Don João “O Xanatas”

Se perguntarmos aos ddr quem é o João Zão, poucos saberão quem é  mas, se dissermos “O Xanatas”, todos sabem quem é esta peculiar personagem, que nos acompanhou várias vezes nas nossas aventuras principalmente pelos Caminhos de Santiago e Fátima. O João é um grande destrambelhado, com fibra atlética mas, com muita dificuldade em arrumar direitinho as gavetas do armário. Quem é o atleta capaz de ir de Fão até Viana do Castelo (30km), num skate? O João foi esse atleta “…só me custou um bocado na ultima subida, porque a perna começava a ficar cansada…” , respondeu o nosso amigo, quando lhe perguntamos se custou muito. Se quisesse e tivesse vocação para arrumar as tais gavetinhas no sitio certo, não há duvidas que seria um atleta de topo.

Mas esta do skate, é só uma das muitas façanhas do João Zão, para descrever as aventuras mirabolantes deste duro despenteado, seriam precisas muitas páginas e no fim daria um livro volumoso.

Os ddr tem bem presente o episódio daquela vez  quando próximo de Fátima, a bike do João empenou, sem se perturbar pôs a burra na carrinha de apoio e fez os restantes 8 kms a correr e…descalço, e, não nos custa nada acreditar que é o único peregrino em bicicleta de toda a história dos Caminhos de Santiago, que fez o Caminho Frances, com umas chanatas calçadas, um par de bermudas a servir de calções e a bagagem  dividida por dois sacos a tiracolo, um à frente e outro atrás a servir de contrapeso.

O João sempre demonstrou alguma dificuldade em pedalar em grupo, por isso opta sempre por andar na dianteira do pelotão chegando a desaparecer da nossa vista e, em consequência dessa apetencia solitária, perde-se com frequencia mas, quando isso acontece, não nos preocupamos, porque sabemos que ao fim de umas horas ele irá aparecer como se nada tivesse acontecido.

Além de ser nadador salvador, no verão também toma conta da concessão das barracas e do bar da praia do Ofir e, em parte, é por força destas novas obrigações que deixou de nos acompanhar nas nossas aventuras.

Com o passar do tempo, pensávamos que se tivesse auto regenerado e agora estivesse mais comedido nas suas peculiares odisseias mas, depois de há duas semanas, o ver-mos na partida do Transcávado, sem capacete, com os calções bermudianos e sapatilhas brancas, as duvidas da auto regeneração dissiparam-se num instante. O nosso amigo “Xanatas”, continua fiel ao que sempre foi, um grande atleta destrambelhado, um caso de estudo.

Aqui ficam algumas fotos do nosso herói e o vídeo de ontem no intervalo do treino dêdêrriano:

 

Os ddr na Maratona da Póvoa de Varzim

Depois dos 5 Cumes e do Transcávado, agora foi a vez dos ddr darem um pulo até à Povoa, para participarem na maratona btt, a segunda prova mais participada pelos ddr depois da donwhilleira Descida ao Sarrabulho.

Organizada anteriormente pela School Events, esta foi a 12ª edição da maratona da Povoa – a 5ª da era bikeservice –, nas inscrições das primeiras edições constava o direito ao almoço, servido no campo da tourada e, aquilo era um momento bem animado sobretudo entre os ddr, quando estes resolviam almoçar no redondel, uma autêntica…tourada.

Ontem, repetiu-se mais uma edição, já sabíamos de antemão que ao longo de 70kms, teríamos de atravessar muitos lagos, devido ao efeito Leslie, esse estuporado tufão que se armou em parvo a destruir árvores e outros bens, que pôs os portugueses em sobressalto durante a noite,  felizmente p`ras nossas bandas, limitou-se a umas boas bufadelas e a encher de água tudo o que era desnível e valetas nos caminhos, o que acicatou à partida, ainda mais o espírito aventureiro dos maratonistas btt da Povoa.

Arrancamos, debaixo de uma forte chuvada, foi o prenuncio para o banho que se adivinhava. Cada um de nós ddr, foi à sua vida, com o ritmo que mais lhe convinha e com a pica toda, ora ultrapassávamos os mais lentos, ora eramos ultrapassados pelos mais rápidos, o objetivo era fazer o melhor que podíamos mas, essencialmente gozar o momento sem preocupações por tudo o mais.

