideia era castigar os seis dessincronizados remadores enganou-se, porque depressa os duros de roer fizeram jus ao nome e recompuseram-se num instante, voltando ao seu estado normal ou seja, cada um a remar para si.

Depois de repor a embarcação, o comandante dedicou-se à pesca dos surpreendidos raftingueiros, ainda mal refeitos das cabeçadas no bote.

Recompostos a partir daqui, temeu-se o pior para a navegação pela falta d`agua mas, felizmente o rio tinha muita água e não fez falta a água emborcada pelos valentes duros e os restantes rápidos do rio e pulos da pedra, foram feitos com muita adrenalina ate desembarcar suavemente em espanha.

3.Em resultado destas manobras raftingantes, quase todas mal manobradas e do calor, o dia só terminou por volta das 19h00, curiosamente à mesma hora que encerrou o “Solar do Alvarinho”. Há cada coincidencia…

Os raftingueiros: Filipe, Manel, Paulo, Tino, Milo, Futre, Narciso, Toze e Berto

Algumas fotos da peleja, falta o video

Doidices do reino…

Na imprensa, principalmente a escrita, é frequente ler a expressão silly season, para chamar à epoca de verão (julho e agosto), o período de ferias por excelência, época “doida” ou “parva”. Expressão com origem no Reino Unido, por não haver verdadeiros factos políticos durante as férias e as notícias terem de ser alimentadas artificialmente com coisas fúteis ou sem interesse.

Das coisas com pouco sem interesse eles (imprensa), lá sabem os chouriços que mais lhes convém publicar para entreter o povo que gosta de política. Quanto aos meses doidos a que se referem no calendário, na parte que toca ao reino dêdêrriano, não existe só dois, mas sim doze e cada mês com doses suficientes de doidice, produzidas ora em treinos (as mais frequentes), ora em provas diversas e até por Caminhos de Santiago e Mira, perdão, Fátima.

Exemplos não faltam, enumeremos só algumas maluqueiras estapafúrdicas do reino: a descida do monte da Bualhosa em Ponte de Lima, é, talvez a par com a Sra do Minho a mais significativa, de resto quando a seita desliza, o termo é mesmo este, deslizar pelos tracks apertados pelos montes abaixo ou por estradões com alto grau de armadilhas capotantes, acontece muitas vezes, bom, algumas vezes, a um rafeiro qualquer, carente, num rebate de paixão assolapada abraçar pinheiros, eucaliptos, sobreiros ou o que aparecer pela frente, abraçando-os com paixão incontrolada mas, sem correspondencia, recebendo em troca das irredutíveis e respeitosas espécies vegetais a indiferença, acompanhada das mais das vezes com requintados golpes sangrentos e, como se já não bastasse o azar não correspondido do duro rafeiro, ainda recebe de bonus a burra empenada. É de doidos….

…e nos trilhos rolling stones, ou descer a sra da imagem até partir o capacete às cabeçadas nas pedras até ficar convencidos que as pedras pontiagudas afinal não são almofadas fofinhas. Tambem é de doidos…

…e as corridas de pixe das quintas feiras à noite? É ou não de doídos? É…

…e os chafurdanços no rio Neiva, em pleno inverno? É de doidos? Talvez…

…e aquele ddr que consumiu em dois dias ao longo de 230kms, gel`s e barras energéticas que davam para seis meses? É de doidos? Doidos não, doido…

…e andar a cortar milho de 2 metros de altura, com a burra até rebentar e depois saltar o portão da quinta com 4 metros de altura? Sim, é de doidos…

…e gozar rapidamente numa semana, as três semanas de férias, como fez o grande e polivalente ddr João da Silva, antes de regressar ao Canadá? A coisa foi tão rápida que nem deu tempo do pessoal se despedir. É de doidos…

…e subir o penedo ladrão a derreter com o calor no fim de semana de 3,4 e 5 o tais dias da climática bomba de calor ou fazer o VCPGE com temperaturas a rondar os 50ºC como nos conta em baixo o Bruno Monte e corroborado verbalmente pela nossa amiga Tania Serra que este domingo nos deu o prazer da sua companhia.

“O VCPGeres Extreme 2018 já foi e estas 3 fotos mostram como foi o 1º, 2º e 3º dia da prova.

Infelizmente existiram percalços pelo caminho, temperaturas perto dos 50º C e uma grave avaria que me fez desistir no segundo dia, mas correu tudo bem…

O meu parceiro, embora normalmente mais forte do que eu a pedalar, não aguentou as condições do 1º dia e desistiu ao km 97, no segundo dia arranquei sozinho tive uma avaria e fui obrigado a desistir e no 3º dia fiz sozinho novamente.

No próximo ano correrá melhor,

1º dia 120km 3000d+

2º dia  74km  2200d+

3º dia 108km 2200d+

ddr Bruno Monte – dorsal 122B”

Então esta é mesmo de doidos e só podia ter como ptotagonisto, O DURO Bruno Monte, fadado para este tipo de provas de exigência física máxima, a quem desde já todos os ddr tiram o capacete por ser um dos 71 betetistas/herois a chegar ao fim, depois de todas as contrariedades, assim como o brilhante 2º lugar da campeonissima Tania Serra, com poiso permanente nos lugares mais altos do pódio, agora a disputar provas de XCO, que, como já referimos e com o seu amigo Nuno nos deram o prazer das suas companhias no atribulado, um clássico, treino deste domingo com direito a mergulho na cascata de perelhalvixlandia e que não se furtou à praxe do mergulho revigorante e emergir pelo buraco do renascimento dederrianix.

E pela nossa parte continuaremos a prestar tributo à silly season da época ou fora dela. A vida ou é uma aventura ou não é nada

Obs: quarta dia 15, temos a descida nos botes, no rio Minho.