Depois de 5km de pixe, sem surpresas, como previsto lá encontramos os trilhos comó previsto com muita água e lama e a diversão começou.

De facto divertimo-nos imenso, já tinhamos saudade de um bom banho de lama depois do pó peganhento dos 5 Cumes e do pó do Transcávado. O almoço, perdão o reforço em Rates convidava a uma pausa mais demorada, a bikeservice não brinca em serviço.

Passado 3kms em Macieira de Rates, surgiu um extenso single a subir, de quando em quando neste single, eramos surpreendidos com cartazes para (des)moralizar os menos prevenidos com estas coisas do pedal “Socorro”, “Podes chorar que não conto a ninguém” e “A culpa é do Zeferino”. Uma brincadeira engraçada, que se tornou um hábito em todas as provas organizadas pela bikeservice.

Os 18 kms finais até à meta com terreno propicio, foram feitos em alta rotação com picos de máximo a rondar os 42k/h. Primeiro chegou o – speedy – Cesar, ficando a escassos 7m do vencedor; depois o Seara a 17m; o Chico a 33m; Narciso a 39m e o Milo a 40m. Tudo numa boa.

O Cunha, o único representante dos ddr na maratona (70km), que andou toda a prova a degladiar-se pelos 1ªs lugares, cortou a meta num brilhante 8º lugar na classe A. Grande máquina. Parabens.

E assim, sem azares, terminou mais uma divertida maratona, foi rolante? Talvez um pouco mas, para quê torna-la difícil? Afinal toda a gente estava ali para se divertir e depois há sempre a maratona para os mais exigentes e que gostam de dureza, quando assim é, para quê mudar o figurino. Parabens aos vencedores, aos ddr, a todos os participantes e à bikeservice, que mais uma vez carimbou com selo de qualidade a maratona da Povoa de Varzim.

Os ddr no Transcávado 2018

À semelhança dos anos anteriores, os ddr estiveram presentes nos dias 5 e 6, no 3º Transcávado BTT- GPS, estiveram em força com um grupo jeitoso, o maior das três edições, com 11 jeitoooosos duros de roer nos dois dias de slow race e 2 num só dia de race.

Foram dois dias bem divertidos, dois dias passados à moda dêdêrriana ou seja, diversão e o caos do costume, dois dias antes ainda estávamos convencidos que a 1ª etapa terminava na vila em Terras de Bouro, para onde tínhamos apontamos a logística de sexta para sábado. Um cena muitas vezes repetida, que nos persegue sempre que temos uma saída mais longa mas que, por portas e travessas acaba sempre por dar certo, desta vez valeu-nos o santo Nuno Gonçalves quem nos safou.

Foram dois dias de pura liberdade em cima da bike pelas serras, por trilhos técnicos e paisagísticos fantásticos, parando quando nos apetecia, sem preocupações com o relógio a não ser no segundo dia para chegarmos a tempo de apanhar a caminete p`ra Esposende.

Soltamos a adrenalina quando era caso disso, my god, aquela descida do Larouco, por estradão de gravilha desde as eólicas com as burras a abanar por todos os lados foi de loucos. Quando os atores são bons, não há como evitar as incidências de percurso pois interpretam naturalmente os seus papeis: o do Martinho, foi andar atrás das setas que volta e meia desapareciam do GPS de pulso; o do Milo a substituir as pilhas do GPS porque só duravam…10 minutos; o do Tozé um furacão por onde passava a animar as hostes com as patas da frente da burra no ar p`ras fotos; o do Seara com as suas piadas assertivas de top no momento certo; o do Chico como se anda certinho por caminhos tortos; o do Narciso com o absurdo de querer fazer um filme com a lente besuntada de creme das bolas de berlim; o do  Berto como bem repelir o stress; o do Paulo a arte de pedalar impávido e sereno sem se importunar com porra alguma; o papel do chefe Filipe como ter pulso para pôr cobro a qualquer veleidade dos dez rafeiros quando algum tresmalhava, mesmo assim deixou escapar dois do redil já perto do final; o do Cunha – que o ano passado foi 2º no Race, desde Montalegre a Esposende em pouco mais de sete horas -, demonstrar, embora a muito custo que também consegue fazer o Transcávado em slow race em 10h divididos por dois dias e conter-se no 2º dia, para não ir à luta com a concorrência do race; o do Alexandre, que nos deu o prazer da sua companhia, demonstrou que dava um ddr de top.

Depois tivemos os campeões Paulo Fernandes e João Pedro Faria, que num dia e em modo competição, conquistaram o 3º lugar do pódio em pares, a quem mais uma vez endereçamos os nossos parabéns.

Em suma, e, como dizia a nota introdutória da apresentação do Transcávado – e nós confirmamos -, foi uma prova à medida de cada um, e, não sendo algo de transcendente, foi uma prova desafiante de superação da modalidade de btt, com salutar convívio entre todos os betetistas, com partida da foz do rio Cávado até à serra do Larouco em Montalegre, numa distãncia – a fazer fé no Strava do Alexandre -, de 144,5km com 3518 d+ por terras de média e alta altitude.

Por ultimo, temos que enaltecer o profissionalismo e empenho dos grandes obreiros e mentores do Transcávado: João Paulo Torres e Hugo Rocha, dando-lhes os parabéns, impecáveis em todos os aspetos menos num: terem falhado no ar condicionado à chegada a Montalegre e assim tivemos de rapar um frio do caraças.

Premonições e irritações d`um artista dos 5 Cumes

Hoje, dia 30 de setembro, realizou-se a mítica prova de btt “5 Cumes” e, 4 ddr: César, Paulo Fernandes, Narciso e Tozé, andaram por lá a roer esses Cumes e a desbundar nas descidas, com visão reduzida de palmo, pelo meio do pó preto e terra fininha. Que adrenalina, man.

Só que – e agora vou falar na primeira pessoa -, às tantas este gajo, que estava a divertir-se comó coiso, que até teve um flash de apanhar uma barrigada e comer também os Cumes de S.Gonçalo, nem acabou de roer em condições o 3º Cume e, na freguesia de  Panque ficou…empancado, a estupor da burrepic, que já vinha a ameaçar desde o Facho, esteve-se borrifando para o flash e estugou o passo, estroncou, fodeu-se, pqp, berrou o gajo irritado, bem alto, esta cena parva, só não deu para fazer um filme como daquela vez a subir ao S.Gonçalo porque ninguem e o Tozé não estava por perto para filmar, porque pedras era coisa que não faltava, para fazer uma intifada à burra.

A premonição da box F, a ultima do pelotão, bateu certo, um inquilino da dita fração F, com trejeitos de PRO, antes da partida dizia para quem o queria ouvir, que era a box dos Felizes, a felicidade a que se referia se calhar estava a pensar alto que estaria livre para ultrapassar e ser ultrapassado. Este gajo que ainda não digeriu o primeiro abandono de todo o historial betetista e estrada, ainda respondeu por entre dentes para o parceiro do lado que, fodido também começava por F. Afinal estava certo.

Mas temos de olhar para o copo meio cheio, não é? A operação de resgate dos Amigos da Montanha, foi impecável e levou este gajo a conhecer lugares do concelho que só tinha ouvido falar, freguesias de Panque, Couto, Aguiar, Aborim, Durrães e muitas mais num roteiro turístico numa carrinha de 9 lugares totalmente cheia de turistas, com as bikes escangalhadas atrás, com uma tagarela do lote dos desconsolados que não se calou um minuto e que escolheu para alvo dos seus devaneios tirar fotos ao gajo com cara de fodido da burrepic, e, só não foi a protagonista d´um filme do género de S.Gonçalo, por um tris.

Foi um tour turístico de quase duas horas, que terminou por volta das 12h45. Outra coisa boa, foi o gajo da burrepic estroncada, não ter a chatice de estar meia hora na fila p`ra bifana, foi só, pegar e comer e mais, ainda teve direito a puxar o lustre ao ego – afinal fez os 3 Cumes, embora o ultimo quase todo a penantes – e constar na classificação final, até a burra ao pé coxinho, colaborou,  eh,eh, eh.

2.Quantos aos 3 duros de roer, superaram o que lhes era exigido se é que se pode falar assim, quando foi um profissional, Domingos Gonçalves,  a vencer.

César em 7º; Paulo Fernandes em 12º; Tozé em 47º (só não fez os 5, porque teve ir embora cedo p`ra dar banho ao puto) e Narciso em…. 32º, nas respetivas classes. PARABENS durázios, agora vamos lá virar a agulha p`ro Transcavado.